In Flight - R. K. Lilley

In flight Up in the air #1 R. K. Lilley Sinopse: Quando Bianca, uma reservada comissária de bordo, recebe um olhar do bilionário proprietário de hotéi...

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In flight Up in the air #1 R. K. Lilley Sinopse:

Quando Bianca, uma reservada comissária de bordo, recebe um olhar do bilionário proprietário de hotéis James Cavendish, ela perde toda a sua compostura duramente conquistada. Para uma garota que pode facilmente manipular uma bandeja de taças de champanhe a 35.000 pés em um salto de 8 cm, ela se encontra surpreendentemente fraca com esse primeiro encontro. Bianca, normalmente imperturbável, não consegue desviar o olhar de seus olhos azul turquesa eletrizantes. Eles mantêm um desafio, e uma promessa que ela acha impossível resistir, e ela é uma garota acostumada a dizer não.

Bianca está acostumada a lidar com supermodelos e estrelas de cinema em seu trabalho como comissária de bordo da primeira classe, mas James Cavendish ganha de todos no departamento aparência. Se fosse apenas a sua aparência intimidadora, que ela acha quase irresistível, Bianca poderia ter ignorado suas atenções. Mas o que nunca lhe aconteceu, e ela tentava escapar, é daquela força dominante que ele mantém sobre ela a desde que seus olhares se cruzaram pela primeira vez, e com a promessa de prazer e dor, que ela lê em seus olhos.

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CAPÍTULO UM Sr. Cavendish Minhas mãos tremiam um pouco, enquanto eu preparava os serviços de pré-embarque dos assentos da primeira classe. Meu corpo inteiro cantarolava nervosamente, enquanto eu tirava uma garrafa de champanhe da grande gaveta de gelo no fundo do meu carrinho de bebidas. Eu senti, mais do que ouvi o meu melhor amigo, Stephan, abrir a cortina da cozinha atrás de mim. —Hora do show, Abelhinha. — ele disse rapidamente. Eu o senti enfiando alguns cabelos loiros errantes para trás, em meu coque elegante. Apesar de sua agitação, eu sabia que isto era um carinho. Como estávamos partindo da nossa cidade natal, Las Vegas, eu tinha pego um ônibus da sede da nossa companhia aérea diretamente para o avião. Isto significa que temos de ignorar a segurança completamente. Sem detectores de metal, significava grampos. E grampos significava que meu cabelo loiro liso deveria se comportar direito. Mas Stephan era sempre exagerado para cima de mim. Ele era de longe, a pessoa mais carinhosa que eu já conheci. E, certamente, a única que eu permitiria me tocar, mesmo de uma forma casual. Ele tinha ganho esses direitos comigo durante muitos anos sendo meu melhor amigo. Melhor amigo e muito mais. Companheiro constante, confidente, parceiro, antigo colega de quarto, e, atualmente, o meu vizinho. Ele era também meu parceiro na maioria dos vôos. Nós éramos completamente inseparáveis. Havia momentos em que parecia que ele era mais uma extensão de mim , do que uma real pessoa apartada. Estávamos sempre tão próximos. Sim, nós somos co-dependentes um do outro, não havia dúvida, mas tínhamos sido parceiros há muitos anos para operar de outra maneira. Não havia dúvida de que ele era a pessoa mais importante na minha vida. Quando ouvia a palavra família, pensava em apenas uma pessoa, e essa pessoa era Stephan.

— Nós já temos cinco pessoas sentadas na primeira classe. Onde está a minha lista de passageiros? — questionou Eu entreguei a ele sem uma palavra. Eu tinha a lista de passageiros dobrada dentro do meu menu de couro. Eu já tinha olhado para ela. Era essa a razão que as minhas mãos não estavam muito firmes. Não havia outra razão para eu estar tão nervosa. Estava me preparando para um voo noturno, quase vazio, com apenas um serviço mínimo. O único desafio neste voo normalmente seria conseguir ficar acordada. — Você tem que dar uma olhada no 2D. — Stephan dizia com um suspiro exagerado, sonhador. Sua declaração, e aquele suspiro sonhador eram muito diferentes do Stephan usual, mas eu sabia muito bem o motivo da mudança nele. A razão que havia despertado algumas respostas muito diferentes das minhas normais também. — Sim, é o Sr. Cavendish. — eu disse em uma voz firme. Mãos grandes e elegantes alisaram os meus ombros, sobre o uniforme padrão, terno e colete cinza-carvão. —Parece que você o conhece. — Havia uma pergunta em sua voz. —Mmm hmm. — Eu tentei o meu melhor para parecer casual. —Ele estava no voo fretado que eu tive que trabalhar sem você na semana passada. Ele estava reunido com o CEO. Sr. Cavendish é o manda chuva do hotel. Stephan estalou os dedos atrás de mim. Eu finalmente me virei para olhar para ele, levantando uma sobrancelha. Os olhos azuis claros que eu encarei, poderiam ter pertencido ao meu próprio irmão, se eu tivesse um. Na verdade, você poderia dizer o mesmo sobre nós dois em geral. Nosso cabelo dourado loiro era quase do mesmo tom, embora o seu tivesse uma textura ondulada. Os seus eram penteados para trás, e artisticamente desciam apenas após seus ouvidos. Nós dois éramos altos e magros, embora ele me batesse por vários centímetros. Até os meus saltos não faziam diferença. Além disso, nossos traços tinham uma característica nórdica semelhante. Sim, nós poderíamos facilmente passar por irmãos. E eu certamente pensava nele como um irmão. Eu já pensava nele assim por quase uma década.

— Eu já ouvi falar dele! Esse cara é um bilionário! Melissa vai entrar em erupção quando descobrir. Vamos ver o seu apoio e sua bunda aqui na primeira classe, tão logo ela descubra o que temos aqui em cima! Eu tentei abafar uma risada com o visual que ele tinha pintado. E, infelizmente, ele provavelmente não estava tão longe da verdade. Melissa era uma das três aeromoças que trabalhavam na classe econômica dos 757. Nós tínhamos acabado de começar nossa nova programação, com uma nova equipe na classe econômica. Stephan e eu sempre trabalhamos juntos na primeira classe, e continuaria dessa forma, mas nossa tripulação principal mudou em poucos meses. Nossa proposta atual estava programada para durar três meses, e nós estávamos apenas começando a conhecer agora os nossos outros companheiros de voo. Estávamos todos nos dando bem, até agora. Melissa era a mais conhecida personalidade do grupo, e assim, para melhor ou pior, estávamos aprendendo tudo sobre ela primeiro. Ela era uma daquelas meninas que se tornaram comissária de bordo para satisfazer os homens. Ou, mais especificamente, para atender homens ricos. Ela era nova na companhia aérea, por isso ela ainda estava trabalhando presa na econômica. Ou, como ela falava, na favela. Ela cobiçava minha posição de atendimento na primeira classe de voo, ou mesmo a posição de Stephan como comissária de bordo. Stephan e eu iniciamos a nossa pequena parceria como comissários de voos há quatro anos, inicialmente na classe econômica, e por isso, tínhamos anos de antiguidade sobre ela. Melissa tinha começado a trabalhar como comissária de voo talvez há seis meses, o que significa que ela não poderia solicitar uma posição na primeira classe por mais seis meses. E depois, ela não seria capaz de manter uma linha na primeira classe por mais seis meses direto. Em vez disso, ela ficaria de plantão, com uma programação totalmente caótica que não iria permitir quaisquer destinos planejados. E quando ela tivesse uma linha constante, seria a pior linha disponível, com viagens curtas durante a noite, tendo que permanecer em hotéis perto do aeroporto. Desde que eu tinha conhecido varias caça-fortunas, com quem trabalhei ao longo dos anos, nenhuma dessas coisas eram propícias para um planejamento especifico ao ataque de homens ricos.

Melissa tinha sido mais do que sortuda em conseguir pegar a nossa linha pelos próximos três meses. Era uma linha cobiçada, com pernoites regulares semanais em Nova York. Nossa tripulação ficava hospedada em um ótimo hotel, que ficava a menos de dois quarteirões do Central Park. Era uma linha superior, e todos nós ficamos surpresos ao receber este membro júnior na nossa equipe. Mas ela ainda reclamava, muitas vezes apontando que ela foi feita apenas para a primeira classe. Suas constantes queixas já estavam começando a irritar a tripulação. Stephan deu um aperto tranquilizador em meu ombro, antes de ir até a cabine de voo para ter um breve resumo com os pilotos. Este era o principal motivo que Stephan assumiu a posição de liderança, enquanto eu tomei a posição de cozinha de primeira classe. Eu odiava lidar com os pilotos. Stephan os tratava muito bem, muitas vezes lançando que era meu namorado, quando eles demonstravam um pouco de interesse a um nível pessoal na minha direção. Metade das pessoas que trabalhamos, imaginavam que estávamos juntos. Stephan não desmentia isso. Isto era uma escolha pessoal que ele tinha feito há muito tempo, que eu entendi completamente. Ele teve um tempo difícil quando contou para seus pais sobre ser gay, e eu me sentia mais segura com ele mantendo as coisas para si mesmo, e deixando as pessoas pensarem assim sobre nós. Eu tirei a rolha da garrafa de champanhe rápida e silenciosamente, enchendo cinco copos com facilidade pela prática. Tomei respirações lentas e profundas para gerenciar meus nervos. Eu utilizava isso, quando queria administrar minha ansiedade quando ela aumentava. Eu tendia a ser uma pessoa ansiosa, embora eu escondesse isso muito bem. Eu não estava acostumada a este tipo de tensão nervosa, tão exacerbada. E a causa de hoje estava longe das minhas usuais, para dizer o mínimo. Eu entrei na galeria da primeira classe com uma explosão forçada de confiança. Se eu conseguia manter uma bandeja completa de bebidas estáveis há 35 mil pés, com saltos de até 8cm, e turbulência em uma base regular, eu certamente poderia servir algumas bebidas em terreno firme.

Eu estava indo muito bem, meu braço carregando a bandeja, caminhando com firmeza, até que eu olhei para cima do chão, direto nos olhos vibrantes turquesa do Sr. Cavendish. Como parecia ser um hábito dele, em nosso conhecimento tão recente, ele estava me olhando atentamente. Sua figura magra e elegante estava descansando no assento de couro creme com um tédio casual, que faltava em seus olhos. Era a intenção em seu olhar que me deixava tão malditamente nervosa? Provavelmente. Essa intenção no seu olhar parecia ter me prendido e estranhamente me cativado. Poderia também ter algo a ver com o fato de que ele era de longe, a pessoa mais atraente que eu já tinha visto. E já vi muitos. Eu tinha servido a todos os tipos. De estrelas de sabonetes, estrelas de cinema, até todos os tipos de modelos. Inferno, Stephan mesmo era, sem dúvida, um belo modelo masculino. Mas este homem era pura e simplesmente a pessoa mais impressionante que eu já tinha colocado os olhos em meus 23 anos de vida. Não era uma característica em especial que o fazia se destacar tão claramente, embora todas elas fosse impecáveis. Talvez fosse a sua tez dourada profunda, combinada com seu cabelo castanho arenoso, que descia até a altura da gola de sua camisa branca. Era uma cor castanha clara, que estava em algum lugar entre loiro e marrom, não sendo especificamente nenhum dos dois, mas de alguma atingindo um tom que era ainda mais bonito. E seu bronzeado parecia pertencer a um surfista, ou pelo menos a alguém com cabelos e olhos escuros. Mas seus olhos não eram escuros. Eles eram um turquesa brilhante e se destacavam claramente com sua coloração anormal. E eles tão malditamente penetrantes. Eu sentia como se ele soubesse coisas sobre mim com apenas um olhar, coisas que ele não poderia saber. Enquanto eu olhava para ele, congelada no lugar, ele sorriu para mim, sua expressão quase carinhosa. Sua boca parecia tão suave, enquadrando seus dentes retos brancos. Mesmo o nariz era perfeito, reto e atraente. Ele era tão incrivelmente bonito. O pensamento me ocorreu, não pela primeira vez, como era injusto que um homem seja tão devastadoramente bonito e ainda um bilionário antes dos trinta anos. Qualquer pessoa nascida tão privilegiada certamente seria uma pessoa horrível. Ele provavelmente nunca sofreu um dia em sua vida. Ele provavelmente tinha tudo tão facilmente entregue nas mãos, que devia ser

uma pessoa horrível e arrogante, entediado com as coisas que o resto de nós se esforçava tanto para conseguir. Não havia nenhum sinal exterior disso, mas como eu poderia ver além de sua aparência externa deslumbrante, quando eu estava tão facilmente distraída pela beleza dele? Eu rapidamente tentei escapar dessa linha de pensamento. Eu estava sendo injusta, e eu sabia disso. Eu não sabia nada sobre este homem, e eu certamente não poderia julgar sua personalidade apenas com base no que eu tinha observado até agora. Eu não tinha percebido o quão amarga havia se tornado as minhas atitudes com os que nasceram privilegiados. Minha própria educação tinha sido dura e brutal, e eu, pessoalmente, tinha experimentado um profundo nível de pobreza, mas eu não podia deixar que isso se tornasse uma desculpa para fazer um julgamento tão duro sobre alguém que não tinha feito nada, exceto ser educado comigo. Eu tinha que continuar repetindo a mim mesma que, mesmo estando irremediavelmente atraída por ele, isto não era um motivo justo. Que a atração não deveria me fazer instintivamente querer atacar. Eu engoli, tentando molhar a garganta subitamente seca. — Olá de novo, Sr. Cavendish. —Tentei acenar para ele educadamente, mas quando eu fiz isso, minha bandeja de bebida balançou precariamente. Sr. Cavendish se mexeu incrivelmente rápido, segurando minha bandeja firme sobre o assento entre nós. Eu assisti com horror absoluto, quando um pouco de champagne derramou na manga de seu paletó cinza escuro. Esse fato, sem dúvida, iria custar mais do que eu ganhei em um mês. — Eu sinto muito, Sr. Cavendish. — Minha voz estava sem fôlego e suave, o que me deixou ainda mais perturbada. Ele passou a mão livre que estava no descanso, pelo seu cabelo cor de areia. Os fios de seda pareciam ficar artisticamente fora de seu rosto. Era um cabelo de um supermodelo. Maldito.

— Não se desculpe, Bianca. — ele me advertiu com uma voz aveludada e profunda. Até mesmo a voz dele era injusta. Eu cambaleei ao perceber que ele se lembrou do meu nome. Ele segurou meu braço galantemente, e finalmente peguei minha bandeja, lhe falando que tinha tudo sob controle. Ele recusou minha oferta de uma taça de champanhe. Eu tardiamente me lembrei que ele não aceitava qualquer tipo de álcool. — Só um pouco de água, quando você tiver uma chance. — ele me disse, com um sorriso caloroso. Eu terminei o meu serviço de champanhe do pré-embarque. Eu tinha apenas cinco passageiros, por isso não levou muito tempo fazer isso. Eu coloquei minha bandeja no balcão da cozinha, e voltei para recolher as jaquetas e pegar os pedidos para o serviço de bordo. Quando me aproximei do Sr. Cavendish mais uma vez, ele me olhou atentamente de seu telefone, e meu coração entrou em ritmo acelerado, quando nossos olhares se encontraram novamente. — Posso levar o seu casaco, Sr. Cavendish? — Eu perguntei a ele, a minha voz continuava estranhamente sem fôlego. — Eu poderia tentar tirar o champanhe que derramou, ou apenas pendurá-lo, se quiser. Ele se levantou, tendo que entrar no corredor para fazê-lo completamente. De repente ele estava tão perto de mim, que eu engasguei. Eu estava mortificada com a minha reação a ele. Eu me orgulhava de meu profissionalismo. E minha reação à sua proximidade, definitivamente não era profissional. Eu era alta, quase 1.78m, e facilmente 1.82m agora em meus sapatos de trabalho. Mas o topo da minha cabeça alcançava apenas seu nariz. Ele devia ter pelo menos a altura de Stephan, talvez 2 ou 3 cm a mais. Eu sempre me senti um pouco estranha perto de homens mais baixos, mas com esta altura, este homem extremamente alto teve o efeito oposto. Ele me fez sentir feminina e pequena. Gostei da sensação, mas fiquei extremamente nervosa com isso. Ele tirou o paletó finamente costurado, entregando-o para mim. Ele permaneceu com uma camisa branca e fina, e uma gravata azul clara. Eu vi

que, embora ele fosse magro e elegante, era também surpreendentemente musculoso. A visão dos músculos duros sob a camisa fez a minha boca secar. — Basta pendurá-lo, por favor, Bianca. — ele me disse baixinho. — Sim, senhor. — murmurei em uma voz que mal reconheci. Eu terminei o meu serviço pré-embarque usual, em uma espécie de torpor, mal bloqueando todos os carrinhos na minha cozinha, antes de chegar a hora de pisar novamente na frente do Sr. Cavendish, para fazer a demonstração de segurança. Ele me observava atentamente, seu olhar nunca deixando o meu rosto. Eu não entendi o seu interesse. Seu olhar em momento algum havia deixado meu rosto. Senti que ele estava interessado em mim. Mas de que maneira? Eu não tinha ideia. Normalmente, quando os homens me vêem, seus olhos ficam passeando por todo o meu corpo, não inabalavelmente colados nos meus olhos. Minha demonstração de segurança foi excepcionalmente sem graça. Eu até me atrapalhei no momento de fazer a demonstração com a fivela do assento, por causa do meu nervosismo. Eu fui até meu assento para decolagem com uma sensação de alívio. Eu precisava de um momento de paz para retornar minha compostura. Mas não era para ser. Meu assento ficava quase perfeitamente na frente do Sr. Cavendish. Eu tive que fazer um esforço consciente para não encontrar seus olhos enquanto o avião taxiava, e depois com a decolagem.

CAPÍTULO DOIS Sr. Generoso Stephan apertou minha mão calorosamente quando partimos. Ambos amávamos o sentimento na decolagem. Ela representava boas coisas para nós dois. Novos lugares. Novas aventuras. Deixar as coisas ruins para trás. Envieilhe um sorriso rápido, afetuoso, antes de olhar pela janela à minha direita, evitando olhar para o Sr. Cavendish durante o máximo de tempo que eu pudesse. Finalmente, eu dei um olhar furtivo para ele, e fiquei perplexa com a mudança que vi nele. Ele estava imóvel como uma estátua agora, seus olhos positivamente glaciais. Eu segui seu olhar para onde minha mão estava ligada com a de Stephan sobre o pequeno espaço entre os nossos assentos. Me ocorreu que ele deveria estar pensando que somos um casal. Stephan e eu muitas vezes agimos dessa maneira, mesmo eu o incentivo às vezes. Todos, dos nossos amigos próximos aos amantes de Stephan sempre pensam em nós dois como um pacote só. Mas isso me deixou desconfortável, pensar que o Sr. Cavendish está fazendo essa suposição. Mesmo assim, isto não poderia justificar seu comportamento repentinamente hostil. Eu mal conhecia esse homem. Nós rapidamente atingimos 10 mil pés. Com o aviso que indicava a altitude, me levantei, e rapidamente comecei a preparar o serviço de toalhas quentes, enquanto Stephan fazia os anúncios habituais. Ele se inclinou contra meu corpo, quase me abraçando, enquanto falava no meu ouvido. — Se importa se eu for ajudar a classe econômica? Ele me perguntou. — Eles estão com todos os assentos ocupados. Eu lhe lancei um olhar intrigado. — Eu vou fazer isso depois de oferecer as toalhas quentes. É a minha vez, lembra-se?

Era a nossa rotina habitual, ajudar os outros comissários, quando a primeira classe estava vazia e a classe econômica com sua capacidade máxima. Nós certamente não precisamos de duas pessoas para servir cinco passageiros, que estavam provavelmente prestes a desmaiar. Mas ele tinha ajudado a cabine no último vôo, portanto ambos sabíamos que agora era a minha vez de ajudar. Ele só beijou o topo da minha cabeça, sacudindo a sua. — Eu preciso falar com Jake sobre esse relatório de incidente da semana passada, e ele já separou o carrinho de frente, para que possamos conversar enquanto trabalhamos. Boa sorte aqui. — E com isso, ele desapareceu. Eu suspirei, exasperada. Pela primeira vez, eu realmente queria trabalhar lá. Isto me daria uma pequena pausa do Sr. Magnífico na minha frente. Mas eu certamente não ia causar um barulho sobre isso, então eu teria apenas que lidar com a situação. Sr. Cavendish mal olhou para mim agora, enquanto eu lhe entregava as toalhas quentes, em seguida, recolhendo-as. Por que isso me incomoda tanto? Eu não queria me aprofundar demais nesse pensamento. Eu levei os pedidos de bebidas, e servi a primeira rodada de bebidas rapidamente. O casal na última fila da primeira classe pareciam ser bebedores pesados, mas os outros só queriam água, e claramente estavam perto de cair no sono. Eu ficaria surpresa se a maioria deles não estivesse dormindo, antes mesmo que eu terminasse o meu curto serviço. Eu levei o carrinho para fora, oferecendo queijo, bolachas, e um canapé de manjericão e azeitona. Levei menos de cinco minutos para servir a cabine inteira. Sr. Cavendish aceitou um pequeno prato de queijo com água, e o casal atrás pegou alguns itens, mas os outros dois declinaram e foram dormir, antes mesmo que estivesse de volta na cozinha. Quando eu recolhi os pratos, fiquei surpresa ao descobrir que o casal que estava bebendo coquetéis tinha adormecido. Eu tinha lido tudo errado. Eles apenas quiseram beber um pouco a mais para relaxar e conseguir dormir. Eu tinha imaginado com tanta certeza que eles estavam apenas começando. Sr. Cavendish era de repente, o único passageiro acordado na cabine. Isto me deixava um sentimento estranho, como se estivéssemos sozinhos. A

cortina foi fechada de forma segura na primeira classe, e as luzes diminuíram para quase escuridão por todo o avião. Ele estava trabalhando tranquilamente em seu laptop, um olhar alerta e nem perto de dormir. Será que ele vai trabalhar a noite toda? Eu me perguntava. Eu não poderia imaginá-lo chegar a Nova York e tirar um cochilo. Ele provavelmente trabalhava o tempo todo. O nosso tempo de voo eram de quatro horas e 43 minutos, e agora era o meio da noite. Algo urgente deve ter acontecido para mantê-lo trabalhando, sem nem mesmo poder tirar um breve cochilo no voo. Eu me aproximei dele, me inclinando para falar com ele calmamente, consciente dos outros passageiros adormecidos, embora todos eles estivessem na parte de trás da primeira classe, e ele estava quase na frente. — Posso pegar mais alguma coisa, senhor? Pela primeira vez, desde que tinha tirado o paletó, ele me deu toda a sua atenção. — Posso te perguntar uma coisa, Bianca? — Ele me pediu, em um tom brando com cuidado. Eu levantei minhas sobrancelhas com a questão. — Sim, senhor. Como posso ajuda-lo? Ele suspirou, indicando o assento vazio ao lado dele. — Você pode se sentar por um minuto para conversar? Olhei em volta, nervosa, sem saber o que fazer com o seu pedido. Parecia pouco profissional me sentar ao lado dele, mas ele pediu, e provavelmente seria o único a me ver fazendo isso. — Sente-se, Bianca. Todo mundo está além dos seus cuidados agora. Eu amava o jeito que ele falava meu nome. Adorava e ficava desconcertada com isso. Não era nada que eu poderia apontar especificamente, mas algo em seu tom fazia soar quase íntimo. Eu tomei uma respiração profunda e, finalmente, apenas me sentei ao lado dele. Eu inclinei um pouco em sua direção, as minhas mãos no meu colo, puxando minha saia para baixo e alisando o material cinza escuro nervosamente.

— Você e Stephan estão juntos? — Ele perguntou francamente, quando eu finalmente olhei para ele. Eu apenas pisquei por um momento, atordoada. Eu não esperava o seu interesse, muito menos este tipo de franqueza. Imaginei que os homens tão ocupados que não poderia mesmo tirar uma soneca em um avião, também não eram os tipos que rodeavam o assunto. — Não, senhor. — respondi, antes que eu pudesse realmente pensar sobre isso. — Nós somos melhores amigos, mas é platônico. Por que estou dizendo isso? Me perguntei, assim que as palavras saíram da minha boca. Eu assisti com um fascínio ávido, quando uma de suas mãos elegantes alcançou a minha, os dedos longos circulando meu pulso esquerdo levemente. Olhei para o rosto dele, e ele estava sorrindo agora. Meu peito subia e descia tão fortemente, que eu peguei o movimento com minha visão periférica. Meu peito era grande, até demais, me fazendo parecer desproporcional segundo meu próprio olho crítico. E, de repente, eu estava muito consciente dos meus seios pesados, subindo e caindo visivelmente. Meus mamilos estavam se apertando de uma forma agradável, junto com meu fôlego. Como se ele lesse minha mente, seu olhar viajou até o meu peito pela primeira vez que eu tenha notado. Alguns homens só olham ou falam para o meu peito, e até agora ele fez o oposto disso, o que eu tinha achado realmente refrescante. Ele levou uma mão a gravata fina que eu usava, uma simulação masculina que estava entre os meus seios, passando um dedo leve ao longo dela. Ele fez um barulho de zumbido profundo em sua garganta e, em seguida, puxou sua mão rapidamente para trás. Ele limpou a garganta suavemente. — Você está saindo com alguém? — Ele perguntou, finalmente olhando para meus olhos. Mordi o lábio e balancei a cabeça. Seu olhar foi para o movimento na minha boca. Ele me olhou com tamanha determinação, que eu não conseguia desviar o olhar. — Bom. — disse ele. Isso realmente está acontecendo? Eu pensei atordoada. — Eu suponho que você irá dormir um pouco quando chegar ao seu hotel. Que horas você vai acordar?

Senhor, isto foi direto. Invulgarmente assim. Ele parecia estar me balançando dos meus caminhos normais. Eu estava acostumada a suavemente descartar os homens antes que eles pudessem me perguntar diretamente. Uma tática que sempre me serviu bem. Isto sempre me salvava daqueles momentos estranhos e o orgulho da pessoa. Mas eu não conseguia usá-lo com Sr. Cavendish, no entanto. Quando ele me fazia uma pergunta, eu me sentia quase obrigada a lhe responder com sinceridade. — Eu costumo dormir por cerca de quatro horas, para que eu possa conseguir dormir também à noite. Nós temos um voo para Las Vegas no sábado de manhã. Se eu dormir por mais tempo do que isso, eu ficaria acordada a noite toda. Ele fez cálculos rápidos em sua cabeça, em seguida, perguntou. —Então, ao meio-dia? Eu balancei a cabeça, me perguntando por que eu ainda não consegui explicar que não iria sair com ele. Ou fazer qualquer das coisas que ele obviamente tinha em sua mente... — Eu vou mandar um carro buscá-la para o almoço. — ele me disse. Assim, ele não ia me convidar para sair. Ele estava aparentemente me dando ordens para sair. Por que eu estava tendo tanta dificuldade em conseguir soltar as palavras para lhe dizer não? — Você e eu precisamos conversar. — ele continuou. — Eu tenho uma proposta para você. A palavra proposta, que ele falou, atingiu o meu ouvido, me trazendo de volta. Eu balancei a cabeça, finalmente, de volta ao meu comportamento normal. — Não, Sr. Cavendish. Estou lisonjeada que você esteja interessado em mim... de alguma forma. Mas eu vou ter que recusar educadamente. Eu não namoro. Ele piscou para mim, claramente surpreendido com minha resposta. Ele ficou em silêncio por um momento, antes que falasse com diplomacia. — Na verdade eu também não namoro. Isso não era exatamente o que eu tinha em mente. Isso é bom, eu disse a mim mesma, tentando convencer o meu ego ferido. É claro que ele não iria querer namorar você. Ele provavelmente só

namora socialites inúteis que nunca tenham trabalhado um dia em suas vidas. Eu queria que ele continuasse com a sua explicação agora, pois certamente iria matar cada grama do interesse relutante que eu sentia por ele. — Então o que você tem em mente? — Eu perguntei a ele, minha voz mais fria agora. Seu olhar era quente, de repente, seu dedo correndo novamente ao longo da minha gravata fina. Eu tive que conter o impulso de olhar para baixo e me certificar que meus mamilos endurecendo não estavam delineados através da minha camisa e colete. —Eu acho que você e eu somos muito compatíveis. Na verdade, eu tenho certeza disso. Venha almoçar comigo hoje e eu vou lhe mostrar. Se você ainda assim não estiver interessada, eu, obviamente, a deixarei em paz. Mas eu prometo que você pode achar interessante. Vou trata-la muito bem, Bianca. Eu sou um homem "muito generoso". Eu levantei minha mão livre. Eu estava encerrando esta conversa. Eu me sentia um pouco mal, e muito excitada, e essa combinação era preocupante para mim. — Por favor, não precisa falar mais. — eu disse a ele rigidamente. — Eu não estou interessada em nada disso, acredite. Eu não sei qual a impressão que você acha que eu te passei, mas eu não sou uma espécie de caçadora de fortunas. Eu não quero a sua generosidade. Eu não quero nada de você. Temos uma menina que trabalha na parte de trás que parece mais o seu estilo. Vou mandá-la vir aqui, já que esta tão difícil para você, a ponto de oferecer dinheiro à mulheres aleatoriamente. Ou seja lá o que é que você esteja sugerindo. Mas eu posso dizer com certeza que eu não sou o tipo de garota que você está procurando. Eu tentei levantar, mas ele não liberou meu pulso. Sentei-me no assento, olhando para a mão que me mantinha em cativeiro. — Isso não é o que eu quis dizer, Bianca. Eu não quis parecer tão... indelicado. Mas eu estou muito, muito atraído por você, e eu gostaria muito de fazer algo sobre isso. — Ele sorriu para mim com uma mistura de charme e calor que era quase irresistível. — Almoce comigo, onde podemos discutir isso com tempo, e com um pouco de privacidade. — Ele soltou o meu pulso quando terminou de falar.

— Não, obrigada, Sr. Cavendish. — Eu me levantei em silêncio, e caminhei de volta para a cozinha, fechando a cortina atrás de mim com calma. Eu estava respirando profundamente, contando, e apenas tentando manter a minha ansiedade sob controle, quando ele varreu depois de mim. Eu abri minha boca para dizer não novamente, quando ele me beijou. Foi um beijo faminto, desesperado, e eu nunca tinha experimentado nada como isso antes. Talvez, foi por isso que eu não soube como responder. Eu só fiquei lá, cada parte do meu corpo rígido, exceto os meus lábios, que tinha suavizado automaticamente com o toque de sua boca bonita. Era tão injusto, que ele tinha isso também, esse beijo impossivelmente inebriante. Ele provavelmente era bom em absolutamente tudo, pensei com uma pontada de consternação. Sua língua varreu na minha boca, e eu gemia baixinho, apesar de mim mesmo. — Chupe a minha língua. — ele me ordenou sem mais nem menos, quando se afastou para respirar, e fiquei chocada. Eu nunca tinha feito isso. Mas eu o obedeci assim mesmo, enquanto me questionava, sugando com cuidado e, em seguida, mais duro. Ele gemeu e pressionou contra mim lentamente. Eu o sentia profundamente, meu corpo mais sensível do que eu jamais poderia me lembrar. Sua ereção pressionada em meu estômago, obviamente, me fazendo querer muito que isto se concretizasse. — Toque-me. — ele ordenou, e eu finalmente olhei para ele. Engoli em seco. — Onde? — Eu perguntei, minha voz necessitada e áspera. — Meu peito e estômago. Toque todos os lugares onde você quer ser tocada em seu próprio corpo. Eu obedeci, tocando a carne macia em torno de seus mamilos como se fossem seios, amassando-o. Eu estava assistindo a sua boca, e ele lambeu os lábios, acenando para eu ir em frente. Eu corri uma mão para baixo, nos músculos de seu abdômen. Ele era todo músculos definido, em todo lugar que eu sentia. Eu acariciei seus braços, e eles eram muito maiores e mais musculosos do que eu teria imaginado. Ele parecia tão elegante, à primeira vista, era difícil acreditar que alguém tão elegante também poderiam ser tão musculoso. Ele devia trabalhar por horas todos os dias, para alcançar este tipo de definição. Era tão intimidante. E ainda assim incrivelmente quente.

Ele desabotoou vários botões ao longo de seu peito e estômago. — Toque minha pele. — ele ordenou asperamente. Obedeci, uma parte de mim falando, Oh, merda, eu não posso acreditar que eu estou fazendo isso. Mas era tão natural, fazer simplesmente o que ele mandava. Eu me senti bem. Tentei encaixar as duas mãos em sua camisa, e ele puxou uma delicadamente. Eu acariciava sua pele, dura e quente. Eu não senti nenhum cabelo, e me perguntei se ele depilava. Era tão bom. Ele beijou a mão que ele segurou, colocando-a firmemente de volta em seu ombro. Vi a minha própria mão vagar por seu corpo, indo direto para sua virilha. Agarrei-o através de suas calças, de repente, e ele gemeu, arrancando minha mão rapidamente. Ele sorriu para mim, mas foi um sorriso triste, todos os dentes brancos. — Não aqui. Ainda não. A primeira vez eu quero você na minha cama. Ele deu um passo para trás, colocando uma distância segura entre nós. Ele abotoou a camisa rapidamente e ajeitou a roupa, me observando. Ele puxou o telefone fora. — Me dê o seu número. — ele me disse. Me sacudi mentalmente. O que eu estava fazendo? Eu não queria me envolver com ele. Eu sabia disso com toda certeza. Eu só não estava sentindo a minha própria certeza naquele momento particular. Eu balancei a cabeça para ele. — Não. — eu disse com firmeza. Ele parecia genuinamente surpreso com a minha resposta, e então divertido. Isso me deixou louca. Eu recuei até minha bunda bater contra a porta da aeronave. — Não estou interessada. — Meu tom era firme. Ele colocou as mãos nos bolsos, apoiando casualmente contra o balcão. Ele passou a língua sobre os dentes. Ele estava gostando disso, eu pensei, com um pouco de indignação. O pensamento de alguém dizer não para ele é tão estranho, que apenas o diverte. Sua voz era cheia de alegria, quando ele falou de novo. — Que tal um café? Isso é suficientemente neutro? Me dê o seu número e nós saímos apenas para tomar um café. Eu balancei a cabeça. — Não, obrigada. — Eu acenei para o espaço entre nós. — Eu não faço esse tipo de coisa. Eu apenas não estou interessada. Um canto de sua boca se curvou ironicamente. Seus olhos estavam em meus seios, enquanto eles subiam e caiam em agitação. Eu finalmente olhei

para baixo, mortificada ao ver que meus mamilos endurecidos podiam ser claramente vistos, mesmo através de três camadas que os cobriam. — Vou coloca-la sobre o meu joelho, a cada vez que você mentir para mim, Bianca. — Sua voz estava calma agora, mas com um tom afiado de perigo. Meu cérebro entrou em curto-circuito, por um momento, meu rosto caiu. Ele está brincando. Certo? Meu corpo todo ficou tenso com seu comentário, e eu sabia que era mais desejo do que horror que fez um tremor atravessar meu corpo. — Veja. Eu não gosto de nenhuma dessas coisas, por isso somos claramente incompatíveis. Ele correu um dedo longo para baixo em sua própria gravata, do jeito que ele tinha feito com a minha. — Eu não tenho certeza se isso foi uma mentira, ou se você simplesmente não sabe quão agradável "essas coisas" podem ser. Ou como você é adequada para isso. Eu posso te mostrar. Eu gostaria de mostrar isso você. Quando eu terminar com você, eu vou conhecer o seu corpo melhor do que você, e você vai me implorar por isso. Cada centímetro do seu corpo está enviando essa informação para mim, mesmo que você esteja querendo recuar. Você pode me dizer honestamente que o pensamento de se submeter a mim na cama não deixou você molhada? A questão me fez pressionar meus pés juntos, mas meu corpo traidor não iria abalar minha resolução. Ele, obviamente, sabia o que estava fazendo, sabia que botões apertar, sabia como me controlar sexualmente. Mas isso era exatamente o que eu não queria. Não era? Ele parecia ler minha mente, ou, mais provavelmente, a minha expressão. Ele sorriu. — Eu quis dizer isso sobre a surra, Bianca. E a submissão. Você vai aprender rapidamente que eu sempre falo exatamente o que quero dizer. — Por favor, deixe minha cabine, Sr. Cavendish. Eu não vou mudar de ideia. Ele puxou a carteira, sem nunca desviar o olhar para longe de mim, enquanto tirava um cartão de visita. Ele tocou a minha bochecha, descendo os dedos levemente para baixo até meu queixo, em seguida, para o meu pescoço. Eu tremia quando ele chegou na minha clavícula. Havia um pequeno bolso no meu colete, bem em cima do meu seio direito, e ele deslizou o cartão no bolso.

— O número na parte de trás é o meu celular. Eu gostaria de ouvir você. A qualquer hora da noite, ou dia. Eu esperei rigidamente, até que ele finalmente deixou a cabine para voltar ao seu assento. Eu ainda estava de pé, tendo respirações profundas, calmantes, quando Stephan se juntou a mim uns bons trinta minutos depois. Ele estava olhando para mim com curiosidade, enquanto fechava a cortina. — Você está bem, botão de ouro? — ele me perguntou com cuidado. Eu sorri um pouco com o ridículo apelido que ele me deu quando éramos fugitivos aos 14 anos de idade. Isto sempre me fazia sorrir, e era por isso que ele usou. Eu balancei a cabeça. Eu diria a ele sobre o fiasco do Sr. Magnífico, mas não neste momento. Ou até mesmo naquela semana. — O que você acha do Sr. Cavendish? — Ele perguntou cuidadosamente, até mesmo inocentemente. Muito inocentemente. Meus olhos se estreitaram quando eu olhei para ele. — Você foi falar com ele? Ele fez um não molengo com a cabeça comprometedor. Ele só fazia esse não molengo com a cabeça quando a resposta era um sim. — Eu acho que ele tem uma queda por você. Será que ele gostaria de te convidar para sair ou algo assim? Eu só olhei para ele. — O que ele disse para você? —Você vai sair com ele? — Ele disparou de volta. —Claro que não. Você sabe que eu não namoro. O que deu em você? Ele deu de ombros, ainda com um olhar muito inocente. — Você tem que começar em algum momento, botão de ouro. Uma mulher jovem e bonita não pode simplesmente manter 'não agora' indefinidamente. E isso não poderia ser melhor do que com esse cara. Eu tenho um bom pressentimento sobre ele. — Ele acenou com a mão na direção de Sr. Cavendish.

Eu apontei o dedo para ele. — Nós não estamos fazendo isso de novo. Nem todo mundo precisa namorar. Eu não interfiro em suas escolhas de vida. Você não comece a interferir com a minha. Ele ergueu as duas mãos em sinal de rendição. — Foi apenas um pequeno conselho amigável, Abelhinha. Mas eu vou parar agora. Você sabe que eu não suporto quando você está com raiva de mim. Eu estava mais do que feliz em deixar esse assunto quieto. Ele me deu um abraço apertado. — Amo você, Abelhinha. — ele murmurou contra o meu cabelo. Era apenas sua maneira de ser carinhoso. Era a forma que ele demonstrava amor e procurava conforto. Não era o meu caminho. Com nenhuma pessoa, além dele. Eu o abracei de volta. — Também te amo, Steph. — eu murmurei de volta. O resto do voo passou tão lentamente quanto eu esperava que acontecesse. Os voos noturnos não eram os meus favoritos. Eu gostava de ficar constantemente ocupada. Estes voos eram apenas sobre matar o tempo. Até o Sr. Cavendish estava cochilando, quando eu verifiquei em minha cabine. Eu o assisti dormir por um longo tempo. Assistir uma pessoa inquieta em repouso era fascinante. Talvez ele ainda fosse mais bonito ainda dormindo, sem tensão em seu rosto. Seus longos e escuros cílios grossos fazendo sombras escuras no rosto, mesmo na escuridão. Eu poderia assisti-lo dormir toda a noite. Eu admiti esse fato, para mim mesma, embora eu não gostasse. E eu querer tocá-lo, isto era ruim... Uma madeixa havia tinha caído em uma das suas bochechas. Eu queria afastá-la e esfrega-la em meus dedos. Eu pensei, com um pouco de pesar, em todas as partes dele que eu queria tocar, mas que eu nunca iria me permitir. O momento tinha passado, e eu estava determinada a seguir em frente. Me afastei desse meu devaneio ridículo, quando eu percebi que era hora de preparar a cabine para o pouso. Eu me encontrei encarando ele novamente, quando nos aproximamos da terra. Ele ainda estava dormindo, e eu não conseguia desviar o olhar,

mesmo quando seus olhos se abriram, e ele piscou acordado, desorientado. Seu olhar me encontrou rapidamente, o sono deixando os seus olhos, quando ele encontrou meu olhar e piscou. Eu mantive meu rosto com uma expressão neutra quando ele olhou para mim. Eventualmente, eu quebrei o olhar, olhando para Stephan. Ele estava me estudando, com um olhar estranho no rosto. — Você gosta dele. — ele sussurrou para mim, uma boa quantidade de choque em sua voz. — Não. — foi tudo o que eu disse em resposta.

CAPÍTULO TRÊS Sr. Enervante A ponte que dava acesso ao desembarque fechado no aeroporto JFK1 de Nova York era diferente do que havia no McCarran de Las Vegas, assim todos os passageiros saiam pela primeira porta, tendo que fazer o seu caminho através da cabine de primeira classe. Isso significava que eu tinha que correr para conseguir as jaquetas dos passageiros rapidamente, de modo que os passageiros da primeira classe não segurassem a saída do avião. Eu balancei a cabeça educadamente para o Sr. Cavendish, quando lhe entreguei o seu paletó. — Tenha um bom dia, Sr. Cavendish. Ele me deu um olhar ligeiramente irritado. — Por favor, me chame de James. — ele me repreendeu. Ele se inclinou mais perto, falando diretamente em meu ouvido. — Em privado, porém, você pode me chamar de Sr. Cavendish. — Com essa troca enervante, ele se afastou. Stephan ergueu as sobrancelhas para mim, quando eu voltei para ficar ao lado dele para acompanhar a saída dos outros passageiros. —O que ele disse para você? — Ele perguntou, obviamente curioso. — O olhar em seu rosto, e depois a sua... Eu só balancei a cabeça. — Você não quer saber. Eu acompanhei os movimentos de nossa rotina de desembarque de costume, não me sentindo completamente... como eu mesma. Ficar em torno daquele homem me fazia sentir estranha. Eu me sentia um pouco como se 1

Aeroporto de Nova Iorque

tivesse sido arrancada da minha própria vida ordenada e colocada no meio de algum tipo de jogo. Um jogo com regras que eu não conhecia o que era falado. E eu não tinha um quadro de referência com o qual poderia aprender essas regras. Eu me falava firmemente que estava apenas aliviada que tenha dito não a James Cavendish. Ele era demais para mim. Ele era muito experiente, muito aborrecido, muito rico. E tudo isso tinha sido suficiente para me dissuadir se eu estivesse interessada em namorar, o que eu certamente não estava. Eu nunca estive. E ele era envolvido, obviamente, em algum tipo de coisas de S & M2. Eu já tinha meus próprios demônios para lidar, e esse tipo de negócio era a última coisa que eu deveria estar interessado... Mas, ainda assim, a despeito de mim mesma, eu achei fascinante. E assustador. E emocionante. Eu sabia que era provavelmente por causa da minha infância violenta que um arrepio animado me percorreu, com a ideia de algumas das coisas que ele disse. Como me colocar sobre seu joelho... Eu sabia de inúmeras visitas a um psiquiatra, que coisas que horrorizam as pessoas na infância, também podem nos excitar quando adultos. O pensamento era decepcionante. Eu trabalhei muito duro para não ser uma vítima da minha infância. Isso tornou ainda mais importante que eu ficasse longe de alguém como James Cavendish. Demorou ainda para me convencer disso, mas quando nossas bagagens chegaram, eu sentia que estava adequadamente convencida, e então esperei pelo resto da tripulação se juntar a nós. Stephan e eu andamos na frente do nosso pequeno desfile de bordo, caminhando rapidamente através do JFK. —Mmmm, eu mataria por um café agora. Vamos pegar um no meio do caminho? — Stephan murmurou para mim quando nos aproximamos de um pequeno carrinho de café à nossa direita. Eu lhe atirei uma careta perplexa. — Você sabe que eu não prego o olho se eu tomo café, mas eu vou esperar na fila com você, enquanto você pede um. Ele deu de ombros, um pouco estranho, seus olhos atentamente sobre o balcão de café. — Não, eu acho que vou esperar para depois do cochilo. 2

Sadomasoquismo

Eu segui seu olhar para ver o Sr. Cavendish esperando no balcão de café. Ele nos deu um sorriso enigmático, acenando cordialmente para Stephan. Minha cabeça virou para lançar um olhar desconfiado para Stephan. Ele estava balançando a cabeça de volta para James Cavendish, sorrindo. — O que você está fazendo, Stephan? — Eu rosnei para ele, minha voz aguda baixa, para que o resto da tripulação não pudesse me ouvir. Ele franziu os lábios. Eu balancei a cabeça rigidamente quando nós passamos pelo Sr. Cavendish. Eu seria educada, mas fria. Eu penso que me comportei muito bem. — O quê? Eu não posso ser educado? — ele perguntou, seu tom de voz todo inocente. Eu não confiava de jeito nenhum naquele tom de voz. Quando eu conheci Stephan, ele era um vigarista das ruas aos 14 anos de idade, que poderia pegar a sua carteira como ninguém, com apenas uma tomada de fôlego. Ele dominava há muito tempo a arte de jogar como se fosse estúpido. Mas eu o conhecia melhor do que ninguém, e eu não seria enganada nem por um segundo. — Aquele sorriso que você compartilhou com ele foi francamente conspiratório. Diga-me o que você fez. Você lhe deu o meu número? Ele me lançou um olhar ferido. — Eu não faria isso. Fiquei aliviada. Stephan poderia patinar em torno da verdade como um profissional, mas ele nunca iria mentir para mim. Se ele disse que não deu a James meu número, eu sabia que era a verdade, então eu deixei o assunto quieto depois disso. A van que levaria a tripulação para o hotel estava cheia com a conversa animada sobre os planos para a noite. Aparentemente, todos estavam planejando sair hoje á noite, para tomar juntos algumas bebidas no bar da esquina, perto do nosso hotel. Era um bar de Karaokê durante a noite. Eu me encolhi um pouco com o pensamento. Soou um pouco alto e embaraçoso demais para o meu gosto, ou o meu humor. Mas eu levaria isto na esportiva. Era uma equipe nova, e eu odiaria ser a antissocial do grupo, quando todos eles estavam tão obviamente animados. Além disso, eu sabia que Stephan gostava de um dos bartenders naquele bar. Eles estavam rodeando um ao outro lentamente nestes dois últimos

meses. Nós íamos lá para almoçar ou jantar quase toda semana, quando estávamos na cidade. Stephan tinha 90 por cento de certeza que o barman estava flertando com ele, e não sendo apenas um cara amigável. Mas ele levava um longo tempo trabalhando, até realmente chamar um cara para sair. Stephan não saiu ainda do armário. Eu não sabia se ele estava pronto para isso. Mas os gays que já assumiram publicamente, não levavam na boa namoros secretos, como se estivessem fazendo algo errado. Eu sabia que Stephan também preferia namorar outros caras que ainda não saíram do armário, porque tornava mais fácil manter isso discreto. Mas isto tornou as coisas ainda mais difíceis para ele até o momento. Eu sugeri a ele que provavelmente poderia encontrar pessoas on-line mais facilmente, considerando suas limitações, mas ele nem sequer considerou isso. Ele disse que namoro on-line lhe fazia sentir mal. Ele era um pouco antiquado sobre as coisas mais estranhas. — Você está quieta, botão de ouro. — ele sussurrou em meu ouvido. Melissa estava descrevendo na van o que ela estava planejando usar naquela noite, e o que ela estava planejando cantar hoje no karaokê. Sua seleção de "Sexy Back", de Justin Timberlake não me surpreendeu em nada. —Você vai vir com a gente, para o bar, certo? — Ele me perguntou, já com um tom de argumento em sua voz. Ele pensou que eu estava pronta para tentar tirar o corpo fora. Eu não estava. O barman era o primeiro cara que ele estava interessado, desde um rompimento particularmente duro há um ano atrás, e se ele precisava de mim lá para dar apoio moral, eu estaria lá. Eu olhei para ele. Seus olhos estavam arregalados e com a expressão "Gato de Botas", sua melhor impressão para mim já. Uau, ele está pronto para mostrar as grandes armas para me levar lá hoje à noite. Eu decidi liberá-lo dessa tensão. — Eu vou. Mas você tem que jurar que não irá me fazer cantar ou dançar. Ele assentiu com seriedade, sorrindo aquele seu mais feliz sorriso de menino. — Eu te conheço muito bem. Você teria que estar muito bêbada para subir no palco. E eu não consigo me lembrar da última vez que tomou um drinque.

Fazia anos, eu sabia. O mês que eu iria completar vinte e um tinha sido divertido, e eu dei um espetáculo em algumas festas depois, mas eu e álcool apenas não misturamos muito bem. Era uma característica da família. Ainda assim, eu considerava tomar algumas bebidas com a tripulação. Eu estava tão malditamente tensa. Talvez, eu entrasse nessa hoje. Apenas para eu tentar relaxar por algumas horas. Eu não poderia encontrar uma boa razão para não fazer. — Talvez eu tome algumas bebidas, esta noite. — eu disse a ele. Seus olhos se arregalaram. — Verdade? — Ele era um bebedor moderado, mas ele quando bebia, se entregava ainda mais do que eu. Eu dei de ombros. — Talvez. — Ok, pintinhoooo. — disse ele, puxando o final da palavra em um longo som de ooo. Ele colocou o braço ao longo das costas do meu assento, dando um aperto no meu ombro. — Vocês dois são tão malditamente bonitos. — Melissa jorrou, quando ela viu seu gesto afetuoso. Nós dois abrimos nossos sorrisos neutros. Nós não a conhecíamos bem o suficiente para nos explicar a ela, e, francamente, eu duvidava que nós algum dia fossemos conseguir ser amigos próximos o suficiente dela para fazer isso. Eu sempre tentava dar uma chance as pessoas, mas até agora nada em Melissa me impressionou. Eu a achava uma pessoa não confiável, mas eu não tinha nada de concreto até o momento para provar isso. Embora, ela admitisse abertamente que seu objetivo na vida era encontrar um homem rico para cuidar dela. O que parecia absolutamente sombrio para mim. — E eu adoro todos esses nomes de animais que ele tem para você. Stephan lhe deu seu sorriso mais encantador. — Eu te chamo de pintinho também, se você quiser. Ela deu uma risadinha. Ela sempre ficava assim quando os pilotos estavam ao redor, uma maneira mais doce do que ela agia, se eles não estivessem presentes. — Eu acho isso adorável. Mas o meu favorito é Botão de ouro. Ouvi você chama-la assim outro dia.

Ele me deu um sorriso suave, que era tudo para mim. — Esse é apenas para uma abelhinha. Ela bateu palmas. — Oh, oh, oh, há uma história por trás desses apelidos de bichinhos? Adoro histórias! Meu nariz enrugou. Ela estava sendo claramente um pouco teatral hoje. Lancei um olhar para os dois pilotos que estavam assistindo a nossa interação, na primeira fila de cadeiras na enorme van. Eu estava adivinhando que ela gostava de um deles, pela forma afetada que estava agindo. O primeiro oficial era mais jovem e mais bonito do que o Capitão. Jeff, me lembrei do seu nome. Ele tinha o cabelo castanho escuro, e atraentes olhos castanhos. Ele era alto, com um corpo bem definido. Mas a minha aposta era que ela gostava do capitão, já que ele ganhava o dobro do salário de Jeff. O capitão, cujo nome eu tinha 90 por cento de certeza ser Peter, era mais velho, com cabelos grisalhos, já um pouco calvo, e uma barriga de cerveja, e olhos que nunca se desviavam para longe do peito de uma mulher. Ela reafirmou o meu palpite quase como se adivinhasse meus pensamentos, enviando ao capitão um sorriso positivamente radiante. — Você também não apenas adora histórias de amor, Peter? — Ela perguntou a ele. Ele deu a ela o que eu pensava ser um sorriso um pouco gorduroso. — Pode apostar! Stephan balançou a cabeça. — Essa história é entre mim e abelhinha. Mas, Peter, eu estou morrendo de vontade de descobrir qual a música que você vai escolher para fazer uma serenata para nós esta noite. Stephan mudou de assunto com facilidade, e com muito charme. Ele havia feito Peter rir e se recusar a cantar, desviando a conversa na direção que ele escolheu, sem esforço algum.

CAPÍTULO QUATRO Sr. Magnífico Acordei com o som do meu alarme, com entusiasmo ainda menor do que o habitual. Eu tinha me revirado na cama por quatro horas. Eu estava tentando conseguir dormir um pouco, para conseguir segurar até a noite, mas eu tinha falhado. Eu estaria morta nos meus pés no final da tarde, eu imaginei. Eu estava positivamente com um humor azedo, quando caminhei em direção ao banheiro no meu quarto de hotel. — Estamos prontos para treinar? — Stephan me chamou do seu quarto, quando eu retornei do banheiro. Os nossos quartos eram adjuntos, como geralmente fazíamos quando estávamos no hotel. Viemos aqui muitas vezes, e o pessoal da recepção nos conhecia bem o suficiente para organizar nossos quartos preferidos do hotel. Nós apenas mantemos a porta entre os quartos abertas. Nós tínhamos sido companheiros de quarto por anos, e só recentemente nos tornamos vizinhos de vez, por isso era um arranjo relaxado e sem esforço. Nós dois encontramos conforto na presença do outro. Minha única resposta foi um grunhido sem modos. Ele riu. — Aqueles momentos em que você não quer tanto, são os momentos em que você definitivamente deveria querer, ele me disse. Eu fiz um barulho de vômito para ele, e ele riu ainda mais. Um momento depois, ele entrou no meu quarto, já em sua roupa de ginástica e carregando uma xícara de café da minha cafeteria favorita da esquina. A visão me animou instantaneamente.

Ele sorriu para mim, balançando as sobrancelhas. — Isso vai mudar a sua mente? Mocha grande com soja, sem bater, e uma dose extra de café expresso. Ele fez o meu pedido sem falar comigo, e ele não precisava. Eu sabia logo que eu vi o copo, que ele sabia exatamente o que eu precisava. Eu sorri. — Você é o melhor. — É um fato. — ele concordou. Nós malhamos por cerca de uma hora. A academia do hotel era pequena e inexpressiva, com uma esteira, um aparelho elíptico3, uma bicicleta ergométrica, e alguns pesos livres. Eu fiquei no aparelho elíptico por uma hora inteira, mas Stephan esvoaçava em torno da bicicleta, para a esteira, e passou meia hora levantando pesos. Era a sua rotina normal, e eu assisti-lo me fez sentir bem, enquanto ouvia música no meu celular e malhava. Stephan tinha razão. Eu estava tão tentada a pular o treino hoje, mas tinha acabado sendo exatamente o que eu precisava. Senti que meu mundo estava bem melhor, quando nós terminamos. Pegamos um sanduíche rápido para o almoço. Era um belo dia de primavera em Nova York, e eu estava gostando de nossa caminhada ao longo da rua movimentada. — Quer comer no parque? — Eu perguntei a Stephan, enquanto esperávamos na fila de uma delicatessen local lotada. Ele acenou com a cabeça. — Com certeza. Estilo piquenique. Nós não conseguimos comer estilo piquenique. Em vez disso, estávamos lutando para encontrar um banco vazio para sentar e observar as pessoas enquanto comíamos. — O que você vai usar para ir ao bar? — Stephan me perguntou entre grandes mordidas. Comemos rápido, como se estivéssemos com medo da comida desaparecer se não terminássemos rapidamente. Nós dois comemos como crianças de rua famintas, sem fazer nenhum esforço consciente em sentido contrário. Nós não nos incomodamos em comer de forma diferente quando 3

Equipamento de ginástica, usado para simular caminhadas, corridas, percursos de bicicleta e subidas de escada.

éramos apenas nós dois. Não tínhamos nada a esconder um do outro. Era uma das razões pelas quais nós éramos inseparáveis. — Eunaei. — eu disse enrolada, com muita comida na minha boca. Engoli em seco, tomando um grande gole de água da garrafa reutilizável que eu levava quase que constantemente, para poupar dinheiro com água engarrafada. — Eu não sei. — eu disse mais claramente. — O tempo está bom e quente, por isso algum short e uma blusa, eu acho. Eu não me sinto confortável assim, mas eu não quero parecer uma pateta, quando eu sei que todo mundo vai se arrumar. — Eu gesticulei para minhas roupas confortáveis, top para ginastica cinza, bermuda preta e tênis verde neon que eu estava usando. — O que eu gostaria de usar é isto. Mas eu sei que você iria me encher o saco, então eu vou tentar ficar ok, eu suponho. — Você vai ter que me ajudar a escolher a minha roupa. Eu quero ficar muito quente esta noite. Acho que estou pronto para chamar Melvin para um encontro desta vez. — Stephan disse. Eu sorri. Ele havia dito a mesma coisa nas últimas três semanas, mas eu apenas concordei. Nós voltamos para nossos quartos para tomar banho e nos preparar para a noite pela frente. Nós conversamos amigavelmente quando estávamos prontos. Eu escolhi short preto com a barra levemente dobrada, e uma blusa preta e branca sem mangas, com babados floridos no pescoço. Essa era o tipo de roupa que eu mais gostava. Ela era confortável, mas feminina. Alguns brincos e os sapatos certos, e estava pronta para o que der e vier. Apenas sandálias práticas e nenhum agasalho. Eu escolhi sandálias para usar a noite com saltos não tão alto. Peguei um par de brincos de prata do pequeno saco de joias que sempre levava comigo. Eu deixei o meu cabelo solto. Apenas um grampo lateral, e ele solto até o meio das minhas costas. Eu coloquei minha maquiagem rapidamente, optei apenas por um rímel e um gloss rosa suave. Acabei ficando pronta primeiro, pois eu, particularmente, não estava muito preocupada com a minha aparência para nossa saída. Me sentei na cama de Stephan, e pacientemente o vi experimentar tudo o que tinha trazido.

Nós, finalmente, entramos em acordo com uma camisa polo cinza e azul, e bermudas cargo xadrez, que pendiam de seus quadris estreitos de uma forma muito atraente. Ele adotava este visual formal, muitas vezes, e eu pensei que lhe convinha. Ele parecia um anúncio ao vivo e a cores da Abercrombie Fitch4. Eu disse isso a ele. Ele riu, mas eu poderia afirmar que ele estava satisfeito com a comparação, mas era apenas a verdade. Nós chegamos ao bar um pouco antes das quatro da tarde, mas já estava um pouco animado. Não era um bar chique, apenas um pub irlandês a moda antiga, com algumas noites de karaokê por semana, mas era no coração de Manhattan e hoje é sexta feira, então eu não estava surpresa com a multidão. Stephan trabalhou sua magia, e em poucos minutos havia conseguido assentos na parte do bar onde Melvin estava trabalhando. Eu não tinha dúvida de que ele conseguiria. Ele tinha uma rara combinação de charme e carisma, e com ele as coisas pareciam sempre funcionar assim. A maioria das pessoas neste bar nunca iria encontrar um lugar em uma noite como esta, tão lotada. Nós cumprimentamos Melvin calorosamente, e ele parecia genuinamente satisfeito em nos ver. Especialmente Stephan, o que era muito bom para mim. Eu sempre me esforcei a minha maneira em tentar fazer amizade com a pessoa que Stephan estava interessado. Ele era minha única família, e era importante para mim que eu fosse amiga da pessoa que significava algo para ele. Tentei imaginar a idade de Melvin, e achei que estava por volta da nossa idade, em algum lugar em seus vinte e poucos anos. Ele era apenas muito tímido, com cerca de 1.82m, e muito magro, quase delicado. Eu não poderia adivinhar a sua genética, uma mistura de algum tipo. Sua pele era uma cor de café naturalmente pálido, seu cabelo preto cortado muito rente a cabeça. Seus olhos eram de um verde pálido. Ele era muito bonito, e tinha um sorriso muito cativante. Stephan tem muito bom gosto, pensei. — O que eu posso fazer por vocês? — Melvin teve que levantar um pouco a voz para ser ouvido acima da multidão crescente. Mordi o lábio, olhando para Stephan. Eu não tinha tomado qualquer tipo de álcool há tanto tempo que minha mente ficou em branco. Stephan apenas deu de ombros e piscou 4

Varejista de roupas americana

para Melvin. Uau, isto foi ousado para ele. Melvin corou um pouco e sorriu timidamente. — Nos surpreenda. Algo com licor. — Stephan disse, brincando. Melvin sorriu. — Doses ou cocktails? — Um de cada. Nos faça o seu favorito de cada um. — eu declarei. Ele saiu com um sorriso feliz para nos atender. Eu estava distraída com o som de alguma musica fora de sintonia. Estávamos longe o suficiente do local para não ficar surdos, mas perto o suficiente para ter uma visão perfeita. Isso sempre acontecia quando se estava com Stephan. Ele tinha uma vida encantada. — Eles vão começar o Karaokê tão cedo? — Eu perguntei a Stephan, surpresa. Ele deu de ombros. — Eu acho que sim. Parece muito cedo para isso, no entanto. Eles precisam nos deixar ficar um pouco mais tontos, antes de ter que ouvir isso. Eu concordei, rindo. Melvin estava de volta em pouco tempo. Ele nos fez a cada um PomTini, que estava delicioso o suficiente para que eu achasse que não poderia me embebedar. Ele também nos trouxe um tiro, que ele chamou de "surfista em ácido". Eu nunca tinha ouvido falar dele. Eu senti o cheiro, e meu nariz enrugou. Isso era forte. — O que é isso? — Eu perguntei a ele. — Jagermeister, suco de abacaxi e rum de coco. Confie em mim, é bom. Stephan sorriu para ele. — Eu confio em você. — declarou ele, e bebeu. E engasgou quando a bebida desceu. — Droga, isso é bom. Eu virei o meu. Havia apenas uma maneira de tomar uma dose, tanto quanto eu estava preocupada, esta era a maneira mais rápida. E estava muito bom, eu senti um quase instantâneo zumbido e torpor. Okaaay, pensei. Eu precisava frear. Mesmo uma dose foi um choque para o meu sistema, depois de tanto tempo sem nada.

Apesar de ter sido uma dose, entrou como o inferno de um soco. Melvin nos trouxe um copo de água gelada, sem pedirmos, em seguida, foi atender a multidão que não parava de crescer. Stephan teria que ficar até tarde da noite, se ele esperava alguma atenção de Melvin. O bar ficava cada vez mais cheio a cada segundo. Melvin estava extremamente ocupado, mas ainda conseguiu parar perto de nós para ter conversas curtas com Stephan a cada poucos minutos, e eu tomei isso como um sinal encorajador. Ele definitivamente estava dando a Stephan uma atenção especial, além de ser simplesmente amigável. Eu terminei o meu Pom-Tini primeiro muito rápido. — Malditos copos de martini minúsculos. — eu murmurei para Stephan, mas de alguma maneira minha voz saiu mais alto do que eu pretendia. Sim, eu definitivamente precisava retardar o meu consumo. Stephan riu de mim, terminando o seu também. Melvin imediatamente fez as recargas de martini e dos shots na nossa frente. Ok, nós, definitivamente, estamos recebendo tratamento especial. Ele balançou o dedo para nós. — Sua próxima rodada será uma nova surpresa. — Ele piscou para Stephan enquanto se afastava. Eu sorri largamente para Stephan. Ele sorriu para mim. Ele estava mais feliz do que eu o tinha visto há muito tempo, e iluminou muito meu humor vê-lo assim. Ele tinha ficado principalmente pendurado pelo seu ex de um ano atrás, e era um alívio ver que ele finalmente estava pronto para seguir em frente. — É melhor beber esta rápido. Eu quero ver a nossa surpresa que esta a caminho. — Stephan me provocou. Eu ri e virei a dose. Eu estava baixando a guarda. Eu queria nossa próxima surpresa. Stephan e eu imprudentemente aceleramos para terminar a Pom-tini. Eu apontei para ele, rindo, quando eu terminei o meu apenas um segundo à frente dele. — Eu ganhei. — disse. Com um timing perfeito, Melvin deslizou um novo shot e martini na frente de nós, assim que Stephan pousou o copo. — Um Kamikaze, e um Razzle-tini, ele nos disse, precisando quase gritar agora, com a versão horrível de "Move Like Jagger" que um grupo de três pessoas estavam cantando no palco. Eu lhe agradeci.

Stephan fez o mesmo, apertando a mão de Melvin, assim que ele começou a se afastar. Foi um movimento surpreendentemente ousado para Stephan. Melvin corou e sorriu para Stephan, voltando para cuidar dos clientes. Eu praticamente sorri para Stephan. — Ele está tãããããoo interessado. Você sabe disso, não é? — Eu perguntei a ele. Ele acenou com a cabeça, me olhando de repente tímido, mas muito satisfeito. — Sim, finalmente tenho certeza. Não demorou muito para que a tripulação começasse a aparecer. Brenda apareceu primeiro. Ela era uma mulher de meia-idade, em seus quarenta e poucos anos, eu imaginei. Ela era a que eu menos via na equipe, já que ela trabalha na cozinha de trás do avião, e eu trabalho na parte da frente, mas ela parecia muito agradável. Eu pensei que poderíamos facilmente ser amigas, se ficássemos um tempo juntas. Ela caminhou até nós, sorrindo. Ela tinha cortado o cabelo castanho escuro bem curto, mas que ornava perfeitamente bem com sua estrutura óssea. Ela era forte, e muito bonita. Eu sabia que ela era casada com alguns filhos adolescentes, mas eu não conheço todos os detalhes ainda. Eu fiz uma nota para lhe perguntar mais sobre sua família. Ela parecia ser uma boa mãe, com seus olhos gentis e maneira calma. Nós a cumprimentamos um pouco mais alto e ruidosamente do que era o nosso estilo, e ela riu para nós dois com bom humor. — Vocês estão aqui há um tempo, certo? Stephan insistiu que ela sentasse em sua cadeira, e ela fez isso, agradecendo-lhe com um sorriso com covinhas. — Esse rapaz é um dos últimos pilares que ainda existem de um verdadeiro cavalheiro. — disse ela para mim. Eu poderia afirmar que ela estava assumindo que ele e eu éramos um item, e eu não a corrigi. Dentro de cinco minutos, Stephan tinha conseguido outra cadeira e sentou do meu lado. Eu ri para ele. — Como você sempre consegue? — Eu perguntei, virando na direção de seu novo assento. Ele arqueou uma sobrancelha para mim. — Você deve saber melhor do que ninguém, Abelhinha. Eu trapaceio desde que eu era criança. Conseguir uma cadeira em um bar é brincadeira de criança.

Melissa foi a próxima a aparecer, já olhando em volta com tédio enquanto se aproximava de nós. Provavelmente procurando o capitão Peter, pensei. Ela estava em seu estilo natural, vestindo uma micro saia branca, com um top rosa justo, que fazia um tipo de conflito com seu cabelo vermelho escuro. O top era tão fino, que eu poderia afirmar duas coisas; seus peitos eram falsos, e ela não estava usando sutiã. Ela não podia ter mais do que 1.52m descalça, mas ela estava trabalhando nisso esta noite. Seus saltos brancos, cobertos com strass cravejados tinham facilmente mais de doze centímetros de altura. Ela lidou muito bem com eles, deslizando como se ela usasse saltos assim todos os dias. Pelo que eu poderia saber, ela faz. Ela tinha uma pesada camada de maquiagem, lábios vermelho brilhante e os cílios tão grosso e preto que parecia algo que você veria em um antigo modelo de pin-up. Ela era muito bonita. O que lhe faltava em bom gosto, ela mais do que compensava em beleza pura. — Ei, pessoal. — disse ela sem sorrir. Era como se ela não quisesse desperdiçar um bom sorriso conosco. — Hey, — eu disse. Brenda e Stephan a cumprimentaram também. Notei que Stephan não ofereceu a ela sua cadeira. Eu sabia que ela o irritava um pouco, sem ele ter que me dizer isso. Ela não era exatamente uma pessoa batalhadora, e ela parecia pensar que tinha mais direito do que as outras pessoas. Essas eram duas qualidades que ele e eu apenas não suportávamos. Os pilotos foram os próximos a aparecer. Eles vieram juntos. Eu não tenho certeza se eu teria reconhecido qualquer um deles sem uniforme. Eu só sabia que eles tinham chegado quando a personalidade de Melissa, de repente ficou muito animada. Stephan e eu compartilhamos um olhar rápido e afiado. Nós todos nos cumprimentos, e em seguida, Melissa conseguiu pegar o assento ao lado de Brenda. Capitão Peter estava praticamente colado no encosto da sua cadeira. Tentei não olhar. Eles não estavam sendo sutis. Os dois provavelmente iriam terminar a noite juntos. Meus olhos foram até a aliança na mão esquerda do capitão, enquanto ele a esfregava em quase toda a pele quase nua de Melissa. Ewww, pensei. Eu odiava isso. Eu não entendo porque as pessoas se casam, e em seguida, agem assim. Mas certamente confirmou ainda mais

minha baixa opinião de Melissa. Não havia nenhuma maneira que ela não tenha visto a aliança de casamento em seu dedo, se eu tinha visto de vários metros de distância. Inferno, ela provavelmente sentiu-o em suas costas, ele estava esfregando tão duro contra ela. Eu tomei a decisão mais fácil de apenas tentar ignorá-los durante a noite. Eles eram um difícil burburinho para matar. Notei com espanto, que o primeiro oficial, Jeff, tinha acabado de encostar em pé na minha cadeira, com o corpo inclinado para mim. Ele sorriu para mim, quando eu o olhei. Ele acenou para o copo na minha frente. — O que você está bebendo? Parece ser bom. Eu disse a ele, e ele se aproximou enquanto eu falava. Me afastei um pouco. Eu odiava quando as pessoas tentavam me tocar casualmente, e ele parecia ser o tipo que ia fazer isso. Com certeza, alguns minutos mais tarde, depois que ele havia virado sua própria dose, ele estendeu a mão, tocando uma mecha do meu cabelo. Me encolhi um pouco. — Eu amo o seu cabelo. Ele estava quase gritando por causa da multidão barulhenta. — Fica tão sensual quando você usa ele solto. Eu me afastei dele, terminando a minha atual rodada de bebidas. Sim, era oficial. Eu estava bêbada. Eu peguei Stephan e Melvin partilhando um olhar, e eu sabia exatamente o que significava. Stephan estava tentando dizer a Melvin para cortar meu álcool. Eu olhei, me inclinando mais perto dele. Eu apontei o dedo para seu peito de forma ameaçadora. — Não se atreva. Eu quase nunca bebo, e eu realmente preciso relaxar esta noite. Esta é a primeira vez em dias que eu fui capaz de relaxar e esquecer o Sr. Magnífico. Stephan parecia pronto para discutir, até que a última frase constrangedora saiu da minha boca. Mas, quando eu terminei, ele cuspiu uma risada. — Sr. Magnífico? Eu balancei a cabeça, e ele riu mais ainda. — Bem, ele é. James Cavendish é muito danado de bonito para ser real. Ele assusta a merda fora de mim. — eu confidenciei. Stephan parou de rir com isso. — Por quê? — Ele perguntou sério.

Eu balancei a cabeça. — Não gosto disso. É um tipo diferente de assustador. Eu não sei direito. Tudo o que eu sei com certeza é que eu preciso ficar bem longe do Sr. Magnifico. — Eu falei pausadamente a última frase de tal forma que, mesmo bêbada, eu notei isso. Os olhos de Stephan se arregalaram, enquanto olhava para um ponto acima e atrás de mim. — O que foi? — Eu perguntei a ele em um tom alto e arrogante. Sim, eu estava definitivamente bêbada. — O quê é? O Sr. Bonitão está em pé atrás de mim ou algo assim? Stephan franziu os lábios, e de repente eu tive uma sensação horrível que o que ia ver ia bater direto na minha cabeça. Eu virei minha cabeça, e olhei para cima, e para cima, até alcançar um par de olhos azuis brilhantes. — Olá, Sr. Magnífico. — eu disse em uma voz mais tranquila, mas ainda obviamente bêbada.

CAPÍTULO CINCO Sr. Persistente Virei quase imediatamente para encarar Stephan. —Traidor. — eu disse a ele, minhas palavras arrastadas. Ele jogou as mãos para cima, me dando o seu olhar inocente. — Eu não lhe dei o seu número nem nada. Ele perguntou se íamos sair hoje à noite. Eu apenas lhe disse onde. Nenhum dano feito. Eu abri minha boca para responder algumas palavras para ele, mas eu senti uma bochecha rígida prensar o cabelo perto da minha orelha e eu sabia que era o Sr. Magnífico. — Sr. Magnífico, não é? — ele sussurrou em meu ouvido. Eu sabia que meu corpo inteiro estava vermelho de vergonha. — Eu vou tomar isso como um elogio, mas eu tenho que dizer, é um novo. — Olá, Sr. Cavendish. — eu disse com firmeza, sem me virar. — Eu disse a você, pode me chamar de James. Ou Sr. Magnífico, se você preferir. Você pode deixar o Sr. Cavendish para quando estivermos em privado. Foi a segunda vez que ele disse isso, e eu não podia afirmar se ele estava brincando. Será que eu ainda gostaria de saber? Eu me perguntava. Não, eu disse a mim mesma com firmeza. Tentei ignorar todos por algum tempo depois disso. Com exceção de Melvin. Eu tentei pedir outra bebida, mas ele estava me ignorando. Vagamente, eu podia ouvir amigavelmente pelas minhas costas.

Stephan

e

James

conversando

James não se moveu, e ele estava perto o suficiente de mim, para indicar que ele e eu estávamos juntos. Ele estava tão perto que fez a minha

pele inteira arrepiar de volta. Se eu me mexesse para trás uma polegada, estaríamos nos tocando. Eu virei minha cabeça um pouco, e vi que o copiloto foi forçado a se afastar de mim. Ele estava olhando entre Stephan e James, um olhar estranho em seu rosto. Ele não sabia o que fazer com a situação. Eu realmente não ligo para o que ele queria fazer. Eu estava aliviada por ele ficar com a imagem que eu não estava claramente disponível. Eu me levantei de repente, cambaleando sobre os meus pés. Eu esperava estar um pouco mais instável, mas estava muito pior do que eu pensava. Eu tive que agarrar o balcão por vários momentos, até ganhar o meu equilíbrio. — Whoa, cuidado ai, Botão de Ouro. — Stephan estava dizendo para mim. Senti um braço duro ir até a minha cintura para me apoiar, e eu sabia que não era Stephan. — Botão de Ouro? — James perguntou a ele, sua voz divertida. Olhei para Stephan, que estava parecendo um pouco envergonhado. — É um apelido antigo, de quando éramos crianças. Abelhinha terá que te contar a história algum dia. —Eu olho para frente. Será que ela bebe assim muitas vezes? — James perguntou casualmente, mas eu achava que havia uma ponta de desprezo em sua voz. Ele ainda estava apenas conversando com Stephan. Sobre mim, e na minha frente. Era muito irritante. — Todo o tempo. — eu disse em voz alta. — Esta é a primeira vez que ela toma uma bebida, desde o seu aniversário de 21 anos, Stephen disse calmamente. — Pelo menos há dois anos. A boca de James estava no meu ouvido novamente. — Você se lembra do que eu disse sobre mentir para mim? — ele advertiu suavemente. — Agora são duas vezes. Ele disse que ia me colocar sobre seu joelho. — Ele é um bastardo pervertido. — pensei bêbada. Ops, eu disse isso em voz alta. Felizmente, apenas James tinha ouvido. Ele riu, mostrando os seus

dentes brancos. Ele não tinha levado isso como um insulto. Ele acenou para mim, fazendo contato com os olhos muito firmes. Concordando. — Eu preciso ir ao banheiro. — eu declarei em voz alta. —Eu vou ajudá-la a chegar lá, Botão de ouro. — James disse. Stephan se levantou para ajudar, mas James acenou para ele sentar de volta. — Eu a tenho. E ele tinha. Ele passou seu braço em torno de mim, e me ajudou a andar facilmente no meio da multidão até os banheiros. — Por que você está aqui? — Perguntei-lhe sem rodeios. —Bem, eu vim aqui porque eu quero muito foder com você até que nenhum de nós possa andar. Eu quero que você tão desesperadamente, que eu não consigo ver direito. Mas já que isso não vai acontecer agora, eu vou garantir que você consiga voltar inteira até seu quarto. — Por que não vai acontecer agora? — Eu perguntei a ele. Eu sabia que era uma péssima pergunta, que implicava que eu estava desapontada que isso não estaria acontecendo, mas eu estava muito bêbada e curiosa para saber. Ele olhou para mim, sua sobrancelha levantada. — Eu não vou tocar em você enquanto estiver bêbada. Nunca. Eu apenas não faço isso. —Então você vai desistir? — Eu o desafiei, mas saiu mais como um gemido. Ele me surpreendeu com um beijo no topo da minha cabeça. — Longe disso. Eu ainda pretendo te foder completamente. Só não hoje à noite, Botão de ouro. E eu gostaria que você cuidasse, se abstendo de ficar nessas condições de novo. — Seus braços e o beijo foi suave e doce, mas suas palavras e seu tom era gelado. Que homem estranho, pensei. Como alguém poderia soar tão frio, enquanto me chama de Botão de ouro? Eu parei de repente. Nós estávamos contra a parede agora, perto do corredor que levava aos banheiros. Eu virei em seus braços, me apertando contra ele. Ele prendeu a respiração com o contato repentino. Olhei em seus olhos. Ele olhou para mim, os olhos duros. — O que foi? — Ele me perguntou bruscamente.

— Minha condição não é da sua conta, James. — Eu enfatizei seu nome. Foi a primeira vez que eu usei. Seu olhar era firme. — Tenho a intenção de que isso seja da minha conta. —Você não quer namorar comigo, você falou. — Eu disse a ele. Ele suspirou. — É verdade. Mas eu quero outras coisas. Eu pelo menos quero a chance de falar com você sobre o que eu quero. —Então, fale. — eu disse a ele. — Nós vamos conversar. Quando você estiver sóbria. E quando tivermos realmente alguma privacidade. Eu sacudi um dedo para ele, depois fiquei na ponta dos pés para ter certeza de que ele estava me ouvindo, enquanto eu falava diretamente em seu rosto. — Isso não soa como conversar. — Minhas palavras estavam arrastadas, e ele visivelmente se encolheu. Ele odiava quando eu estava bêbada, eu poderia afirmar isso. Ele tinha um problema realmente sério com isso. Minha mente extremamente bêbada começou a pensar em algum esquema de bêbado para usar isso a meu favor. Se ele não gosta de bêbados, eu iria lhe mostrar algum comportamento bêbado que iria fazê-lo correr para fora. Concordei com ele, me virando. Assim que saísse do banheiro, eu ia fazer ele correr para o outro lado com pressa. Eu usei o banheiro. Foi um sinal de quão bêbado que eu estava, ao ficar orgulhosa em usar com sucesso, sem fazer nenhuma bagunça. Eu estava lavando meu rosto, quando Melissa irrompeu pela porta, me olhando animada. — Quem é esse homem lindo? — ela me perguntou sem fôlego. Ela estava bem mais animada que eu já tinha visto, por saber que havia um homem que ela gostava no local. Claro, foi fácil descobrir, porque ela começou a falar daquele seu jeito característico naquele momento. Eu não tive que perguntar de quem ela estava falando. — Esse é o Sr. Magnífico. — eu disse. Eu estava tentando falar em um tom jovial, mas eu ouvi a minha voz, e sabia que soava bêbada e arrastada.

Saí antes que ela pudesse me perguntar qualquer outra coisa. James pegou meu braço antes que eu pudesse localizá-lo. — Você já esteve tão bêbado que você não pode se olhar nos olhos, quando você vê um espelho? — Eu perguntei a ele. Era uma pergunta séria. Eu estava realmente bêbada. Ele só olhou para mim. — Me responda, James. — Tentei insistir com ele. — Não. — ele disse imediatamente. —Dança comigo. — eu disse a ele. Tempo para operação 'Bagunça Quente'. Ele odiava bêbados. Eu ia me mostrar completamente bêbada. — Não. — ele disse com firmeza. — Tudo bem. Alguém vai dançar comigo. É só você assistir. — Sua mão apertou meu braço quando eu tentei ir embora. —Não, não. Se você tem que dançar, vai ser sozinha esta noite. Engoli em seco para ele com indignação. Eu estava momentaneamente distraída, enquanto caminhava de volta para o bar enorme e que tinha consideravelmente menos pessoas, do que tinha quando fui ao banheiro. — O qui agontezeu com todo mundo? — eu perguntei. Minha pronúncia estava cada vez mais confusa, mas eu não conseguia evitar. Eu olhei para ele. Ele apenas deu de ombros. — É tão tarde? — Eu ponderei, alcançando minha pequena bolsa de mão até o meu telefone. — Onde esta meu celular? — Eu murmurei. — Você o deixou no bar. — ele me disse. Eu comecei a virar nessa direção. Ele ficou diante de mim, segurando o meu telefone na frente do meu rosto. — Eu peguei isso para você. Eu peguei isso dele, olhando. Olhei para o rosto dela, empurrando o botão para mostrar o tempo. — Já são oito horas? Por que todo mundo esta saindo? Algo errado? Eles estão fechando? Suas respostas foram apenas um encolher de ombros. Suas mãos estavam nos bolsos. Estudei-o, de repente, percebendo como ele estava entediado e ao mesmo tempo lindo de se olhar. Me lembrei que ele tinha dito que iria apenas ficar por perto para ter certeza que eu voltasse inteira para casa. — Você não tem que ficar aqui. Eu estou bem.

Ele me puxou contra ele de repente. Eu endureci, mas ele só empurrou meu rosto contra seu peito. — Você é uma mulher irritante. — ele disse no meu cabelo. Eu tentei me afastar para longe dele com esse comentário, mas eu não conseguia movê-lo. — Eu ficaria feliz em levá-la de volta para seu quarto, mas eu não vou deixar você aqui, quando você está agindo assim. —Você não sabe nada sobre mim. Eu posso agir desta forma o tempo todo. — eu disse, mas as palavras foram abafadas pela sua camisa. Ele estava usando a camisa mais suave que eu já senti. De repente eu estava querendo saber o que ele estava usando. Eu percebi que ainda não tinha visto o que ele estava vestindo. Não era um terno, e eu ainda não tinha tido a oportunidade de examiná-lo. Me afastei, olhando com fascínio o seu traje casual. Sua camiseta era azul marinho com gola em V, com um pequeno bolso do lado esquerdo do peito. Bem acima do seu mamilo, pensei. Ela estava justa em seu corpo, mostrando seus músculos elegante. E era tãããoo suave. Eu comecei a correr minhas mãos sobre ela, e ele não me parou. Ele usava calça cinza casuais, com sapato azul marinho. Ele estava positivamente comestível. — Algum dia eu vou amarrá-la e provoca-la do jeito que você está me provocando agora, sem nenhuma esperança de libertação por pelo menos uma noite. — Sua voz era suave e séria. Suas palavras acalmaram minhas mãos imediatamente. Aparentemente eu não estava fazendo um grande trabalho em assustá-lo para sair fora. Ainda. Tirei meus dedos dele, enquanto me vinha uma ideia. Eu estava mais constante sobre meus pés agora, quando me afastei completamente para fora de seus braços. Apenas mais alguns minutos sem beber nada, iriam melhorar completamente o meu equilíbrio. — Eu tenho uma surpresa para você. — eu disse a ele ameaçadoramente, e segui em direção ao DJ do Karaokê. Sussurrei meu pedido ao ouvido do homem desconhecido, e ele acenou com a cabeça, atirando um olhar para James.

Eu coloquei um dedo sobre os lábios. — Shhh. É uma surpresa para o Sr. Magnífico. James me observava impassível, enquanto eu subia para o palco minúsculo. Surpreendentemente, não havia ninguém na fila, então eu pude entrar imediatamente. Antes de ir ao banheiro havia uma fila quase até a porta, das pessoas esperando para cantar. Agora, o lugar estava ficando mais vazio a cada segundo. Isso era bom para mim. Essa bagunça desastrosa com esse show era apenas para James Cavendish. Eu não poderia evitar. Eu comecei a rir, quando as primeiras notas de S & M veio e eu vi seus olhos se arregalarem. Eu consegui manter meu controle tempo suficiente para começar a cantar para ele , quando as palavras apareciam na tela, lhe atirando um olhar atrevido, e mesmo mexendo um pouco o corpo com a batida. Eu até me abaixei para jogar meu cabelo em uma pequena pausa na música. Oh, senhor, o que quase me jogou para fora do palco. Ele se aproximou com minha ação imprudente, como se fosse me pegar, se eu realmente caísse Eu sai um pouco fora da letra, quando Melissa apareceu e começou a conversar com ele. Será que ela realmente tem que ficar tão perto dele? Aparentemente, ela tem. Ela ainda se pressionou contra ele, enquanto falava em seu ouvido. Ele não pareceu se importar tanto, falando mais com ela agora do que me observando. Parecia ser uma conversa muito séria para duas pessoas que acabaram de conhecer. Ou será que eles se conheciam? É isso, eu decidi. Eu iria descobrir isso agora. A música ainda não tinha acabado, quando eu pisei fora do palco. James me deu um pequeno sorriso quando me aproximei. Melissa não estava lhe tocando mais, mas ainda estava demasiado perto dele. — Obrigado pela surpresa, Bianca. Eu não vou esquecer isso enquanto eu viver. — Sua voz era quente e cheia de bom humor. Caramba. Isto não tinha saído como eu esperava. — Vocês dois se conhecem? — Eu perguntei abruptamente.

James parecia um pouco surpreso. — Acabamos de nos conhecer. Ela trabalha com você, certo? —Então, o que vocês estavam falando? — Eu perguntei incisivamente. —Ela disse que era uma boa amigo de vocês. Eu estava perguntando a ela sobre você. Olhei para Melissa. Ela parecia um pouco irritada, mas dificilmente dissuadida. Se ela tivesse qualquer pista que James valesse a pena, ela realmente iria com tudo para cima dele. Eu brinquei com a ideia de contar a ela. Isso podia resolver toda a situação ali. Por razões que não desejava analisar, eu decidi ir contra quase imediatamente. Ela me estudou brevemente, e sua expressão se iluminou. Ela pegou minha mão, de repente, toda a menina borbulhante novamente. — Vamos, pintinho, ela me disse com carinho, me levando de volta para o DJ.

CAPÍTULO SEIS Sr. Perverso Eu não tive que esperar muito tempo para descobrir seus planos. Ela nos levou ao palco para fazer um dueto de uma versão de ‘Back that thing Up'. Eu, principalmente, tentei cantar a letra do rap vagamente obscena, enquanto assistia a ela com fascínio. Ela rapidamente virou sua bunda para o público, fazendo uma dança impressionante. Eu era mais do que farta no departamento de seios, e os meus eram naturais, mas ela tinha muuuuito mais material artificial no seu tronco. E eu tinha que admitir que era material artificial muito bom. E ela sabia disso muito bem. Ela jogou sorrisos por cima do ombro para a multidão, enquanto se agachou quase até o chão. Sim, ela estava firme com essa coisa de pole dance. Eu estava repetindo “Me chame papaizão quando você se libertar", quando Stephan pegou meu olhar da multidão. Ele tinha deixado o seu lugar no bar, onde estava em uma conversa íntima com Melvin. desde que eu tinha saído do banheiro. Ah, maldição. Eu os tinha interrompido com minhas travessuras. Ele havia finalmente conseguido a chance de fazer a sua jogada, e eu o havia distraído. Me senti imediatamente culpada. Ele estava me encarando com os olhos arregalados. Eu poderia dizer que ele estava pronto para me levar para casa. Ele não aprovaria a operação "Bagunça Quente", eu sabia com certeza. Ele estava agindo como meu irmão mais velho protetor por muito tempo, apenas para ficar de braços cruzados enquanto eu passava vergonha bêbada.

Fiquei aliviada quando ele não veio imediatamente e me tirou do palco. Mas o meu alívio foi de curta duração, quando eu o vi falando seriamente com James. James estava ouvindo atentamente, balançando a cabeça em concordância. Eu me distraí com as letras na tela, quando a batida ficou mais rápida por um momento. Eu substitui as palavras que eu não poderia dizer que começavam com N com a palavra Pintinho. Eu pensei que se encaixou muito bem na música, e estava mentalmente me parabenizando nas costas quando a música terminou. Melissa me abraçou rindo quando nós terminamos. Ela estava sem fôlego com toda a agitação da sua dança. Será que de repente ela gosta de mim? Ou foi algum tipo de benefício para conquistar James? Com o que eu sabia de Melissa, eu suspeitava que era a última, mas eu não me importava naquele momento. Eu me aproximei dos dois homens altos, que pareciam estar em uma conversa séria que eu achava positivamente ser inteiramente sobre mim. James me encarou com seus olhos arregalados. Ele parecia chocado com alguma coisa. Eu caminhei direto até Stephan e bati seu ombro com o meu. — O que você está dizendo? — Eu perguntei a ele, minha voz irritada. — Vá se sentar no bar, Stephan. Eu estou muito bem. Stephan se inclinou para mim. Ele parecia visivelmente chateado, e eu estava em alerta total. O que diabos estava acontecendo com esses dois? Ele me abraçou, falando no meu ouvido. — Por favor, não fique com raiva de mim. Eu sei que não é da minha conta e não deveria me intrometer, mas eu tinha que saber que tipo de cara que ele é. Eu acho que ele vai te tratar bem. E se ele não fizer, eu lhe disse que iria chutar a bunda bilionária dele. Eu franzi o nariz para ele. — É por isso que pensou que eu ficaria brava com você? Ele não parecia menos chateado, então eu sabia que não era isso. Ele não podia me olhar nos olhos, e ele estava tremendo um pouco. Ele odiava quando eu ficava brava com ele. Ele tinha sérios problemas com as pessoas ficando chateadas com ele e, especialmente, comigo ficando brava. Questões que se originaram de algumas coisas realmente horríveis que aconteceram

quando ele era criança. Eu tinha sido sua única família há anos, então ele temia a minha raiva. Ele tinha um medo irracional de que se ele realmente me deixasse irritada com ele, eu iria abandoná-lo, assim como sua família tinha feito. Eu lhe disse muitas vezes que isso nunca iria acontecer, mas ele ainda não sabia como lidar com qualquer tipo de conflito. Ele estava balançando a cabeça, e eu pude ver certo pânico em seus olhos que eu temi. Isto me fez ficar sóbrio. — O que foi? — Eu perguntei a ele. — Eu disse a ele que você era virgem. — ele sussurrou em meu ouvido. Eu enrijeci na hora. — Eu só não queria que ele te machucasse. Ou... tivesse uma impressão errada de você com o jeito que você estava agindo. Por favor, não fique brava. Eu não conseguia evitar. Eu fiquei louca instantaneamente. Eu o empurrei, apontando com o dedo no seu peito. — Vá. Voltar. Para. Seu. Assento. Ele obedeceu, fazendo uma imitação muito boa de “Charlie Brown caminhando" de volta para Melvin. Eu tinha provavelmente apenas arruinado sua noite inteira, mas ele não tinha o direito de compartilhar informações pessoais sobre mim. Especialmente com o Sr. Magnífico. Eu me virei para James, o encarando. — Então, você entendeu agora? Você pode ver que isso não vai acontecer. Meu cartão V deve ser razão mais do que suficiente para fazer alguém como você correr na outra direção. Talvez Stephan no final, tenha encontrado para mim uma solução melhor para esse estranho problema, eu percebi, mesmo enquanto eu falava. O choque já estava muito longe de seu rosto neste momento. Agora seu rosto estava cuidadosamente impassível. O vazio não chegou a atingir os olhos, no entanto. Eles estavam mais intensos do que nunca. —Venha aqui. — ele me disse. Poucos metros nos separavam. Fechei a distância antes que eu pensasse em desafiá-lo. Ele levou sua mão muito, muito cuidadosamente em meu cabelo, puxando a minha cabeça ligeiramente para trás. Ele se inclinou para o meu ouvido.

— Eu vou acabar com você. — ele respirou. — Eu vou ser o primeiro, e eu vou te foder tão completamente que eu vou ser o último, também. Você não vai querer qualquer outro homem depois que eu colocar minhas mãos em você. Cada centímetro de você. — Um arrepio percorreu meu corpo inteiro com suas palavras sussurradas aproximadamente. Minha testa franziu. Será que ele de alguma forma sabia que era virgem antes mesmo que Stephan falasse a ele? É por isso que ele estava me perseguindo? Será que ele tem algum fetiche estranho? — Então, você prefere virgens? — Sussurrei a questão de volta para ele. Suas sobrancelhas subiram com surpresa. — Eu nunca estive com uma, então não. Mas eu não posso dizer que estou descontente com a ideia. Na verdade, eu amo isso, que eu vou ser o primeiro. Eu não me incomodei sequer em lhe dizer que ele estava assumindo um monte de coisa ali. De repente eu estava muito cansada. Cansada o suficiente para deixar isso para lá. E nós tínhamos que acordar às cinco da manhã, para nos preparar para o voo. — Eu estou pronta para ir. — eu disse a ele. Seu rosto se iluminou imediatamente. —Ótimo. Vamos dizer a Stephan. Stephan nem sequer olhou para mim, quando nos aproximamos. — Bianca quer encerrar a noite. — disse James a Stephan. — Eu vou levá-la ao seu quarto. A que horas devo ligar o alarme? Revirei os olhos. Lá estava ele falando de mim, na minha frente novamente. — Cinco. — Stephan e eu respondemos ao mesmo tempo. Os homens se despediram cordialmente, mas Stephan em nenhum momento olhou para mim. Eu sabia que isso ia incomodá-lo durante toda a noite, se eu não lhe dissesse que ele estava perdoado. Eu avancei, beijando-o suavemente na testa. — Eu não estou brava com você. — eu disse a ele, e ele ficou surpreso que era verdade. Ele não tinha o direito de fazê-lo, mas eu sabia que ele estava apenas tentando me proteger. Este tinha sido o seu trabalho há anos, e era um trabalho que ele levava muito a sério.

Ele fungou um pouco, e eu fiquei chocada quando vi uma lágrima deslizar pelo seu rosto quando ele olhou para seu colo. — Obrigado. — ele disse, e eu ouvi o alívio em sua voz. Ele estava tão aliviado, que estava chorando, quando ele nunca chora. Foi assim que a minha raiva tão fortemente o afetou. — Por favor, não. — eu disse a ele. Partia meu coração vê-lo assim. Ele levantou a cabeça, e me olhou. — Eu estou bem. Realmente. Vá dormir um pouco. Eu vou ver você de manhã. — Ele sorriu e acenou para mim. Eu sorri de volta, e fomos embora. James segurou meu braço na nossa curta caminhada de volta para o hotel. Ele tinha um aperto firme na parte de trás do meu braço, logo acima do meu cotovelo. Ele parecia gostar desse local. — Stephan e eu conversamos longamente. Ele sabe que eu nunca iria tirar vantagem de você, enquanto você estiver bêbada. — James parecia sentir a necessidade de explicar isso para mim. — Se eu não soubesse que era diferente, eu imaginaria que ele era seu irmão mais velho. — ele continuou. — Há quanto tempo vocês dois estão juntos? — Ele perguntou. Eu lhe enviei um olhar de soslaio. Ele estava pescando para obter informações a meu respeito, eu poderia afirmar isso. Mas eu não ia entrar em seu jogo. Especialmente quando eu não sabia quase nada sobre ele. — Há muito tempo. — eu respondi vagamente. Isso é o máximo que ele iria descobrir. Eu já havia me recuperado consideravelmente, então ele perdeu o barco de qualquer informação descuidada que pudesse ser lançada. Especialmente desde que eu estava planejando nunca mais beber de novo. Eu já estava mortificada com algumas das minhas travessuras naquela noite, e eu nem estava completamente sóbria ainda. — Você precisa começar a tomar a pílula. — Ele abruptamente mudou de assunto, sua voz autoritária. Enviei-lhe outro olhar de lado. Esse olhar foi sobre seus modos brutos. — Meu corpo, meu negócio. — eu disse a ele rigidamente. — Quando estivermos fazendo sexo, isso vai ser o meu negócio também. E você precisa começar. Pode levar semanas ou meses antes que se torne eficaz.

O meu olhar ficou raivoso e afiado. — Para sua informação, eu já tomo pílula. Tenho períodos bem difíceis, e isso ajuda a torná-los mais leves. Eu já faço isso realmente desde que eu era adolescente... por motivos pessoais. Razões que nunca contaria ele. Como o fato de que Stephan e eu vivíamos em um prédio abandonado com um monte de outros moradores de rua, e eu estava com medo de ser estuprada e engravidar. Eu não tinha sido capaz de dormir por medo. Uma viagem para a clínica gratuita tinha me dado uma grande paz de espírito. Sobre o aspecto gravidez, pelo menos. — Mas você é realmente ultrajante, você sabe disso? Eu nunca concordei em fazer sexo com você. — Que razões pessoais? — ele questionou. É claro que ele daria importância total a coisa que eu estava menos disposta a falar. — Eu prefiro manter esses motivos pessoais. — Eu mostrei minha língua para ele. Sua mão apertou meu braço em uma advertência. — Você é exasperante. —Deixe-me bombardeá-lo com um monte de perguntas pessoais, e ver se você gosta. — eu respondi. — Podemos fazer uma experiência. Eu acho que essa troca poderia valer a pena para mim. Fiquei em silêncio com isso. Nós fizemos o nosso caminho para o hotel sem uma palavra. Eu acenei com a cabeça para a menina que trabalha na recepção, enquanto caminhávamos por lá. Seu nome era Sarah, e ela conhecia Stephan e eu. Nós tínhamos até saído com ela algumas vezes. Ela arregalou os olhos para mim. Provavelmente pensou que Stephan e eu fossemos um par, como muitas pessoas fazem. — Ei, Sarah, — eu chamei, sem parar. — Ei, Bianca. — ela respondeu de volta. — A segurança aqui é deplorável. — disse James quando as portas do elevador se fecharam sobre nós. Ele estava balançando a cabeça em consternação.

Eu ri. — O que você esperava? É um hotel para a tripulação no centro de Manhattan. A segurança não é deplorável. É inexistente. — Eu ri mais. As pessoas ricas podiam ser engraçadas. Ele me deu um olhar descontente. — É terrível. Qualquer um pode vir aqui. Eu só ficava rindo. — É para isso que servem fechaduras e policiais. Se você acha que isso é ruim, você deve ver alguns dos lugares que Stephan e eu já ficamos. Oh merda. Eu não queria dizer isso em voz alta. Seus olhos atentos procuraram meu rosto. — Onde? O que quer dizer? Você ainda fica nesses lugares? Dei de ombros, tentando explodir essa coisa toda do meu passado. — Hum, não realmente. Eu acho que este nosso hotel, pelo menos para a tripulação é seguro no momento. — O pensamento me fez começar a rir de novo. Ele estendeu a mão para o meu cartão, e eu dei a ele sem uma palavra. — Eu prefiro que você fique em um lugar mais seguro, quando estiver na cidade. Eu vou arranjar isso. — ele disse, me chocando. Eu balancei a cabeça. — Não. Não. Não. — eu disse a ele claramente. — Eu não sei o que você acha que está acontecendo aqui, mas você não vai tomar o controle da minha vida. Você pode simplesmente descartar esse cenário agora. Sua boca se esticou em uma linha dura. — Nós vamos falar sobre isso quando estiver sóbria. Ele era louco, eu decidi. — Você pode falar tudo que quiser. Isso não vai acontecer. Ele notou a porta da conexão aberta, quando entrou no meu quarto. Ele me deu um olhar questionador, passando pela porta, como se tivesse o direito de entrar pelo lugar. — Quarto de Stephan? — Ele perguntou do outro quarto. — Sim. — eu respondi.

Ele voltou, fechando e trancando a porta sem perguntar. Eu só fui para a cama e me deitei, fechando os olhos. — Eu preciso ligar meu alarme. — eu disse a mim mesma em voz alta, tentando alcançar a minha bolsinha. Eu tinha deixado ela cair no chão, em algum lugar entre a porta e a minha cama. — Eu já peguei. — James me disse, e eu ouvi ele se mover. Eu ouvi o som que significava que o meu telefone tinha sido ligado a um carregador. — Obrigada. — eu murmurei, com os olhos ainda fechados. — Você pode ir agora. Eu vou acordar a tempo. Eu nunca cheguei atrasada para o trabalho. Eu não vou começar a ter esse hábito agora. Assim que minha cabeça parar de girar, eu vou dormir. Ele não respondeu, e ouvi ele se movimentando ao redor do meu quarto. Ele entrou no banheiro, saindo um momento mais tarde. A cama abaixou, quando ele se sentou ao meu lado na cama. Eu senti o cheiro do demaquilante para remover a maquiagem, e ele começou a limpar o meu rosto. Eu fiquei tensa com surpresa. O que ele está fazendo? Ele gentilmente limpou meu rosto inteiro, limpando inclusive cuidadosamente meus cílios, para remover o rímel. — Você quase não usou nenhuma maquiagem. — disse ele, distraído. — Você tem uma pele linda. — Isso foi uma coisa tão doce para dizer que eu tive que bufar. — Olha quem está falando, o Sr. Magnífico. — eu disse. — Talvez eu apenas comece te chamar de Sra. Linda. — ele me disse, se inclinando para beijar apenas a ponta do meu nariz. Eu o senti se levantar novamente, retornando após apenas um momento. Quando senti seus dedos sobre o botão do cós do meu short, meus olhos se abriram, as minhas mãos se movendo para bloqueá-lo. A única luz no quarto vinha do banheiro, mas eu ainda podia vê-lo perfeitamente. — O que você está fazendo? — Eu perguntei lentamente. Ele tirou minhas mãos, desabotoando meu short e varrendo-o pelas minhas pernas em um movimento rápido e suave.

— Cuidando de você. — ele disse suavemente. — Eu disse a você e a Stephan que eu faria isso. Estou preparando você para a cama agora. E se você começar a vomitar todo esse veneno que você bebeu esta noite, eu vou levá-la para o banheiro, e manter seu cabelo fora do seu rosto para você. Fique quieta. Eu vou te trocar mais rápido, se você não incomodar tanto. Estranhamente, eu obedeci, e ele tirou as minhas roupas e me vestiu com minha camisola de algodão fino que eu tinha separado para a noite. Ele tirou meu sutiã como um profissional, nunca tocando nada além das minhas costas e ombros. Ele mal se acotovelou quando fez isso. Foi bastante impressionante. Ele até mesmo dobrou meus shorts com cuidado, e pendurou minha blusa para cima, como se ele fizesse isso todos os dias. Ele me cobriu com cuidado. Aquele era um bilionário estranho, eu pensei comigo mesma. Quando ele terminou, ele se aproximou, pairando acima de mim. Ele olhou para mim, com as mãos nos bolsos, parecendo que não sabia o que fazer a seguir. Era um olhar estranho para ele. — Você pode dormir aqui. — eu disse a ele. —Se você pode lidar com a falta de segurança. — Eu não poderia evitar em provocá-lo sobre isso. Ele prendeu a respiração. — Você se importa se eu dormir de cueca? É muito mais confortável, e eu juro que não vou tentar nada. Esta noite. Será que eu me importo? Eu estava morrendo de vontade de ver o seu corpo. Eu só tinha que saber se ele era bronzeado daquele jeito em todos os lugares. —Ok. — eu disse com uma voz ofegante. Ele não hesitou, depois disso, tirando seus sapatos, meias, camisa e calças em pouco tempo. Eu desejei ardentemente que as luzes estivessem acesas, sem tirar os olhos de cima dele. Ele deslizou para o outro lado da cama ao meu lado, deitando de costas em cima dos lençóis. — Vá dormir. — ele me disse. —Você é bronzeado assim em todo lugar? — Eu lhe perguntei, já à beira do sono. Se ele me respondeu, eu não ouvi, pois já estava dormindo.

CAPÍTULO SETE Sr. Razinza O som do meu despertador me acordou de um sono profundo. Eu nunca dormi tão profundamente, e despertar rapidamente era algo que eu estava acostumada. Eu soube imediatamente que essa ia ser uma manhã brutal, pelo bater das minhas têmporas. O relógio marcava cinco horas, mas meu corpo ainda pensava que eram duas horas. Uma escala de 24hs nunca era tempo suficiente para se ajustar a diferença de horário. Eu não estava surpresa ao descobrir que James tinha partido, mas eu estava estranhamente desapontada. Como não havia mais quaisquer efeitos nefastos do álcool zumbido através do meu sistema, eu sabia que eu tinha um problema. Eu estava começando a gostar desse bastardo pervertido rico. Fui direto para o chuveiro, prendendo meu cabelo e tentando mantê-lo cuidadosamente seco. Não havia jeito de eu ter tempo para secar, se eu lavasse. Eu joguei a camisola de volta, com minha pele ainda ligeiramente úmida, planejando usá-la até a hora de colocar as roupas de trabalho. Eu estava tão acostumada a compartilhar quartos conjugados com Stephan, que era apenas uma segunda natureza eu ficar pelo menos parcialmente decente, até estar completamente pronta. Minha porta do banheiro estava entreaberta, então quando a porta do quarto se abriu e fechou, eu congelei em alarme. Eu saltei fora da porta, surpresa e aliviada ao ver que era James.

Ele se juntou a mim no banheiro sem perguntar. Mesmo Stephan não era tão familiar comigo, por isso me pegou de surpresa que ele iria se juntar a mim tão casualmente no banheiro, logo depois que eu tomei banho. Ele me entregou uma xícara de café e dois comprimidos brancos. Ele colocou duas garrafas de água sobre o balcão. — As pílulas são para a ressaca. — ele me disse. — E a água vai ajudar. Você está desidratada. Tomei as pílulas, fazendo elas descerem com a garrafa de água que ele trouxe. Um gole do café e me senti quase humana novamente. Eu vi que ele tinha mudado de roupa. Ele estava de volta com um terno, olhar fresco e bem descansado. — Você voltou para a sua casa? — Eu sabia pouco sobre ele, mas eu sabia que ele vivia principalmente em Nova York. Meus olhos estavam em seu terno impecável. Era um cinza suave, sua camisa e gravata eram azuis hoje. Eu não tinha conseguido uma chance de conseguir dar uma boa olhada para ele sem suas roupas. Droga. Quando olhei para ele, meus olhos foram para o seu no espelho. Nós dois estávamos de frente para ele, e seus lindos olhos azul turquesa estavam colados ao meu corpo com uma intensidade que fez meus olhos seguirem o seu. Minha camisola fina, combinando com a minha pele ligeiramente úmida, tinha, não surpreendentemente, deixado a minha camisola transparente. Eu poderia muito bem estar nua, pensei um pouco atordoada. E ele estava saboreando a vista tão avidamente, como se ele nunca tivesse visto nada tão apetitoso em sua vida. Era uma sensação inebriante, ter colocado esse olhar nele. Ele entrou diretamente atrás de mim, com os olhos de forma constante no meu peito. Meus seios estavam pesados e eu queria desesperadamente que ele os tocasse. Eu inconscientemente arqueei minhas costas um pouco, meus ombros indo para trás, meu peito para frente, meus mamilos claramente visíveis, enquanto eles roçavam o tecido fino da minha camisola. Eles estavam duros como pedra, e endureceram ainda mais, quando eu assisti ele olhando fixos para eles.

— Eu não quero fazer você chegar atrasada para o trabalho. — ele murmurou. — Mas eu preciso fazer alguma coisa. Ele apertou-se contra as minhas costas, sua excitação dura e pesada contra o meu cóccix. Suas mãos cobriram meus seios, finalmente, e eu gemia, arqueando meu corpo para trás, enquanto ele os amassava com firmeza, e meus olhos se fecharam. — Olhe para mim. — ele retrucou, e eu obedeci automaticamente, encontrando seus intensos olhos no espelho. —Eu gosto desta camisola. — disse ele quase distraidamente, enquanto continuava a me tocar. — Abra mais suas pernas. — ele me disse, e elas simplesmente se abriram, como se meu corpo e sua boca tivessem algum tipo de acordo, que eu ainda não estava a par. Uma mão ficou amassando meu peito, e puxando meu mamilo perfeitamente, enquanto a outra corria ao longo de minhas costelas, pelo meu abdômen, e em linha reta entre as minhas pernas. Elas começaram a fechar instintivamente contra a invasão. — Abra mais amplo. — ele ordenou, e elas só obedeceram. — Eu quero dar prazer a cada centímetro de você, mas neste momento, eu estou indo apenas fazer você gozar. Eu só preciso te tocar. Coloque sua cabeça contra meu ombro. Ele encontrou rapidamente e esfregou meu clitóris com o polegar, enquanto o indicador e o dedo médio brincaram na minha entrada quase provocando. Ele prendeu a respiração quando me sentiu. — Deus, uma virgem fodidamente molhada. Você é demais, Bianca. Ele empurrou um dedo em mim lentamente, e gemeu. O ajuste foi muito doloroso, apertado. Eu me masturbava, às vezes com meus próprios dedos, mas os seus eram apenas muito maiores, mais ásperos, e mais talentosos. Ele sabia como me tocar com uma habilidade muito maior do que eu sabia como fazer. O pensamento era um pouco assustador, mas a minha mente rapidamente vagou de volta para as sensações com a sua mão. Ele trabalhou com o dedo em todo o caminho e começou a acariciar, seu dedo buscando apenas o ponto certo dentro de mim. O polegar não parou de

circular meu clitóris, e sua outra mão ainda amassava meu peito com uma habilidade consumada. Ele era um inferno de um multi-talento. Enquanto ele acariciava, sua excitação roçou nas minhas costas, com uma pressão crescente. Ele deslizou um segundo dedo e me senti incrivelmente completa. Eu gritei, me esfregando contra ele. Ele parou de repente. — Me peça por isso. — ele ordenou, e eu não confundi seu significado. — Por favor. — Eu não hesitei. — Diga, por favor, Sr. Cavendish, me faça gozar. — Por favor, Sr. Cavendish, me faça gozar. Ele beliscou duro meu mamilo, enquanto acariciou mais duro embaixo no lugar certo. Eu vim em segundos, antes mesmo que eu realmente soubesse o que estava acontecendo. Eu não tinha percebido que um orgasmo podia ser assim, tão rapidamente se transformar em uma erupção. Ou tão poderosamente. Eu senti como se pudesse ter me perdido por um momento. Nós dois estávamos ofegantes quando eu voltei para mim mesma. Ele pegou o meu olhar no espelho, enquanto tirava seus dedos de dentro de mim. Eu assisti absolutamente fascinada, quando ele levantou-os até à boca e os lambeu até limpar. Quando ele terminou, ele pegou meu queixo e virou minha cabeça em direção a sua, para um beijo profundo. — Você é a coisa mais fodidamente perfeita que eu já vi na minha vida. — ele murmurou contra minha boca. Eu tentei chegar até sua excitação ainda pesada. Ele pegou a minha mão, sabendo onde ela estava indo. — Não há tempo. Se vista. — Ele parecia quase com raiva agora. Ele estava aparentemente frustrado e ranzinza sobre isso. Eu me troquei em tempo recorde, meu terno que foi projetado para se parecer com o modelo masculino, com paletó, gravata e tudo. James me assistiu o tempo todo, não me dando um segundo de privacidade. Eu estava com muita pressa para me preocupar com isso.

— Esta porra de uniforme de aeromoça é a merda mais quente que eu já vi. Isso deveria ser ilegal. Eu vou fazer algumas coisas ilegais para você com essa pequena provocação de gravata. — ele disse, seu tom grave. Eu apenas ri. — Eu posso fazer meu cabelo e maquiagem na van. Stephan vai me ajudar. Eu lambi meu lábio inferior, e acenei com a mão em sua excitação ainda obviamente pesada. — Eu ainda tenho 10 minutos de sobra. Tem que haver algo que eu possa fazer por você. Eu não gosto de me sentir como se tivesse deixado você insatisfeito. Ele sorriu para mim, e foi um sorriso triste. — Você é perfeita. Mas isso não vai acontecer esta manhã. Eu não vou parar até que eu possa estar enterrado profundamente dentro de você. De preferência por dias. Eu dei um passo para mais perto dele, lambendo meus lábios novamente. Impulsivamente, eu me ajoelhei na frente dele. — Você pode enterrar-se em outro lugar. — eu disse, minha voz ficando soprosa. Meu rosto pairava a poucos centímetros de sua virilha, mas eu segurei o desejo de tocá-lo, apenas olhando para ele. Ele agarrou meu cabelo um pouco forte. — Você já fez isso antes? — Ele perguntou, a voz trêmula. Eu balancei a cabeça, lambendo meus lábios novamente. — Como eu disse, eu não namoro. Eu não faço nada disso. Eu não sei o que deu em mim, mas você deve aceitar minha oferta, antes que eu mude de ideia. Ele rapidamente desabotoou a sua calça, e sua excitação pulou tão rápido que eu pisquei com a visão dele. Ele era... espetacular. E bem na minha cara. Não tive nenhuma dificuldade em imaginar levar tudo isso na minha boca, e começar a chupar o avidamente. Exatamente o oposto. Eu nunca quis tanto algo na minha vida. Embora eu não ache que possa caber muito mais do que a ponta entre meus dentes. — Use as mãos na base. — ele me disse. Ele usou as mãos para me mostrar. Ele usou a umidade da minha boca, para espalhar na ponta e no

cumprimento e para lubrificar minhas mãos. Treinou-os em um movimento de torção na base. — Mais duro. — ordenou. — Puxe os lábios sobre os dentes e chupe mais forte. — ele suspirou. — Sim, isso é perfeito, Bianca. —Estou chegando. — ele me avisou vários momentos inebriantes mais tarde. Ambas as mãos foram até o meu cabelo com força. — Se você não quer que eu goze em sua boca, você deve puxar para trás agora. — Sua voz era absolutamente crua com sua necessidade, e eu adorei. Eu poderia ficar viciada nesse sentimento. Para este ato. Em vez de puxar para trás, eu chupei mais duro, engolindo instintivamente quando a essência calorosa dele atirou contra a traseira de minha garganta. Ele me puxou e me beijou. Suas mãos eram ásperas no meu cabelo, quase ao ponto de dor, mas, embriagada no momento, eu adorei. Ele finalmente me soltou, olhando para o relógio. — Você está atrasada. Vamos conversar mais tarde. Eu não quero que você entre em apuros. Eu vi o quão importante é a sua ética de trabalho para você. Eu apenas assenti, no modo de corrida completa. Peguei minhas malas e meu copo meio vazio de café no caminho para fora, sem dizer adeus. Francamente, eu só não sabia o que dizer. Eu nunca tinha feito coisas tão íntimas em toda minha vida, e eu nunca tinha concordado em dar ao Sr. Magnífico o meu número de telefone. Era como se não fosse mais eu mesma, quando cheguei em sua órbita. Ele só assumiu. E até agora, eu estava golpeando zero em resistir a ele. Quando ele me tocou, eu perdi todo o controle, e ele tomou tudo isso, e isso só me fez sentir bem, em apenas deixar ir. Na verdade, isso foi mais do que bom. Eu sentia que era tão perfeito para mim, que eu nem sabia como resistir.

CAPÍTULO OITO Sr. Perseguidor Eu senti uma onda enorme de alívio, quando observei ao descer para o saguão com cinco minutos de atraso, que Stephan e eu éramos os únicos membros da tripulação que havia aparecido até agora. Eu nunca tinha me atrasado antes, nem mesmo cinco minutos de atraso, mas que não iria contar contra mim desta vez. Se tivermos hoje um atraso da tripulação, quem aparecer por último que causou isso e não eu, desde que eu fui a segunda a chegar. Stephan me deu um sorriso hesitante quando me viu. — Bom dia, Botão de ouro. — Bom dia. Como foi o resto da sua noite? — Eu perguntei, esperando que tenha terminado tudo bem para ele. Ele sorriu. — Foi ótimo. Voltamos para a casa de Melvin e conversamos por horas. Estamos indo devagar, mas nós nos entendemos agora. Eu sorri de volta. — Isso é incrível. Acho que nós vamos aderir Nova York como base por um tempo, certo? Ele suspirou. — Eu espero que sim. E como foi com o Sr. Magnífico? — Ele me perguntou com um sorriso. — Você está parecendo muito mais jovial esta manhã que eu tinha pensado possível, considerando a condição em que estava quando deixou o bar. Presumo que ele manteve sua promessa de ser um perfeito cavalheiro na noite passada? — Ele fez o último comentário como uma pergunta. Eu concordei com cuidado. — Sim, ele foi um perfeito cavalheiro na noite passada. Ele foi muito doce, na verdade. Ele até mesmo limpou a minha maquiagem. E me trouxe café e aspirina esta manhã.

Algo chamou sua atenção atrás de mim, e eu me virei, esperando que fosse um dos membros da tripulação atrasados. Eu não deveria ter ficado surpresa que fosse James. Eu o tinha deixado para trás no meu quarto. Ele teve que passar pelo saguão, a fim de sair. Mas ainda era um pequeno choque ao vê-lo tão cedo, após o que eu tinha acabado de fazer. Meus olhos viajaram espontaneamente até a área do seu corpo que eu tinha acabado de dar uma atenção especial. Eu lambi meu lábio inferior. Seus olhos azuis estavam positivamente vivos quando ele olhou para mim, caminhando em linha reta em minha direção. Ele assentiu educadamente para Stephan. Ambos murmuraram um bom dia. A mão quente de James pousou possessivamente na minha nuca. Meus olhos vagaram de volta para baixo. Seus dedos ficaram mais firmes em minha nuca, e meus olhos se atiraram de volta para ele. — Nosso Botão de ouro é difícil de controlar, Stephan. — disse ele à toa para Stephan. Stephan riu. — Ela realmente é. — Uma dificuldade malditamente perfeita. — James murmurou para mim. Stephan ouviu, e riu mais forte. — Bem, eu não sei exatamente sobre isso, mas eu vou acreditar na sua palavra sobre esse assunto. — Me acompanhe até a porta, por favor? — James me pediu educadamente. Eu fiz. Ele baixou a mão no meu pescoço quando chegou à porta. — Eu vou amarrar você na minha cama e tomar o seu hímen. Eu não consigo pensar em outra coisa. — ele me disse baixinho. — Diga-me, quando eu posso ver você de novo. Engoli em seco. — Eu não tenho certeza. Tenho um voo de 12 horas amanhã. Estamos fazendo um retorno para DC, Washington. — E hoje? Eu apenas pisquei para ele. — Estou voando de volta a Las Vegas.

Ele apenas acenou com a cabeça como se isso fosse útil, e saiu. Os outros comissários de bordo desceram em pouco tempo, começando com Brenda. Ela teve um sólido dez minutos de atraso do nosso show. Melissa e Jake desceram alguns minutos depois. Nós esperamos mais 10 minutos, antes de Stephan ligar para a sede. — Sim, eu estou apenas confirmando se estamos compartilhando um transporte para o aeroporto com nossos pilotos esta manhã. — ele murmurou em seu telefone. — Ok, obrigado. Os pilotos desgrenhados que estávamos esperando, se mostraram enquanto ele estava pendurado no telefone. Nós já tínhamos carregado nossas malas, então nós nos empilhamos na van, enquanto os pilotos carregavam sua bagagem. Corremos pelo aeroporto, a tripulação inteira lutando para evitar um atraso. Stephan havia prendido meu cabelo em uma trança elegante na van, enquanto eu apliquei uma quantidade mínima de maquiagem nos semáforos vermelhos. Não havia nenhuma maneira que eu conseguiria fazer isso, enquanto o motorista se desviava do transito como um maníaco. Mesmo depois de anos de escalas em Nova York, eu ainda tinha que me acostumar com essa coisa louca que os nova-iorquinos chamavam "condução". Entramos no portão em tempo recorde, e uma agente do portão exasperada nos levou até a passarela. Ela era gorda, de meia-idade, e olhar atormentado. — Vocês estão no limite final do horário. — ela nos repreendeu. — Se este voo se atrasar, eu estou colocando a informação que a tripulação foi a causa. Stephan lhe deu seu sorriso mais encantador. — Querida, não vamos adiar nada então. Nos envie para baixo quando você quiser. Nós temos a equipe pronta para trabalhar hoje. Nós não precisamos de qualquer tempo de preparação para nada. Ela sorriu de volta, imediatamente aliviada por sua atitude. — Isso é o que eu gosto de ouvir. Algumas tripulações precisam de 30 minutos para se preparar.

Stephan deu ao capitão um olhar significativo. — Bem, isso não é como trabalhamos, certo capitão? — Ele levantou a questão. Alguns pilotos levam uma eternidade para a preparação também. O capitão Peter assentiu, sorrindo. — Como ele disse, nós estamos prontos, assim que nos enviar para baixo. Foi uma aposta pequena. Se tivermos o azar de ter problemas mecânicos, teríamos um avião cheio de passageiros com um voo atrasado. Mas estávamos esperando por sorte hoje. Era isso ou uma anotação no nosso prontuário. — Vou iniciar o serviço de bebidas pré-embarque para você e Jake será o homem que ficará na porta recebendo os passageiros, para que você possa fazer o inventário na cozinha. Os fornecedores já vieram e deixaram as coisas por agora. Espero que eles tenham deixado tudo o que precisamos. — Stephan mergulhou no carrinho de bebidas enquanto falava, tirando os copos. — Quer servir uma bandeja de mimosas? — Eu perguntei a ele. — Elas são muito bem aceitas na parte da manhã, especialmente neste voo, e isso vai nos economizar tempo, já que temos 21 aqui em cima. Ele assentiu distraidamente, cavando ao redor. Ele nunca poderia encontrar qualquer coisa na cozinha, e eu não sei por que ele ainda insistia. Abri uma gaveta cheia de garrafas de água, apontando. — Basta servir por hora isso aqui para eles. Eu vou fazer o resto da preparação da mimosa, enquanto você faz isso. Eu já estava estourando a rolha do champanhe, enquanto ele caminhava de volta para a cabine. Isso estava caminhando para ser uma manhã agitada. Era apenas uma sensação sobre isso. No entanto, eu gostava dela. Ficar ocupada nunca foi uma coisa ruim, tanto quanto ficar preocupada. Eu tinha uma bandeja de mimosas a espera, quando ele voltou alguns minutos depois. Ele se dirigiu imediatamente para fora. Eu tinha contabilizado todas as bebidas que precisávamos. Eu comecei a contar as refeições, e preparar os menus. Eu entreguei a Stephan os menus, e ele me entregou uma lista de pedidos de bebidas. Nenhum copo permaneceu na bandeja.

— Eu vou saber melhor, depois que você entregar os menus. — eu disse a ele. — Eu preciso preparar outra bandeja de mimosas? — Não, você fez a quantidade perfeita. E você tem uma surpresa no 2D, Botão de ouro. — Ele sorriu para mim, enquanto varria de volta para a cabine. Eu estava apenas escutando pela metade, preocupada com a produção de bebidas, o mais rapidamente possível. Pré-serviço de bordo pode ser complicado, quando estávamos sendo pressionados pelo tempo. Eu saí com a primeira rodada de pedidos de bebidas. Eu estava entregando os pedidos de trás para frente, porque foi assim que Stephan tinha anotado. Deve ter sido a ordem que eles embarcaram. Os agentes dos portões de embarque às vezes gostavam de confundir, embora só Deus saiba por quê. Eu entreguei as bebidas rapidamente. Havia alguns nova-iorquinos altos e barulhentos na frente hoje. Eu apenas sorri para eles. Alguns homens quase gritavam para o outro, enquanto discutiam sobre algum time de futebol. Eu contei cinco deles juntos, que poderia se tornar possivelmente um problema, ou poderiam apenas precisar de um pedido de silencio para se manterem quietos. Eles se calaram de repente, quando me notaram. — Ei, docinho. Você é um colírio para os olhos. — o mais alto deles finalmente falou, depois eles todos me encararam rudemente, enquanto eu entregava as suas bebidas. Olhei para cima e lhes sorri amavelmente. Neutra. Ele estava talvez na casa dos quarenta anos, com cabelo escuro e pele morena. Ele parecia um nova-iorquino até os dedos dos pés. — Bom dia. — murmurei, voltando para a cozinha para a próxima rodada. Eu só tinha mais alguns drinques para fazer depois disso. As águas e as mimosas tinham sido suficientes para a maior parte deles. Eu entreguei a próxima pequena rodada, coletando os copos já vazios em minha bandeja, indo até atrás, retornando para frente novamente, coletando as jaquetas, e garantindo que ninguém precisasse de alguma coisa. Eu congelei, minha compostura fria deslizando por um segundo quando eu vi o homem que ocupava o assento 2D. Fiquei surpresa que eu não tenha notado antes. Parecia que meu corpo deve ter percebido sua presença, pela forma como reagiu instantaneamente.

Eu recuperei mais rapidamente com a visão dele neste momento, do que eu tinha feito na última vez que ele tinha estado naquele assento. Eu esperava que isso significasse que eu estava me acostumando com ele. Ele não podia continuar a me afetar dessa maneira toda vez que eu o via, eu disse a mim mesma. Eu sabia que isso era apenas um desejo que ansiava conseguir. — Quer eu consiga mais alguma coisa, Sr. Cavendish? — Perguntei friamente. Ele já tinha uma das garrafas de água que Stephan tinha entregue. Água parecia ser a única coisa que ele bebia. — Posso pendurar o seu casaco? Seu rosto estava tenso, mas ele ficou em silêncio enquanto se levantava e tirava o paletó. O assento ao lado dele era o único vago na primeira classe, e eu imaginei que ele tinha comprado para ganhar alguma aparência de privacidade. Me lembrei dele falar por acaso com o nosso presidente no voo charter, onde eu o tinha encontrado pela primeira vez, que ele não costuma voar comercial. Por que diabos ele está aqui? Ele tinha um jato particular. Por que, de repente, estava voando com a gente muitas vezes? Imaginei que era mais provável que ele estivesse verificando, para nos apoiar financeiramente de alguma forma. Quando ele se endireitou no corredor, de repente estava a apenas alguns centímetros de mim. Eu respirei fundo, inalando o cheiro dele. Ele cheirava tão maravilhoso, com apenas um toque de perfume picante sobre o seu próprio perfume natural. — Por que você não me disse que ia tomar este voo? — Murmurei a pergunta a ele, quando peguei seu casaco, a minha voz aguda baixa. — Foi uma decisão de última hora. Eu não sabia até esta manhã que eu tinha assuntos urgentes em Las Vegas que precisava de atenção hoje. — ele murmurou de volta, sua voz suave, mas seu rosto ainda duro e tenso. Eu procurei seu rosto brevemente, mas tive que me mover rapidamente. Havia a hora certa para descobrir o que o Sr. Magnífico estava fazendo. Eu mal recolhi os copos, e já era hora para a demonstração de segurança. Eu intencionalmente evitei olhar para James, e com isso consegui manter a minha compostura habitual.

O grupo de nova-iorquinos fez alguns comentários atrevidos sobre mim em voz alta, o suficiente para que eu ouvisse quando passava por eles enquanto estava fazendo a verificação de cinto de segurança. Ignorei-os facilmente. Não era nada incomum. Na verdade, isto era normal neste voo em particular. Era sábado de manhã, e geralmente levavam um grupo de homens da velha guarda de Nova Iorque neste voo. Eles estavam indo para Las Vegas, tinham acabado de pagar por um upgrade para a primeira classe, e estavam festejando. Eles eram detestáveis e rudes, mas também era uma característica comum nos voos de JFK. Eu fiz uma breve pausa no assento de James. Seus punhos estavam cerrados, o rosto duro inclinado em direção a pequena janela. Ele parecia muito mal humorado. — Posso ajudá-lo com alguma coisa, Sr. Cavendish? — Eu lhe perguntei em voz baixa. Eu não poderia começar a imaginar o que deixou ele tão agitado. Ele balançou a cabeça ligeiramente. Ele rapidamente se contradisse. — Diga a Stephan que eu quero falar com ele, assim que estiver disponível. — disse ele brevemente. — Okaaay. — eu disse, confusa, e segui em frente.

CAPÍTULO NOVE Sr. Zangado — O que foi isso? — Eu perguntei a Stephan, quando abrimos nossos assentos para a decolagem. Ele e James tiveram uma breve, mas intensa troca de olhar, antes que Stephan viesse sentar-se ao meu lado. Ele apenas balançou a cabeça, olhando para fora da janela. Eu lhe dei uma cotovelada nas costelas. — Ow. — disse ele, me atirando um olhar de surpresa. — O que deu em você? Meus olhos se arregalaram com incredulidade. — Eu? E você? Como o Sr. Magnífico lá te levou para o lado dele, te conquistando tão rápido? Você deveria me ajudar a evitar caras assim. Em vez disso, você o está ajudando. E agora pode abrir a boca e falar sobre a conversa que está tendo com ele. Ele suspirou. — Foi sobre este tumultuado grupo da fila 5 e 6. Eles estão falando sem parar sobre você, e isto não está sendo bem aceito por James. Eu preciso ter uma palavra com eles, uma vez que chegar a dez mil pés. Ele sorriu de repente. — Ou então eu acho que o Sr. Magnífico pode começar dando socos. Revirei os olhos, atirando um olhar exasperado para James, que foi completamente ignorado, uma vez que ele tinha o olhar virado em direção a janela, mas seus punhos estavam cerrados rígido. Ele parecia ainda mais zangado agora. — É apenas o habitual e comum, velhos rapazes que lotam o vôo para Vegas, eu disse a Stephan. — O mesmo tipo de grupos que temos quase toda semana. Eles têm sido fáceis de ignorar até agora. Não faça eles ficarem desnecessariamente irritados.

Agora foi a vez de Stephan me olhar exasperado. — Eu não acho que você ouviu o pior do que eles estão dizendo. James me disse, e não foi bonito. Eles estão sendo particularmente atrevidos, e usando um monte de palavrões em voz alta o suficiente para o resto da cabine ser perturbado. Eu preciso enfrentá-los. É melhor cortar o mal pela raiz. E olhe para James. Ele está seriamente zangado. Melhor chatear um pouco esses idiotas, do que ter uma briga com tudo em nossas mãos. Eu olhei para James. Estudei-o de perto. Sua agitação parecia estar crescendo a cada segundo. Seus olhos se arregalaram de repente, seu olhar direto nós, suas mãos indo para o cinto de segurança, como se estivesse se preparando para se levantar. — Ah, merda. — Stephan murmurou, a voz tremendo. James parecia ter conseguido se controlar, cuidadosamente tirando as mãos de seu cinto de segurança e relaxando suas mãos. Ele fechou os olhos, os lábios se movendo. — Ele está contando até dez. — eu disse estupidamente. — Você pode ouvir o que eles estão dizendo que está deixando ele tão irritado? Eu não posso ouvir nada. — Eu posso ouvir suas vozes, mas eu não posso entender direito o que eles estão dizendo. — Stephan disse, observando James com cuidado. Stephan estava dolorosamente tenso. Eu sabia que ele odiava brigar mais do que qualquer outra coisa no mundo. Eu também o tinha visto lutar várias vezes, embora tivesse sido há anos atrás que ele teve que fazer. Ele era excepcionalmente bom no que fazia. O que aconteceu, ele seria capaz de lidar com isso, eu sabia. Mas ele iria odiar. Ele abominava qualquer tipo de violência. James abriu os olhos de repente, parecendo ainda mais furioso do que eu já tinha visto. Aparentemente, contar até dez não tinha funcionado. Suas mãos dispararam novamente para o cinto de segurança e vi com horror quando ele atirou de seu assento, caminhando para os desordeiros com violência em cada passo rápido. — Fodeu! — Stephan amaldiçoou. — Fique aqui. Por favor. — suplicou ele, indo atrás de James em um raio.

Houve uma troca muito tensa. James estava inclinado para baixo, falando perto do homem que se dirigiu a mim antes, e eu não podia ver seu rosto ou ouvir o que ele estava dizendo. Stephan estava apontando para um dos outros homens e sua voz se levantou, embora eu não pudesse ouvir as palavras sobre o motor de avião e pela distância. Fiquei surpresa que Stephan nem sequer olhou para James, não fazendo nenhuma tentativa para fazê-lo voltar ao seu lugar. Merda, eu pensei. Isto provavelmente significava que seu próprio temperamento estava queimando também. Seria realmente uma briga se Stephan começasse a dar socos. Eu vi o homem com quem Stephan estava claramente discutindo, levantar as mãos, como se em sinal de rendição. Isso não pareceu apaziguar Stephan, porém, que apenas se virou para o homem que James tinha dado atenção especial. Achei que ele ainda estava falando com o homem, embora eu não pudesse ouvi-lo. Ele estava falando calmamente, enquanto Stephan estava falando cada vez mais alto. — Eu quero dizer exatamente isso. Mais uma palavra de qualquer um de vocês, e estamos desviando o avião e haverá a aplicação da lei à sua espera no portão. — Com isso, Stephan invadiu de volta para o assento ao meu lado. Ele ainda não havia se preocupado em pedir a James para retornar ao seu assento. Alguns momentos tensos depois, James se endireitou, andando com dificuldade de volta ao seu lugar. Ele não olhou para mim, apenas se sentou, apertou o cinto, e fechou os olhos. Senti um alívio tão grande, que quase fiquei envergonhada de mim mesma. Vendo que, embora ele realmente quisesse bater em alguém, ele se conteve, era algo que eu quase precisava ver. Qualquer outra coisa que eu não soubesse sobre ele, pelo menos eu sabia que ele poderia praticar o autocontrole. Violência descontrolada e agressão eram os monstros da minha infância, e eu me sentia quase tépida com o alívio de ver que eu não iria encontrá-los em James. Não da maneira que eu temia. A maneira que eu sempre temia, apesar de uma quantidade razoável de tempo e terapia.

— O que aconteceu? O que eles estavam dizendo que implicaria a aplicação da lei? — Eu perguntei finalmente a Stephan. Ele só balançou a cabeça. — Eu vou te dizer mais tarde. Por favor, me dê um minuto para me recompor. — Sua voz estava implorando, então eu deixei cair o assunto. Se ele disse que me contaria mais tarde, eu sabia que ele o faria. Eu ouvi o segundo toque, que indicava que estávamos a dez mil pés. Eu comecei a minha rotina habitual, preparando na cozinha o nosso serviço de café da manhã. Eu gostava da rotina, gostava das rotinas em geral. Elas me acalmavam, de uma certa forma. O caos da minha adolescência me fez ansiar por estabilidade na minha vida adulta. Então minha vida, mesmo com toda as viagens, seguia um cronograma e rotina que eu gostava. O serviço de café da manhã aos sábados no voo de Nova York, era uma parte disso. Nossa companhia aérea se orgulhava de seu serviço de primeira classe, então nosso serviço de café da manhã era bem extenso. Nós estaríamos ocupados até pousarmos. Com a primeira classe completa, Stephan ficou na frente para me ajudar. Eu trabalhei na área da cozinha, e ele serviu. O que achei ótimo, sobretudo hoje, com um James volátil, e aparentemente alguns homens degenerados na cabine. Stephan e eu não nos falamos durante a primeira hora, enquanto nós trabalhávamos. Ele estava pensativo, e nós realmente não precisamos nos falar para nos comunicar. Nós trabalhamos juntos sem esforço, depois de todos esses anos. Ele recebia os pedidos dos passageiros, e eu os lia e ele entregava. Enquanto ele servia, eu trabalhava no próximo passo. Éramos rápidos e eficazes, mesmo sem falar. Eu amava essa parte do trabalho. Eu não tinha certeza por quê. Apenas a sensação ocupada no ar, a rotina da cozinha familiar, garantir que todos se sentissem como se tivessem recebido um serviço excepcional, e que tínhamos feito um bom trabalho. Eu acho que eu tinha passado uma grande parte da minha vida me sentindo inútil e perdida, e este trabalho, em um bom dia, me fazia sentir como se eu tivesse algum valor. Quando pensei nisso dessa forma, soou patético, mas isso não o torna menos verdadeiro.

Notei tudo o que servi para James, é claro. Ele bebeu exclusivamente água, que eu tinha visto. Sem gelo, apenas uma garrafa e um copo. Comecei a colocar uma fatia de limão no copo, e ele não reclamou, então eu continuei a fazer. No café da manhã, ele pediu a única coisa saudável que tinha no primeiro serviço do dia. Era iogurte grego com mirtilos frescos e nozes cruas. Eu não estava surpresa que ele foi o único a pedir. Nós geralmente não tínhamos muitos passageiros que gostavam, assim normalmente apenas eu e Stephan que comíamos isso no café da manha. Eu poderia ter adivinhado que ele se alimentava de forma saudável, pelo corpo que tinha, mas ele confirmou. Como eu poderia ficar confortável nua, com alguém com uma aparência tão boa, que tinha um corpo tão impecável, tanto quanto eu poderia dizer? Eu não sabia como. Tentava ficar em forma, mas eu comia porcaria às vezes, e eu provavelmente não treinava tão frequentemente quanto eu poderia. Eu sentia que minhas coxas eram muito grandes, e meus tornozelos eram muito pequenos, como palitos. E os meus braços eram finos, mas meus quadris eram um pouco largo, e meus ombros eram muito amplos, ao meu olhar crítico. Como toda mulher, eu tinha problemas com o corpo. Será que James notou quando eu fiquei nua? Eu tentei não pensar nisso, mas eu fiz de qualquer maneira. Fiquei aliviada quando ficamos muito ocupados, para eu pensar sobre isso. Foi pelo menos umas duas horas e meia de voo, antes que Stephan pudesse fazer o caminho para verificar a classe econômica. — Eu vou estar de volta em poucos minutos. Brenda assou alguns biscoitos lá agora. Vou trazer alguns de volta para adicionar ao serviço de queijo. — Stephan me disse, quando desligou o telefone durante o voo. Eu balancei a cabeça, distraída. Eu estava preparando o nosso carrinho de três níveis para o serviço de queijo. Não havia nada que ele pudesse me ajudar na primeira classe por pelo menos 10 minutos, por isso era um bom timing. Eu ouvi a abertura da porta do banheiro do outro lado da cortina, e mudei o carrinho, para garantir que o passageiro pudesse voltar para seu assento, antes de retornar a sua posição.

Fiquei espantada quando James entrou na cozinha fechada. Ele parecia muito mais calmo do que estava antes. Eu lhe ofereci um pequeno sorriso. — Hey. — eu disse, estudando-o cuidadosamente, tentando ler o seu humor. Ele me deu um pequeno sorriso de volta. Ele mudou o meu carrinho para mim, vendo que eu estava segurando o seu peso. Ele o usou para bloquear o corredor completamente, fora da área das cortinas, conseguindo ficar atrás da cortina completamente, quando ele fez isso. — Oh. — eu disse baixinho, enquanto assistia ele reorganizar a cozinha, tentando entender o que ele pretendia. Ele estava organizando um momento de privacidade para... alguma coisa. Eu só olhei para ele, hipnotizada. Ele acionou o freio do carrinho com a ponta do sapato com facilidade, como se fizesse isso todos os dias. Ele respirou fundo, de costas para mim por um longo momento. De repente, ele se virou, caminhando para mim. Ele agarrou a minha trança, puxando minha cabeça para trás. Ele me beijou, e estava quente e com raiva e com fome. Apesar de mim mesma, eu derreti em um instante, fundindo meu corpo tão perto dele como eu poderia conseguir. Ele me empurrou contra o balcão, me erguendo sobre o pequeno espaço disponível no balcão. Eu mal coube ali. Ele não parou de me beijar. Eu murmurei um protesto, quando senti seus dedos avançando na minha saia justa, e sob as minhas pernas. Ele tinha minhas coxas à mostra em um raio, e eu puxei de volta, ofegante. — O que você está fazendo? — Eu perguntei, um pouco em pânico com sua intenção. — Shh, — ele me disse, e começou a me beijar novamente, suas mãos continuando a empurrar minha saia para cima, impaciente. — Eu preciso fazer isso. Isso não me fez sentir segura, mas ele parou abruptamente, quando suas mãos tinham levantado o suficiente da minha saia, para descobrir minhas ligas e os topos das minhas meias. Ele subiu mais a saia rudemente.

Ele amaldiçoou quando viu minha calcinha rendada verde limão. — Este é o tipo de calcinha que você estava usando ontem à noite, também, não foi? Mas ontem era azul. Eu apenas assenti, me sentindo um pouco desorientada. — Elas são as calcinhas mais confortáveis que já usei. Eu não consigo usar qualquer outra, desde que as descobri. — Eu as amo fodidamente. — ele me disse, e isso me fez sorrir para ele. Então ele me surpreendeu novamente ajoelhado na minha frente em um movimento fluido. Ele me entregou um pano. Um lenço à moda antiga, observei. — Coloque isso em sua boca e morda. Tente não fazer muito barulho. — Eu lhe obedeci sem hesitar, todo o meu corpo vibrando na expectativa com o que ele ia fazer. — Segure o meu cabelo. — ele me disse.. Minhas mãos foram através dele avidamente. Era perfeito, é claro, suave como a seda e tão liso e grosso. Eu vi todos os diferentes tons de loiro escuro e castanho claro, realçada pelo sol brilhando através da pequena janela do lado esquerdo, na porta do avião. As pessoas pagavam uma fortuna para ter mechas que não chegavam nem na metade de ser tão bela como essa cor dourada. Minha mente ficou em branco, a minha cabeça caiu de repente. Ele tinha enfiado a minha calcinha para o lado, e enterrou seu rosto contra mim. Eu estava perdida instantaneamente com a sensação chocante de sua língua lambendo e chupando meu núcleo, com um objetivo certo. Seus dedos magistrais enfiaram em mim, um dedo acariciando apenas o ponto perfeito. Eu choraminguei no pano que eu estava mordendo, não conseguindo abafar muito bem o barulho alto que soltei. Quase às pressas, sua língua se transferiu para o meu clitóris. Ele chupou-o, duro, e eu gozei sem aviso prévio. Eu não tinha ideia que isso poderia acontecer tão rápido, mesmo com o nosso episódio anterior no banheiro do hotel. Ele continuou a me acariciar, mesmo quando percebeu que os fortes tremores diminuíram. Eu senti sua cabeça se afastando para trás, e olhei para ele. Ele apoiou o queixo sobre o material da minha saia, bem acima da minha pélvis.

— Mais um, — ele ordenou, e voltou para seu requintado trabalho. Eu gritei no pano quando eu gozei, tão surpresa por este orgasmo, como eu estava com o último. Ele me trouxe ainda mais rápido, como se sua língua tivesse acabado de encontrar e empurrar meu botão de orgasmo. Ou, talvez, o último tenha me preparado e já me deixado pronta. Eu não tinha experiência suficiente para saber com certeza. Eu não sabia que meu corpo poderia ser jogado como um instrumento, até que James colocou as suas mãos em mim. Ele me lambeu mais algumas vezes, depois de meus tremores acalmaram. — Eu poderia comer você o dia todo. — ele falou, enquanto se levantava. Ele tirou o lenço da minha boca, empurrando-o entre minhas coxas para absorver o excesso de umidade. — Eu adoro a forma como você está molhada. — ele murmurou, mergulhando para me beijar. Sua língua varreu a minha boca, lambendo, e eu estava um pouco escandalizada ao perceber que eu estava provando a mim mesma, de uma maneira que eu nunca tinha imaginado. Eu chupei sua língua, e ele gemeu. Eu sabia que ele definitivamente gostava disso, e eu chupei mais duro. Ele não me beijou muito tempo, se afastando para me descer do balcão. Ele não parece se esforçar muito para me levantar. Eu amo isso, adorava me sentir pequena e feminina em comparação com a sua força. Ele empurrou o lenço sujo no bolso e começou a arrumar a minha roupa com uma eficiência quase impessoal. Ele ainda estava puxando minha saia para baixo de joelhos, quando Stephan rompeu a cortina, olhando perplexo, e chocado com o que viu. Deve ter sido óbvio, que James estava abaixando minha saia, que estávamos fazendo algo muito íntimo na cozinha de uma aeronave. Os olhos chocados de Stephan voaram para a minha cara. Em seguida, ele corou como eu nunca tinha visto ele corar antes. — Foi esse o barulho que ouvi? Esse grito abafado? — Ele perguntou lentamente. Eu sabia que fiquei tão rosa como ele, mas eu assenti. Nenhum ponto em negar isso.

Stephan ainda estava rosa brilhante, quando ele deu uma olhada de censura em James. — Realmente, James? Em um voo de manhã? Com um grupo de pervertidos a poucos metros de distância? Aparentemente, Stephan estava jogando a responsabilidade deste episódio embaraçoso nos ombros do Sr. Magnífico. James parecia um pouco envergonhado com a avaliação. Ele tinha um olhar quase infantil. Era difícil conciliar isso com o olhar de James que eu conhecia. Eu apenas pisquei para os dois, perdida. Eu nunca tinha estado em qualquer coisa próxima de uma situação como esta. Stephan apontou na direção geral do assento de James. —Eu acho que você deve ir se sentar agora. James fez isso, sem sequer falar uma palavra ou um olhar.

CAPÍTULO DEZ Sr. Pervertido O resto do vôo passou em uma espécie de borrão para mim. Nós fizemos o serviço de queijos e vinho, e eu deliberadamente me abstive de fazer qualquer contato com seus olhos, sabendo que eu ficaria envergonhada se ele me desse olhares estranhos. Eu queria fingir que ninguém nos tinha ouvido na cozinha, e que certamente não tinha entendido aqueles ruídos pelo que eles realmente eram. Enquanto eu não olhasse para ninguém diretamente, eu poderia apenas continuar tentando me convencer de que esse era o caso. Eu particularmente evitei olhar para James quando o servi. Eu tinha erguido minha compostura fria em torno de mim como uma armadura após nossa cena sórdida, mas eu sabia que apenas um olhar para ele, poderia desfazer tudo isso. Meu lado do carro estava na fila para servi-lo por um golpe de má sorte, então eu calmamente lhe perguntei o que ele gostaria, sem nunca olhar diretamente para ele. Ele disse que iria aceitar uma fatia do queijo brie e algumas uvas. Eu peguei o pequeno prato para levar até sua bandeja da mesa, e a visão que encontrei lá me parou por um longo momento. Eu notei várias coisas ao mesmo tempo. Ele arregaçou as mangas de sua camisa, revelando antebraços bronzeados até os pulsos, e ele apresentava uma pose relaxada. Com a luz do

sol através de sua janela, eu podia ver tênues linhas brancas de finas cicatrizes rastreando em torno de seus pulsos. Eu fiquei imediatamente curiosa sobre as marcas, mas não foram elas que me chamaram atenção à primeira vista. Ele tirou a gravata, deixando sua garganta bronzeada exposta, e apenas um toque do seu peito visível. A visão de sua pele lisa dourada me deixou selvagem. Eu me senti carente dele, especialmente com o pouco que eu tinha chegado a ver, considerando tudo o que tínhamos feito um para o outro. A visão dele era incrivelmente sexy, me parecendo quase íntimo demais para trajes no avião. Isso era ridículo, é claro. Não havia regras especiais contra ele apresentar qualquer parte de sua pele em público, apenas porque era bem melhor que de todos os outros. Sim, vê-lo assim me deixou completamente excitada em um instante. Mas isso não era o que tinha me detido imediatamente no meu curso. Era o objeto em sua mão que fez isso. Sua mão direita estava em seu joelho, ao lado de sua bandeja de mesa vazia. Mas sua mão esquerda estava sobre sua mesa, como se quisesse exibir o objeto que segurava em sua mão, como um troféu. Era o lenço que ele tinha usado em mim na cozinha. Sua mão estava apertando ele reflexivamente, como se isto o relaxasse. Me forcei a olhar para longe dele. E eu não olhei para trás de novo. O pensamento me ocorreu claramente, ele estava completamente fora do meu alcance. Ele era muito experiente. E rico. E pervertido. E eu estava quase tão próximo do oposto de tudo isso, como uma pessoa poderia estar. O pensamento foi decepcionante. Em algum lugar ao longo do caminho, eu tinha decidido fazer sexo com ele. Mas eu tive que me lembrar que isso não iria muito longe. Ele, obviamente, gostava da caça. Eu cederia. Ele me foderia durante alguns dias memoráveis, se eu tivesse sorte, e então nós iríamos trilhar caminhos separados. Eu certamente não quero mais nada. Relacionamentos me aterrorizavam na minha essência. Então, qual o melhor candidato para me livrar da minha virgindade? Aos vinte e três, não era nada mais do que um fardo. Eu apenas não me preocupei em fazer nada sobre isso antes, porque ninguém tinha me interessado o bastante para tentar superar alguns dos meus entraves emocionais.

Masturbação e algumas pornografias bastante sórdidas online tinham curado os raros desejos que tinha. E certamente nunca senti esse tipo de atração, que me consumia completamente antes. Assim, eu gostaria de fazer isso. Eu faria sexo com ele. Eu iria satisfazer a minha curiosidade, e então iria querer voltar a minha vida normal. Eu consegui não olhar para James novamente, até que estávamos tomando assentos para preparar para o pouso. Ele sorriu para mim, quando eu finalmente olhei para ele. Era um sorriso íntimo, diferente de qualquer outro que eu já tenha recebido dele. Eu não poderia encontrar a vontade de sorrir de volta, ou fazer qualquer coisa, mas o encarei em silêncio, tentando não olhar para a coisa que ele ainda segurava na sua mão. Eu não consegui evitar sufocar o grito que saiu correndo de mim, quando ele trouxe o lenço no rosto, inalando profundamente, fechando os olhos como se estivesse saboreando o cheiro. — Que diabos? — Stephan murmurou a pergunta ao meu lado. Eu não respondi, nem mesmo sei se foi dirigida a mim, ou James. Olhei pela janela às pressas, corando desde o topo da minha cabeça, até a ponta dos meus dedos. Sim, eu pensei comigo mesma, um pouco atordoada. Ele é de um mundo fora do meu alcance, mas eu vou passar por isso de qualquer maneira. De alguma forma, ao longo do voo, eu tinha conseguido esquecer tudo sobre a briga que quase aconteceu por minha causa. Quando Stephan fez o anúncio, quando estávamos taxiando até nosso portão, foi o que me fez lembrar do tenso evento. — Senhoras e senhores, eu vou precisar que todos permaneçam sentados quando chegamos ao portão. Nosso avião ficará aguardando a entrada da força policial, para aplicação da lei, então nós vamos precisar que todos permaneçam nos lugares por apenas alguns minutos. Eu vou fazer novo anúncio quando estiverem liberados para desembarcar. Mais uma vez, por favor, fiquem em seus assentos quando abrir o portão. Oh merda, eu pensei, atordoada.

Eu arregalei meus olhos para Stephan. — O que eles realmente fizeram para ser necessária a aplicação da lei? — Eu perguntei a ele. Me pareceu um pouco excessivo envolver a polícia pelas coisas que eu tinha realmente ouvido. Ele balançou a cabeça. — Eu vou explicar tudo mais tarde. James e eu vamos ter que falar com a polícia para prepararem seu relatório e, talvez, mais alguém na primeira classe que confirmou ouvir as palavras deles. A papelada do vôo também vai ser uma cadela. Mas as coisas que eles estavam falando eram ilegais, e eu acho que precisa de um relatório policial sobre eles, caso realmente estivessem pensando em fazer algumas das coisas que falaram. Isto pode ter sido tudo sobre alguns valentões enormes falando merda, mas eu não me sentiria bem se eu não fizesse tudo que posso para ter certeza de que eles serão desencorajados a agir assim. E na pior das hipóteses, se eles realmente acabassem fazendo algo horrível para uma pobre garota mais tarde, este incidente pode ajudar a processá-los. Eu só olhava para ele. Eu realmente estava fora de órbita. — Você tem que me dizer o que realmente aconteceu lá atrás. Ele acenou com a cabeça. — Sim, eu vou. Mais tarde. Foi um drama livre, a curiosidade que despertou nos passageiros após o anúncio do desembarque. Stephan falava com a polícia, enquanto eu respondia os botões de chamada, que começaram a se iluminar alguns segundos antes de chegarmos ao portão. Após uma breve troca, os homens foram escoltados para fora, parecendo cooperar serenamente com os dois policiais que saíram com eles. James seguiu imediatamente atrás deles. Para fornecer o seu lado da história, eu assumi. O casal sentado bem atrás dele seguiu junto, e os dois homens que haviam sentado do outro lado do corredor do primeiro casal que partiu. Pela mesma razão, eu assumi. Eu estava de volta na cozinha, quando os passageiros foram autorizados a desembarcar poucos segundos depois. Brenda e Melissa, que estavam nos assentos para o pouso, me bombardearam com perguntas, enquanto eu esperava um pouco impaciente os passageiros desembarcarem.

— O que aconteceu aqui em cima? — Brenda me perguntou, com os olhos arregalados. — E porque James Cavendish saiu logo após a polícia com esses homens? — Melissa perguntou, sua expressão quase predatória. Ela tinha aquele olhar afiado de laser, que surgia em seus olhos, quando ela estava de olho em um cara. Eu tinha visto essa expressão nos seus olhos muitas vezes, considerando o pouco tempo que eu a conhecia. Então, ela descobriu o seu nome, pensei um pouco inquieta. Ela provavelmente sabia mais sobre ele do que eu sabia até agora. Eu ativamente evitava toda a rede social, e eu nem sequer possuía uma televisão. Eu só sabia que ele vinha de uma família rica, com uma enorme rede de hotéis em todo o mundo. Eu nunca tinha sequer procurei seu nome online para descobrir qualquer coisa. Eu estava adivinhando que, agora, Melissa não poderia dizer o mesmo. — Sim, era ele. — eu respondi sua primeira pergunta, curiosa para ver a reação dela. Ela me deu um olhar pensativo. —Eu nem sabia que ele estava neste voo. Você tem que me dizer quando você vê os sexys e ricos, Bianca. Eu pensei que nós éramos amigas. — Sua voz era toda a doçura ofendida, uma afetação nova e estranha para ela Eu só olhava para ela, sem saber o que dizer, por um longo momento. — Eu sei que vocês duas são senhoras que não estão mais no mercado, mas eu vou dizer isso de qualquer maneira. Eu estou reivindicando todos. — Ela riu quando disse isso, então eu sinceramente não poderia afirmar se ela estava brincando. De qualquer maneira, porém, nesse momento eu descobri que ela era louca. Eu balancei a cabeça, assustada ao sentir uma hostilidade em relação a ela que eu não queria investigar. — Não é assim que as coisas funcionam. — eu disse a ela. Ela riu de novo. — O que for. Eu não estou realmente preocupada com isso. Os homens quando querem, ele querem, e eu posso afirmar apenas que eu sou o tipo dele. Eu vou ter o seu número antes de chegarmos a sede. Brenda e eu compartilhamos um olhar. Brenda voltou direto para a sua própria linha de questionamento. — Por que os policiais foram chamados? Eu

vi uma comoção quando decolamos, mas eu não poderia dizer o que aconteceu, e não parecia haver um problema depois disso. Brenda parecia ter adotado a habilidade de simplesmente ignorar Melissa quando ela ficava louca. Fiz uma nota de imitar seus métodos. Eu disse a elas o que eu sabia, deixando de fora a participação específica de James. Melissa voltou a sua única preocupação imediata. — Por que James os seguiu para fora? Ela estava realmente o chamando pelo primeiro nome, depois de uma breve conversa com ele? Eu estava perdendo alguma coisa aqui? — Ele e algumas das outras pessoas na primeira classe, ouviram um monte de coisa eles estavam dizendo, eu acho. Fui salva de ter que responder outra coisa, quando Stephan entrou na cozinha. Ele olhou para as outras duas mulheres. — O último passageiro já saiu, senhoras. Bianca e eu precisamos falar com a polícia e escrever relatórios de incidentes, mas vocês podem ir, já que não estavam envolvidas. Vamos nos ver no primeiro horário amanhã. Brenda sorriu, pegando suas malas e dizendo adeus, antes de correr fora. Nosso ônibus que levava a tripulação passava a cada exatos vinte minutos. Ela teria que chegar até a parada do ônibus em três minutos ou esperar mais 20, observei, enquanto checava meu relógio. Era um relógio de metal simples, com um fundo azul-escuro. Ele estava parecendo um pouco mais desgastado, notei pela primeira vez. Ele durou dois anos, e parecia que eu precisava de um substituto, com todos os cortes e arranhões nele. Relógios em boas condições eram realmente uma exigência do nosso trabalho, então eu teria que sair para as compras de uma vez. Eu estava em um orçamento super apertado nos últimos seis meses. Esta seria a primeira vez que eu iria fazer compras para qualquer coisa além de comida. Merda. Isso me deu um pensamento incômodo. Eu olhei para Stephan, que estava olhando para Melissa. Eu poderia dizer que ele estava se perguntando por que ela não havia saído ainda.

Ela apenas sorriu para ele. — Eu vou ficar por um pouco, me certificar que vocês estão realmente distantes daqueles marginais. — Ela colocou um braço em volta dos meus ombros. Isto era especialmente estranho, considerando que ela tinha seis centímetros a menos do que eu, mesmo com seus saltos ultra-altos. Stephan e eu compartilhamos um olhar. — Ela passou por uma terrível provação, coitada, com aqueles homens dizendo aquelas coisas horríveis sobre ela, — Melissa disse, sua voz cheia de falsa simpatia. Eu a ignorei, conversando com Stephan. — Eu esqueci de pagar minhas bebidas na noite passada. Sinto muito. Quando eu devo? Ele estava com seu orçamento semelhante ao meu ultimamente, e pela mesma razão, então eu sabia que ele não podia se dar ao luxo de pagar minhas bebidas no bar. Nós tínhamos bastante dinheiro guardado, por trabalhar grandes quantidades de horas extras ao longo dos últimos quatro anos. Tínhamos conseguido levantar uma poupança, e encontramos duas casas quase novas, que tinham sido recentemente erguidas uma ao lado da outra. Nós dois fomos capazes de comprar as pequenas casas, e éramos agora os orgulhosos proprietários. E vizinhos. Tinha sido algo que tínhamos fantasiado desde que éramos adolescentes sem-teto. Nós conversamos sobre isso sem parar, que um dia nós não seriamos mais desabrigados. Em vez disso, havíamos nos prometido sempre viver um ao lado do outro. E nós tínhamos conseguido isso. Nós trabalhamos e economizamos, e tinha sido um dos dias mais felizes da minha vida, o dia que nos mudamos para nosso pequeno apartamento compartilhado, e depois as nossas pequenas casas, uma ao lado da outra. Ele sorriu para mim. Era um sorriso escancarado e presunçoso. — Você não. James comprou todas as bebidas ontem a noite. É por isso que esvaziou tão rápido. Ele cobriu todas as nossas bebidas da noite, e Melvin disse que a sua gorjeta a noite passada foi equivalente a um mês de sua remuneração habitual. E tudo graças a você, Botão de ouro. Eu olhei para ele, atordoada e sem palavras, minha mente correndo.

— Por que graças a ela?— Melissa lhe perguntou, sua voz afiada. — O que está acontecendo com vocês dois? Isto soa como se você tivesse bancando a cafetão de sua namorada. Stephan olhou para ela, e seus olhos eram tão frios como eu jamais havia visto. Eu nunca queria estar na ponta que iria receber esse olhar. Melissa levou-o melhor do que eu poderia imaginar. — Bianca é a pessoa mais importante do mundo para mim. — disse Stephan friamente. — Ela é minha melhor amiga e minha única família. Ela não é, no entanto, a minha namorada. E isto tudo aconteceu graças a ela, porque James Cavendish é absolutamente louco por ela. Tão louco, na verdade, que ele alugou aquele bar por toda a noite. Tudo isso apenas para tentar conseguir o seu número, e para passar algum tempo com ela. Agora foi a vez de Melissa olhar atordoada, mas se recuperou quase imediatamente. Ele virou seu olhar malicioso para mim. Ela me lançou seu olhar insultante mais uma vez. — Eu aposto que você entendeu mal. Stephan apenas acha que você é especial, porque você é sua melhor amiga para sempre. — E com essa avaliação reconfortante, saiu da cozinha. Stephan e eu compartilhamos um olhar, que deixava claro o que estávamos começando a pensar sobre aquela cadela caça-fortuna. A confusão que nos aguardava do lado de fora do avião foi tratada mais rapidamente do que eu teria pensado possível. Eles estavam segurando os homens boca grandes e insolentes em algum lugar no aeroporto, questionando-os exaustivamente. Provavelmente assustando o inferno fora deles, eu pensei. Um policial estava esperando por nós quando desembarcamos, e me entrevistou brevemente sobre o que eu vi e ouvi pessoalmente. Minha parte era curta. E eu tive que ouvir em primeira mão por Stephan sobre o que realmente aconteceu, quando ele deu sua declaração para o oficial, então eu tinha uma imagem muito clara do que tinha feito as coisas correrem ladeira abaixo. Ele começou falando sobre os comentários atrevidos dos homens, embora Stephan tenha ouvido tudo de segunda mão por James. Comentários

sobre o meu corpo, coisas que gostariam de fazer comigo, graficamente e repugnante, mas nada que chamaria a polícia, normalmente. E então, na decolagem, um deles aparentemente tinha ficado especialmente alto e desenhado o que faria, falando sobre algumas drogas que estavam com ele apenas para mulheres como eu, e que eles iriam me seguir pelo aeroporto e me comprar uma bebida. E drogas. E depois, tentar me levar sozinha até seu quarto de hotel. Que incentivou os outros a acrescentar o que fariam comigo, quando eu estivesse drogada e inconsciente, e agora eu tenho uma visão mais clara de por que a polícia havia sido chamada. Eu duvidava que os homens fossem presos, a menos que as drogas que tinham mencionado realmente estivessem em uma de suas malas. Eu pensei que seria mais provável eles perderem algumas horas de seu precioso tempo de férias, e passar o inferno com medo da polícia. Stephan terminou de contar sua versão dos eventos rapidamente, e sem qualquer adorno desnecessário. O policial concordou, e continuou escrevendo. Assim que ele terminou, eu vi James se aproximando com outro policial. Nenhum desses agentes estava ali para pegar um vôo. Pensei em quantos policiais estariam envolvidos neste problema? Gostaria de saber, um pouco perplexa. Eu endureci um pouco quando vi Melissa andando ao lado dele, tocando a parte de trás de seu braço de uma forma demasiadamente amigável, enquanto ela tagarelava sobre só Deus sabia o quê. Tentei ignorá-la. James olhou firme e impassível quando seu trio se aproximou de nós. Eu notei que ele só usava sua camisa, ainda sem gravata ou casaco. — Nós deixamos seu paletó no avião? — Eu perguntei Stephan. Stephan piscou. — Deve ter ficado, — ele disse. — Eu vou buscá-lo, — eu disse a ele, e me virei rapidamente para fazêlo. O avião estava deserto quando voltei, e eu estava aliviada que a outra equipe ainda não tinha entrado.

Eu cavei uma caneta e um pedaço de hotel apoiado sob meu carrinho, anotando meu nome e número, e coloquei o pequeno pedaço de papel na jaqueta de James. Eu tinha feito um inferno inteiro de muito mais coisa, e por isso parecia tão bobo não dar ao homem o meu número de telefone.

CAPÍTULO ONZE Sr. Feiticeiro Ambos os oficiais estavam ausentes, mas James, Stephan, e Melissa ainda estavam esperando quando eu retornei da passarela. James e Melissa estavam falando, mas James olhou para cima quando me viu, me dando sua completa e intensa atenção . Stephan estava escrevendo furiosamente. Ele estava preenchendo um relatório sobre o incidente, eu tinha certeza. Eu entreguei a James o paletó sem uma palavra. — Eu preciso preencher um apenas para mim, ou posso apenas acrescentar ao seu e assinar? — Eu perguntei a Stephan, me referindo a sua papelada. — Nós podemos compartilhar. — ele me disse sem olhar para cima. — Estou quase terminando. Eu já deixei tudo bem explicado durante o vôo. Eu só deixei a parte final, porque eu não tinha certeza se aqueles skinhead nazistas não fariam outra coisa que eu precisasse adicionar. — Ok. — eu disse, esperando diante de um silêncio constrangedor. Mesmo Melissa não estava conversando, e James apenas continuou a olhar para mim, sem dizer uma palavra, como se ele esperasse que eu fizesse algo. Finalmente, depois de me olhar em silêncio por longos minutos, ele falou. — Posso falar com você por um minuto? Eu preciso sair em breve. Eu balancei a cabeça, me afastando dos outros em silêncio. Eu meio que esperava Melissa nos seguir, mas ela não o fez, apenas nos observou com um olhar estranho em seu rosto.

— Eu tenho que trabalhar até a noite, mas eu quero ver você. Eu vou enviar um motorista para buscá-la às seis. Me dê o seu número e endereço. Ele já estava com seu telefone para fora, esperando. Eu olhei para ele por um momento. Isso eu não faria de forma alguma. — Eu coloquei meu número no seu bolso do terno. — eu comecei. — E eu vou te encontrar na sua casa. Qual é o seu endereço? Ele definitivamente parecia querer discutir, mas eu não acho que ele queira empurrar sua sorte, então ele me deu seu endereço rigidamente. — Eu posso tentar sair do trabalho mais cedo, se você quiser. — ele me disse, enquanto eu anotava seu telefone e endereço no GPS. Nada mal, eu pensei. Apenas 20 minutos da minha casa. Isso era absolutamente conveniente. — Não faça isso por minha causa. Eu estou indo para casa tirar um cochilo de duas horas, e então eu tenho algumas coisas para fazer. — Eu corri uma mão sobre o meu relógio distraidamente. — Eu preciso substituir essa coisa velha, antes de ser declarado como uma relíquia. Eu só percebi agora o quão ruim está para olhar. Eu tinha esquecido que eu estava falando, e corei. Eu já me sentia pobre o suficiente em sua presença. Eu certamente não precisava ficar transmitindo quão pobre eu era para ele. Sua mão serpenteou fora, agarrando o meu pulso para olhar o meu relógio. Seus dedos circularam meu pulso, enquanto ele estudava. — Você é tão delicada. — ele murmurou. Eu mal o escutei. Meus olhos estavam em sua clavícula bronzeada, ainda aparecendo nitidamente sob sua camisa. — Eu não sei por que é assim, mas a visão de qualquer pedaço de sua pele, não parece adequado para mim em público. Sua garganta parece tão nua. — Eu não tinha a intenção de falar o pensamento em voz alta, e logo corei. Ele olhou para mim com apenas seus olhos, não levantando a cabeça, um sorriso malicioso no rosto. — Você só pensa nisso, porque as coisas que você quer que eu faça com você não são apropriadas em público.

— Eu quero ver seu corpo. — eu disse a ele. Eu não conseguia me conter. Eu estava pensando sobre isso quase constantemente desde que eu o conheci. Seu sorriso caiu, e ele se endireitou, dando um passo mais perto de mim. — Você vai ver. Hoje à noite. E eu vou ver e tocar cada centímetro de você. Eu dei um passo para trás, tentando me sacudir para longe daquele feitiço estranho que ele parecia ter lançado sobre mim. Não aqui. Não agora. — Eu vou te ver hoje à noite. — disse ele, caminhando de volta para Stephan. Qualquer outra coisa que ele precisava dizer, poderíamos discutir mais tarde, quando não estivéssemos em público, e eu não estivesse mais de uniforme. James se despediu de mim abruptamente, acenando para os comissários de bordo e dos outros, andando a passos largos em direção ao terminal. Eu adicionei um pequeno parágrafo do que eu tinha ouvido no relatório de Stephan e assinei. Fomos para o ponto de ônibus. Melissa ainda estava se arrastando conosco, eu notei isso, mas nenhum de nós falou. Ela parecia sombria e estranha, mas eu francamente não quero saber por que e não me importava. Nós entregamos a nossa papelada na sede, e Stephan nos levou para casa. Nos revezámos dirigindo para o trabalho. Quase sempre conseguimos compartilhar o carro, e isso nos fez economizar dinheiro que poderíamos usar para outras coisas. Como relógios, eu pensei, suspirando. Eu realmente não estava com disposição para uma viagem ao centro comercial. — Eu vou tirar uma soneca, depois preciso fazer algumas coisas. — eu disse a Stephan, quando ele retornou. — Ok. Eu vou com você. Eu poderia usar esse tempo para fazer algumas coisas. Para onde vamos? — Eu preciso de um relógio. — Eu ergui o meu relógio velho para ele. O vidro estava mesmo rachado. Como eu não tinha notado isso mais cedo? Como deixei chegar nesse ponto ? — E alguns mantimentos. E um pouco de tinta, papel, e tela .

A pintura era meu passatempo favorito, e eu tinha uma sala cheia de pinturas para provar isso. Eu estava brincando com óleos ultimamente, mas aquarelas e acrílicos sempre foram o meu forte, e em geral, eram mais acessíveis. Eu precisava de estoque de quase todos os meus suprimentos. — Perfeito. Eu preciso de uma estrutura para a paisagem de montanha que você me fez. Vai ficar na minha sala de estar. É o meu favorito de todos. Eu sorri para ele com carinho. — Você não tem que fazer isso. Eu não vou me sentir mal se você não pendurá-lo. Eu pinto as coisas para você, porque eu gosto. Você não tem que decorar sua casa inteira com o meu lixo, só para me agradar. Ele me enviou um olhar perplexo. — Você acha que é por isso que eu cobri minha casa com seus quadros? Para agradá-la? Dei de ombros, auto-consciente. Eu não tinha ido para a escola de arte, não tinha formação alguma, então eu sempre me questionei se as pessoas eram sinceras quando elogiavam meu trabalho. Stephan merecia algo melhor do que eu duvidar dele, no entanto. — Eu amo suas pinturas, Bianca. Toda vez que eu olho para qualquer uma delas expostas na minha parede, eu sinto alegria. Elas ajudam a tornar a minha casa um lugar feliz e saudável para mim. Eu acho que de onde viemos, tudo o que nós passamos, e as coisas belíssimas que você pode criar, nunca deixa de me surpreender. Isso me deixa esperançoso sobre o futuro. Eu corei um pouco, mas sorri. — Eu pintei a paisagem na montanha porque ela me fez pensar em você. Ela é tão forte e dura, e bonita. E todas as cores que usei na pintura, eu peguei de você. Eu usei a cor de seu cabelo e pele para as montanhas do deserto, e seus olhos eram o céu. É quase um retrato abstrato de você. Ele riu, um som, despreocupado e alegre. Nós estamos em um bom lugar, pensei. Nós superamos tanto, e deixamos muito das coisas ruins para trás. Ao longo dos anos, as sombras escuras remanescentes de nosso passado pareciam estar desaparecendo atrás de nós, mais e mais. — Bem, agora eu amo ainda mais a pintura. — disse ele. — Você sabe o quanto eu amo fotos de mim mesmo.

Eu ri, porque ele era muito bonito, e o que ele falou é verdade. Nossas casas ostentam vários retratos de Stephan, uma de suas idéias. Ele gostava de posar para mim, e ele era um ótimo tema, esperando pacientemente por horas, quando eu precisava dele. Nossas casas estavam há apenas 15 minutos do aeroporto, apenas saindo da oeste 215. Era um local ideal, próximo ao aeroporto, com uma fileira de casas novas e uma curta viagem. Olhar a minha pequena casa ainda me fazia sorrir. Eu optei em manter o quintal sem nada, que era o que ostentava quando eu comprei a casa, pensando que o melhor seria renunciar a grama, já que ficávamos pouco lá e o local era um deserto, e frequentemente estávamos fora da cidade. Stephan tinha teimosamente se recusado a ficar contente com pedras e cactos, plantando uma pequena fila de flores ao longo do caminho até a porta, e um quadrado compacto de grama no jardim da frente. Até agora ele estava ganhando a batalha contra o deserto, sua grama ainda verde e as flores florescendo quando nós chegamos. — Eu vou mandar uma mensagem para você quando eu acordar. — eu disse a ele, caminhando a distância curta até a minha casa. Eu dei um soco no meu código de alarme. Eu tinha comprado e instalado o melhor sistema de segurança que eu podia pagar. Era importante que a minha casa fosse um lugar seguro para mim, para minha paz de espírito, e o alarme que comprei valeu a pena, mesmo com o alto custo. Abri a porta, e as duas fechaduras da porta. Eu fiz a mesma rotina do outro lado, abrindo o painel de segurança e batendo o meu código. Eu tinha trinta segundos para teclar o código, antes que um alarme automático disparasse, e a estação de segurança me ligasse para saber se era caso de chamar a policia. Eu tinha feito o temporizador particularmente curto, porque me fazia sentir mais segura. Eu voltei para o meu quarto, convencida que a casa estava segura para o meu cochilo. Os últimos dias tinham sido impressionante. Eu mal tirei a roupa, antes que eu estivesse deitada na minha cama, e dormindo em um instante. Acordei ainda meio topada, os olhos turvos para conseguir ler por longos momentos o meu relógio de cabeceira. Isso não pode estar certo,

pensei. Ele estava mostrando 15:44hs, e eu tinha deitado pouco antes de 10 horas, com a intenção de dormir por duas horas. Caramba. Eu tinha esquecido de ligar o alarme. Eu estava procurando meu telefone quase que imediatamente, mandando uma mensagem de texto para Stephan. Eu sinto muito. Dormi demais. Vamos sair para nossas missões na segunda-feira? Ele respondeu na hora que eu entrei no banheiro. Não se preocupe. Segunda-feira parece ótimo. Tem um encontro quente hoje à noite? Eu respondi: Ver James. Não é um encontro. Stephan respondeu: Bem, boa sorte, B. Deixe-me saber se você precisar de alguma coisa. Eu te vejo amanhã de manhã. Eu respondi: Ok. Nós iremos sair às 5h45 no meu carro, certo? Stephan falou : Sim Eu comecei a desfazer minha mala, e, em seguida, refazer minha pequena mochila de vôo para o turno de manhã em DC. Uma vez que voamos para algum lugar, geralmente na costa leste, no nosso caso, então já virava e voltava imediatamente. Era a melhor maneira de trabalhar muitas horas em nosso trabalho, mas isso poderia facilmente virar catorze horas ou o dia inteiro, se houvesse mesmo um ligeiro atraso. Desta vez, este vôo era parte da nossa agenda semanal definida, mas que muitas vezes pegamos como extra em nossos dias de folga, para ganhar horas extras. Minha hipoteca era razoável, e se encaixava em meu orçamento, mas eu estava tentando repor as economias que eu tinha esgotado quase que completamente, quando paguei o sinal da minha casa, e então para os custos extras de algumas melhorias e reparos na casa. Isso me deixava muito nervosa, depender apenas do salário mensal, por isso estava rapidamente tentando resolver a situação. Eu tenho três dias

completos livres na semana, e planejei pegar horas extras em pelo menos um deles. Eu recolhi as roupas de trabalho que eu tinha estranhamente deixado espalhadas por todo o chão, em um saco de lavagem a seco. Eu tinha vários uniformes, mas pelo menos a metade deles precisava de uma viagem para a lavagem a seco. Juntei todas e coloquei no meu carro, planejamento parar no caminho da casa de James. Temos um pequeno subsídio de lavagem a seco da empresa. Eles nos queriam sempre impecáveis no trabalho, mas não cobria nem a metade do custo que eu deixava na lavanderia. Talvez fossem todas essas horas extras que trabalhei, que arruinaram todas as minhas contas na lavanderia... Tomei banho e lavei meu cabelo. Eu raspei quase todas as partes do meu corpo, e essa ação me deu um sentimento de expectativa que nunca tive antes. Eu sempre raspei as pernas. Mas eu nunca tinha feito isso para um homem antes. Eu me senti estranha, tão diferente de mim. Eu esfreguei óleo e loção em minha pele, e deixei meu cabelo secar ao ar livre. Eu poderia fazer algumas pinturas lá fora, enquanto ele estava molhado. Las Vegas no final da primavera era como secador de cabelo natural. Eu usava um vestido de algodão azul petróleo, velho e folgado para pintar. Era confortável e eu não me importava que ele tenha um pouco de tinta sobre ele, por isso muitas vezes usava ele e vários outros vestidos puídos quando eu pintava. Meu quintal era pequeno, mas tinha muros altos. Isso tornava o local bastante privado, para que eu pudesse usar o que eu queria. Eu não usava calcinha. Eu muitas vezes não usava, quando estava apenas arrumando a casa sozinha, mas hoje me senti diferente. Coloquei meu cavalete ao redor, e senti o toque dos meus seios contra o meu vestido esfarrapado de uma maneira completamente nova. Era como se James estivesse fazendo as preliminares, mesmo sem estar presente. Eu estava pronta para ele, mesmo sem nenhum esforço de sua parte. Não era justo para qualquer indivíduo ser tão perversamente atraente. Fiquei imaginando o modo que ele olhou para mim, quando levou o lenço no rosto, descaradamente inalando. Estremeci apenas com o

pensamento. Fiquei pensando sobre as ameaças de suas palmadas, também. Na verdade, eu pensei mais nisso. Será que ele faria isso hoje? Será que ele me espancaria, e depois iria tirar a minha virgindade? E me amarrar? Qual será a ordem? Eu apertei minhas pernas juntas apenas com o pensamento. O não saber era excitante para mim, ainda que me assustasse. Se eu fosse honesta comigo mesma, mesmo estar assustada era excitante para mim também. Eu sabia que James poderia me levar a alguns lugares escuros, mas gostaria de encontrar prazer lá, eu realmente queria isso. Eu tinha um painel montado com papel de aquarela, que eu tinha preparado antes de sair. Comecei a pintar, com quase nenhuma quantidade de preparação, o que era inusitado para min. Normalmente eu fazia um monte de desenho e planejamento, tirando fotos e prendendo-os. Mas hoje, eu apenas pintei. Eu sabia exatamente por onde começar. Eu misturei um pouco de azul, um azul brilhante, com um tom azul marinho molhado, e acrescentei um toque de verde. Não demorou muito para chegar exatamente no que eu queria, um azul vivo, turquesa, que era semelhante a um par de olhos que não podia tirar da minha cabeça.

CAPÍTULO DOZE Sr. Dominante Eu entrei na pintura, e assim perdi a noção do tempo. Quando eu percebi a hora, eu amaldiçoei. Eu estava realmente atrasada, o que eu nunca fiz. Agora isso já tinha acontecido duas vezes em dois dias. Isso não pode se tornar um hábito, pensei. Fazia um inferno com meus nervos. Eu sabia que não era um encontro, mas eu ainda precisava de algum tempo, cuidado do meu cabelo e maquiagem, alinhando os meus olhos com um castanho suave, e para colocar uma dupla camada de rímel preto nos meus cílios. O efeito foi dramático para um pouco de maquiagem. Eu adicionei uma sombra dourada clara aos meus olhos, e pintei meus lábios com um vermelho escuro. Eu alisei meu cabelo, e o deixei solto e reto. Eu usava um vestido preto, curto, com flores violetas, espalhadas em todo ele. Era um pouco transparente, não o suficiente para precisar de uma peça embaixo, apenas o suficiente para sugerir a figura embaixo. Era sem mangas, com um decote que mostrava mais meu corpo do que eu geralmente preferia. O sutiã de renda preta fina que eu escolhi, claramente delineava meus mamilos. Eu normalmente não deixava os dois seios tão próximos, mas parecia apropriado para uma noite como esta. Eu encontrei uma das minhas calcinhas rendadas que combinavam com as flores do meu vestido. Alguém provavelmente estaria vendo minha calcinha esta noite, então por que não combiná-las?

Quando eu estudei meu reflexo no espelho, levei a uma mão, segurando meu peito, massageando-o, e puxando o mamilo até que ele se mostrou claramente através do vestido fino. O que estou fazendo? Gostaria de saber, assim mesmo eu subi meu vestido até meus quadris, correndo um dedo dentro da minha calcinha. Estou atrasada, eu pensei, mas mesmo assim, comecei a me acariciar. Meu telefone tocou, e ele me assustou do meu transe um pouco estranho. Eu respondi com uma voz ofegante. — Olá? —Onde você está? — A voz de James me mordeu do outro lado, sem preâmbulos. Ela soou dura, quase com raiva. Olhei para o relógio. Era 5:49 eu deveria estar em sua casa em 11 minutos. — Eu estava prestes a sair. Eu estarei ai em cerca de 20 minutos, se eu não fizer o caminho errado. — O que está acontecendo? Você soa estranha. E você vai se atrasar. Esta é uma das muitas razões pelas quais eu queria lhe enviar um motorista. — Eu estarei ai. — Eu comecei a me acariciar novamente, o som de sua voz me excitando, até mesmo com raiva, talvez por causa disso. — O que você está fazendo? Por que você parece tão sem fôlego. — ele perguntou, sua voz mudando para um sussurrar. Oh Deus, eu pensei, ele sabe o que eu estou fazendo. —Nada. — eu disse a ele, mas eu não tinha parado. — Você está tocando a si mesma? — O sussurro tinha uma vantagem para ele agora. —Não. — eu disse, porque eu simplesmente não podia admiti-lo, mesmo que eu não pudesse parar. O que aconteceu comigo, desde que entrei na órbita deste homem? — Você se lembra do que eu disse que ia fazer para você, se você mentisse para mim? Eu acredito que são três vezes agora. Não se faça gozar. Sua boceta é minha, e assim é o seu prazer. Você não tem permissão para gozar, a menos que eu diga. Eu só gemia.

Desta vez, sua voz latiu para mim. — Se você não entrar em seu carro nesta segundo, eu vou ai, e então eu não vou deixar você gozar por horas. Eu obedeci imediatamente, deixando meu vestido descer, e pegando minha bolsa, me movendo rapidamente para a minha garagem. Ele não disse uma palavra, apenas desligou na minha cara. Puxei o GPS no meu celular e comecei a dirigir. Não havia quase nenhum trânsito, então cheguei lá em 15 minutos. Quando parei nos enormes portões que cercavam o palácio que ele chamava de casa, eles se abriram imediatamente, e então se fecharam atrás de mim. Eu amava o meu carro. Era um Civic 2008, um carro muito confiável, e eu tinha conseguido um grande negócio por ele. Mas ele ficava fora no sol de Vegas, enquanto estava em viagens por vários dias por semana, e a pintura preta estava um pouco desvanecida. De repente, fiquei consciente de que um carro como o meu, iria parecer do lado de fora como um polegar dolorido, em um lugar como este. Eu tentei encolher os ombros. Este caso ia ser breve e memorável, e eu não precisava perder um segundo me preocupando com as nossas diferenças de estilo de vida drásticas. Eu estacionei o mais próximo que eu poderia chegar até a porta talhada da frente, em uma unidade maciça circular. Não havia outros carros na garagem. Eu imaginei que eles estavam estacionados na garagem enorme anexado, que parecia maior do que a minha casa inteira. A porta da frente se abriu, antes mesmo que desse os passos me levariam para ela. Eu congelei quando vi James. Ele estava sem camisa, vestindo apenas shorts pretos com listras brancas nas laterais. Seu peito era uma obra de arte, sua pele dourada rasgada por músculos duros ao longo de cada centímetro do seu longo comprimento. Eu não podia ver uma sugestão de cabelo sobre ele, e eu tinha a sensação de que não era depilação. Sua cueca estava pendurada perigosamente baixa em seus quadris magros. Seus quadris e seus sensuais músculos pélvicos estendiam duramente, moldada em um V definido, e eu queria lamber cada centímetro dele. Seus shorts eram largos, e as sombras não estavam a meu favor, então

eu não conseguia ver muito embaixo disso, exceto os joelhos, pernas e pés. Mesmo isso era espetacularmente sexy, comprido, com músculos definidos completamente, correndo ao longo de suas panturrilhas. — Venha aqui. — disse ele como saudação, sua voz grave e áspera. Eu estava em pé e apenas o havia encarado por uns bons cinco minutos. Eu obedeci, apenas roçando-o. Ele chupou em uma respiração dura com o nosso quase contato. — Eu tinha o jantar pronto, mas que vai ter que esperar. Você é muito atrevida, você sabia disso? Eu não sabia disso, então eu só balancei a cabeça, olhando para a sua entrada intimidante. Eu definitivamente nãaaaaaaao pertenço aqui, esse foi meu primeiro pensamento, quando eu olhei todos aqueles pisos de mármore e colunas limpas, e a escada dupla que levava ao segundo andar. O lugar era lindamente decorado em cores do deserto, com pesados e caros vasos e obras de arte. — Eu dei a minha equipe toda a noite de folga, por isso estamos completamente sozinhos, — ele me disse, como se essa fosse a minha preocupação. O pensamento de sua equipe ainda não tinha me ocorrido. Fui até uma das escadas, correndo um dedo ao longo da madeira pesada e escura do corrimão. A sala tinha a sensação com um toque moderno, e o tema da decoração era o sudoeste. Tinha muito bom gosto e era adorável, mas eu me senti oprimida. Eu não gosto da ideia de estar com alguém tão rico. Alguém que eu não tinha nada em comum. Eu me esqueci por um segundo o que eu estava fazendo lá mesmo. James deu um passo atrás de mim, não insuportavelmente perto, e me lembrei então. Ah, sim, isso.

tocando,

mas

— Onde é o seu quarto? — Eu perguntei sem rodeios. Talvez fosse menos intimidante do que o que eu tinha visto até agora. Mas eu duvidava. Uma mão forte caiu na minha nuca, apertando, em seguida, massageando. Eu me inclinei em direção ao seu contato. Até um simples toque era agradável.

Ele agarrou meu cabelo agora, puxando os fios juntos em um rabo de cavalo. Ele usou como um punho. Ou uma coleira Ele me puxou, não gentilmente, subindo as escadas com ele. Meu queixo levantou com seu manuseio. Foi firme e controlador, mas sem dor. Ainda. Passamos por oito portas ao longo corredor até seu quarto. Seu quarto estava no final, a porta já aberta. Ele me levou para dentro dele, parando para me deixar olhar tudo O quarto era suavemente iluminado e gigantesco. Portas duplas abertas para banheiro bem iluminado no lado oposto do quarto. As paredes eram de um bege médio, as cores temáticas para o deserto, à semelhança do resto do que eu tinha visto da casa. Sua cama era enorme. Eu nunca tinha visto uma cama assim. Tinha que ter sido feito sob encomenda. Ele tinha uma moldura de dossel maciça, composta de pesada madeira escura que foi primorosamente esculpida e quase atingiu o teto alto. Ela tinha um trabalho treliçado no topo, feito com a mesma madeira. Ele foi modelado e esculpido como uma obra de arte. Era belo e assustador. Era uma cama feita de beleza e prazer. E escravidão e dor. Eu olhei os detalhes mais alarmantes devagar, enquanto observava todo o quarto enorme. Restrições estavam penduradas ao topo treliçado. E mais foram prendidas nas molduras, dispostas ordenadamente contra os lençóis brancos. — São as cordas? — Eu perguntei com uma voz ofegante. Havia algum tipo de rampa almofadada no meio da cama, em um bege areia que combinava com o tapete. Eu não tinha certeza para que servia. — Sim. — ele respondeu, e não elaborou. Meus olhos pegaram o objeto que estava evitado olhar. Um chicote preto colocado na rampa. — Isso é um chicote? — Eu perguntei, minha voz rouca, mas eu sabia a resposta. — Sim. — ele respondeu, movendo-se pela primeira vez desde que tinha entrado no quarto, me empurrando para frente com seu aperto no meu cabelo, até que eu estava vários passos mais perto da cama. — Eu tenho mais brinquedos que eu quero usar em você, mas eu não queria intimidá-la colocando todos.

Eu ri, e era um tipo desesperado de ruído. Era assim que ele tentou não me intimidar? — Você precisa escolher uma palavra segura. — ele me disse. Era uma ordem. Eu tomei uma respiração profunda. — Eu suponho que você saiba que eu nunca fiz nada disso antes? — Foi uma pergunta. — Sim, — ele sussurrou, sua voz grossa e intensa. Minha mente ficou em branco. — Sotnos.5 — eu disse finalmente. Era como se minha mente estivesse trabalhado independentemente do meu cérebro. — Sotnos? — Ele perguntou maliciosamente. Ele imitou o acentuar da palavra perfeitamente na primeira tentativa. — Sim. — Eu não diria a ele o porquê. Eu fiquei chocada comigo mesma por escolhê-la, embora isso fizesse sentido de uma forma um pouco doentia. Mas eu certamente não iria explicar isso para ele. Ele puxou meu cabelo, duro, e voltou a minha cabeça, inclinando para seu lado até que eu olhei para ele. Seu olhar era duro. — Existem regras aqui. Eu vou me tornar seu mestre aqui, e eu vou puni-la quando você me desafiar. Vou ler suas reações, e tentar não ir muito longe, mas se eu fizer, ou houver algo que você simplesmente não pode suportar, essa é a palavra que você vai usar. — E fora daqui? Você não disse que você iria me punir por mentir para você? Mas não estava aqui quando eu menti para você. Ele sorriu para mim, e isso era mau. — Existem exceções. Eu nunca vou mentir para você, e eu espero que você aprenda a fazer o mesmo. Me diga o que significa sua palavra segura. Eu balancei a cabeça teimosamente. — Não. — Você prefere o chicote, apenas para não me dizer o que ela significa? Eu balancei a cabeça. — Sim. — Eu tentei soar certa, mas eu não estava. Eu não tinha nenhuma noção de quão duro ele me bateria, ou quanto iria 5

Palavra Russa que significa querido, docinho. É equivalente ao sweet em inglês

doer, mas eu passei meus anos de formação, sendo condicionada para a dor, e eu apenas poderia imaginar que teria uma maior tolerância para ela do que a grande maioria. Ele correu uma língua sobre os dentes. Era incrivelmente quente, assistir essa língua hábil atravessar seus dentes brancos em linha reta. Eu não tinha visto isso antes, mas os dentes do lado de fora dos seus caninos eram um pouco fortes, quase como se fosse presas, entre os quatro dentes retos e perfeitos. Mesmo seus dentes eram incrivelmente sexy. Ele era uma pintura! Pensei, quase ressentida. — Que tal uma troca? Existe algo que eu poderia lhe dar em troca dessa informação? Algo que você queira saber sobre mim?Algo que você queira saber em geral? — Sua voz se transformou em veludo, enquanto ele falava. Eu nem tentei. Eu não iria falar sobre isso. Eu balancei a cabeça. Ele agarrou meu cabelo, duro. — Você está me deixando louco. — ele disse suavemente, em seguida, me empurrou em direção a cama. — Nós precisamos conversar. Precisamos descobrir como fazer esse arranjo. Mas eu não posso esperar mais por isso. Nada jamais me fez sentir tão selvagem antes. Eu preciso marcá-la. Preciso fazê-la minha. Eu preciso puni-la. Eu preciso abri-la e tirar cada detalhe de você. E eu vou fazer você me dizer o que essa palavra significa para você. As duas últimas frases fizeram meu coração bater mais rápido. Isso nunca iria acontecer, mas eu não conseguia encontrar a voz para lhe dizer isso nesse momento. Eu não poderia encontrar minha respiração. Eu estava ofegante, em um ritmo rigoroso de medo estúpido e antecipação.

CAPÍTULO TREZE Sr. BDSM — Levante os braços. — ele me disse, quando estávamos em pé diante de sua ameaçadora cama. Eu obedeci, e ele arrancou o meu vestido para fora em um movimento suave. Ele respirou fundo e me circulou lentamente. Eu mal notei ele percorrendo meu corpo. Eu estava muito ocupada, saboreando a visão dele. Seu torso requintado estava ainda mais perto agora, e a iluminação era muito melhor. Ele era ainda mais perfeito do que eu tinha percebido. Não havia um grama de gordura nele. Apenas duros músculos ondulando por toda sua altura. Seu cabelo era da cor de caramelo na luz suave. Ele arrastou seu rosto deslumbrante tentadoramente perto. Eu queria tocá-lo, eu necessitava tocálo, mas ele tinha dito que havia regras aqui, e esse pensamento me fez ficar quieta. Ele se curvou em um movimento rápido quando chegou perto do meu peito esquerdo, me mordendo com força através do meu sutiã de renda preta. Eu dei um gritinho com a mordida afiada, e ele se afastou, continuando a circular a minha volta. Ele agarrou minha calcinha, quando chegou ao meu quadril. — Você é demais. — ele me disse. Ele parou atrás de mim. — A virgem com o corpo mais sexy que eu já vi na minha vida. Muito fodidamente perfeito. — Enquanto ele falava, eu senti ele se ajoelhar atrás de mim. Eu fiquei intrigada com o que ele estava fazendo, apenas um momento antes dele morder minha bunda, com força. Eu arfei em uma respiração. Isso tinha machucado. Olhei para trás. Ele estava beijando a ferida agora, seus dentes deixaram as marcas claramente impressas em minha pele. Olhei para o mamilo que ele tinha mordido.

Marcas de dentes estavam impressas claramente lá também, embora ele não tivesse me mordido tão duro ali. — Eu quero cortar todas as suas roupas fora, mas eu amo tudo que eu vejo que você usa, e eu não tenho ideia de onde você conseguiu essas coisas, então eu não sei como substituí-las. — Ele tocou minha calcinha, enquanto falava. — As calcinhas são da Victoria Secret. Assim como o sutiã. — eu disse a ele. Só estava tentando ser útil. Ele me deu um sorriso de aprovação que era só dentes, seguido de um tapa afiado na minha bunda. — Não se mova. — ele me disse, movendo-se para a mesa mais próxima de cabeceira. Meus olhos se arregalaram. Eu não sei o que eu esperava quando disse cortar, mas a visão de uma faca neste quarto de dor enviou um raio de pânico através de mim. Até onde ele iria? Até onde eu iria deixá-lo ir? Ele riu maliciosamente ao olhar o meu rosto. — É apenas para cortar as roupas. Eu nunca iria cortar sua pele. O pensamento é repugnante para mim. Eu só quero deixar algumas marcas. Ele voltou para mim, agarrando a frente do meu sutiã e puxando-o para fora dos meus seios, cortando-o em um movimento limpo, diretamente entre os bojos. Seu olhar estava colado aos meus pequenos mamilos rosados, e eu os sentia ficando incrivelmente mais apertado a cada segundo. Ele beliscou-os, um por um, levinho, depois mais forte, finalmente, lhe dando um beliscão firme. — Como sensíveis eles estão? Você gostou do primeiro toque, ou do último? — Ele beliscou-os ainda mais duro, e eu gemi. — Ou a quarta vez? — questionou. Eu engoli. Era uma resposta fácil para mim. Eu simplesmente não conseguia falar as palavras. Eu limpei minha garganta. — O quarto. — Ótimo. Eu tenho algo para você. — Ele caminhou de volta para a mesa lateral, alcançando algo dentro, e tirando algum tipo de corrente de prata.

Ele estava de volta na minha frente, fixando algum tipo de grampo em ambos os meus mamilos, antes mesmo que eu tivesse ideia do que eram. — Grampos para mamilo. Eles estão muito apertados? Eu balancei a cabeça, olhando para baixo para eles. Cada mamilo foi comprimido por um grampo colorido pêssego pequeno, a corrente de prata os unindo. Ele envolveu a corrente em volta da parte de trás do meu pescoço, fechando. A visão daquela corrente fina, e aqueles grampos, e a sensação, Deus, a sensação, foi tão erótica que eu tinha que pressionar minhas coxas juntas para tentar parar a corrida de líquido lá. Ele cortou cada lado da minha calcinha, removendo e colocando em seu bolso. — Suba na cama. — ele me mandou, sua voz rouca e baixa. Eu fiz isso. — Suba a rampa, até que seus joelhos a toquem. Sim, isso mesmo. Eu o senti subir atrás de mim. Assim que meus joelhos tocaram a rampa, sua mão aplicou uma pressão firme na minha nuca, me empurrando até que eu estava de bruços sobre a rampa. Meu rosto estava no fim do amplo chicote que ele havia deixado lá. Meu rosto estava baixo, minha bunda levantada. Posição perfeita para uma surra, pensei. — Este não é o seu joelho. — eu lhe disse. Ele riu, e foi um barulho muito satisfeito. — Não é. Meu colo não é um lugar seguro para você no momento. Nós vamos chegar a isso, porém, eu prometo. — Enquanto ele falava, eu o senti deslizar uma corda por cima do meu tornozelo. Ele apertou-a com firmeza, mas não era desconfortável. — Quanto mais você luta, mais isso vai te machucar. Tenha isso em mente. — Ele pegou meu outro tornozelo e meus pulsos com rápidos e econômicos movimentos. Ele subiu de volta em uma posição atrás de mim e da rampa. Ele se inclinou sobre mim, então, seu peito estava pressionando as minhas costas, sua virilha contra minha bunda. Eu mexi, e uma mão dura me golpeou de leve. — Fique quieta. — ele me disse, deslizando o cabo do chicote debaixo do meu rosto. Ele levantou seu peso completamente fora de mim. Eu gemi com a perda. Ele me golpeou com a mão também, por isso.

Houve uma longa pausa, enquanto eu esperava por ele, respiração presa. — Você tem alguma coisa a dizer antes que eu comece? — Ele me perguntou. — Eu sinto muito, Sr. Cavendish. — eu disse a ele, meu tom arrependido. Instintivamente, eu arqueei minhas costas. Ele fez um ruído delicioso em sua garganta e começou a trabalhar. O primeiro golpe do couro foi mais surpreendente do que doloroso, mas os golpes ficaram mais difíceis quando ele se aqueceu. Como eu esperava, senti dor, mas a minha reação não era negativa. Eu gemia e me contorcia impotente, quando o chicote atingiu mais baixo, mais perto do meu sexo. Ele começou a bater o chicote contra mim mais forte e rápido. De repente, ele parou. Eu tinha recebido apenas 20 golpes, distribuídos por todo o meu bumbum e as costas das minhas coxas. Eu arqueei e murmurei um protesto então, e eu podia ouvir sua respiração, áspera e irregular, atrás de mim. Esfreguei meus mamilos apertados contra o material suave da rampa, gostando da sensação dura que causou. James ficou ainda atrás de mim por longos momentos. — Eu preciso parar por aqui. Eu não quero que você fique muito dolorida para deitar de costas quando eu te pegar. Porra. Eu posso ver o líquido correr pelas suas pernas. — Eu senti seus dedos acariciando minhas coxas, deslizando através da umidade. — Nós precisamos fazer algumas coisas antes que eu te foda. Eu tenho um exame de saúde na mesa ali. Eu tenho todos os testes. Todos os resultados estão limpos. Você quer ver? Ele está disponível para você. Eu quero enterrar meu pau em você, nua, se você permitir. Você disse que está tomando pílula, certo? Eu balancei a cabeça. — Eu estou. Vou levar sua palavra com relação a isso. Se eu achasse que você iria mentir sobre uma coisa dessas, eu não estaria deixando você me amarrar e bater minha virgindade para fora, você não concorda? Ele riu, um som feliz, e eu o senti beijar minha bunda por trás, em um gesto surpreendentemente doce.

Ele deslizou a rampa debaixo de mim sem nenhum aviso, derrubando direto fora da cama. Eu caí na cama com um zumbido pouco suave. Ele tinha meus tornozelos seguros no próximo instante, prendendo-os com as mãos. Ele me empurrou mais na cama, e em um movimento chocante me virou de costas na cama, com apenas esse contato. Meus braços torcidos acima da minha cabeça, me confinando ainda mais. Ele tinha minhas pernas seguras, quando amarrou meus tornozelos, e se eu tinha pensado que eles estavam apertados antes, eu estava enganada. Eu não conseguia movê-los de forma alguma agora. Não mais que um leve balançar no quadril. Ele me estudou na minha nova posição, e eu o estudei. Seu olhar era tão intenso que foi fascinante. Seus olhos beberam cada centímetro de mim, e então ele se inclinou para começar com a minha boca. Ele começou com um beijo suave, casto na boca. E então ele se moveu para baixo, nenhuma parte da frente do meu corpo foi deixado ileso. Ele beijou minha mandíbula, meu pescoço, a minha clavícula. Não havia um nervo do meu corpo que estava firme. E todo o tempo, eu não podia me mover um centímetro. Ele enterrou seu rosto entre os meus seios, e puxou em um movimento rápido, a corrente entre os grampos apertados em seus dentes. Eu gritei com a sensação áspera, mas foi um grito de prazer, mais do que dor. Ele continuou puxando até meus mamilos serem puxados para cima, a corrente firme. Ele foi primorosamente agonizante. Ele finalmente soltou a corrente, abrindo sua boca, o que foi ainda mais devastador, o fim da tortura me fazendo chorar um apelo. Ele sugou cada peito, em seguida, os ruídos suaves e conciliatórios vindo de sua garganta, enquanto ele trabalhava com eles. Ele lambeu a parte inferior dos meus seios pesados, até minhas costelas, na minha barriga, fuçando meus quadris, e parando em meu sexo raspado. O menor pedaço de cabelo curto loiro permaneceu lá. Ele apontou, olhando para mim. — Fodidamente perfeito. — ele murmurou, o rosto sério, e enfiou o rosto lá para trabalhar sua magia. Eu estava tão molhada e pronta que ele me fez gozar em segundos. Dois dedos dentro da minha fenda e sua língua no meu clitóris, seu conhecimento desses dois botões perfeitos incompreensíveis, e eu estava completamente fora, gritando sem reservas. Sua cabeça se levantou rapidamente, e eu olhei

para baixo o comprimento do meu corpo para ele. Ele estava enquadrado perfeitamente entre os meus seios arfando. Eu me senti absolutamente drogada com suas atenções. Seu cabelo cor de caramelo arrastando em seus olhos. — Mais uma vez. — ele me disse, e fez isso de novo. Ele se endireitou depois, deslizando seus shorts para fora, finalmente revelando sua nudez completa para mim. Engoli em seco ao ver. Foi quando eu comecei a implorar. Seu comprimento duro como uma rocha, parecia grande demais para caber dentro de mim, mas eu não me importei. Eu queria ele dentro de mim. Se ele me fizesse esperar mais um segundo, eu poderia chorar. — Eu não posso esperar mais. — ele me disse com uma voz áspera. — Isso vai doer. Pelo que sei, isso é inevitável. Eu não me importava. — Por favor, James. Por favor, por favor, por favor. Ele não hesitou, depois disso, abaixando-se em cima de mim, e alinhando seu pênis contra a minha fenda escorregadia. Seus músculos bem definidos e seus ombros largos flexionaram, quando ele se manteve em cima de mim. Um trabalho primoroso de arte estava prestes a me foder, eu pensei, atordoada e fora da minha mente. Ele entrou com um movimento duro, brutal, perfurando meu hímen sem mais delongas. Eu gritei com o choque. Eu me senti tão incrivelmente completa. Ele não parou, empurrando rápido e duro, estabelecendo um ritmo inesgotável que tinha o seu suor escorrendo sobre mim em trilhas deliciosas. Essa dor inicial acentuada e cortante desapareceu quando ele empurrou, tornando-se o mais puro prazer, e o espaço vazio no meu núcleo arrebentou com uma onda de sensações que eu nunca poderia ter imaginado. Eu não poderia manter longe os soluços que escaparam da minha garganta, as lágrimas que desciam dos lados do meu rosto, com a sensação deliciosa de ser tão dominada e preenchida por este homem. Ele ficou me olhando o tempo todo, com seus olhos turquesa, intensamente vívidos. Meus olhos começaram a fechar com o prazer uma vez, e ele soltou uma ordem dura para eu abrir os olhos e olhar para ele.

Eu obedeci, embora a intimidade de contato extra era demais para mim. Era difícil lembrar que não deveria sentir nada um pelo outro, quando ele olhava para mim, como se eu fosse mais importante do que a sua próxima respiração. Ele tirou quase completamente, e eu supliquei para ele voltar, antes dele bateu de volta com um grunhido. Se eu tivesse pensado que ele estava deixando marcas antes, agora ele me batia contra o colchão até que eu pensei que poderia deixar uma marca permanente. Ele estendeu a mão para baixo entre nós, esfregando círculos em volta do meu clitóris, sem abrandar o seu ritmo furioso. — Venha, Bianca, agora. — ele ordenou, e sua ordem trabalhou como um gatilho. Eu gritei quando eu gozei, e ele gritou meu nome, quando ele me seguiu, enterrando-se ao máximo com seus tremores, virando o pescoço com o seu prazer. Quando os tremores começaram a diminuir um pouco, ele segurou meu queixo, olhando para mim quase com raiva, e certamente um brilho possessivo. — Você é minha. — ele me disse. Eu não tinha ideia do que isso queria dizer, mas eu não precisava responder. No instante seguinte, ele estava me beijando apaixonadamente, desesperadamente. Ele soltou meus pulsos e tornozelos e desfez os grampos dos meus mamilos mais rapidamente do que eu teria pensado possível. Ele me puxou contra ele, alinhando carne com carne, e começou a beijar minha boca novamente, como se ele nunca fosse parar. — Obrigado. — ele me disse baixinho, apenas uma vez, quando se afastou para pegar ar, em seguida, começou a me beijar novamente.

CAPÍTULO QUATORZE Sr. Sensível Eventualmente, ele parou de me beijar e puxou meu rosto contra seu peito. Eu estava cambaleando com a percepção de que o sexo casual poderia ser tão íntimo. Eu me senti tão valorizada, enquanto ele acariciava minhas costas com reverência, e sussurrava palavras doces para mim. Ele me deixou. — Não se mova. — ele disse, sua voz quase um sussurro, como se tivesse medo de interromper o momento com o barulho. Eu o ouvi ligar o chuveiro, e não podia pensar em nada que soava mais perfeito, do que um banho quente naquele momento. Me deitei de volta, exatamente como ele havia me deixado, me sentindo mais relaxada em cada parte do meu corpo, de uma forma que eu jamais poderia me lembrar. Eu me sentia... em paz. Foi uma revelação. Quando ele esteve fora por vários minutos, eu abri meus olhos para olhar ao redor. Ele estava ao pé da cama, me observando, com os olhos em chamas. Olhei para o meu corpo e percebi que havia sangue espalhado nos lençóis, estava uma bagunça. — Eu não sabia que iria sangrar tanto. — eu disse, começando a me sentar. — Não. — ele me disse, e eu o encarei de volta. Nós ficamos olhando um para o outro. Vi que sua ereção estava tão dura, como se ele não tivesse gozado. Eu apontei para ele. — Você pode fazer de novo? Isso é possível?

Ele sorriu, e acariciou seu pênis com uma das mãos. — Oh, sim. Mas hoje você esta muito dolorida. Eu estava apenas apreciando a vista. Incorporando esta imagem no meu cérebro. Ele veio para o meu lado, me levantando até que eu estava embalada contra seu peito. Ele se levantou da cama com o meu peso em seus braços. Ele não mostrou nenhuma tensão visível. Eu amei isso, a sua força, e todas as coisas maravilhosas que ele poderia fazer com seu corpo, aparentemente sem esforço. — Vamos tomar um banho, e falar sobre o que vamos fazer sobre isso. — ele disse, acariciando meu cabelo, como se o "isto" fosse eu. Ele me fez sorrir por algum motivo estranho, embora o pensamento de falar sobre qualquer coisa não tinha nenhum apelo para mim naquele momento. Ele entrou na maior banheira que eu já vi, ainda me segurando. O banheiro era uma laje gigante de granito preto-esverdeado, tanto quanto eu podia ver. A banheira era quadrada e ele deslizou para baixo contra um dos lados, me segurando na frente dele, até que estávamos sentados juntos, ele de conchinha atrás de mim. Ele bombeou um pouco de sabonete com um cheiro divino, em uma embalagem embutida de granito, e começou a fazer espuma de sabão sobre o meu corpo inteiro. Cheirava como ele e eu inalei forte, me sentindo positivamente decadente, deitada completamente relaxada, enquanto ele cuidava do meu banho. — Eu amo esse sabonete. Tem seu cheiro. — eu disse a ele, meus olhos fechados de prazer. Ele trouxe seus lábios ao meu ouvido, mordendo meu lóbulo de forma provocadora. — Agora você cheira como eu. Eu amo isso. Ele me lavou em silêncio por alguns minutos, acariciando tanto quanto limpando. Ele voltava para os meus seios, acariciando e amassando a carne flexível completamente. — Nós precisamos conversar. — ele me disse.

Eu gemi, e não foi de prazer neste momento. — Eu prefiro que você me espanque novamente. Podemos fazer isso em vez de conversar? — Eu estava meio brincando. Ele fez um barulho delicioso de ronronar no meu pescoço. — Hoje não. Precisamos definir as regras para isso. Se o meu autocontrole não tivesse me abandonado esta noite, nós teríamos resolvido isso antes de te tocar. Eu me encolhi com sua terminologia. A palavra 'resolvido' me deu uma sensação ruim. Eu não acho que seria um bom presságio do que estava por vir. — O que há para falar? — Eu finalmente perguntei. Ele suspirou, o movimento deslocando minhas costas no seu peito. — Bem, eu acho que gostaria de saber o que você espera com nosso arranjo. O que é importante para você? — Enquanto falava, ele me virou, para que ele pudesse ver meu rosto mais claramente, minha cabeça apoiada na dobra do seu cotovelo. Eu torci o nariz para ele. O termo arranjo era ainda pior do que 'resolvido'. — Realmente, a única coisa que eu espero de você é uma relação de exclusividade sexual enquanto estamos... fazendo sexo, mesmo que demore uma semana para conseguirmos nos encontrar. E pelo arranjo, quero dizer algum tipo de comunicação antes de você começar a ver mais alguém, sexualmente ou não. E se isso é uma batalha para você, apenas me avise, para que eu possa escapar dessa bagunça agora. Ele piscou para mim, olhando espantado, e eu pensei por um momento terrível, que ele considerava que era muita coisa para ele fazer concessão. Eu estava a um segundo de dar o fora de lá quando ele falou. — Sim, é claro. — Seu tom implícito que ele não tinha considerado qualquer outra coisa. — E você não marca encontros? — eu perguntei. Eu estava avidamente curiosa para saber o que isso significava para ele. Ele balançou a cabeça, estudando meu rosto. — Eu quero vê-la, o mais frequentemente possível. Gostaria apenas que nosso relacionamento se mantenha privado. Assim, a maioria dos nossos encontros será na sua casa ou na minha. Eu não vou levá-la a lugares públicos, lamento.

Claro que lamenta, eu pensei cinicamente. Eu deixei o meu rosto impassível, de repente me sentindo um pouco sensível, por razões que eu não estava disposta a examinar no momento. — Parece ótimo. Isto é o suficiente para resolver as coisas no momento, certo? Se vamos nos ver a cada semana, isto parece ser uma enorme quantidade de conversa desnecessária, não é mesmo? E se isto vai durar de duas ou três semanas, vamos pular esse obstáculo quando chegar a hora. Seu rosto endureceu enquanto eu falava. Suas próprias perguntas saíram duras. — É isso que você pensa? Que vamos nos ver uma vez por semana, e que vai durar duas ou três? Dei de ombros, fechando os olhos como se eu pudesse adormecer a qualquer momento. — Eu não quero pensar sobre isso. O tempo que vai durar, mas apenas se você será honesto comigo quando terminar, e não apenas começar a ver outras pessoas sem me dizer, isso é o suficiente para mim. Ele voltou para meu banho, me acariciando, e carinhosamente lavando e passando condicionador em meu cabelo, em silêncio por um tempo. — Eu daria qualquer coisa para saber o que está por trás desta postura tranquila. E eu mataria para saber o que você está pensando agora. — ele sussurrou contra meu cabelo. — Eu tenho muito medo de te ofender além de qualquer reparação, e você nunca me deixar saber. Você só iria embora, e nunca mais falaria comigo. Você faria isso? Eu não abri meus olhos, apenas me encolhi novamente. Apesar de ser ainda um estranho para mim, ele tinha percebido coisas sobre mim que poucos que me conheciam sabiam. — É possível. É difícil dizer, sem detalhes. Ele xingou em voz baixa. — Eu preciso me sentir mais seguro sobre isso. Você me aterroriza. Eu sorri ironicamente, os olhos ainda fechados. — Palavra errada, Sr. Magnífico. O termo que você está procurando é mais controle, não mais seguro. Mas eu gosto da minha vida. Eu não estou fazendo um monte de concessões ai, então nem tente. Eu geralmente estou em Nova York um dia inteiro por semana. Você vive lá, certo?

— Principalmente, sim. — Ok, bem, eu vou deixar você saber quando eu estiver em Nova York, e talvez possamos nos encontrar em algum lugar privado. Seus braços se apertaram em torno de mim. — É disso que eu estou falando. Você está dizendo isso porque eu de alguma forma te ofendi? Ou você é realmente tão indiferente? De repente eu queria, muito, muito ir embora. Ele não era de deixar um assunto para lá, até que estivesse satisfeito, e eu estava absolutamente cessando de falar sobre qualquer coisa que envolvesse a minha indiferença ou a presença dela. Senti uma necessidade imediata de ficar longe dele, longe deste sentimento de intimidade. Era de repente insuportável para mim. — Eu preciso voltar para casa. Eu trabalho amanhã cedo. — Eu fiquei aliviada quando ele me deixou sair do banho. — Você já jantou? — Ele me perguntou, sua voz dura e fria. Eu pensei sobre isso, minha mente em branco. Quando foi a última vez que eu tinha comido? Me lembrei de devorar uma barra de proteína quando eu pintei, mas acho que foi tudo, desde o meu iogurte no avião. — Hum, acho que não. — eu finalmente respondi. — Mas eu posso pegar alguma coisa mais tarde. Suas narinas incharam, e seu olhos ficaram um pouco selvagens. — Por favor, pelo menos, fique para comer comigo. Eu sinto como se fosse um canalha completo, você vir aqui, nós fazermos tudo isso... — ele acenou com a mão para o quarto. — e partir como se você não pudesse sequer partilhar uma refeição comigo. Eu tenho alguns salmões preparados, que só precisam de 15 minutos para assar. Eu balancei a cabeça. — Tudo bem. — eu concordei rápido o suficiente. Eu não queria transformar isso em uma tempestade, como se eu fosse a rainha do drama. Eu prefiro sair com alguma dignidade, depois de uma refeição civilizada. Ele enrolou uma toalha em torno de mim, me secando rapidamente e envolvendo uma toalha baixa em torno de seus quadris, em uma exibição de dar água na boca. Olhei ele saindo. Ele partiu para a cozinha como se ele

tivesse medo que eu iria partir, se ele levasse muito tempo para conseguir o salmão pronto. Era incomum, a forma como ele lia as minhas intenções Eu coloquei meu vestido de volta, não usando mais nada. A falta de um sutiã e calcinha deixava minha roupa um pouco obscena, mas eu não acho que isso importava. Eu estaria partindo da casa de James diretamente para a minha garagem. Eu provavelmente poderia ir nua, em um piscada. Eu sequei meu cabelo um pouco com a toalha molhada, e entrei com meus pés descalços no chão acolchoado de seu quarto. Procurei e o encontrei na cozinha, mas eu parei na sala de jantar assustadora e me sentei. A mesa estava posta de uma forma quase romântica, então eu assumi que era ali que nós iríamos comer. Eu preferi esperar em uma sala sozinha, do que James tentar ter outra 'conversa' comigo. Ele se juntou a mim apenas um momento depois, carregando duas deliciosas saladas. Ele as colocou diante dos nossos lugares, correndo de volta para a cozinha. Ele voltou com dois copos de água com limão. Eu pensei que ele realmente poderia ter esquecido que estava usando apenas uma toalha úmida. Era impossível, para mim, esquecer uma coisa dessas. Uma pessoa ser tão incrível deveria ser ilegal. Ele realmente era bronzeado em todos os lugares. Era uma visão inebriante. Esperei educadamente ele se sentar à minha esquerda, antes de começar a comer. Eram verduras com queijo feta e nozes pecã. Eu não poderia adivinhar sobre o que era aquele molho levemente aromatizado, mas era muito bom. — É delicioso. — eu disse a ele depois de algumas mordidas. Ele sorriu para mim. Era um sorriso cuidadoso. Ele ainda estava em seu "medo de ferir meu humor.' — Na verdade, eu que fiz a refeição inteira hoje à noite. Eu não consigo muitas vezes, mas eu queria fazer para você. Eu não posso fingir, porém, que esta isto é uma ocorrência comum. Eu tenho uma grande cozinheira aqui, que geralmente faz comida em casa.

Eu balancei a cabeça agradavelmente, tentando desconfortável com a lembrança casual de sua riqueza.

não

parecer

— Seus pais vivem em Las Vegas, também? — Ele me perguntou, depois que ele terminou a sua salada. Eu congelei, mas me recuperei rapidamente. — Eles estão mortos. — eu disse, meu rosto e voz impassíveis. Ele me olhou assustado. — Eu sinto muito. Eu não sabia. O que aconteceu? — Onde seus pais moram? — Perguntei-lhe incisivamente, em vez de responder. Ele parecia desconfortável. — Eles estão mortos também. Eles morreram quando eu tinha 13 anos, em um acidente de carro. Eu lhe dei uma careta de desculpa. — Desculpe. Eu não gosto de falar sobre meus pais, mas eu não tive a intenção de ser insensível sobre os seus. Ele estendeu a mão sobre a mesa, colocando a mão sobre a minha. — Não se desculpe. Isso não foi insensível. Você não sabia, também. Eu lhe dei um sorriso irônico. — Eu deveria ter procurado você on-line. Eu poderia ter nos salvo pelo menos de um momento constrangedor. Ele me deu um sorriso irônico de volta. — Isso não iria me ajudar a aprender sobre você, no entanto. Nós voltamos a comer por um minuto, e o silêncio era estranho. — Quando é seu aniversário? — Ele perguntou de repente. Eu sabia o que ele estava fazendo. Ele tinha tanto medo de me ofender, e me assustar, que ele estava tentando encontrar coisas neutras para falar. Ele não poderia saber que meu aniversário era outro assunto delicado. — Outubro. — Respondi. — E você? — 05 de junho. Que dia de outubro? Eu suspirei. — 24. — Eu sufoquei o impulso de dizer: Por que você se importa? Você não vai se lembrar do meu nome até lá então. Isso seria uma grosseria, eu disse a mim mesma. E ele parecia estranhamente sensível.

Ele balançou a cabeça, como se estivesse fazendo uma nota da data. Sim, certo. O temporizador do forno desligou, e ele entrou na cozinha, aparentemente alheio ao fato de que a toalha parecia em perigo de cair a cada passo. Eu fiquei olhando. Ele trouxe dois pratos impressionantes, um momento depois. Ele já havia servido a comida nos pratos, organizando a refeição com um chef. Era um prato com aspargos, salmão fresco assado temperado com perfeição, e algum tipo de grão que eu nunca tinha visto antes. Eu provei, e em seguida, apontei para ela com o meu garfo. — Eu nem sei o que é isso, mas é delicioso. É tudo divino. Há algo que você seja ruim? Ele sorriu, primeiro sorriso auto-depreciativo que eu tinha visto nele. Foi desarmante e muito charmoso. — Aprender sobre você. Você ficar e passar a noite comigo. E este grão é quinoa. Eu apenas continuei a comer, ignorando as primeiras coisas que ele mencionou. Eu ainda sentia aquela coceira sob a minha pele, que me deixava com uma forte necessidade de me retirar da intimidade que tínhamos compartilhado. — Ah, eu tenho um presente para você. — ele disse, sorrindo para mim quando estávamos terminando a refeição. — Você quer sobremesa? Antes ou depois do presente? Eu acenei para ele. — Oh, eu não posso. Eu já estou tão satisfeita. Ele parecia genuinamente desapontado. — Só uma mordida? É apenas um creme de ovos leve, com algumas frutas frescas. Nós poderíamos compartilhar. Eu sorri, realmente encantada com sua necessidade juvenil de me impressionar com a sua comida. — Ok, nós podemos compartilhar.

CAPÍTULO QUINZE Sr. Insaciável Ele estava de volta rapidamente com a sobremesa. Ela foi servida em uma taça de vidro pesada, e ele segurou a colher até minha boca para uma mordida. — Mmmm, — eu disse, sorrindo para ele, minha boca ainda cheia. Inesperadamente, ele se inclinou e me beijou. Foi tão diferente do tom da refeição que tínhamos acabado de compartilhar, que eu quase o empurrei assustada. Em vez disso, fiquei quieta, beijando-o de volta, hesitante. Esta era a parte mais fácil entre nós, pensei. Nenhuma das outras coisas fazia sentido para mim, mas esta parte era malditamente perto de ser perfeita demais. Ele me levantou, vi apenas uma mancha clara sobre a mesa preta enorme saindo, antes que eu pudesse piscar. Sua toalha tinha ido embora, meu vestido empurrado para cima em apenas um momento. — Você está muito dolorida? — Sua voz era um sopro áspero contra meus lábios. — Eu não posso imaginar estar muito dolorida para isso. — eu disse a ele, descendo a mão pelo seu corpo para pegar sua excitação grossa. Eu acariciava ele com gosto, passando minha mão por todo seu comprimento. Eu corri minhas mãos em seu tronco, em seguida, ao longo de seus braços musculosos, retornando depois aos seus ombros. Você tem o corpo perfeito. Não acredito que realmente é bronzeado em todos os lugares. — Ele sorriu, apreciando o meu prazer com seu corpo.

— Minha mãe era meio italiana e meio Cherokee, embora a família tenha parado de falar com ela quando fez dezoito anos. Foi um escândalo completo, para a família inglesa pura do meu pai, quando eles se casaram. Na minha família todos têm a pele branca pastosa de inglês, como seria de esperar. Eu ri. — Pastosa? E quanto a mim? Sou pastosa? Ele se abaixou, aninhando no meu pescoço. — Sua pele é a perfeição cremosa. Eu finalmente tive a chance de tocá-lo, acariciando suas costas, a barriga, estudando seu corpo incrível com admiração, enquanto corria minhas mãos sobre ele. Ele agarrou uma das minhas mãos ocupadas, puxando-a até seus lábios para beijar meu pulso. Ele estudou-o atentamente, e eu vi a marca das corda lá. Os traços tinham um padrão distinto, como se ele tivesse me marcado, temporariamente, com a sua própria marca especial. — Eu amo ver isso em você. — ele murmurou contra a minha pele marcada. Ele abriu minhas pernas escancaradas, me empurrando deitada contra a mesa. Ele equilibrou sua ereção avassaladora na minha entrada. Estremeci quando ele parou, meus olhos fechados. — Olhe para mim. — ele ordenou, a voz dominante à tona novamente. Isso havia desaparecido para algo mais suave e charmoso imediatamente após a primeira vez que tínhamos feito sexo. Eu senti saudade dela. Eu lhe obedeci. —Olhe para mim. Eu vou puni-la cada vez que você olhar para longe de mim, quando estiver dentro de você. Eu balancei a cabeça. — Me peça isso. — ele ordenou, sua mão se movendo para seu pênis impressionante. — Por favor, Sr. Cavendish, me foda. — Eu adorava dizer seu sobrenome, sondando as três sílabas, como se fossem uma oração. Ele gemeu, e fez. O primeiro impulso pesado atingiu minhas entranhas doloridas trêmulas, mas não era desagradável. E, quando ele tirou, e

mergulhou de novo, um som profundo rasgou de sua garganta. Esqueci completamente a dor, o prazer pulsando por todo meu corpo e construindo no meu âmago. Seu olhar era ardente. — Dói? — Ele perguntou, sem parar seu ritmo punitivo. — É perfeito. — eu respondi, minha voz grossa com paixão. Ele me beijou com força. Meus olhos se fecharam brevemente, até que ele puxou de volta para me olhar de novo. Eu não acho que iria ser castigada por isso, já que ele também tinha fechado o seu, mas eu não me importava naquele momento. — Venha. — ele me mandou, e apenas assim, toda a paixão consumiu e tomou conta de mim, meu núcleo ondulando com um orgasmo intenso, meus músculos internos apertando-o incrivelmente apertado. Eu fiz um esforço consciente em manter meus olhos nele o tempo todo, e o esforço valeu a pena. Foi extraordinariamente gratificante ver o fervor varrendo o seu rosto, seu olhar penetrante intenso em mim. Isso me deu uma sensação extraordinária, ser o objeto a receber tal olhar. Isso me fez sentir como se eu fosse mais importante do que o ar para ele por um momento, breve e profundo. Eu me senti encantada naquele momento. Foi inebriante. — Fique aqui essa noite. Eu prometo que não vou deixar você dormir ou se atrasar para o trabalho. — ele disse, me pegando em um momento de fraqueza. — Só me diga que horas preciso definir o alarme. Fechei os olhos, balançando a cabeça ligeiramente. — Ok. Ele beijou meu rosto da maneira mais doce. — Obrigado. Eu não sabia o que dizer sobre isso, então eu não respondi. Ele ainda não tinha se retirado do meu corpo, e ele não o fez agora, só me envolveu em torno dele, e me levantou. Engoli em seco. — Você ainda está tão duro. — eu murmurei contra meu pescoço. — Mmmm. — ele murmurou, crescendo mais dentro de mim. — Você não poderia... não de novo? — Eu questionei, surpresa

Ele respondeu, me levantando poucos centímetros acima dele, e empurrando plenamente em mim novamente. Engoli em seco, e ele riu baixinho. — Eu nunca quis tanto alguém na minha vida assim, Bianca. Eu poderia transar com você até que eu ficasse inconsciente. Eu certamente teria o prazer de tentar. Eu não respondi, não conseguia. Eu não podia fazer nada, apenas choramingar, enquanto ele me segurava contra seu comprimento, ainda dentro de mim e me levava até as escadas, de volta para seu quarto. — Deixe-me saber se você atingir o seu limite. Você deve estar ferida e dolorida após a sua primeira vez. Eu deveria ser atencioso e deixar seu corpo recuperar. — Sua voz era áspera, enquanto ele nos levava pelo corredor, as estocadas tornando-se mais pronunciadas, quando mais perto chegávamos do seu quarto. — Por favor, não. — eu disse a ele em um meio-soluço. Ele me tinha deixado tão perto da borda novamente. — Você quer que eu acabe com você como esta agora, no meu colo e empalada no meu pau? — ele perguntou. Ele parou de andar e começou a bater mais intensamente. — S... sim, por favor. Ah, sim. — eu disse, me agarrando em seus ombros. Um de seus braços passou por toda a diagonal do meu tronco, apoiando a parte superior do meu ombro de forma segura, e o outro braço segurando minha bunda forte, a picada do contato acrescentando ainda mais prazer. Seus joelhos estavam dobrados ligeiramente, e suas pernas se prepararam, quando ele começou a empurrar com mais força. — Venha, Bianca. — ele me disse com fervor. Sua voz era o gatilho, e meu corpo obedeceu ao explodir em um orgasmo. Eu segurei seus ombros como uma tábua de salvação, enquanto eu cavalgava as ondas de prazer. Ele pareceu surpreso com sua própria libertação, os olhos arregalados. Ele gritou um baixo — Porra! — enquanto esvaziava dentro de mim. Ele me deitou suavemente sobre a cama, puxando para fora de mim neste momento. E se levantou, movimentando pelo quarto.

Fechei os olhos. Eu sabia que, apesar do meu cochilo longo demais durante o dia, eu estava preparada para dormir a qualquer segundo. Apenas um momento depois, ele colocou um pano úmido e quente entre minhas pernas, me limpando gentilmente. — Obrigada. — eu murmurei para ele. — Mmm. Meu prazer. — ele me disse. Ele saiu e voltou. Ele esfregou algum tipo de pomada em meus pulsos e tornozelos, virando-me facilmente no meu estômago, e passando no meu bumbum e coxas. Ele acariciou entre as minhas coxas por trás com ternura. — Quaisquer outros pontos doloridos? — ele me perguntou. — Não. — eu respondi. — Que horas você precisa acordar? — Ele perguntou. Eu fiz um pouco de matemática cansada. Eu nem sabia que horas eram, nem queria saber. — 4:30hs — eu respondi e o sono me pegou. Acordei em uma névoa sensual, da forma mais agradável que eu poderia ter imaginado. Eu estava em uma cama muito macia. Eu estava gloriosamente nua, de pernas abertas, e o homem mais bonito que eu já vi estava lambendo meu sexo, como se fosse uma sobremesa especialmente deliciosa. Agarrei seu cabelo sedoso de ouro. — Oh James. — eu gemi, e ele olhou para cima, sorrindo. Ele levantou-se, ajoelhado entre minhas coxas. Ele trouxe uma das minhas pernas até o ombro, alinhando em seu pescoço até que ela estava em uma linha diagonal através de seu torso. A outra perna, ele montou, alinhando seu pênis insaciável a minha entrada já pronta. — Deixe-me saber se isso é demais para você, ok? Sua voz era suave, e suas palavras tinham uma nota de preocupação. Era o mestre dominante que estava aqui esta manhã? Eu me perguntava. Parecia que sua outra persona, o amante preocupado que estava dirigindo este momento.

Eu balancei a cabeça, e ele empurrou dentro de mim. A nova posição tinha lhe dado acesso a novos nervos que eu nem sabia que existia. Sim, eu estava ferida e dolorida, mas eu não iria detê-lo. A dor era um pequeno impedimento comparado com tal prazer. Ele inclinou o peito para frente, empurrando minhas pernas mais afastadas e mais perto de meu peito. Usando um movimento de torção dentro de mim, ele empurrou. Ele estava me apertando pela lateral, e eu pensei que era atordoante. Um de seus dedos hábeis começou a esfregar meu clitóris inchado, e eu me perdi. Ele me levou para o chuveiro depois. Ele lavou nós dois. Eu me sentia mole, e não poderia me imaginar diante de um dia de trabalho de 14 horas após essa experiência. Eu expressei o pensamento em voz alta. Ele havia me abraçado por trás, passando o condicionador no meu cabelo. Com as minhas palavras, ele congelou. — Então, não trabalhe. Tire um dia de folga. Eu vou reagendar meu dia, também. Poderíamos passar o dia na cama. Gostaria de garantir em tornar isso inesquecível para você. Enviei-lhe um olhar perplexo, rindo. As pessoas ricas, pensei, um pouco ressentida. —Eu estou de folga amanhã. — eu expliquei. — Se eu tirasse o dia de folga hoje, eu não seria paga. E ainda fazendo uma mudança no último minuto, isto poderia me causar problemas. Seus braços me apertaram. Ele esfregou o queixo no topo da minha cabeça carinhosamente. — Você poderia se demitir. Venha trabalhar para mim. Eu seria um empregador generoso. Você poderia ser comissária de bordo no meu jato. Teríamos todo o tempo que pudéssemos passar juntos, então. Ou, se você quiser uma mudança de carreira, eu poderia encontrar outra coisa. Se você não gostar de trabalhar para a indústria hoteleira, eu tenho outras empresas que você poderia trabalhar. Ou para o inferno, basta ficar algum tempo sem nada. Relaxe. Eu ficaria mais do que feliz em apoiar

— Nunca proponha nada parecido para mim de novo, por favor, ou isto vai acabar agora. — eu o interrompi, meu tom gelado, meu rosto impassível. Eu estava tremendo um pouco. O atrevimento dele, pensei. Eu tinha trabalhado como um demônio desde que eu era adolescente, e ele tinha acabado de menosprezar cada minuto. Foi um esforço para não invadir fora do chuveiro com meu cabelo meio-lavado, e simplesmente ir embora. Suas mãos começaram a acariciar meus braços em um gesto tranquilizador. — Eu não quis ofender. É muito difícil para mim vê-la lutar tanto. Consegue entender isso? Lutar? Eu pensei, um pouco selvagem. Será que ele sabe o significado dessa palavra, se ele achava que a minha vida agora era uma luta? Mas depois me lembrei do que ele tinha dito sobre seus pais, sobre como ambos tinham morrido quando ele tinha apenas 13 anos. Ele não tinha levado a vida perfeita que eu tinha imaginado. Foi um sofrimento e uma luta ficar após a morte de seus pais. Tínhamos pelo menos alguma coisa em comum. Isto me aqueceu por ele um pouco, e me ajudou a dar-lhe outra chance. Eu balancei a cabeça ligeiramente. — Bem, não se preocupe comigo. E não mencione qualquer coisa assim para mim novamente. Eu quero dizer exatamente isso. É um negócio que quebra tudo para mim. Seu rosto estava duro, mas ele balançou a cabeça. Tomei algumas respirações calculadas para me acalmar, então me afastei dele, me secando, e saindo do chuveiro. — Eu preciso ir. Eu nem sei que horas são, mas eu preciso estar pronta para o trabalho. — Eu passei uma de suas grandes toalhas macias ao meu redor. — São 4:40hs. Eu te acordei um pouco mais cedo. Sinto muito. Ele com certeza não parecia sentir muito, eu pensei, me movendo em seu quarto para procurar meu vestido. Estava amassado no chão. Apanhei-o timidamente, meu nariz enrugou. Eu podia ver as manchas sobre ele a partir de um metro de distância, e eu não queria sentir o cheiro. Voltei a olhar para o banheiro.

James descansava na porta, encostado no batente com indiferença, seu braços cruzados. Seu rosto era inexpressivo, os olhos indiferentes. Ele parecia de repente tão proibido como sua casa opulenta. Talvez eu passei do tempo conveniente das boas-vindas. — Você tem uma camiseta ou algo que eu poderia pedir emprestado? Não importa como esteja. Eu só preciso dirigir em linha reta do seu portão a minha garagem. E eu não vou usar isso. — Deixei cair o vestido ofensivo de volta no chão. Ele acenou com a cabeça, movendo-se para o seu armário. Ele saiu com uma camiseta dobrada, e um par de cuecas boxer preta. — Pode ser isso? — Ele perguntou, a voz inexpressiva. Eu balancei a cabeça, agarrando-os e indo para o banheiro. Eu me troquei em menos de um minuto, saindo para fora. — Você sabe onde deixei minha bolsa? — Eu perguntei a ele. — Na entrada. Nas escadas. Você deixou suas sandálias lá, também. — ele me disse, sem hesitar. Eu não me lembro de deixá-las lá. Eu balancei a cabeça, agradecendo, e caminhei para fora de seu quarto com pressa. Eu tinha meus sapatos e bolsa na mão, antes de me virar de costas para ele. Eu o sentia seguindo meus passos. — Hum, tchau. — eu disse a ele, me sentindo muito estranha e fora do meu usual. Eu certamente nunca passei por uma cena de despedida dessas antes. Eu tinha certeza que ele não poderia dizer o mesmo. Pelo menos não seria uma grande caminhada de vergonha, pois eu estava indo direto de sua porta da frente até a minha garagem. Ele se aproximou de mim, mas sem me tocar. Ele ainda usava apenas uma toalha. Eu mantive meus olhos firmemente em seu rosto. Ele me entregou uma coisa, e eu olhei para baixo, vendo uma pequena caixa prata. Eu pisquei. Ele passou as mãos em torno dela. — É um presente. Foi apenas algo que vi e esperava que você gostasse. Você pode abri-lo mais tarde. Ele agarrou meu cabelo, de repente, me dando um beijo duro na boca. Ele puxou de volta quase imediatamente. — Eu ligo para você. — ele disse.

Eu só balancei a cabeça, e corri para o meu carro. Eu não tive tempo de abrir o seu presente, ou me preocupar com isso. Pela hora, eu teria que correr para chegar ao trabalho a tempo. Enquanto eu dirigia para fora de sua casa, eu me perguntava onde ele e eu estávamos. Tudo havia se movido tão rápido, com tantos altos e baixos, nós dois éramos muito temperamentais um com o outro. Ele disse que iria me ligar, mas eu conhecia um monte de amigas, que os homens falavam isso quase sempre, querendo dizer isso ou não. O pensamento de que eu nunca mais iria ouvi-lo novamente, foi o suficiente para me dar um nó de tensão doente no meu estômago.

CAPÍTULO DEZESSEIS Sr. Inacreditável Corri para casa, e me vesti com pressa. Meu cabelo ainda estava úmido, meu rosto sem maquiagem, quando Stephan entrou pela porta da frente. Ele gritou uma saudação, aparecendo no meu quarto um instante depois. Eu sabia que eu parecia uma bagunça quente. — Teve uma boa noite? — Ele me perguntou com um sorriso travesso. — Foi memorável, com toda certeza. Não é justo um homem tão perfeito ficar solto entre as pessoas. Ele riu. — Deixe-me dirigir hoje. Nós precisamos sair, e você pode fazer alguma coisa com seu cabelo e maquiagem no caminho. Ele notou a caixa de prata que eu tinha jogado na minha cama. Ele fez um gesto para ela. — O que é isso? Eu fiz uma careta. — Um presente de James. Eu não tive tempo de olhar ainda. Ele a pegou, jogando dentro da minha mochila do vôo, e atirando ela por cima do seu ombro. — Podemos verificar isso quando tivermos uma pausa. Vamos, Abelhinha. Eu trancei meu cabelo úmido, enquanto Stephan nos levava ao trabalho. Coloquei a maquiagem mínima que eu poderia controlar no carro. Eu tive até mesmo um momento de folga, antes de chegarmos ao trabalho.

E ai eu percebi o quão dolorida eu estava, quando terminei o meu trabalho apressado de maquiagem. Cada mudança no meu assento deixava um protesto de músculos doloridos em lugares inomináveis. Bem, ele se ofereceu para deixar as coisas mais leves. Agora eu podia ver por que, embora eu ainda não pudesse lamentar o nosso entusiasmo. Eu duvidava que ele também queria de outra forma, ou, se ele percebeu que toda vez que eu me mexesse hoje, eu pensaria nele. As marcas em meus pulsos estavam mínimas e apenas levemente rosa. Meu relógio velho cobria a marca no meu pulso esquerdo, e eu não acho que as marcas expostas no meu pulso direito fossem suficientes para chamar a atenção. Mas ainda assim, todas elas eram lembretes dele, e do que ele tinha feito comigo. Parte de mim imaginava que eu não iria vê-lo novamente. Isto tinha sido intenso e apaixonado, mas pode ser que fosse assim com todas as suas amantes. Pelo que eu podia saber, ele já teve tudo o que queria de mim. Eu já estava me preparando para a possibilidade. Nós fizemos o check-in para a nossa viagem, e nos dirigimos para o ônibus da tripulação. — Devo solicitar nosso dia de folga amanha? — Stephan me perguntou, enquanto esperamos. — Eu não me importaria de conseguir um dia de folga, também. Nós temos trabalhado muito ultimamente, e acho que precisamos de uma pequena pausa. Cabe a você decidir. Eu fiz uma careta. — Vamos ver como as coisas vão correr hoje. Podemos sempre verificar no nosso retorno. Ele apenas acenou com a cabeça. Nenhum de nós geralmente era muito conversador na parte da manhã. E eu não tinha nem tomado uma xícara de café ainda. Eu realmente preciso remediar isso em breve, pensei. Eu fiz café, logo que chegamos ao nosso vôo, virando um rápido copo grande o suficiente para queimar a minha língua. Mas ajudou. Eu senti como se pudesse sobreviver até o dia seguinte. As primeiras horas do voo passaram como um raio. Tivemos um voo com assentos completos, e nós não tivemos sequer uma pausa para comer, até que faltava apenas uma hora e meia para chegar em DC.

Nenhum dos dois queria comer o iogurte grego oferecido no café da manhã, de modo que ambos comemos as refeições da nossa equipe. — Ok, vamos abrir essa caixa que James lhe deu. — disse Stephan imediatamente depois que terminou de comer. — Nós temos um minuto, e eu estou morrendo de curiosidade aqui. Eu havia afastado isso completamente da minha mente. Estremeci quando ele me lembrou. Eu temia abrir. Me deixava desconfortável receber um presente de alguém que eu mal conhecia, e por nenhuma razão especifica. É melhor apenas acabar com isso, do que ficar enrolando, eu disse a mim mesma. Eu quase disse para Stephan abri-la para mim, mas eu tive uma visão repentina e embaraçosa dele puxando um par de grampos de mamilo da caixinha. Eu poderia muito bem imaginar James fazendo isso. Ou me dar algo ainda mais bizarro, que provavelmente eu não iria reconhecer. Na verdade, quanto mais eu pensava nisso, mais eu imaginava ser algum tipo de brinquedo de sexo pervertido. Nós não tínhamos nada, exceto sexo alucinante. Se ele estava me dando um presente que ele pensou que eu gostaria, não seria algo a ver com o que ele gostava de fazer comigo? Eu definitivamente necessitaria dar uma rápida olhada, antes de Stephan olhar também. A foto que eu tinha pintado de repente na minha cabeça seria humilhante. Eu caminhei até a minha mochila, puxando a caixa para fora e a abrindo lentamente, inclinando para mim, meio temendo o que iria encontrar. Bem, certamente não era nada bizarro, pensei, atordoada. Era um relógio, lindo e elegante. Parecia uma versão final muito mais cara do que eu precisava substituir, na cor prata e ostentando um rosto pálido azul turquesa. O círculo externo azul estava circundado por diamantes. Mesmo os marcadores de horas eram pequenos diamantes. Eu esperava por um momento que fossem apenas zircônia, mas depois vi a marca. Eu não conhecia absolutamente nada sobre relógios caros, mas mesmo eu reconheci essa marca. — Oh, Deus. — eu disse, uma mão cobrindo a boca em choque. Stephan pegou a caixa de mim, me dando um olhar perplexo.

— Uau, — disse ele instantaneamente quando olhou para o presente. — Santa merda, um Rolex? — Ele sorriu para mim. Eu sorri fracamente de volta, porém, com muito esforço. — Alguém está apaixonado pelo meu Botão de ouro. Eu não acho que foi isso. De repente, tive o pensamento horrível que este era o seu presente de despedida, seu gesto de "obrigado pelo seu tempo". Será que ele tem uma pilha deles em algum lugar, para todos os seus encontros de uma noite? Eu me perguntava mórbida. De repente, meu estômago estava mal. — Eu preciso usar o banheiro. — disse a Stephan, correndo para o banheiro minúsculo. Joguei água no meu rosto, então tive que limpar cuidadosamente o rímel sob meus olhos. Eu sabia que isso ia acontecer, mas eu pensei que ele ia ficar interessado por pelo menos mais algumas noites memoráveis. Eu disse a mim mesma severamente que isto era o melhor. Se eu fiquei desse jeito, com ele me despejando depois de uma noite, eu não poderia imaginar o que uma semana ou um mês faria. Mas eu iria devolver este maldito relógio. Era demais. Eu não tinha certeza quanto custa um Rolex, mas eu estava muito certa de que não era algo que eu poderia comprar para mim. Tomei algumas respirações profundas, calmantes, e voltei para fora. Quase ao mesmo tempo, Melissa entrou rebolando através da cortina. — 1A é um gostoso. Ele é forte como um atacante de futebol americano. Ele está vestindo Armani, também. Isso sempre é um bom sinal. Oh senhor, eu pensei comigo mesma, mais irritada ao vê-la do que o habitual. Ela estava vagando pela primeira classe novamente. Stephan ainda tinha a caixa de Rolex aberta, e ainda estava admirandoo como se ele não tivesse afastado o olho desde que saí. Melissa lançou um olhar afiado a jóia imediatamente. — O que você tem aí? — Ela perguntou, inclinando-se para olhar antes que qualquer um de nós pudesse responder. Ela engasgou mais dramaticamente do que qualquer um de nós tinha feito.

— Onde você conseguiu isso? — Ela perguntou a Stephan, sua voz alterada. Ele sorriu para ela, e foi inequivocamente presunçoso. — Ele pertence a Bianca. James deu a ela. Ele está apaixonado. Ela arrebatou de sua mão, de repente, o rosto parecendo estranhamente furioso. Ela me enviou um olhar mordaz, em seguida, estudou atentamente o relógio. Elevou-o para fora de seu suporte, olhando para a parte de trás do relógio, e em seguida dos lados. — Porra, é original. — Ela amaldiçoou. — É um Datejust6 de platina presidente. Santa merda. — Ela olhou para mim. — Você tem alguma maldita ideia de quanto custa isso? Você nem conhece porra nenhum sobre Rolex? — Seu tom era condescendente, e eu meio que estalei. Eu estava chicoteando meu relógio velho fora antes que eu pudesse pensar sobre isso. Peguei o relógio da mão dela. Eu levantei meu pulso e entreguei o relógio para Stephan colocá-lo em mim. Pelo que eu podia imaginar, James poderia até ligar para Melissa essa noite, mas até então, eu iria usar este Rolex, e não ela. Stephan apertou o meu pulso, sem uma palavra, mas eu sabia que ele estava sorrindo. — Eu não posso saber muito. — Eu acenei meu pulso agora para ela. — Mas eu estou usando um. Ela me olhou de cima a baixo, com uma expressão feia. — Eu não entendo. — ela murmurou, atacando a cortina ao sair. Talvez eu ficasse com ele, eu pensei mesquinhamente, se tudo o que eu tinha a fazer era acenar uma mão agora, para fazer Melissa sair. — Essa cadela é louca. — Stephan disse calmamente. Enviei-lhe um olhar surpreso. Ele geralmente nunca falava tão duramente. Eu sabia que ele era super protetor comigo, e ela aparentemente o estava irritando com suas provocações comigo. Voltamos ao trabalho depois disso, e, felizmente, eu estava muito ocupada para me debruçar sobre James durante o voo.

6

Modelo de relógio da marca Rolex

Eu levei uma garrafa de água ao assento 1A. O homem que Melissa pensava ser um gostoso, era na verdade muito educado e agradável. Ele tinha comido tudo o que eu colocava na frente dele, mas só bebia água. Eu tinha a sensação que ele era um Oficial da Aeronáutica, embora ele não estivesse como um deles. Ou melhor, se fosse, ele não estava em serviço. Ele estava constantemente em alerta, olhando muitas vezes ao redor da cabine, e me olhando muito. No entanto, eu não tive nem a mais leve impressão que ele estava interessado em mim, a nível pessoal. — Você tem certeza que não quer que te consiga um copo de gelo ou um limão para acompanhar isso? — Eu perguntei a ele, sorrindo. Eu sempre ficava mais à vontade com homens que não estavam atraídos para mim. Ele sorriu de volta. — Assim está bom, mas obrigado. Continuei pelo corredor, verificando todos para ter certeza que não precisavam de nada. Eu podia sentir seus olhos em mim o tempo todo. Ele manteve um pequeno laptop para fora na maior parte do voo, mas parecia que ele estava olhando mais a cabine do que a tela do computador. Estranho, eu pensei distraidamente. Stephan e eu nos sentamos depois, para conseguir um momento juntos. Nós dois estávamos olhando para o meu pulso. — Eu sei que é embaraçoso para você falar, mas ele foi bom para você na sua primeira vez? Doeu muito? — Stephan me surpreendeu perguntando. Mas seu tom era sério e preocupado, então eu senti uma necessidade de lhe responder. Eu encontrei o olhar preocupado de frente. — Não foi dolorido. — eu finalmente respondi com cuidado. — Mas foi bom. Ele era bom. Ele é incrível na cama. Ele faz coisas... que não são necessariamente as coisas normais. Coisas que eu amo, embora eu não tenha certeza se eu deveria. — Eu tinha sido deliberadamente vaga, mas de alguma forma eu ainda senti que tinha compartilhado muito, e eu corei, olhando para baixo. Ele acariciou minha mão. — Não há provavelmente nenhuma razão que você não sinta a necessidade de estar com um homem como ele. Talvez essas coisas que ele faz cumpram uma necessidade para você. Não há nada para se

envergonhar. Somos todos moldados pelas nossas infâncias. Aceitar suas preferências não é a mesma coisa que ser uma vítima. Enquanto você gosta do que ele faz, e não prejudicá-la, eu digo para você deixar ir e se divertir. Você merece. Eu descansei minha cabeça em seu ombro. — Você sempre me faz sentir melhor. — eu disse a ele. Eu me perguntava, com uma quantidade surpreendente de pânico, se eu ia mesmo ter a oportunidade de me divertir daquele jeito novamente. — Idem, Botão de ouro.

CAPÍTULO DEZESSETE Sr. Desesperado Nós pousamos cedo. Parecia provável que realmente iríamos chegar em casa no horário previsto, com o avião já liberado. Minhas esperanças foram de curta duração, no entanto, quando fomos informados que iríamos adiar a partida por pelo menos uma hora. Tempestades estavam cobrindo a nossa rota para casa, embora o clima em Washington estivesse agradável e calmo. Os comissários de bordo da classe econômica decidiram se aventurar no aeroporto para matar o tempo. De repente nos encontramos com muito tempo, quando um minuto atrás, tinha sido uma corrida. Recusei o convite para me juntar a eles, querendo apenas me sentar e olhar o meu telefone com relativa privacidade. Os pilotos se juntaram a eles. Stephan ficou a bordo comigo, sentado no assento de primeira classe ao lado do que eu estava descansando. Eu peguei minha mochila de vôo, e a abri na frente dos meus pés. Com medo, eu peguei meu telefone e liguei. Eu tinha uma chamada não atendida, um correio de voz, e duas mensagens de texto. Eu verifiquei o correio de voz em primeiro lugar. Eu tive que me esforçar em manter minha respiração, quando a voz de James soou no meu ouvido. — Hey. — ele começou. Houve uma longa pausa antes de continuar. — Eu não quero que você pense que eu sou um tarado ou qualquer coisa assim, mas eu gostaria de ouvir a sua voz, se você tiver algum tempo para me ligar quando estiver no chão. Eu não consigo parar de pensar em você. Eu sei que você está voando e seu telefone está desligado, mas eu ainda não consegui me impedir de ligar. Eu quero ver você hoje à noite. Tenho certeza de que você está dolorida. — Sua voz engrossou de repente. — Eu preciso beijar cada parte

do seu corpo que eu deixei ferida hoje. — Ele limpou a garganta. Minha mão estava tremendo. — Eu espero que você pense em mim cada vez que doer quando você se sentar. Estou com saudades. — A mensagem terminou, e eu abaixei o meu telefone com a mão trêmula. Aparentemente, ele não terminou comigo, depois de tudo. Minha sensação súbita e profunda de alívio foi humilhante, mas impossível de ignorar. Stephan estava inclinado, escrevendo ao meu lado. Ele gostava de deixar sua papelada de vôo em ordem. — Tudo bem? — Ele me perguntou sem olhar. — Sim. — Eu disse, minha voz sussurrada. Olhei para o meu telefone para verificar as minhas mensagens. Elas eram de James, também. James: Como você está? Você gostou do seu presente? James: Pensando em você. Você foi incrível a noite passada. Absolutamente perfeita. Eu não consigo parar de pensar nisso. Estou tendo muita dificuldade para conseguir trabalhar. Eu nunca estive tão distraído na minha vida. Eu estava lendo a minha segunda mensagem, talvez pela sexta vez, quando meu telefone tocou na minha mão, me assustando. Quando eu vi que era James, minha mão foi para o meu coração batendo forte. Eu respondi depois de um momento de indecisão agonizante. — Olá. — eu disse, minha voz ofegante. — Bianca. — James respirou, sua voz profunda soando encantada. — Eu não achei que eu fosse capaz de falar com você. Como você está se sentindo? — Bem. — eu respondi. Olhei para Stephan, e depois me levantei, andando para a parte de trás do avião. — Você está sofrendo? — Perguntou. — Estou muito dolorida. — eu disse a ele. Ouvi sua respiração parar. — Posso ir a sua casa esta noite?

Eu suspirei com pesar. — Estamos atrasados em DC. Não há como dizer que horas vou chegar em casa, por isso hoje não é bom. Eu tenho que correr para resolver algumas coisas na parte da manhã, mas eu devo estar livre amanhã à noite. Nós estávamos prontos para pedir um dia de folga amanhã, mas acho que não será possível com esse atraso. — Apenas me ligue quando chegar em Las Vegas. Eu posso ir mais tarde. — Eu vou estar cansada e irritada. — Eu tenho que sair. Me ligue quando chegar em Las Vegas e estiver em terra. — ele disse, sua voz saindo como dominante, tornando-se uma ordem. — O que você tem que resolver na parte da manhã? Talvez eu vá junto. — Será em lugar público. — eu disse, dando um soco na sua insistência de nos encontramos apenas em privado. Ele fez um som tsking por telefone. — O motorista pode nos levar. Eu venho com o carro para o meu escritório amanhã e termino alguns trabalhos, enquanto você faz suas compras ou o que você precisa fazer. Eu bufei. — Isso é bobagem. Vou ligar para você quando eu terminar. Eu vou com Stephan. — Ele pode vir junto. Tenho certeza de que ele não se importaria se usássemos o meu carro. Basta perguntar a ele. Você gostou do seu presente? Sua tática de mudar de assunto era impecável, e meus olhos bateram no relógio requintado no meu pulso. — É adorável. Eu tenho o seu relógio em um pulso, e sua marca no outro. — eu lhe disse em voz baixa, sabendo que isso iria deixá-lo louco. O ruído surdo que sangrou em meu ouvido foi gratificante. — Mas eu não posso ficar com ele. Eu não sei nada sobre relógios, mas até eu sei que este daqui é muito caro. Seu tom de voz era firme e dominante quando ele respondeu. — É um presente. Você precisa escolher suas batalhas, Bianca, e você não vai discutir sobre um presente. Eu não vou lhe pedir para trabalhar para mim, ou para ficar sem fazer nada, sendo apoiada por mim, mas vou lhe dar quantos presentes eu bem entender. O preço do relógio não é nada para mim, mas escolher algo que você acha que é lindo me faz muito feliz.

Eu pensei por um longo momento. Eu só poderia ceder? Eu mentalmente me preparei para fazer isso. Eu estava fazendo sexo com um homem que tinha uma quantia obscena de dinheiro. Eu ia ter que me comprometer algum dia. E eu só iria devolver tudo o que ele me deu, quando parássemos de nos ver. Esse pensamento fez a concessão mais fácil. — Tudo bem. Obrigada. O fundo é a cor de seus olhos. Você fez isso de propósito, para eu pensar em você o tempo todo? Ele riu, um som, aliviado e alegre. — Vou usar todos os truques sujos do manual para ficar na sua cabeça. Mas isso não me ocorreu. Eu gostei, no entanto. Pense que está olhando nos meus olhos quando te faço gozar, cada vez que você olhar a hora. — Oh. — eu respirei, presa com a imagem. — Você está molhada? — Ele perguntou, seu tom brincalhão mudando para sério em um instante. Bastardo Mal-Humorado. — Sim, Sr. Cavendish. — Você está sozinha? — Ele exigiu. Eu olhei para frente do avião, em seguida, olhei para a galeria atrás. Stephan não se moveu, e não havia mais ninguém no avião. — Relativamente. Eu estou na cozinha, e Stephan na primeira classe. Todos os demais deixaram o avião para conseguir comida. — Essa cozinha tem uma cortina? — Ele perguntou, quase à toa. — Mmhmm. — Minha voz estava um sussurro necessitado. — Abaixe a cortina atrás de você. — ele ordenou. Eu abaixei. — Agora levante sua saia e acaricie seu sexo levemente. — Engoli em seco, mas levei uma mão para obedecer. Eu estava sensível ao toque, mas tão molhada com sua voz, que ainda me sentia bem. — Agora, enfie dois dedos dentro. — Eu, ofeguei. — Isso dói? — Sim, oh sim. Está muito sensível. — Oh, baby, eu quero beijá-la. Se acaricie suavemente. Mantenha ela quente para mim. — Sua voz estava ficando mais áspera e grossa, e eu me perguntei se ele estava tocando a si mesmo.

Eu perguntei a ele. — Sim. — ele rosnou. — Mas eu não vou me masturbar. Estou guardando tudo isso para você. Eu vou esperar, mesmo que você esteja fora de ação por alguns dias. Pare de se tocar agora. Você é como um gatilho, e eu não quero que você goze, até você me ver novamente. Obedeci, fazendo um pequeno som de protesto na minha garganta. — Eu preciso manter meu pênis fora de você por alguns dias, enquanto esta se curando, mas há muitas outras coisas que ainda podemos fazer. Eu vou te comer até que você me peça para parar. E eu tenho essa fantasia de gozar entre seus seios deliciosos. Você não vai se arrepender com minha insistência em ir a sua casa esta noite, eu prometo. Eu fiz um pouco de barulho na minha garganta. Se era um som de acordo ou frustração, eu não poderia dizer. — Que dia você voa de volta para Nova York? — Ele perguntou, depois que minha respiração se acalmou. Ele soou como se não tivéssemos falando nada particularmente pessoal há apenas alguns momentos antes. Maldito controle, eu pensei. — Na noite de quinta-feira. Eu tenho três dias de folga depois de hoje, mas eu preciso pegar pelo menos mais um turno, além do que estamos trabalhando hoje, provavelmente na quarta-feira. Ele fez um som de desaprovação, mas apenas disse. — Então você tem dois dias de folga depois de hoje? —É. Quando você volta a Nova York? — Na noite quinta—feira. —Ah.— Fiquei surpresa. — Em meu voo? — Sim. O vôo noturno, correto? — Sim, o mesmo da semana passada. Quanto tempo você pode continuar fazendo isso? — eu perguntei, me referindo ao seu hábito recente de me seguir em todo o país. — Bem, eu tenho boas pessoas trabalhando para mim, então eu acredito que serei capaz de fugir com você por um tempo. Eu posso fazer maravilhas

com apenas um telefone e um computador hoje em dia. Existem algumas vantagens em ser o chefe. E tempos desesperados exigem medidas desesperadas. — Tempos desesperados? — Eu questionei. — Oh, sim. Você me faz absolutamente desesperado, Bianca. Eu nunca havia perseguido uma mulher antes de te conhecer. Estou carregando um par cortado de sua calcinha no meu bolso agora. Eu estava com medo até de perguntar a ele sobre isso. Ouvi vozes, e olhei por entre as cortinas. A tripulação voltou, carregando sacos de comida e café. — A tripulação está de volta. — eu disse a ele, reajustando minha saia e, em seguida, a cortina como estava. — Eu provavelmente preciso ir. Ele fez um som frustrado no meu ouvido. — Me ligue quando estiver de volta em Vegas. — ele me disse. Ele amaldiçoou. — Esta espera vai me deixar louco. — Tchau. — eu disse, desligando rapidamente, quando Brenda se aproximou da cozinha da cabine de trás. Ela pareceu surpresa ao me ver ali. Eu levantei meu telefone. — Estava atendendo uma ligação. Eu tenho uma tendência a andar enquanto falo no telefone. Ela sorriu. — Eu faço isso também. Você ainda pode ter tempo tentar pegar algo no aeroporto, se você se apressar. Eles estão estimando em uma hora e meia de atraso agora. Eu gemi. Ela se sentou em seu assento para pousos e decolagem, puxando um sanduíche de um saco de papel. Ela acenou para o sanduíche. — Este lugar é bom. É do outro lado do portão. Eu balancei a cabeça um agradecimento, e fui para a frente do avião. Meu telefone soou uma nova mensagem de texto para mim. Eu olhei para a tela. Sentei-me em um dos assentos da classe econômica para ler. James: Desligue o telefone assim novamente e vai ganhar um castigo também.

Bianca: Desculpe. Reação instintiva ao ver colegas de trabalho no meio de uma conversa suja. Você vai me punir esta noite, então? James: Não. Você está fora de ação até que eu tenha certeza que você já se recuperou de todo o caralho duro que fizemos ontem à noite. Você gostou do chicote? Bianca: Eu sou parcial para o chicote. Quantos golpes vou receber por desligar na sua cara? James: 10. Bianca: Eu amo o chicote, mas eu quero que você use o quanto quiser em mim. Eu quero agradar você. James: Você agrada. Não duvide. E eu vou usar o quanto quiser de você. Eu mal posso esperar para você entrar em meu apartamento em Nova York. Eu tenho um playground para nós lá. Bianca: Seu quarto em Las Vegas parecia um playground James: Foi só um aperitivo, Botão de ouro. Eu não sabia o que dizer depois disso, então eu coloquei meu telefone no bolso do meu colete, voltando para a frente do avião.

CAPÍTULO DEZOITO Sr. Possessivo Depois de vários ditos e desmentidos, nós não deixamos DC até que estávamos com bem mais de três horas de atraso em nossas mãos. Eventualmente, Stephan e eu descemos brevemente do avião, para conseguir um sanduíche e uma boa xícara de café. O café do avião não era ruim, mas apenas se nada melhor estivesse disponível. Eu vi o homem do assento 1A ainda perto do nosso portão. Acenei para ele educadamente, mas achei estranho que ele ainda estivesse por lá. Estávamos atrasados, mas ele já estava em seu destino. O que ele estava fazendo, ainda pendurado para fora do portão de embarque, depois que tinha chegado? Ele estava falando com um outro homem, que estava próximo dele, uma cópia de si mesmo. Ambos com mais ou menos o mesmo tamanho, o mesmo cabelo escuro, e usando ternos e gravatas semelhantes. Eles me lembraram tanto os agentes de lei, que eu cutuquei Stephan com meu cotovelo. — Nós estamos viajando com Oficiais no vôo? Ele seguiu meu olhar, avaliando os grandes homens. Ele balançou a cabeça. — Se nós estamos, não me informaram ainda. E com o atraso, eu não posso imaginar porque eu não saberia até agora. No entanto, eles com certeza se parecem com Oficiais. Provavelmente estão viajando como agentes do FBI ou algo assim.

Isso fazia sentido, por isso eu mantive isso na minha mente. No entanto, eu quase esbarrei neles, quando peguei o meu sanduíche. Eles estavam na fila atrás de mim, e eu ainda não sabia o que eram. Eu balancei a cabeça educadamente para eles quando passava. Ambos acenaram de volta, um deles com um telefone ao ouvido. — Tudo bem, Senhor, ela está muito bem. Nenhum problema até agora. Sim, senhor. — ele estava dizendo. Voltamos para o avião depois, e nos sentamos para comer nossas guloseimas. A multidão que atravessamos era grande e inquieta. Atrasos nunca tornavam um voo agradável. Não havia nada que qualquer um de nós pudesse fazer sobre o tempo, mas um monte de passageiros tende a se sentir pessoalmente ofendido pela inconveniência, e os ânimos não estariam a nosso favor no longo vôo de volta para casa. Afastei o pensamento no tranco. Era tudo parte do trabalho. Foi um alívio finalmente decolar, e ter algo para fazer além de esperar e verificar se tinha mensagens em meu telefone. James não tinha me mandado nenhuma nova mensagem. Finalmente, cerca de uma hora antes da partida, eu desliguei o meu telefone, pois tinha que sair para fazer a verificação do vôo. As primeiras três horas foram um borrão ocupado da atividade. O homem do assento 1A tinha sido substituído pelo homem que ele tinha falado no aeroporto. Ele se comportou de uma maneira quase idêntica, inclusive comendo de forma semelhante, aceitando toda a comida que servimos, e bebendo apenas água. Uma vez, ele desviou, pedindo um café preto, mas essa foi a única diferença entre os dois passageiros. Stephan achou a troca de agentes estranhas também. — O cara que estava no 1A está na parte de trás do avião agora. Que é onde esse cara se sentou no último voo. Eu olhei para ele com os olhos arregalados. — Devemos nos preocupar? Ele fez uma careta. — É estranho. Mas eles estão muito calmos e bem comportados, até agora. Se isso mudar, eu vou falar com os pilotos. Quem sabe, talvez eles estejam entregando algo em DC. Ou pegando alguma coisa.

Tivemos uma pequena pausa, então voltamos a ficar ocupados novamente. Eu estava apenas guardando meu carrinho que havia passado para recolher as coisas, quando eu senti as rodas do avião saindo para o pouso. — Vamos, Abelhinha. — Stephan me disse, já abrindo nossa cadeira. Sua voz tinha um apelo fraco. Ele sempre ficava nervoso se eu empurrava e dobrava a cadeira no último minuto. Sr. Segurança. Eu tinha dito a ele sobre o plano de James para nos levar em nossa missão na parte da manhã. Ele parecia animado com a ideia, que foi um alívio. Se Stephan gostasse de James, tudo ficaria muito mais fácil. Não importa o quão pouco tempo o arranjo durasse. Tínhamos desembarcado e estávamos no ônibus da tripulação, quando me lembrei de ligar o meu telefone. Eu tinha perdido três ligações, e uma mensagem. As ligações foram feitas pouco antes da partida, e a mensagem em algum momento durante o longo voo. James: Por que você desligou o telefone uma hora antes de fechar a porta do avião? Minha testa franziu. Eu tinha feito isso para não ficar tentada a olhar o meu telefone a cada cinco segundos, mas como ele sabia disso? Eu imaginei que ele poderia ter rastreado o vôo com bastante facilidade online. Perseguidor, pensei, e me preparei para responder. Bianca: Pare de ser um perseguidor. Eu espero que essa mensagem não o acorde, mas estamos de volta em Las Vegas. Ele respondeu quase que instantaneamente. James: Eu vou encontra-la em sua casa. Eu lhe disse para me mandar uma mensagem assim que pousasse em Vegas. Bianca: Eu estava trabalhando aqui. Você não pode me mandar no meu trabalho. James: Como você está errada. Experimente. Eu vou bater em você na sua cozinha.

Eu afastei meu telefone. Isso estava indo a lugar nenhum, e eu estava em um ônibus cheio de colegas de trabalho. Ignorei os próximos dois sons que indicavam nova mensagem. Stephan nos levou para casa em silêncio. — Vou dormir até amanhã. Me mande uma mensagem quando quiser sair amanhã. — ele me disse, enquanto parava em sua casa. — Pode deixar. — eu disse, saindo do carro. Eu congelei quando me aproximei da minha própria casa. Um SUV preto estava estacionado em frente a ela, motor funcionando suavemente. Um calafrio percorreu minha espinha. — Stephan. — eu chamei, minha voz em pânico. Eu podia ouvir seus passos correndo rapidamente, quando ele chegou atrás de mim. James saiu da parte de trás do SUV, e eu me senti quase fraca com o alívio. Stephan amaldiçoou alto atrás de mim. — Deus, eu pensei por um segundo que... — A voz de Stephan sumiu. Eu só balancei a cabeça, sem olhar para ele. Eu sabia o que ele pensava, o que nós dois pensamos, por um momento terrível. Eu tentei minimizá-la, quando James se aproximou de nós. — Tudo bem? — Ele perguntou. Nós dois apenas balançamos a cabeça. Ele acenou para Stephan, enquanto caminhava ao meu lado, colocando a mão firme na minha nuca. Ele gosta esse ponto, eu pensei, eu me inclinei um pouco na direção de seu controle. Ele me deu um olhar quente em resposta. — Boa noite, Stephan. — ele disse educadamente, me levando para longe. — Boa noite. — Stephan respondeu de volta. Ele nos levou até a minha casa, e eu digitei o meu código de segurança e abri as fechaduras.

— Muito bom. Eu gosto da sua segurança. — disse James atrás de mim. Eu pensei que ele gostaria. — Eu gosto de me sentir segura na minha casa. — eu disse levemente. Abri a porta, e fui direto para o meu quarto, onde eu guardava minha mochila de vôo, quando eu estava em casa. — Eu gosto da sua casa. — James me falou da sala de estar, repetindo o que falei quando entrei ma sua casa. Eu me aproximei dele, após largar a minha bolsa. Sorri, embora meu sorriso não atingisse os meus olhos, quando eu aceitei o elogio. Ele provavelmente achava que era um armário comparado com o dele. — É pequeno, mas é meu. Ele olhou para a coleção de aquarelas que eu tinha pendurado em cima da minha lareira. — Elas são excelentes. — disse ele, estudando as pinturas atentamente. — Obrigada. — eu disse, corando. Eu não tinha colocado as minhas próprias pinturas em toda a minha casa com a intenção de alguém como ele vê-las. Ele estava estudando atentamente uma coleção de paisagens desérticas, com o foco em cores. Havia um número suficiente delas, e elas eram pequenas o suficiente, para que eu as arrumasse em um sol de mosaico. A maior parte das pinturas eram de algumas das montanhas que cercavam o vale de Vegas. Eu tinha exagerado nas cores, tornando-as mais profundas e mais ricas, quase um caleidoscópio. Em outros, eu tinha pintado closes de plantas individuais, com as mesmas cores ricas. — Você fez isso? — Ele perguntou, parecendo surpreso. Eu balancei a cabeça, andando até a mesa ao lado do sofá, para endireitar alguns livros que estavam espalhados e perdidos por lá. Eu não estava limpando por causa da companhia dele, apesar de viver sozinha, eu tendia a manter as coisas organizadas. — Estou impressionado. Você tem mais?

Eu dei de ombros. — É apenas um hobby. Você vai ver que a minha casa é cheia deles. Eu sei que eles são amadoras e simples, mas é uma maneira barata de decorar a minha casa. E a pintura é um bom tranquilizante para mim. — Eu não acho que elas sejam amadoras. Eu acho que eles são encantadores. — Sua voz era calma, e eu queria acreditar nele, mas eu disse a mim mesma que ele estava apenas suavizando as coisas para me elogiar, e que ele provavelmente não quis dizer exatamente isso. — Hmm, obrigada. — eu disse, desconfortável. Eu não queria gostar dele mais do que eu já gostava. — Posso ver mais? — Ele perguntou, sorrindo para mim calorosamente. — Eu estou exausta. — eu disse a ele, hesitante em lhe mostrar mais alguma coisa. Eu estava começando a me perguntar por que eu tinha concordado com ele passar a noite aqui tão facilmente. Isso já estava começando ficar muito estranhamente íntimo para o meu gosto. Ele franziu a testa. — É claro. Sinto muito. Eu posso vê-los amanhã. Vamos levar você para a cama. Eu já estava indo para o meu quarto, desfazendo a minha gravata enquanto andava. Eu fui até o armário, tirando minhas roupas do trabalho e deixando cair, enquanto andava. Eu podia sentir James me olhando por trás. Ele já tinha visto tudo, mas eu ainda me sentia estranhamente envergonhada. Eu ignorei a sensação, tirando tudo, até que eu estava apenas com minhas meias. Eu desfiz minha cinta-liga, deslizando as meias com cuidado. Eu odiava quando puxava o fio. Elas eram caras e poderiam durar, se eu as tratasse com cuidado. James ainda estava completamente vestido, de braços cruzados, quando eu terminei. Ele só estava me observando. Eu me senti terrivelmente estranha. Devo vestir algo para ir para a cama? Ou seria bobo? Eu desabotoei meu sutiã, deixando-o cair ao chão. Eu usava nada além de uma calcinha fio dental de renda preta, então, e eu não conseguia ler o olhar fixo de James.

Eu passei por ele, me encostando levemente, me aproveitando de sua passividade. Isso me deu o estranho desejo de incitá-lo a agir. Tirei meu relógio novo e meus pequenos brincos, colocando-os em uma gaveta na minha escrivaninha do lado externo do meu banheiro. Depois limpei a maquiagem do meu rosto e hidratei minha pele. Ele ainda só me olhava atentamente. Eu escovei meus dentes e subi na cama. Eu deitei, e ele veio para ficar em pé ao meu lado, apenas me olhando. Estava positivamente me atiçando. Eu segurei os meus seios, apertando os mamilos. Eu vi uma reação em seu rosto. Ele sibilou em uma respiração. Ele tirou sua camisa escura, com decote em V, em um movimento suave. — O que você quer fazer com eles? — Eu perguntei a ele, tornando meu toque ainda mais bruto nos meus seios, enquanto me acariciava. — Foda-se. — ele amaldiçoou, arrancando suas calças. — Continue fazendo isso. Eu fiz, e ele estava nu em tempo recorde. Ele subiu em cima de mim, montando minha caixa torácica, sua ereção enorme e dura entre meus seios. Suas mãos foram sobre o meu corpo, e ele empurrou meus seios ao redor de seu pênis, empurrando uma, duas vezes. Engoli em seco. Eu não sabia que as pessoas fizessem isso, mas eu estava loucamente excitada. Não há uma polegada do meu corpo que ele não queira transar. Era um pensamento inebriante. Ele recuou, rastejando pelo meu corpo, e eu protestei. — Silêncio. — ele me disse, jogando minhas pernas sobre seus ombros, e escondendo o rosto entre as minhas coxas. Ele começou a lamber suavemente. Ele levantou a cabeça depois de apenas alguns golpes de sua língua, apoiando o rosto na minha pélvis. — Isso dói? — Não. — eu ofeguei. Ele voltou ao trabalho, lambendo cada dobra até que eu estava segurando seu cabelo e à beira do orgasmo.

Ele falou em meu núcleo. — Venha. — ele me disse, acariciando meu clitóris com um dedo talentoso. Era um toque suave, mas foi o suficiente. Eu vim, gritando com voz rouca. Ele tinha o meu corpo sintonizado com seu toque como um instrumento. Era inebriante, e alarmante. Ele esfregou sua ereção ao longo do meu sexo com muito cuidado. Ele se arrastou de volta o meu corpo, colocando seu membro úmido no meu peito. Ele segurou o meu seio, seus olhos inescrutáveis. — Eu vou foder cada parte do seu corpo. Nenhuma parte será deixado intocada por mim. — Toda esta noite? — Engoli em seco. Ele riu, me dando um sorriso malicioso. Homem caprichoso. — Não. Não há pressa. Eu pretendo tomar meu tempo, violando cada centímetro de você. — Com esse pronunciamento ameaçador, ele começou a empurrar constantemente. Meus olhos atropelaram em seu belo corpo, enquanto ele se mexia, seus músculos trabalhando extraordinariamente. Seu abdômen flexionado com cada movimento, seus braços arqueando, enquanto trabalhava meus seios em posição para seu pau. Eu não sabia onde colocar minhas mãos, então eu corri por toda parte, saboreando sua carne dura com minha mão. — Olhe para mim. — ele me disse, quando meus olhos tinham vagado por muito tempo. — Eu amo seu corpo. — eu disse a ele. Ele gozou em meu peito, nem mesmo tentando conter a semente quente que revestiu meus seios em jorros. Quando ele terminou, ele se mudou mais para baixo para se esfregar em meus quadris. Ele estudou os meus seios molhados, então começou a esfregar, cobrindo meu peito e costelas. — Mmm...— ele murmurou, ainda esfregando. — Meu! Não demorou muito para que o líquido pegajoso começasse a descer. — Não se mova. Hora de te limpar. — Ele saiu e voltou rapidamente com panos úmidos quentes, me limpando completamente. Ele deve ter encontrado as pequenas toalhas sob minha pia do banheiro, notei já um pouco desconectada. Ele estava muito a vontade na minha casa,

vasculhando minhas coisas sem pedir. Eu não tinha a energia para reclamar e, além disso, sua eficiência era muito conveniente, para eu não apreciar o momento. Fechei os olhos, pronta para dormir. Ele se deitou ao meu lado, puxando meu corpo em direção ao seu peito, e jogando o braço em cima de mim. — Minha. — ele sussurrou em meu ouvido. Eu flutuava em um sono profundo prazerosamente.

CAPÍTULO DEZENOVE Sr. Implacável Já estava completamente claro lá fora quando acordei. Me estiquei, sentindo dor, mas era gostosa. Eu estava sozinha na cama, mas eu podia sentir o cheiro de café. Eu coloquei a primeira coisa que vi no meu armário. Era a camisola de algodão fino, que eu tinha usado no hotel, a primeira noite que eu passei com James. Eu fiz meu caminho lentamente para a cozinha. Ela estava vazia, então eu entrei na pequena sala de jantar adjacente. Me inclinei na porta, para mergulhar na visão que me recebeu lá. James usava apenas uma cueca boxer cinza escuro. Até sua cueca parece cara, pensei. Ele segurava uma caneca de café na mão, a outra mão correndo incansavelmente pelo seu cabelo cor de areia. Ele estava estudando as pinturas que eu havia disposto nas paredes. Estudei seu corpo impecável. Completamente bronzeado, claro. E arregalei os olhos com a visão dos seus músculos bem definidos. Mas também era elegante, de alguma forma, como o resto do corpo. Sua bunda parecia esculpida em pedra. Inexplicavelmente, eu queria mordê-la, mas eu abafei o desejo estranho. Eu lambi um dedo quando me aproximei dele, em seguida, esfreguei duro na pele de seu ombro. Eu conhecia um monte de meninas que faziam bronzeamento artificial. Se fosse o seu caso, uma fricção vigorosa iria revelar seu segredo. A sombra bonita dourada não saiu. James me lançou um olhar perplexo sobre seu ombro. — Está se divertindo ai? — Ele perguntou.

Baixei a mão, sorrindo timidamente para ele. — Desculpe. Não se preocupe comigo. Ele afastou as minhas ações estranhas no tranco, voltando para estudar a parede novamente. Ele se virou para olhar para mim. Seus olhos eram intensos. — Você os vende? — Ele acenou com a mão para a parede coberta com minha arte. Eu balancei a cabeça. — Não. É apenas um hobby. Ele apenas levantou uma sobrancelha para mim, levantando a xícara de café. — Eu fiz café. Eu balancei a cabeça. — Obrigada. Caminhei até a cozinha para fazer uma xícara. Ele foi atrás de mim, beijando o lado do meu pescoço. — Como você está se sentindo? — Ele murmurou contra a minha pele. — Bem. — eu respondi, tomando um longo gole do líquido escuro. — Foi uma tortura, sair da cama com você ali. Eu queria que você acordasse comigo dentro de você. Mas isso vai ter que esperar. Você ainda está muito ferida. Eu esfreguei minhas costas contra seu peito. — Como você sabe? — Eu perguntei a ele. Ele relaxou. — Eu estou supondo isso, eu não sei. Ele suspirou, um som pesado, então se afastou. — Você vai me levar para um passeio? Eu quero conhecer a sua casa. Dei de ombros, o pensamento me fazendo auto-consciente. Eu amo a minha casa, e ela era relativamente nova, e em boa forma, mas em comparação com o que ele estava acostumado, ela devia parecer realmente pobre. Ainda assim, eu mostrei a ele. A sala de jantar e cozinha interligada, e a sala de estar logo após a porta de entrada, por isso foi uma visita muito rápida. Eu tinha meus quadros

pendurados em todos os lugares, e ele parou muito tempo, para estudar todos eles. — Eu não sei se gosto de você ter tantas fotos de outro homem pendurado por toda a sua casa. — ele me disse com uma sobrancelha levantada. Corei, mas só porque eu me lembrei da imagem que eu tinha começado de James em uma armação no meu quintal. Eu tinha esquecido de trazê-la para dentro, e eu me preocupei brevemente se o tempo a arruinou, desde o dia que me afastei. Eu não queria que ele a visse, mas eu queria ainda mais que ela não tivesse sido arruinada, no entanto. Eu verifico isso mais tarde, eu decidi rapidamente. Quanto ao seu comentário sobre o punhado de fotos que eu tinha de Stephan por lá, eu só ignorei. Eu não me dignei a responder aos comentários sobre Stephan e eu. Ou ele estava brincando, ou ele estava com ciúmes. Não importa. Se ele tinha um problema com Stephan, eu estaria lhe mostrando a porta de saída. — Vocês dois estão de alguma forma relacionados? — James perguntou, a pesca de alguma coisa, o que me fez ficar tensa. — Não pelo sangue. Ele é a minha família, no entanto. Minha única família. — Eu estava com o peito apertado, enquanto eu observava seu rosto por uma reação. Este era o momento para nós, em que teríamos um acordo ou nenhum acordo. Ele apenas acenou com a cabeça, parecendo pensativo, mas me fazendo relaxar instantaneamente. — Eu gosto dele. Parece que ele te protege. — ele disse finalmente. Eu me senti tão aliviada, que me assustei. Eu não queria lhe indicar a porta de saída desta maneira. Esse pensamento me fez entrar em pânico. — Você não tem ideia. — eu disse a ele. Seus olhos ficaram aguçados, e ele ficou tenso. — O que você quer dizer? Eu gostaria de ter uma ideia, por favor. Eu só balancei a cabeça, mentalmente me chutando por dizer algo tão inábil. Falar que ele não tem nem ideia, simplesmente deixaria um homem como ele louco, então eu dei com uma resposta aceitável.

— Apenas que nós estamos juntos desde que tínhamos 14 anos, e ele sempre foi protetor comigo, desde o dia em que nos conhecemos. — Juntos? O que isso significa, exatamente? Eu dei de ombros. — Você sabe, inseparáveis. Melhores amigos. Ele estendeu a mão e agarrou a parte de trás do meu pescoço levemente. Seu toque era leve, mas seus olhos eram duros e astutos. — O que eu tenho que fazer para você se abrir comigo? — Ele perguntou baixinho. Eu não gostei dessa linha de conversa. Minha mente trabalhava furiosamente para tentar sair dela. — Eu imagino que você é tão fechado como eu sou, Sr. Cavendish. Então, diga-me. O que faria você se abrir com alguém? — Eu perguntei, pensando que a tática deveria funcionar bem. Eu imaginava que a resposta de James seria a mesmo que a minha. Nada. — Por você, eu faria uma troca de informações. Você compartilha alguma coisa, eu faço o mesmo. Soa justo? Eu olhei para ele, inquieta. Involuntariamente, eu estava tentada. Dentro de um limite. — Posso escolher a informação que eu vou dar? — Perguntei—lhe com cautela. Ele deu de ombros. — Vou aceitar assim, se é tudo que eu vou ter. Eu vou fazer o mesmo. Vou começar. Meus pais morreram quando eu tinha treze anos. Fiquei com um primo mais velho como guardião. Eu o detestava. Ele morreu um ano e meio mais tarde, e foi um dos melhores dias da minha vida. Eu não gostava de meu tutor seguinte, minha tia Mildred, mas ela era uma santa em comparação com o primeiro. Meus olhos se arregalaram em choque. Era uma revelação aleatória e estranhamente pessoal, me dando algumas dicas sobre ele. Eu sinceramente esperava que ele não tivesse expectativa que eu fizesse a mesma coisa. Eu pensei muito em alguma coisa para dizer a ele, e que eu podia suportar revelar. Suspirei pesadamente quando percebi que a melhor maneira era distraí-lo.

— Comecei a pintar um retrato seu. Está no quintal. É constrangedor, mas eu não conseguia parar. — eu disse a ele. Foi um mal menor, de longe, de todas as coisas que tinham vindo na minha cabeça. Ele sorriu, e era um sorriso de parar o coração. — Então você pensa em mim, pelo menos um pouco, quando eu não estou perseguindo você implacavelmente. — Ele foi para o meu quarto, onde havia uma porta deslizante de vidro para o quintal. — Um segundo. Eu preciso desligar o código. Eu fiz isso rapidamente. — Eu mencionei como eu gosto de sua segurança? — James me disse, enquanto se aproximava de mim, no meu quarto. Ele estava abrindo a porta com barras trancada, que passava por cima do meu vidro deslizante. Era uma coisa feia de se olhar, mas que me fazia sentir segura, e essas barras se tornaram populares em Las Vegas, devido a um número excessivo de arrombamentos, por isso era bastante comum vêlas. Elas nem sequer faziam a minha casa se destacar. Eu tinha as barras grossas montadas na porta do meu quarto, e cobrindo todas as minhas janelas. — Feliz em agradá-lo. — eu disse a ele, e ele me enviou um olhar quente. — Você não tem ideia, Bianca. — ele repetiu as minhas palavras anteriores, de volta para mim. Eu sufoquei o impulso de responder que eu gostaria de ter uma ideia. Ele caminhou diretamente para o cavalete sem pedir. Eu apenas o segui. Foi realmente um preço pequeno a pagar pelo que ele tinha me dado. Ele era órfão como eu, e também teve um tempo ruim. Não desabrigado, mas talvez mais sozinho. Ele não tinha sido abençoado em encontrar um Stephan, como eu tinha. Ele estudou a pintura, como ele fez com todas. Atentamente. Era apenas um esboço dele até agora, apenas o rosto e parte do seu tronco, usando uma camiseta com decote em V, como às vezes ele usava. Ele cantarolava baixo em sua garganta. — É muito bom. Você ia me dar quando terminasse? Eu balancei a cabeça. —Eu iria pendurá—la no meu quarto para me masturbar. — eu disse a ele, meio brincando.

Sua reação foi gratificante. Ele me lançou um olhar que era puro calor e apreciação. — Sempre que quiser que eu pose para você, basta me avisar. Eu brilhei com sua oferta. — Sim, eu farei isso. Eu consigo resultados muito melhores, quando eu pinto com meu assunto em mãos. Fiz um gesto com a vista das montanhas atrás da minha casa. — É por isso que eu tenho muitos quadros delas. — Eu tentei ter coragem de lhe pedir para posar nu, mas não consegui fazê-lo. — Você tem um quarto extra que não me mostrou. Mostre para mim. Eu torci o nariz para ele. Ele era implacável, me pareceu, querendo explorar cada detalhe da minha vida. Ele tocou meu nariz com um dedo. — É tão bonitinho quando você faz isso. Meu nariz enrugou mais, mas então eu tentei alisá-lo. Ser chamada de bonitinha por isso apenas não me agradou muito. Na verdade, meio que me incomodou. Quantas garotas bonitas passavam por ele em uma semana? Eu suponho que muitas. — Meu quarto de hóspedes é pequeno, e apenas serve como depósito no momento. Ele basicamente tem todas as pinturas que eu não tenho espaço para pendurar. Ele começou a se mover imediatamente após isso. — Eu adoraria vê-las. Soltei um barulho frustrado, mas o homem sempre fazia o que quer. Me debrucei na porta, enquanto ele rudemente vasculhava meu quarto de hóspedes. Havia uma pequena cama de hóspedes, mas mesmo ela estava coberta por algumas caixas e pinturas. A sala da vergonha para mim. Eu realmente precisava arrumar tempo para organiza-la. James fez um som de prazer, e puxou uma tela para fora de uma das pilhas de muitos quadros encostados na parede. Essa era mais uma razão que eu geralmente fazia aquarelas. Elas precisavam de pouco espaço quando terminava. Apenas um pedaço de papel,

exceto se eu enquadrasse, enquanto meus poucos acrílicos e numerosos óleos em telas passaram a dominar esta sala, minhas aquarelas muito mais numerosas ocupavam apenas um pequeno baú no canto. Era um auto-retrato, eu vi, enquanto ele admirava. Eu me encolhi um pouco. Auto-retratos não eram os meus favoritos. Eu normalmente só fazia quando me faltava inspiração. Eu tinha pintado um de presente há alguns anos atrás. Eu usei uma foto que Stephan tinha tirado quando eu não estava olhando. Eu estava com meu rosto fresco, impassível, e tinha sido interessante me pintar desta maneira, tão enigmática. Eu tendia a me comportar dessa maneira, sabia que as pessoas me viam como inescrutável, mas eu raramente sentia isso. Mas tinha me agradado que outras pessoas me percebiam dessa forma, e por isso eu tinha pintado. Na pintura eu estava encostada em um balcão, do nosso antigo apartamento. Meus braços repousavam sobre o balcão, minha cabeça inclinada para cima e um pouco distante. Mas meus olhos estavam de um azul claro e pálido. Nós estávamos fazendo uma festa em nosso pequeno apartamento, eu recordava. A foto tinha sido a maneira Stephan de tentar me chamar para a diversão. Eu não tinha notado, até que ele tinha tirou várias fotos minha. Eu tinha usado a primeira imagem para fazer a pintura. — Eu quero isso. — disse James suavemente. — Posso comprar de você? Eu lhe dei um olhar afiado. — Isso é ridículo. Você pode pegar, se quiser. Eu nunca penduro auto-retratos. Eu não posso imaginar por que você iria querer isso, no entanto. Onde você penduraria uma coisa dessas? Ele apenas sorriu. — Plural. Então, você tem mais? Revirei os olhos. — Eu tenho. Eles estão aqui, em algum lugar. Como você pode ver, eu não estou com este lugar organizado. Eu não tenho nenhuma ideia de onde qualquer pintura específica esteja. James só começou a vasculhar as minhas coisas com mais foco. Eu suspirei, renunciando ceder ao seu humor estranho em cavar cada parte da minha casa.

— Eu vou preparar o café da manhã. Você pode pegar todos os quadros que você quiser, mas, por favor, não os leve, se você está apenas tentando me lisonjear. — Eu saí antes que ele pudesse comentar.

CAPÍTULO VINTE Sr. Acomodado Fiz presunto e ovos. Eu precisava ir ao supermercado, por isso era a única coisa na minha geladeira. Eu tinha que manter uma cozinha muito limpa, comprando apenas coisas que eu poderia usar imediatamente, ou coisas que durariam por semanas, antes de estragarem. Era uma das necessidades do meu trabalho. Eu fiz uma porção enorme para James, e um prato mais razoável para mim. Eu sabia da minha longa experiência com Stephan, que um homem do tamanho de James, não importa o quão em forma esteja, precisava de um monte de comida. Tive o prazer de encontrar um pequeno bloco de queijo cheddar extra para cobri-lo. Era simples, mas bom. Eu levei os pratos, e duas garrafas de água até o quarto de hospedes. James estava cavando através da confusão com a mesma concentração, como sempre. Eu vi que tinha encontrado quatro fotos para acrescentar à sua coleção. A de cima era um retrato a óleo de um lírio. Eu pensei que era uma escolha estranha para ele, mas eu apenas coloquei o prato em cima da cama , onde ele estava agachando, cavando. Tentei não olhar para ele, enquanto me sentei em outro ponto vazio sobre a cama para comer, meu prato equilibrado em meu colo. Ele ainda só usava sua cueca boxer. Era uma ótima distração. — Eu fiz presunto e ovos. — eu finalmente disse, quando ele continuou a cavar. — Não é nada sofisticado, mas está ficando frio. Ele virou-se, se sentando de pernas cruzadas no chão e agarrando seu prato. Ele sorriu para mim, quase como um menino.

— É como o Natal para mim aqui. Não é sempre que eu acho algo que eu quero e que eu não tenho. Eu posso muito bem acreditar nisso, pensei. Apesar de que eu não podia imaginar porque ele gostou das minhas pinturas. Eu ainda só queria pensar que ele estava tentando me bajular para entrar em minhas calças. Que era, obviamente, desnecessário a esta altura. O que, eu suponho, me confundiu ainda mais. Ele limpou seu prato em curto espaço de tempo. Eu ainda não estava na metade do meu, quando ele deu sua última mordida. — Isso estava fantástico. Obrigado. — disse ele, em seguida, voltou ao trabalho. Eu terminei de comer, depois olhei para as pinturas que ele tinha selecionados até agora. Três dos meus auto-retratos, e um do lírio. Enquanto eu estava estudando, ele encontrou a minha caixa de aquarelas. Ele a abriu como se tivesse todo o direito do mundo. Por alguma razão, eu não tentei impedi-lo. Ele acrescentou mais duas fotos para sua seleção quase imediatamente. Mais auto-retratos, eu olhei. Eu comecei a ficar impaciente, enquanto ele procurava na caixa. Eu estava me lembrando de um auto-retrato bastante embaraçoso, que eu tinha enterrado no fundo. Para escondê-lo. — Eu preciso sair para resolver minhas coisas em breve. Eu não tenho absolutamente nenhum alimento para o almoço, entãaaaaao... — Mmmk. — ele murmurou, mas apenas continuou a cavar. Ele separou mais duas das minhas maiores pinturas da aquarela, colocando-as em sua pilha. Eram paisagens das montanhas de Vegas, bem parecidas com as que eu tinha na minha sala de estar. Eu realmente gostava mais delas, do que os que terminaram acima da minha parede, mas eram muito grandes para o mosaico. Eu sabia que iria saber quando ele descobrisse a pintura que eu estava preocupada. Ele puxou uma pequena pintura, e relaxou, sugando uma respiração afiada. Ele olhou para ela por tanto tempo, que eu andei até ele, verificando para ver se as minhas suspeitas estavam corretas. Elas estavam, é claro.

Era uma pintura não muito grande, do porte do papel de aquarela. Meu único auto-retrato totalmente nu. Olhando para ele, eu não estava tão envergonhada como eu pensei que ficaria. Pelo menos era uma imagem melhor do que eu me lembrava. Eu estava sentada em uma cadeira no meu quarto, de frente ao meu espelho de corpo inteiro. Eu estava sentado ereta, e até mesmo pintei o pincel na minha mão, e o cavalete e a tela que eu estava trabalhando. Meus seios estavam totalmente descobertos, embora as minhas pernas estivessem fechadas modestamente. Modestamente para um nu. Apenas uma sugestão da nudez, do que o que foi revelado. Meu olhar era firme, apesar de levemente arregalado. Minha mão livre estava na minha coxa, apertando. Meus pés descalços estavam arqueados, meus dedos dos pés pintados de rosa. Meu cabelo estava solto, apesar de não cobrir muita coisa. — Excelente! — Disse James, traçando um dedo ao longo da página. — Eu não sei onde posso pendurá-lo. Eu deveria queimá-lo, para que ninguém mais possa vê-lo, mas eu não poderia fazer isso. É muito perfeito. Sua mão disparou da minha perna, para minha bunda e coxas. Eu pulei, assustada. — Você é muito perfeita. Preciso viajar levando ele comigo. Você tem uma pasta que eu possa guarda-la dentro? Cheguei na caixa. Sua mão permaneceu na minha coxa, segurando-a com firmeza, mesmo quando eu dei um passo para frente. Eu tirei uma pasta azul marinho. Eu tinha várias. Elas eram úteis para armazenar aquarelas. — Aqui. Mas se você vai levar a pintura, é justo que eu comece a pintar um nu de você. —Como quiser, Botão de ouro. — ele me disse, virando-se para um beijo duro no meu estômago antes de esconder o nu na pasta. — Vá tomar um banho. Vou mandar estas pinturas para serem transportadas e emolduradas. —Ele levantou a pasta. — Exceto esta. Essa eu levo. — Ele saiu da sala. Inexplicavelmente, eu estava um pouco instável, mas eu fui para o chuveiro sem outra palavra. Eu estava no chuveiro por uns bons dez minutos, antes que James escorregasse atrás de mim. Eu já tinha me lavado, mas ele me ensaboou de

novo sem pedir, me tocando em todos os lugares. Sua ereção dura como uma rocha, pressionando minhas costas. Eu esfreguei contra ele, e ele empurrou meus quadris para fora suavemente. — Não até que eu verifique, para ver se você ainda esta ferida. — ele disse asperamente. Mas ele continuou a me tocar, esfregando meus seios suavemente por longos minutos. Minha cabeça caiu para trás, e minha mente ficou febril. — Isto deve estar ferido, também, mas eu não consigo afastar minhas mãos. Meu autocontrole, aparentemente, não funciona quando é com você. Eu nunca tive esse problema antes. — Sua voz era dura no meu ouvido, como se estivesse me dizendo um segredo sujo. Me deixou incrivelmente excitada. Ele desligou a água. Ele me secou, rapidamente se enxugando, e envolvendo a toalha ao redor de seus quadris. — Fique de costas sobre a cama. — ele me mandou. Caminhei até a cama, e senti sua grande presença atrás de mim a cada passo. Eu deitei de costas na cama, meu cabelo molhado se espalhando em cima da minha cabeça. Ele puxou minhas pernas, enquanto arrastava meus quadris para a beira da cama. Ele era mais amo do que rude, enquanto me dava ordens. Ele se ajoelhou entre minhas pernas, usando um leve toque para me estudar. Eu deveria ter ficado constrangida, mas eu estava além. — Eu não me importo se você me machucar. — eu disse a ele. E eu realmente, não me importava, embora, eu tivesse ficado extremamente dolorida no trabalho no dia anterior. — Silêncio! — Ele me disse, com a voz áspera. — Meu controle está pendurado por um fio, mas você esta muito machucada. Eu fui muito duro na primeira noite, e pela manhã. Foda-se, eu não acredito que fiz tudo isso para uma virgem. Eu me sinto como um bastardo, olhando para toda sua carne rosa ferida. — Seus dedos ainda estavam tocando suavemente minhas dobras, enquanto ele examinava o meu sexo. — Mas eu ainda quero te foder tanto que eu não consigo ver direito. Eu me contorci contra seus dedos. — Só me foda, então. Por favor. Ele bateu do lado da minha bunda, com força.

—Não faça isso. — Ele olhou para mim com seus olhos bonitos preocupados. — Eu vou precisar ter mais cuidado com você. Eu não sabia que você poderia levar tanto sem protestar, então eu continuei. Porra. Eu não deveria ter levado você de novo, depois da primeira vez, mas eu vou me lembrar daquela noite, enquanto eu viver. Foi tão perfeito. Suas palavras estavam me deixando febril. Eu acariciava meus seios, enquanto ele esbravejava. Ele me deu um olhar duro. Difícil, mas quente. — Bem, nós vamos ter que fazer algo sobre isso. Um dedo errante encontrou meu traseiro. Eu enrijeci instintivamente. Ele riu, retirando. — Não é isso. Sem outra palavra, ele enterrou o rosto entre as minhas pernas com um propósito. Ele me tinha arfando o seu nome com um orgasmo em menos de um minuto. Ele se arrastou até o meu corpo para me beijar suavemente. Corri minhas mãos em todos os lugares que eu pudesse tocar. — Eu amo seu corpo. Eu nunca posso tocá-lo o suficiente. Eu quero. — eu murmurei em sua boca, quando ele se afastou. Ele caiu de costas quase que instantaneamente, se acomodando para meu capricho. Ele cruzou os braços bronzeados musculosos atrás de sua cabeça, sorrindo. Ele era definitivamente o amante preocupado esta manhã, apenas alguns vislumbres do dominante se mostrou. — É todo seu, amor. Eu não hesitei, usando ambas as mãos para acariciar seu abdômen talhado. Era um abdômen completamente definido, que poderia fazer par com o de Brad Pitt. Eu beijei seu abdômen, enquanto as minhas mãos subiram, lambendo. Ele prendeu a respiração. Eu me mudei para o peito. Seus mamilos pequenos me deixaram selvagem, um tom de marrom mais escuro do que sua pele perfeita. Eu acariciava e lambia até o pescoço. Tudo nele era tão longo. Seus braços, pernas, o tronco. Meu olhar viajou para o sul, para sua excitação trêmula. Ela era longa demais, e ainda assim dura e grossa. Eu queria sentir o gosto, mas sabia que minha exploração se encerraria se eu o tocasse agora. Voltei para o pescoço, me movendo para a linha definida entre o peito e seu pescoço. Eu me aninhei ali, persistente.

Eu amei o local, me senti quase confortada, quando enterrei meu rosto lá. Me deixei ficar ali por longos minutos. Relutantemente, eu me afastei. Eu chupava um mamilo, mordendo levemente. Quando ele não protestou, eu mordi mais difícil, então chupei duro. Ele gemeu. Minhas mãos amassando seus braços, enquanto eu fui para trás e para frente entre seus mamilos. Ele era tão duro, mas sua pele era incrivelmente suave. Eu estava ficando tão excitada que eu beijei o caminho diretamente para seu pênis. Eu tinha perdido o controle para ficar longe. Eu peguei o escroto, colocando os lábios molhados em sua ponta, e me mudei para um ângulo melhor. Ele agarrou minhas coxas, me movendo até que eu montei em seu rosto. Eu fiquei chocada quando sua língua começou a me lamber daquele ângulo. Sua mão se moveu para a parte de trás da minha cabeça, empurrando minha boca aberta de volta para sua ereção. Ele falou contra mim, sua voz um estrondo baixo e vibrante. Estremeci com a sensação dela e de suas palavras. — Não goze até que eu diga. Quero que a gente venha ao mesmo tempo agora. Eu não respondi, não poderia, enquanto o chupava em minha boca faminta. Quanto mais ele lambia e esfregava em mim, mais eu o chupava furiosamente. Eu acariciei seu eixo rígido com as duas mãos, como ele tinha me mostrado, levando grande parte dele na minha boca, o máximo que eu podia. Eu tomei o ar uma vez, respirando em sua ponta vermelha profunda quando ele chupou meu clitóris. Seu pênis surgiu para mim furiosamente, e eu o levei de volta para a minha boca. — Venha, Bianca. — Ele soprou as palavras em meu âmago. Eu gozei, então, sugando-o com força, meus lábios forte, puxando meus dentes para trás. Ele derramou em minha boca, no mesmo momento, e eu engoli, enquanto o tremor me atravessava.

CAPÍTULO VINTE E UM Sr. Mandão Ele me virou pelo meu estômago. Seus dedos tocaram levemente minhas coxas e bunda, enquanto ele me estudava. — Está bem cicatrizado. Sua pele adora uma boa surra. — Uma mão vagou entre as minhas pernas, acariciando, e ele sussurrou suavemente. — Você estaria em boa forma, se eu não tivesse sido tão duro. As maneiras que eu comi você, na sua primeira vez... Eu não consigo parar de pensar sobre isso, mas eu ainda não posso acreditar que eu não tive mais autocontrole. Fechei os olhos, apenas apreciando seu toque. — Eu adorei. Eu não gostaria que fosse de outra forma. Ele acariciou o meu cabelo com isso. — Isso é porque você foi feita para mim. Mas eu ainda preciso de lhe dar alguns dias para se recuperar agora, e isso é lamentável. — De repente, ele bateu na minha bunda. — Vista-se, Botão de ouro. — ele me disse, caminhando ate a mala que ele tinha deixado na porta do meu quarto. Ele cavou nela, puxando cuecas boxer, em seguida, foi até o meu armário. Eu não tinha percebido que ele tinha roupa pendurada lá. E muito mais do que o necessário para uma noite, e eu achei isso curioso. Talvez ele só gostasse de ter várias escolhas de roupas, eu pensei. Ele se trocou, e foi até minhas roupas, pegando um vestido branco com girassóis. Ele o entregou para mim. — Use isso. — ele me disse.

Eu não protestei. Ele era confortável o suficiente. Peguei um sutiã e uma calcinha da minha cômoda. Ele me seguiu até lá, vasculhando a gaveta sem pedir. Ótimo. — ele disse. — Eu já encomendei mais uma dúzia desse modelo. A última linha de defesa entre sua vagina e eu, e vou ser obrigado a estragar algumas. Eu ri daquela visão. Ele era um homem estranho, controlador e divertido, eu pensei. Fui para meu banheiro me vestir. James estava muito inquieto. Depois que eu me troquei, mandei uma mensagem a Stephan que estávamos quase prontos, e que eu iria chama-lo na sua casa, quando chegasse a hora. Stephan sempre estava com a aparência de um modelo, mas ele nunca precisava mais do que 10 minutos para ficar pronto. Eu achava isso conveniente ou irritante, dependendo da época do mês. Eu me sentei na minha penteadeira, e usei o secador de cabelo por apenas alguns minutos no meu cabelo. Eu iria deixa-lo secar durante o caminho. Coloquei um grampo, quando ele secou um pouco, então eu não me preocuparia como ele ficar depois. Apliquei apenas um toque de maquiagem. James tinha se vestido rapidamente, e estava sentado na minha cama, me olhando, seu cabelo úmido. Ele usava bermuda cargo azul marinho, que me permitia admirar suas longas e musculosas pernas. Ele vestiu uma camiseta cinza clara com decote V, que era apertada o suficiente para ser uma distração. Ele estava vestido o mais casualmente que eu já tinha visto. Ele passou os dedos pelo cabelo e parecia estar pronto para ir. Eu olhei para ele. — Não é certo que alguém fique tão bem, com tão pouco esforço. — eu disse a ele. Ele apenas sorriu para mim. Eu coloquei o meu relógio, embora eu geralmente não usasse relógio nos outros lugares, exceto no trabalho, onde era necessário. Eu pensei que isso iria agradar James. Eu estava certa. Ele esfregou meus ombros, os olhos quente, enquanto me estudou no espelho. Eu me inclinei para sua carícia, fechando os olhos. Suas mãos eram positivamente mágicas.

Ele parou, me puxando pelas mãos. — Vamos. Uma limusine do modelo extenso, estava estacionada do lado de fora, e eu lhe atirei um olhar de descrença. — Não é um pouco demais para apenas algumas tarefas? — Eu perguntei a ele. Ele deu de ombros. — Eu preciso fazer algum trabalho enquanto vocês saem para resolver suas tarefas. Eu pensei que seria mais confortável. Ele puxou minha mão, puxando-me para a casa de Stephan. Ele bateu, e Stephan abriu a porta quase imediatamente. Ele sorriu para nós, saindo e trancando a porta. Ele usava uma bermuda xadrez cargo e uma pólo azul claro. Ele estava em sua completa glória Abercrombie hoje. Stephan beijou meu rosto para cumprimentar. — Bom dia, linda. Você está positivamente brilhando hoje. — ele me disse, e eu corei. James apertou minha mão. Fomos até a minha loja favorita de produtos de arte em primeiro lugar. Era do outro lado da cidade, então eu fazia um grande estoque de suprimentos quando ia lá, já que eu não fazia isso muitas vezes. James estava praticamente colado ao meu lado na limusine, um braço jogado em torno de meus ombros. Stephan se sentou em uma cadeira de frente, do outro lado do carro, descansando confortavelmente. —Eu poderia me acostumar com isso. Obrigado por nos levar, James. — disse Stephan com um sorriso feliz. James apenas balançou a cabeça agradavelmente, uma mão distraidamente acariciando meu cabelo. Foi um pouco estranho no começo, mas eu me forcei a relaxar em seu peito. Não é que eu não gostasse de seu toque. Na verdade, a minha relutância tinha mais a ver com gostar muito. O telefone de Stephan soou uma nova mensagem, e ele o pegou, murmurando. — Desculpe—me. — Que demais! Damien e Murphy conseguiram uma linha que espelha todas as nossas viagens de Nova York este mês. Eu sabia que eles estavam tentando conseguir nestes últimos meses, mas eles continuavam colidindo

com a nossa. Sua nova linha começa esta semana, então eles estarão no nosso vôo neste fim de semana. Eu sorri. — Demais! — eu disse. Eu vi James me procurando com olhar questionador. Eu tentei interpretar a aeromoça falando em Português com ele. — Damien e Murphy são nossos amigos pilotos, e sempre voam juntos. Eles estão com uma nova agenda de vôo, e nós vamos fazer todas as nossas escalas de Nova York com eles. — Melissa vai adorar Damien. — murmurou Stephan, respondendo a mensagem furiosamente. — E nós não vamos mais ter que vê-la se juntar com aquele capitão casado. — eu disse, estudando James. Eu não queria que ele se sentisse deixado de fora da conversa. — Por que ela vai amar Damien? — James perguntou a Stephan, sua voz branda. — Bem, ele é um capitão, por isso ele tem um salário decente. Além disso, ele é sexy. Ele tem um sotaque australiano e se parece com Colin Farrell. — Enquanto Stephan falava, ele jamais desviou o olhar de seu telefone. Ele estava twittando sobre isso? Quem diria? Eu ri. — Ele realmente parece. Eu nunca pensei nisso. — Melissa irá persegui-lo como uma cadela no cio. Eu empalideci um pouco com a escolha dura de palavras de Stephan. Ele não era assim, mas eu sabia por que ele a odiava tão fortemente. Ela aflorou seu lado protetor com a forma como me tratou. Olhei para James. Seus olhos estavam frios. Algo o tinha perturbado. Ele estava chateado que Melissa ia ficar com Damien? Ele estava interessado nela? Será que ela lhe deu seu número, como ela havia dito? Eu não queria perguntar a ele, então eu desviei o olhar. Estávamos virando na Rua Ramrod, quando eu expliquei a James. — Podemos demorar algum tempo lá. Eles têm uma estação onde você pode construir seus próprios quadros, e Stephan precisa enquadrar uma foto. James apenas acenou com a cabeça, pegando seu laptop do case. — Você tem uma lista de supermercado? — ele questionou.

— Sim. Ele estendeu a mão. — Eu vou dar a Clark. Ele pode ir na Mercearia aqui ao lado. Stephan, se você tem uma lista também, eu vou leva-la. Vou cobrir as compras. Eu comecei a protestar, mas James apenas levantou a mão. — Você vai cozinhar para mim nos próximos dias. Parece uma troca justa para mim. Stephan, você pode vir jantar conosco esta noite? Stephan aceitou o convite com alegria. Enviei a James um olhar aquecido. Ele sabia como me amolecer, isso era certo. — Vocês gostam de sushi? — James perguntou. Nós dois assentimos. — Ótimo. Há realmente um lugar muito bom, cerca de cinco minutos daqui. Vamos parar lá quando tiverem terminado aqui. — Com isso, ele voltou a sua atenção para o seu laptop, nos dispensando. Nós saímos da limusine, sorrindo um para o outro. — Seu namorado é mandão. — Stephan me disse, provocando. Eu fiz uma careta. — Ele não é meu namorado. Nós só nos conhecemos há alguns dias. E eu não acho que ele goste dessa coisa de namorada. Ele levantou uma sobrancelha. — Então, o que ele gosta? Eu acenei com a mão para a limusine. — Ele gosta isso. Eu acho que ele caça furiosamente relacionamentos físicos curtos e discretos. Stephan me deu uma careta, ligeiramente perturbado. — E como você se sente sobre isso? Eu dei de ombros. — Eu não tenho certeza. Eu não quero pensar muito sobre isso. O pensamento de algo permanente me aterroriza, talvez por isso seja o ideal para mim também. Ele pegou minha mão, olhando triste para mim. — Não se machuque, botão de ouro. Eu dei de ombros. — A vida machuca. Contanto que não nos mate, nós resistimos a ela.

Ele engoliu em seco, balançando a cabeça. Eu sabia que ele queria dizer mais, mas ele segurou sua língua para manter o clima leve, se possível. Parei na calçada antes de entrar na loja, olhando-o de frente. — Eu acho que ele é bom para mim, de certa forma. Eu não consigo resistir a ele, e eu tenho que enfrentar meus medos quando eu estou com ele. Acho que é libertador, mas talvez um pouco assustador. Fiz uma pausa, tomando algumas respirações profundas,. — Eu acho que vou fazer isso. Eu vou até a polícia. Eu preciso lhes dizer o que eu vi. — eu disse a ele calmamente, me referindo ao incidente quando tinha 10 anos de idade, que ainda me assombrava. Seu olhar procurou o meu. Ele sabia o que eu queria dizer, mas ele queria saber por quê. — Eu só preciso encerrar isso. Está sempre lá, em algum lugar no fundo da minha mente. E eu estou cansada de viver com o medo. Se eu testemunhar, talvez esse monstro vá para trás das grades, onde ele não pode me tocar. E algum tipo de justiça pode me trazer algum sentido de paz. Ele acenou com a cabeça. — Só me diga quando. Eu vou estar lá com você. — Em breve. Talvez depois que James encerrar essa coisa comigo. Uma ou duas semanas. Sua mão apertou a minha. — Eu entendo porque um relacionamento iria aterrorizar você, de todas as pessoas. Mas isso não significa que você não mereça mais do que uma aventura com esse cara, ou que você não deva tentar algo mais. Eu só balancei a cabeça. — Eu não posso nem cogitar a ideia agora, Stephan. Não com James. Confie em mim, eu estou bem com as coisas desse jeito. Eu me sentiria melhor, porém, se você aprovasse. Ele colocou o braço em volta de mim, apertando. —Estou de acordo com tudo o que te faz feliz. Mas se você sair ferida, no final disso, aquele bastardo rico vai ter que processar a minha bunda, porque eu vou bater a merda fora dele.

Fiquei chocada com suas palavras, embora seu tom fosse quase brando. Estudei-o atentamente. Ele, como eu, tinha uma longa e sórdida história com a violência. Stephan foi criado com uma rigorosa educação Mórmon. Ele era um cavalheiro à moda antiga por causa dela, o que sempre achei irresistivelmente encantador. Eu também estava convencida de que isso o tinha feito um romântico incurável, sempre pensando que todo mundo deveria ter um final feliz, com seu verdadeiro amor. Isso me encantava também. Ele tinha tantas qualidades profundamente arraigadas, boas, saudáveis, eu sempre acreditei que elas vinham da sua criação profundamente religiosa. Mas ele não se encaixava no molde que seus pais haviam designado para ele. Stephan tinha nove quando seu tio começou a abusar dele sexualmente. O psicopata era irmão de seu pai. Ele também era um dos pilares da sua comunidade religiosa, mantendo uma posição superior que a do próprio pai de Stephan. E Stephan, com 10 anos de idade, quando tentou falar com seu pai sobre seu irmão mais velho sobre isso, foi violentamente repreendido. Stephan tinha me dito que não tinha havido nenhum abuso violento de seu pai antes disso. Mas houve muito depois. Seu pai havia chamado Stephan de mentiroso, ainda o culpando por esses eventos, que ele mesmo admitiu que jamais poderiam ter acontecido. Ele tinha começado a se ofender com cada pequena coisa que Stephan fazia, o chamando de esquisito e bichinha. Os espancamentos tinham aumentado e chegaram a um ponto que Stephan tinha começado a lutar. Ele era grande desde cedo, e ele me disse que tinha feito uma tentativa decente de se defender contra o seu pai, depois de um tempo. Stephan aguentou os abusos constantes até que ele tinha 14 anos, quando ele me contou que ficou tão cansado, que ele nem se importava mais se iria sobreviver. Ele confessou a seus pais, então, que ele era gay. Seu pai havia espancado severamente, se machucando quase na mesma proporção, já que Stephan já era forte, então, ordenou que ele saísse de casa. Stephan sempre odiou a violência, mas o bastardo do seu pai tinha garantido que ele fosse bom nisso, desde muito jovem.

Eu enfiei meu cotovelo nas costelas de Stephan. — Você odeia lutar. — eu disse a ele. — Sim, eu odeio. Mas eu sou bom nisso. E eu estou supondo que o Sr. Cavendish nunca teve de lutar em um ringue, para não morrer de fome. Eu vacilei, lembrando aqueles dias. — Não vamos chegar a isso, ok? Eu vou ficar bem no final desse negócio, e você não vai nem pensar em dar um soco. Stephan balançou a cabeça, mas eu não estava totalmente convencida. Eu finalmente o arrastei para a loja. Havíamos passado muito tempo falando de coisas desagradáveis.

CAPÍTULO VINTE E DOIS Sr. Amoroso Stephan foi direto para os quadros, enquanto eu peguei um carrinho de compras e fui reabastecer meus suprimentos. Eu enchi o carrinho. Eu estava em um estado de espirito criativo. Peguei várias telas, de tamanhos variados, e mais papeis de aquarela. Selecionei algumas novas cores acrílicas com cuidado, encontrando um azul que era absolutamente perfeito. A pintura era tudo sobre cor para mim. Peguei uma meia dúzia de tubos de aquarelas que precisava substituir. Eu me abasteci com alguns materiais de limpeza, que aqui na oficina da pintura era mais barato do que em qualquer outro lugar. Os preços excelentes na loja era o que me atraia a atravessar toda a cidade para reabastecer meu estoque. Levei uns bons cinco minutos para localizar um pequeno pincel de zibelina, que eu usava para pintar os detalhes. Havia uma escova que eu tinha que substituir freqüentemente, quando as cerdas começavam a amolecer, ela não trabalhava mais tão bem. Eu comprei duas, e algumas pinturas de óleo novos, já que eu estaria economizando dinheiro agora no supermercado. Foi um sentimento bom, na verdade era um alívio ser capaz conseguir comprar alguns presentinhos extras para o meu amado hobby. Eu tentei não me sentir culpada por permitir que alguém me ajudasse dessa forma. Mas tinha sido difícil resistir e não recusar a oferta. Na verdade, a ordem. Meu carrinho estava atipicamente cheio, quando eu finalmente fui procurar Stephan, que ainda agonizava sobre a sua escolha de quadros. Ele era muito minucioso sobre a sua decoração de casa. Isso tornava duplamente lisonjeiro para mim, que ele escolhesse decorar quase todas as suas paredes com minhas pinturas.

Ele me mostrou as cinco opções que ele tinha selecionado. Eu escolhi imediatamente um padrão pesado, escuro, mais ou menos esculpido. —Esta daqui. — eu disse a ele. Ele olhou para mim, me lançando o seu melhor olhar de súplica do 'Gato de botas'. Eu sorri, pegando a pintura de sua mão. Lógico que eu teria que fazer. Stephan seria um carniceiro se tentasse, e eu tinha o toque certo para este tipo de coisa. Eu me envolvi no processo, usando a foto que Stephan tinha trazido para checar meu trabalho. Eu martelei as pontas com o prego, levemente e lentamente, era esse o truque. Stephan tendia a martelar direto para o outro lado com uma pancada forte. Eu finalmente terminei, segurando a obra final para Stephan, sorrindo. Ele sorriu de volta. Ele tinha digitado em seu telefone, quase o tempo todo que eu estava trabalhado, como era seu hábito. Ele era a borboleta social da nossa dupla, mandando sempre mensagens para alguém, atualizando sua página do Facebook, ou soltando posts pelo Tweeter. Eu fui na frente da fila do caixa. Eu estava começando a sentir um pouco de remorso com meu entusiasmo, pois o valor da minha compra começou a ficar maior do que eu tinha previsto. Eu realmente não queria tirar nada. Isso seria uma vergonha, que eu não tive que passar em anos. Eu tinha consciência que teria que apertar mais o cinto, quando o preço fechou bem mais do que eu imaginei. Quando peguei o meu cartão de débito, o caixa levantou uma mão. — Foi tudo pago, senhora. — Eu fiquei sem palavras, enquanto ele passava o último produto. Eu me senti grata e impotente de uma vez. Provavelmente era sua intenção, eu pensei distraidamente. As compras de Stephan também foram pagas, embora suas compras não tenham chegado aos pés da minha. — É errado permitir que ele faça tudo isso, não é? — Eu perguntei Stephan. Stephan encolheu os ombros. — Por quê? Ele está fazendo algo de bom e atencioso. Não é um crime deixá-lo presenteá-la .

Clark nos encontrou no meio do estacionamento, pegando, de forma solícita, o meu carrinho de compras. Ele conseguiu empurrá-lo até o carro, e abrii a nossa porta, antes que pudéssemos alcançá-la. Eu balancei a cabeça para ele, sorrindo calorosamente. — Obrigada, Clark. — eu disse a ele. Ele me deu um sorriso surpreendentemente tímido de volta. Ele era um grande homem negro, com a cabeça careca e grandes óculos escuros. Seu terno parecia caro e profissional. Ele parecia tão intimidador, mas tinha um lindo sorriso. Ele acenou de volta educadamente. — Meu prazer, Srta. Karlsson. — ele disse, me surpreendendo por saber meu sobrenome. Eu deslizei para o assento confortável ao lado de James. Ele estava ao telefone, seu computador aberto. Ele não olhou para mim ou falou, apenas colocou a mão no meu joelho possessivamente, quando me sentei ao lado dele. Stephan sentou em seu assento, sorrindo. Eu poderia dizer que ele estava amando receber este tratamento de realeza hoje. Foi um longo caminho para conseguir silenciar meus protestos. Negar algo para mim era fácil. Negar para Stephan, por outro lado... James continuava no telefone, quando Clark começou a dirigir. Ele estava dando respostas curtas, e nítidamente frias para a pobre alma do outro lado. Sua mão ocasionalmente apertava a minha perna, quando ele ficava tenso. — Se eu preciso encontrar uma nova gestão para os meus escritórios em Nova York, eu vou fazê-lo. Espero um nível de competência que você não está conseguindo me revelar neste momento. — Ele fez uma pausa, segurando minha perna. Ele olhou para mim com ar ausente, e me apertou como se pedisse desculpas. Clark parou o carro e saiu, em um lugar chamado Sushi. Deve ter sido o que James tinha falado. James ficou apenas em seu telefone, ouvindo e apertando minha perna. Clark estava de volta no carro com uma rapidez surpreendente, com os braços cheios de sacolas para viagem. Ele começou a dirigir novamente. Eu assumi que iríamos para casa.

— Como é que eu posso estar ausente de todas as outras propriedades por semanas ou meses, dependendo do momento e as coisas continuam a funcionar sem problemas? Parece óbvio para mim que se trata de uma questão de gestão. — A voz de James foi crescendo em agitação. Eu atirei a Stephan um olhar. Ele estava em seu telefone, é claro. Minha mão cobriu a mão de James experimentalmente e, em seguida, corri pelo seu braço, evitando cuidadosamente o local em seu pulso com as linhas finas de cicatrizes. Eu estava avidamente curiosa sobre as cicatrizes, mas é claro que não iria perguntar. Ele iria querer fazer perguntas semelhantes sobre mim. Eu segurei a parte de trás de seu bíceps, esfregando timidamente. Eu não estava acostumado a esta coisa de consolar, eu apoiei minha bochecha nas suas costas, quando ele se inclinou para a frente. Movi minha mão para sua perna, e a outra mão para seu ombro, massageando timidamente.Ele congelou no meu toque. Comecei a me afastar. Ele afastou seu telefone para longe do seu rosto. — Não. — ele me disse, colocando a minha mão de volta em sua perna. Eu não estava acostumada a tocar assim alguém, mas não me pareceu que era indesejável. Eu esfreguei sua perna levemente, e ele pareceu relaxar, pouco a pouco. — Faça acontecer. Esta é a sua chance de provar a si mesmo, para melhor ou para pior. — Ele terminou a chamada, fechando o laptop minúsculo e o guardando dentro do case perto de seus pés. Ele pousou um breve olhar para um Stephan ocupado. Ele agarrou a parte de trás da minha cabeça, agarrando firmemente meu cabelo e me beijando. Foi um beijo quente, e eu tentei recuar. Esta não era a maneira de se comportar diante de Stephan. Ele me segurou mais apertado, varrendo sua língua em minha boca. Eu tinha acabado de começar a amolecer, quando ele se afastou. — Você me deixa selvagem quando toca em mim. — ele sussurrou asperamente. — Lembre-se disso a próxima vez que você me tocar na frente de outras pessoas. Ter uma plateia ou até mesmo estar em público, não vai me impedir de tocar você de volta. Este é o meu único aviso. Ele se sentou de volta, mas me puxou com força contra seu lado.

Ele estava de alguma forma, querendo demarcar seu território na frente de Stephan? Eu simplesmente não poderia afirmar isso. — Como foram as compras? — Ele perguntou. — Ótimo. Obrigado por, humm... pagar a compra inteira. Ele me surpreendeu ao me beijar novamente forte. — Obrigado a você. Por todas estas pinturas maravilhosas que você tão generosamente me deu, sem pedir qualquer pagamento. Eu corei. Eu não ficava confortável com elogios em geral, e elogios para minha pintura era uma novidade, já que tão poucas pessoas a tinham visto. Stephan finalmente desligou o telefone. Ele deixou a sua pintura em um saco, e trouxe-o dentro do carro com a gente. Ele a puxou para fora, mostrando com orgulho a James. — Ela não é incrível? — Ele disse com orgulho. — Ela até escolheu e montou o quadro. James estudou a pintura. — Ela é — Minha casa está toda coberta com suas pinturas. Que tal comermos lá, então você pode ver tudo? James concordou prontamente. — Sim, obrigado. E eu tenho um favor a lhe pedir, Stephan. — O braço de James me apertou , quando ele falou, quase como se estivesse com medo que eu iria tentar fugir com suas próximas palavras. — Claro, cara. O que é? — Eu estudei as pinturas de Bianca extensivamente, e acho que ela tem bastante trabalho pronto para uma exibição em uma galeria. — James começou. James casualmente cobriu minha boca quando eu tentei falar. — Eu tenho uma galeria em Nova York. Eu posso pedir a minha equipe para tratar de todos os detalhes. Como você pode ver, ela vai resistir à ideia. Eu preciso que você me ajude a convencê-la de suas reservas. — Ele descobriu minha boca, mas de repente eu estava sem palavras.

— Eu tenho colecionado arte desde que eu era adolescente. Eu tenho um olho para isso, e eu sei que ela tem um talento raro. — James continuou quando nenhum de nós falou. Stephan parecia chocado, depois em êxtase absoluto. — Sim, ela tem. Você tem que fazer isso, Botão de ouro. Eu vou ter um acesso absoluto de raiva, se você não fizer. Eu disse que a primeira coisa que me veio à mente. — A maioria delas são paisagens desérticas. Não há nenhuma maneira de funcionar em Nova York. — De todas as coisas que eu achei impossível sobre a sua proposta, eu não sei por que esse detalhe foi o primeiro na linha dos meus pensamentos, de todas as coisas. James sorriu, um sorriso triunfante. Era fascinante. O sorriso de um conquistador selvagem. E eu tinha acabado de dar a ele o que ele queria. — Você nunca sabe, eles podem gostar de uma mudança de cenário, mas vai depender da minha equipe da galeria decidir. Eu tenho uma galeria em Los Angeles também, e uma pequena aqui em Las Vegas. Mas a daqui de Vegas é mais uma atração turística, no entanto. Eu não a consideraria para uma exibição. — Tudo o que eu preciso que você faça é separar qualquer coisa que não queira exibir, e nomear os quadros que permita exibir. Vou mandar uma amostra para as duas galerias, para que eles possam me dar algum retorno, antes de marcar uma exibição. Além disso, eu acho que muita coisa do seu trabalho que têm na sua casa, poderia vender muito bem, se você considerar algo como isso. Lembrei-me de todas as imagens que ele reservou. — Então é isso que você estava fazendo? Separando amostras para as galerias? Ele olhou para mim como se eu tivesse enlouquecido. — Não, claro que não. Elas são para minha própria coleção. Você e eu vamos decidir juntos o que enviar como amostras. Senti uma onda de insegurança. — Eu não tenho nenhum treinamento. Eu.. Ele cobriu minha boca. — Isto não esta sendo discutido, amor. Você pode ter ou não talento. E você tem. Agora me diga que concorda.

Eu não concordei ou discordei, apenas fiquei parada por algum tempo, atordoada. Eu queria isso, queria muito, apesar de que eu nunca tinha imaginado que algo assim poderia acontecer. E eu sabia que não teria acontecido, se um bilionário não tivesse subitamente surgido com um interesse súbito e obsessivo em todos os aspectos da minha vida. Eu supunha que essa era minha maior cautela sobre a coisa toda, o fato de que tudo isso era apenas uma outra maneira que ele me demonstrasse seu interesse obsessivo por mim. — Você vai ter direito a alguma parte, se eu vender tudo? — Eu finalmente perguntei. Ele levantou uma sobrancelha para mim. — Eu não estava planejando isso. — Ele conseguiu soar insultado com a minha pequena declaração. — Eu me sentiria melhor se você tivesse. A galeria vai ter algum custo para colocar a exibição, certo? Ele suspirou. — Isso é geralmente o procedimento padrão. — disse ele com cuidado. Stephan explodiu de repente, seu tom de voz grosso e exasperado com aborrecimento. — Oh, pelo amor de Deus, Bianca! Como você pode dizer não a isso? Você tem uma oportunidade rara aqui, e se o seu trabalho vender, vendeu. Se não, não. Desencana e deixa acontecer. Ele estava usando um certo tom que ele tinha, um tom que perguntava:Onde está sua força? Sem ele ter de pronunciar as palavras. Ele fez minha espinha endireitar, que era o ponto. Eu balancei a cabeça. — Ok, eu vou fazê-lo. Quando devemos selecionar as amostras? James me puxou em seu colo, me beijando apaixonadamente demais para qualquer lugar, exceto a privacidade de um quarto. — Obrigado, amor. — ele murmurou contra minha boca, em seguida, começou a me beijar novamente. Suas mãos estavam firmemente em meus quadris, me segurando firmemente em seu colo. Mas a sua boca positivamente estava obscena.

Eu não poderia esquecer que Stephan estava sentado a poucos metros de distância, mas eu também não podia deixar de responder. Eu tentei abafar um gemido, enquanto sua língua acariciava minha boca. Ele mordeu meu lábio, duro. Eu engasguei, minhas mãos segurando seus ombros fortes. Eu podia sentir sua ereção visível contra o meu quadril. Quando sua língua varreu novamente, eu a chupei. O que o fez recuar, me dando um olhar quente, mas de censura. — Isso vai me fazer te foder rapidamente, amor. — ele sussurrou, mas eu percebi que Stephan ainda podia nos ouvir, em um espaço tão pequeno. Eu olhei para ele. — Você começou. Ouvi Stephan sufocar o riso. James apenas sorriu maliciosamente.

CAPÍTULO VINTE E TRÊS Sr. Instável O almoço foi uma ocasião feliz. James e Stephan pareciam estar ficando mais e mais íntimos. Eles brincavam confortavelmente, enquanto comiam sushi na mesa de jantar da sala de Stephan. James tinha razão, é claro. O sushi era muito bom. E a seleção que Clark tinha pego era vasta. Era literalmente o suficiente para alimentar 10 pessoas. Eu corajosamente insisti em usar os pauzinhos, escolhendo um rolo Filadélfia e alguns temperos de camarão para começar, mergulhando-o generosamente no molho shoyo, misturado com molho de pimenta. — Você vai se encontrar conosco naquele bar em Nova York novamente, na noite de sexta-feira? Mesma hora, mesmo lugar. — Stephan estava dizendo para James. James estendeu a mão, colocando a mão familiarmente na minha nuca. — Eu estava realmente esperando que Bianca viesse ao meu apartamento na sexta-feira. Eu poderia roubar você por uma noite, amor? Eu engoli o meu bocado de camarão tempura. Eu estava mais do que um pouco curiosa para conhecer seu playground que ele tinha mencionado. As emoção e apreensão me preenchendo em partes iguais só de pensar nisso. — Sim, poderia. — eu disse simplesmente. James me enviou um olhar ardente, depois voltou a conversar com Stephan. Após o almoço, James passeou pela casa de Stephan, e novamente estudou cada pedaço da minha arte, como se sua vida dependesse disso. Ele tirou várias fotos com o seu telefone.

Nós ficamos na casa de Stephan até o final da tarde. Os dois homens encontraram uma facilidade surpreendentemente para falar, de política a esporte, cinema e carros. Fiquei em silêncio por um bom tempo, simplesmente curtindo a novidade dos dois homens da minha vida, interagindo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Quando terminaram de falar, nós assistimos TV. Eu não tinha televisão, assim a única TV que eu assistia era na casa de Stephan. Nós assistimos alguns episódios de New Girl, um programa que recentemente Stephan me fez assistir, até que eu percebi que adorava. Eu estava bem atrasada nos episódios, mas eu estava sempre atrasada quando era algum programa de TV. Eu ri alto no show. James parecia estar se divertindo, mas ele me olhou mais do que ele olhava a tela. Ele sorriu e me tocou constantemente, me mantendo perto dele. Eu amava seu toque, então eu não protestei, embora a coisa toda fosse um pouco surreal para mim. Quando o terceiro episódio terminou, eu estava pronta para sair. — Eu preciso preparar o jantar. — eu falei para eles. Já eram quase 16:30hs. — Eu estava pensando em grelhar o frango, e cozinhar alguns espargos e cuscuz. Isso soa bom para todos? — Eu perguntei. Eu iria cozinhar uma das minhas refeições saudáveis, tentando atender às preferências de James. — Parece ótimo! Eu amo essa coisa marinada enegrecida que você faz no frango grelhado Abelhinha. — disse Stephan. — Eu mal posso esperar. — disse James. Stephan ainda estava assistindo TV. — Você precisa de ajuda? — Ele me perguntou. — Nah. É uma refeição fácil. Eu mando mensagem para você quando estiver pronto. — Eu preciso fazer algumas ligações. — James me disse, quando chegamos na minha casa. Ele estava carregando a mochila com seu laptop. — Onde seria mais conveniente eu ficar? Eu dei de ombros. — Em qualquer lugar que não seja diretamente no meu caminho, enquanto eu estou cozinhando.

Ele se estabeleceu na sala de jantar, me observando cozinhar enquanto trabalhava, falando ao telefone quase constantemente, fazendo ligação após ligação. Ele xingou de repente, e eu olhei para trás, assustada. — Esqueci que era na sexta-feira. — ele estava dizendo. Seu tom de voz ficou seco. — Isso escorregou da minha mente. Porra! — Ele escutou por alguns momentos, parecendo agitado. — Sim, sim, cuide disso. Eu sei. Pode confirmar. Eu disse, cuide disso. Ele olhou para mim, com problemas nos olhos. Ele desligou a ligação, em seguida, fechou os olhos e amaldiçoou fluentemente. Voltei para a cozinha. Tinha sido profundamente enraizado em mim, em uma jovem idade para não forçar, por isso eu não fiz. Se ele queria me dizer algo, ele o faria. Mas a curiosidade estava me matando. — Eu esqueci de um evento de caridade que não posso perder, na noite de sexta-feira. — ele me disse, com um tom cuidadoso. — Eu não tenho que estar lá até ás 22hs, por isso vamos poder, até então, ficar juntos. Você pode, é claro, ficar na minha casa, enquanto eu participo do evento. Eu vou pular fora na primeira oportunidade, o mais cedo possível. Minha coluna endureceu ao perceber que era isso que a parte "não namoro" significava. Ele ia me deixar em casa, como um pequeno segredo sujo, enquanto se reunia com seus pares. — Está tudo bem. — eu disse em um tom cuidadosamente neutro. — Eu prefiro ficar no meu quarto de hotel. Eu posso sair com Stephan a noite. Vou deixar a sua casa, quando você sair na noite de sexta-feira. — Eu gostaria que você não saísse. — disse ele em sua voz mais educada, bajulando. — Eu prometo que não vou demorar lá. Eu lhe atirei um olhar afiado, mas rapidamente voltei a preparar o frango. — Se você está saindo a noite, então eu também estou. Ele prendeu a respiração. — Você está chateada? — Ele perguntou, parecendo alarmado. — Eu não estou. — eu disse a ele. — Por que você não vai ficar comigo na sexta-feira, então?

— Eu não quero ficar lá, se você vai sair, eu também vou sair. — repeti. — O que posso fazer para mudar de ideia? — Ele perguntou, seu tom agora sedutor. — Você não pode. Não adianta tentar. Temos um acordo baseado unicamente em nossas preferências. Isto é o que eu prefiro. — Minha voz estava fria, cada vez mais fria. Eu não estava com raiva, mas eu estava... cansada. Resignada com a ideia de que ele me desapontou. E ainda mais decidida a não dar a ele mais do que eu estava disposto a perder. — E se eu te pedir? Ou essa for uma condição? — Ele perguntou, seu tom ficando duro. Eu coloquei no meu rosto a minha melhor expressão inexpressiva, e olhei para ele. —Então esse acordo pode acabar mais cedo do que eu tinha imaginado. Sua mandíbula apertou, um músculo saltando em seu rosto. — Eu não posso evitar esse evento. Era um evento de caridade da minha mãe, e eu estou sendo esperado para participar, até mesmo dizer algumas palavras. Eu não perdi o fato de que me chamar para ir com ele, ainda não lhe tinha ocorrido. — Eu não sei por que você está pressionando a questão. Então, eu vou dormir no meu hotel. Qual é o problema? — Minhas palavras foram crescendo, cortadas com a frustração. — Eu não posso voltar para Vegas até segunda-feira. Nós não vamos nos ver por alguns dias. — disse ele, como se isso explicasse sua reação. Eu dei de ombros. — Então me ligue quando estivermos na mesma cidade. Qual é o problema? Minha voz tornou-se tão rápida, que eu podia ouvir um toque na superfície do meu sotaque materno, que havia perdido há muito tempo. Ele normalmente só saia quando eu estava profundamente abalada. Ele tinha um efeito sobre mim que eu não queria reconhecer para mim mesma, mas mesmo a minha voz parecia saber. Ele tinha caminhado até ficar atrás de mim, e ele agarrou meu cabelo suavemente, respirando ardentemente em meu pescoço, enquanto falava. — Você é tão indiferente a mim?

Eu estava respirando duro agora, mas eu respondi com bastante calma. — Eu fiquei 23 anos sem sexo. Poucos dias certamente não vão me matar. O que você acha que eu vou fazer quando terminar? Eu duvido que eu possa encontrar outro amante imediatamente. — Meu sotaque engrossou um pouco, quando eu percebi no final que eu estava tentando provoca-lo. Ele simplesmente voltou para mim tão facilmente, o sotaque que eu tinha ouvido e afetou a maior parte de minha vida jovem. Ele surgia apenas com fortes emoções. Isto tanto me apavorou, quando me excitou, quando vi que estava no caminho de sua fúria. Ele rosnou, literalmente rosnou, em meu pescoço. — Eu vou puni-la por isso. — Sim, eu sei. — eu respirei ofegante, temendo e querendo em partes iguais. Ele se afastou abruptamente, sentando em sua cadeira na sala de jantar. Ele parecia muito grande para a sala de repente, seus olhos lívidos e selvagens. — Você está brincando comigo. — disse ele asperamente. Sua avaliação da situação me surpreendeu. Enviei-lhe um olhar surpreso. — É isso que parece para você? — Eu perguntei, chocada com essa ideia. Ele passou a mão sobre o rosto, e arranhou-o através de seu cabelo dourado com mechas. — Você está me deixando louco, e permanece indiferente sobre nós. Você está apenas à espera de um motivo para acabar com isso? Essa é a impressão que estou tendo no momento. E isso me deixa realmente louco, já que eu não tenho ideia do que vai pender a balança contra mim. Eu terminei de preparar o frango, colocando o prato para marinar na geladeira até que estivesse pronto para grelhar. Eu voltei para o aspargo. — Eu não sei o que te dizer, James. — eu finalmente disse. — Talvez eu não possa dar o que você quer. — Eu quero você! — Seu punho me fez pular, quando ele golpeou a mesa com um barulho chocante.

— Se você usar seus punhos em mim, esse seria um motivo. — eu lhe disse calmamente, observando seu punho cerrado e tentando não recuar. Ele olhou instantaneamente arrependido, e eu sabia, a partir de sua reação, que o terror absoluto que sempre residiu em algum lugar dentro de mim, tinha se revelado, pelo menos um pouco. Ele se aproximou de mim, e eu não tentei não me encolher. Eu estava determinada a enfrentar o medo, para não me enrolar em uma bola, como fazia quando criança. Ele me abraçou com muito cuidado por trás. Eu o deixei, porque eu teria me sentido como uma covarde se eu corresse. — Eu nunca faria isso, você tem que acreditar em mim. Eu nunca usaria meus punhos em você. Me desculpe, se te assustei. Eu dei de ombros. Foi um movimento espasmódico. — Enquanto estamos claro. — Eu nunca vi você assim antes, eu assustei você, não é? — Perguntou ele, uma vantagem estranha a sua voz. Tentei me concentrar em lavar e quebrar o aspargo. — Esta é uma troca de informações de novo? Estamos compartilhando? — Eu perguntei maliciosamente. Ele soltou um suspiro de frustração. — O que você quer saber sobre mim? A questão surgiu imediatamente na minha cabeça. Eu odiava isso, mas eu odiava não saber mais. — Quando foi a última vez que você fez sexo, antes da primeira vez comigo? Ele amaldiçoou. — Eu não acho que você queira saber isso. Eu não acho que é bom para o nosso relacionamento, eu lhe falar isso. Eu dei um pequeno encolher de ombros, e ele amaldiçoou novamente. — Esse maldito encolher de ombros é a coisa mais irritante que eu já vi! O que significa? Que você não dá a mínima, de uma forma ou de outra? Dei de ombros novamente. — Isto significa me diga, ou não me diga. Mas se você quer informações minhas, você vai me dar a sua.

— Cerca de oito dias, eu acho. Um dia antes de conhecer você. — ele disse, e eu senti ele olhando meu rosto como um falcão. Então era como eu suspeitava, pensei, mantendo meu rosto inexpressivo. Ele faz isso o tempo todo. Eu estava certa ao supor que era o caso da semana. Eu apenas assenti, embora inexplicavelmente, meu peito doesse um pouco. — Sim, você me assusta. — eu disse a ele, após um longo silêncio, enquanto eu processava sua resposta. — Mas eu sou irrevogavelmente fodida, então você me excita em medidas iguais. Acho que é libertador, permitir que alguém me controle. Alguém que me faz tremer de medo. Eu passei muitos anos da minha vida, fugindo de coisas que me assustam, por isso tem sido esclarecedor para mim. — Minha voz era calma, mas esse maldito sotaque estava de volta. Ele enrijeceu e se afastou de mim, me olhando horrorizado. Eu olhei de relance sobre meu ombro, surpresa. — Isso é incomum? Não é que como este pequeno jogo funciona? Apenas assumi que a maioria das mulheres que gostavam de dor com prazer eram como eu. Mas acho que você é, provavelmente, um especialista muito maior do que eu sobre isso. Estudei-o de perto. Seu rosto estava duro de tensão, embora eu podia ver que ele estava tentando escondê-lo. — Não quero que você tenha medo de mim. — ele disse, sua voz crua. — Eu quero deixar você nervosa, arisca e submissa, mas não com medo. Eu quero que você confie em mim. Eu pisquei para ele, perdida. — Sinto muito. Eu voltei para a cozinha, e ele ficou silencioso.

CAPÍTULO VINTE E QUATRO Sr. Encantador — Você tem um leve sotaque, às vezes. De onde é? — Ele perguntou, quebrando o longo silêncio. Foi quase um alívio vê-lo fazer algo diferente do que apenas olhar para mim pensativo, mas eu não gostei da questão. Eu teria preferido que ele não notasse meu deslize. — Outra troca, tão cedo? — Eu perguntei friamente. — Eu tinha pensado que a última foi o suficiente para uma noite. Ele não falou por um longo tempo, embora eu soubesse, mesmo sem olhar para ele, que estava irritado. — Tudo bem. Pergunte-me qualquer coisa. — ele disse com os dentes cerrados. — Quantas mulheres você já dormiu? — Eu perguntei, e imediatamente quis me chutar. Se eu estava caminhando para revelar meus sentimentos tão imprudentemente, eu teria preferido uma pergunta melhor. — Muitas. Eu não estava contando. Mais do que eu me orgulho. Principalmente submissas, nos últimos cinco anos ou mais, e, em sua maior parte, por períodos muito curtos. — Alguma vez você já teve um relacionamento sério? — Eu questionei, esperando que ele não me fizesse revelar duas coisas também, embora se tentasse, eu estava pronta para apontar que ele não tinha tecnicamente respondido a minha primeira pergunta. — Não. Eu era basicamente um galinha na faculdade, para ser bem honesto. Eu comia cada mulher quente que eu via. E depois disso, eu

encontrei meninas com gostos muito específicos, mas nunca foi sobre qualquer coisa, exceto sexo e dominação. Eu suspirei, sem saber se eu estava aliviada ou horrorizada. Eu teria que examinar meus sentimentos depois. — Eu nasci nos Estados Unidos. — eu comecei. — Meus pais, no entanto, eram da Suécia e falavam com sotaque pesado. Eu também tinha um ligeiro sotaque, até que eles se foram. Então eu tentei perder. Ele volta, às vezes. Eu não sei por quê. — É adorável. Eu não sei por que você iria fazer um esforço para disfarça-lo. Eu lhe dei o meu pequeno encolher de ombros, sem olhar para ele. — Stephan e eu já nos destacávamos bastante. Freqüentamos juntos a mesma escola no ensino médio. Nós éramos inseparáveis, então, mas eu não queria nos destacar ainda mais com um sotaque estranho. Já éramos os dois únicos loiros ridiculamente altos em toda escola que estudamos. Éramos uma cabeça mais alta que todo mundo. Eu olhei para ele. Ele estava focado em mim, com aquele olhar determinado em seu rosto, que me fazia pensar que ele estava absorvendo cada pedaço de informação que eu lhe dava. Fiquei em silêncio. Ele realmente tinha conseguido me fazer falar sobre mim mesma. Eu estava um pouco desanimada com sua proeza. Eventualmente James voltou a fazer suas ligações, e eu fui lá fora para colocar o frango na minha grelha a carvão minúsculo. Eu mandei uma mensagem a Stephan que o jantar estaria pronto em 20 minutos. Ele trouxe uma garrafa de vinho tinto, revelando-a com um floreio. Eu dei-lhe um sorriso irônico. Nós dois sabíamos que ele seria o único beber. Ele sorriu de volta, indo diretamente para a cozinha para abri-lo e servir-se de um copo. — Alguém quer um pouco? — Ele perguntou educadamente. James balançou a cabeça, terminando o seu telefonema rapidamente.

Eu recusei, e James me enviou um olhar quente. O homem não gostava de álcool, isso era claro. Eu servi o jantar, logo que estava pronto, e não houve sequer um indício de constrangimento enquanto jantávamos, conversando amigavelmente. Eu gostei enquanto durou. Ambos os homens elogiaram a refeição simples prodigamente. — Então me diga, Bianca me contou que vocês dois foram para a escola juntos aqui em Las Vegas. E que vocês se erguiam uma cabeça acima de todo mundo lá. Stephan riu, me enviando um olhar surpreso, mas satisfeito. — Sim. — disse ele. — Todo mundo nos chamava de Barbie e Ken. Todos pensavam que éramos um casal, já que eu carregava sua mochila e caminhava com ela por toda a escola. James deu um sorriso de gato da história de Alice. Bastardo ordinário, pensei. Eu vi seu plano claramente agora. Ele estava caminhando para obter alguma informação grátis de Stephan. — Bianca não admitia isso na época, mas o apelido a envergonhava terrivelmente. — Stephan continuou. James era todo encanto e sorriso agora, um homem recebendo tudo o que queria através de uma rota claramente mais fácil. — E o seu outro apelido? De onde surgiu Botão de ouro? — Lembra-se que filme antigo, A Princesa Prometida? — Stephan perguntou a James, nem mesmo hesitando em abrir. James assentiu. — Nós amávamos esse filme. Este era o... — O olhar vazio de Stephan voltou ao meu, enquanto fazia uma pausa — lugar onde costumávamos sair para relaxar e passar um tempo juntos, e sempre era para assistir esse filme. Sempre. Era o único filme que assistíamos toda noite. Poderíamos citá-lo, cada linha. Então eu passei a chama-la de princesa Botão de ouro. Você tem que admitir que ela se parece com a atriz no filme, a que fazia o papel da princesa. E quando adolescente, ainda agia como ela, muito arrogante e orgulhosa, mas ainda tão doce para mim. Ela ficou irritada com o apelido no início, mas ela acostumou, e se tornou apenas botão de ouro.

— Ótimo filme. Agora eu quero vê-lo novamente. Eu não vi desde que eu era criança. — disse James, ainda sorrindo. Stephan sorriu brilhantemente. — Eu não consigo pensar em nada mais que eu gostaria de fazer agora. Eu tenho o filme na minha casa. E sorvete. O que você diz, botão de ouro? Sobremesa e um filme em minha casa esta noite? Concordei prontamente. Stephan foi na frente, para encontrar o filme e deixar sua casa pronta. Nós ficamos para trás para limpar o jantar. James insistiu em ajudar, limpando a mesa e lavando a louça, enquanto eu guardava a comida. — Isso não é exatamente o que eu imaginei quando você falou sobre não marcar encontros. — eu disse a ele com cuidado. — Sair com o meu melhor amigo, e assistir filmes me parece muito pessoal. Ele se virou para mim, parecendo perplexo. — Eu nunca disse nada sobre não ser pessoal. Tenho a intenção de deixar as coisas entre nós muito pessoais, botão de ouro. Sua resposta me deixou perplexa, mas imaginei que apenas era adequado para ele, por ser muito rico e mimado. Mesmo seus assuntos mais casuais tinham que ser de uma rica excentricidade... Nós assistimos o filme, tomando sorvete e comendo pipoca na casa de Stephan. Foi um dia muito agradável no geral, eu pensei, mesmo com algumas conversas acidentadas no percurso. Nos aprontamos depois para deitar na cama em silêncio, e meu corpo cantou com antecipação, quando me deitei para esperar por James, que ainda estava no banheiro. Ele se juntou a mim, poucos minutos depois, deslizando ao meu lado e me abraçando por trás. Eu fiquei tensa, esperando para ver que tipo de movimento que ele iria fazer, mas ele só se aninhou contra o meu cabelo e se acomodou para dormir. Eu tentei mexer com ele, mas ele me manteve firme no lugar, colocando um beijo suave na minha cabeça. — Eu vou deixar você se recuperar por alguns dias, amor. Apenas durma. Eu estou contente em segurar você por esta noite.

Eu estava na minha casa de novo. Eu estava deitada na minha cama dura e minúscula. Eu estava abraçando meus joelhos contra o meu peito, balançando e balançando, e tentando ignorar os gritos ásperos a apenas algumas paredes finas de distância. Se eu ficasse no meu quarto, tudo iria embora. Eles iriam esquecer que eu estava aqui, e de manhã o meu pai iria dormir o dia todo e nos deixar em paz para que eu pudesse cuidar da minha mãe. Mas não era para ser assim. Não desta vez. Os gritos ficaram mais altos, os gritos de minha mãe se transformando em gritos aterrorizados. Quando eu não podia suportar os barulhos horríveis por nem mais um momento, eu rastejei silenciosamente pela casa para investigar. Apesar do meu medo avassalador, eu tinha a necessidade de pelo menos tentar ajudar a minha mãe, o que quase sempre me empurrava bem no meio da violência das coisas. Eu olhei para os meus pés finos descalços, desejando que eu soubesse onde estavam minhas meias limpas. Eu estava com tanto frio, que sentia dor até a minha própria alma. Meus pais estavam falando em sueco, e eu juntei algumas palavras histéricas, quando cheguei mais perto da cozinha, onde eles brigavam. — Não, não, não. Por favor, Sven, guarde isso. A voz do meu pai era um rugido zangado. — Você arruinou a minha vida. Você e aquela pestinha. Eu perdi tudo por causa de vocês. Minha fortuna, minha herança, e agora, a minha sorte. Você tomou tudo de mim, apenas por viver. Diga-me por que eu não deveria tirar tudo de você, sua puta idiota? — Quando você estiver sóbrio, você vai se arrepender. Nós temos uma filha juntos, Sven. Por favor, apenas vá dormir. Se você dormir, você vai se sentir melhor. — Não se atreva a me dizer o que fazer! Foda-se o sono. Foda-se. E foda-se aquela pirralha. Olhe para ela, pairando na porta, congelada como um rato assustado. — Seus olhos frios estavam em mim. Eu estava congelada no lugar, como ele disse.

Ele mudou seu tom de voz, quando falou comigo, um tom de escárnio e suave. — Por que você não se junta a nós, sotnos? Venha aqui com sua bonita mamãe. Eu fui para o lado da minha mãe, tendo aprendido muito tempo atrás a não desobedecer a ele, quando estava com esse humor. Ele zombou de nós duas, quando eu estava ao lado dela. Eu estava no início da minha adolescência e já era alta, mais alta do que a minha mãe, mas ele se elevava sobre nós duas. Minha mãe não me olhou, não chegou perto mim. Eu sabia que ela não queria chamar mais atenção para mim. Ela tentava me proteger, como eu fazia, embora ela fizesse um trabalho melhor do que eu. — Olhe para as minhas meninas bonitas. A filha é ainda mais bonita do que a mãe. Que utilidade, então, teria a mãe? Diga-me, por que você é útil, mamãe? — Ele perguntou a ela. Eu não ouvi a resposta dela. Meu olhar estava focado apenas agora sobre o objeto que ele estava segurando ao seu lado. Era uma arma. Meu intestino apertou em pavor. A arma era uma adição nova e aterrorizante a esta cena violenta. Meu olhar voou de volta para o rosto de meu pai, quando uma risada saiu de sua garganta. Era um cacarejar de uma risada seca e irritada. Eu comecei a recuar, balançando a cabeça para trás e para frente em negação. — Resposta errada, boceta. — disse ele. Ele acenou com a pistola na frente de seu. — Você não pode tirar os olhos disso. Você quer? Gostaria que eu desse isso para você? Pegue, se quiser. Você acha que eu não posso te tocar sem uma arma na mão? Minha mãe o olhou, com os olhos quase em branco com o terror. Ela devia saber, como eu sabia, com o tom zombeteiro de sua voz, que ele a estava testando. Ela iria pagar caro se pegasse a arma dele, mesmo que ele tivesse dito a ela para fazer isso. Ele riu. — Eu insisto. Pegue a arma.

Inesperadamente, e assustadoramente, ela fez. Ela pegou da mão dele, com suas mãos que tremiam. — Saia. — disse ela, com a voz trêmula e terrível com seu terror. — Você não pode fazer essas coisas, especialmente na frente de nossa filha. Saia, e não volte. — Ela estava chorando, mas ela conseguiu puxar a arma para trás. Ele riu de novo. Sem medo e sem esforço, ele agarrou a mão dela. Sua mão cobriu a dela, rasgando a distância entre eles. Ele virou a arma, lenta e inexoravelmente apontando-o para longe de si e a empurrando em sua boca. Eu tinha me apoiado contra a parede, enquanto eu observava essa troca, mas quando eu vi a sua intenção clara, de repente corri para a frente, soluçando. — Mamãe. — eu chorei. Eu parei, como se eu tivesse corrido por quilômetros, quando meu pai puxou o gatilho, nos cobrindo e todo o quarto, em vermelho brilhante do sangue que jorrou. Meus olhos horrorizados olharam o meu pai. Sua expressão estava vazia. Eu gritei, me sentando. Eu estava fora da cama e no banheiro tão rápido quanto o meu corpo podia se mover. Eu comecei a esfregar a minha cara, uma e outra vez. Minha respiração estava trêmula e ofegante. A luz se acendeu atrás de mim. — Você está bem? — James perguntou, sua voz suave com preocupação. Eu não podia olhar para ele. Eu particularmente não conseguia olhar para o meu reflexo. Eu não tinha tido esse sonho há muito, muito tempo. Eu geralmente não podia olhar para mim mesmo por dias depois que eu tinha esse sonho. — Sim. Apenas um velho pesadelo. Eu preciso ficar sozinha, por favor. Liguei o chuveiro, sabendo que a pia nunca poderia me limpar o suficiente, para lavar todo o sangue que jorrava.

Eu entrei no chuveiro, sem verificar para ver se ele tinha escutado. Eu entrei ainda sob o jato frio, tremendo e me abraçando. Eu afundei no fundo, quando a água ficou mais quente. Eu não vi que ainda estava com a minha camisola, até que James se encostou atrás de mim. — Não. — eu avisei. Ele me ignorou, sentando atrás de mim, e me puxando contra ele. — Eu só preciso ficar sozinha. — eu disse a ele. — Não mais, amor. — James murmurou no meu ouvido. Eu não chorei. Eu não quebrei. Eu só me lavei, de novo e de novo, até que James assumiu a tarefa, me esfregando em movimentos suaves. — Você está pronta para secar e voltar para a cama? — Ele perguntou, depois de alguns minutos sob o jato. Eu balancei a cabeça. Ele me secou e me levou de volta para a cama, me embalando como uma criança. Ele me envolveu com o cobertor, então envolveu-se em torno de mim. Ele acariciou o meu cabelo confortavelmente até eu voltar a dormir. Passamos o dia seguinte, agradavelmente, juntos, James quase colado em mim o dia inteiro. Eu acordei primeiro, observando-o dormir por algum tempo, maravilhada com sua beleza. O sol entrava no meu quarto, tocando pedaços de sua pele. Parecia impecável, mesmo sob o sol brilhante, seu bronzeado brilhando contra meus lençóis azul claro desbotados. Me obriguei a sair da cama. Eu estava apaixonada, e não era uma condição que eu planejava cultivar. Eu coloquei um vestido de algodão fino, sem me preocupar com qualquer tipo de roupa de baixo. Eu deslizei silenciosamente até a sala. Eu mentalmente me batia, enquanto preparava uma garrafa de café. Eu estava sentindo coisas, que deveria ser inteligente demais para sentir sobre um homem assim. No final disto, devo pelo menos, manter o meu orgulho, eu pensei. E meu coração, eu adicionei para mim mesma, me encolhendo, porque eu sabia que já sentia coisa demais por aquele homem controlador.

James se juntou a mim, não muito tempo depois que eu fiz uma xícara de café. Me encostei no balcão, tomando meu café. Ele serviu um copo, e encostou um quadril no balcão ao meu lado. Ele estava vestindo apenas uma cueca boxer preta, e ela estava apertada o suficiente para me mostrar sua excitação, clara e dura. Olhei deliberadamente para longe daquela exibição pecaminosa, meus olhos fixos cegamente nos armários. Ele tomou um gole de meu café e fez uma careta. Eu ri. Eu fazia o meu café forte. Não era para todos. Ele tomou outro gole, tentando se ajustar ao sabor áspero. — Você está vestido de uma forma que deveria ser ilegal. — eu disse a ele, sem olhar para o seu corpo novamente. Ele sorriu, olhando para o meu vestido minúsculo, e minha evidente falta de calcinha. Eu era muito peituda para fugir do sutiã , então era óbvio. — Eu poderia dizer o mesmo sobre você. — Você é um provocador. — eu disse a ele. — Eu não sou. Alguns dias não vão nos matar. Além disso, eu preciso provar a mim mesmo que eu posso exercer algum autocontrole, enquanto você estiver machucada. Isso era novidade para mim. — Por quê? — O limiar de dor ... é uma preocupação para mim. Eu preciso saber se eu posso colocar o seu bem-estar na frente dos meus próprios impulsos. Eu me odiaria, se fosse longe demais com você. Eu sei que sou um canalha, mas mesmo eu não quero mais ser tão bastardo. Minhas sobrancelhas se ergueram. Ele tinha sido muito mais carinhoso do que eu esperava que ele fosse. Fiquei surpresa por ele pensar em si mesmo dessa forma. — Por que você acha que é um bastardo? Sua expressão escureceu. — Eu sei que é tudo consensual, mas o fato é que eu gosto de machucar as mulheres durante o sexo. Há uma razão para

você me temer. Meu impulso mais forte é o de controlar e dominar, portanto não se engane, eu sou um sádico. Isto não faz de mim exatamente um cara legal. Fiquei triste por ele, e a parte fraca de mim queria aliviar o seu tormento. Mas como eu poderia? Eu tinha meus próprios demônios que eu não sabia como controlar. Minha necessidade de confortá-lo ganhou. A necessidade de confortar a nós dois. — Mesmo masoquistas precisam de amantes. — eu disse a ele, meu tom suave. — O que uma garota como eu faria sem alguém como você? Talvez todo mundo seja bom para alguém. Ele se inclinou e me beijou. — Obrigado. Que coisa bonita para você dizer para mim. Basta eu achar que você não gosta de mim, e você me dá alguma esperança. Eu desviei o olhar, envergonhada. Nós escolhemos na parte da manhã por horas, as amostras de minhas pinturas. James parecia infinitamente paciente, e não me pressionou para escolher. Eu levantei as duas pequenas pinturas que estava me debatendo para escolher. —Qual delas você prefere? — Eu perguntei. Ele apontou para a flor do deserto. — Este serve para a amostra. Seu dedo se mudou para a outra imagem. Era do gato que parecia viver parte do seu tempo no meu quintal. Ele era gordo, e gostava de dormir em cima do meu muro de concreto. A imagem capturada era nessa pose. — Mas esse é muito bom. — ele acrescentou. — Ele deve, definitivamente estar exposto na galeria. Parece um bom candidato para as vendas. As pessoas estão realmente gostando de imagens de gatos agora. Especialmente gatos peculiares. Eu sorri. — Eu amo esse gato. Eu não sei de quem ele é, mas não deve ser vadio, pela gordura que ostenta. Embora tente entrar em minha casa na maior parte das vezes, quando eu abro a minha porta de trás.

— Eu vi a outra foto dele em sua cozinha. Gatos gordos são bonitos. — disse James, encontrando meu sorriso. — Você está determinado a me fazer gostar de você. — eu disse a ele, brincando. Ele parecia um pouco magoado com o comentário. — Você não gosta de mim? — Perguntou. Me recordei de minhas palavras. Eu não tinha percebido como poderia soar rude, quando estavam saindo da minha boca. — Eu não quis dizer isso assim. Eu só estava brincando com você. Você acabou de ficar tão bemcomportado, tão encantador. É como se você está estivesse tentando me fazer apegar a você. Ele me estudou atentamente, como se eu fosse uma novidade particularmente fascinante para ele. — Bem, sim, eu quero isso. Eu não sei como te mostrar mais claramente que é exatamente isso que eu quero. Eu apenas levantei minhas sobrancelhas para ele, olhando por um longo minuto. —Parece bastante inútil e egoísta para mim, que você queira fazer alguém se apegar a você, enquanto você se não se envolve. — Eu lhe disse calmamente, levantando meu queixo quase desafiadoramente. Ele em nenhum momento olhou para longe de mim, enquanto falava. Seus olhos estalando com intensidade, quando pegou minha mão, puxando— a para seu peito. — Você é uma menina tola, eu estou pego. Eu estou preso desde o início. Como você pode duvidar disso? Eu puxei minha mão, cética e desconfortável. Isso é algum jogo para ele? Eu me perguntava. — Eu posso duvidar de qualquer coisa, Sr. Cavendish. Eu sou, por natureza, cética. Ele levantou a mão para o meu rosto, me acariciando com um toque leve como uma pluma. — Como pode alguém tão jovem e inocente também ser tão cínica? — Ele me perguntou. — A vida não me ensinou a ser outra coisa. Me desculpe, mas eu não iria mesmo começar a saber como não duvidar, de alguém que eu mal conheço.

Ele me empurrou para a minha cama de hóspedes, a superfície recentemente arrumada. Ele pairava sobre mim. — Então eu vou garantir que você me conhece, Bianca. — ele disse, e me beijou com extrema intensidade.

CAPÍTULO VINTE E CINCO Sr. Safado Eu finalmente escolhi as amostras que queria, e James as enviou, antes mesmo que eu soubesse que era essa a sua intenção. Ele me deu um sorriso irônico. — Não é da minha natureza procrastinar. Eu resolvo rapidamente, quando minhas decisões são acertadas. Me sacudi fora do seu comportamento, que era tempestuoso demais para mim, entendendo que era mais uma excentricidades das pessoas muito ricas. Ele começou a dar telefonemas e trabalhar em seu computador novamente, então voltei a trabalhar na pintura que tinha começado dele. Ele veio e se sentou em uma das minhas cadeiras de plástico barata, ainda em seu telefone. Ele o cobriu brevemente. — Será que vou incomodar se eu me sentar com você? — Ele perguntou. Eu balancei a cabeça, ainda trabalhando. Ele ajudava, na verdade. Embora ele não estivesse posando, ele ainda ajudava, já que eu podia olhar para ele com frequência, enquanto o pintava. Eu trabalhei por várias horas, e ele ficou onde estava, trabalhando e me olhando. Eu distraidamente notei que ele pediu comida, mas eu continuei trabalhando. Eu não tinha ideia de que horas eram, e nem me importava. — A comida chegou. — disse James depois de algum tempo, se levantando. Ele saiu e voltou, carregando embalagens descartáveis do meu restaurante Tex-Mexicano favorito. Eu sorri para ele. — Eu amo esse lugar. — Sente-se e coma. — ele me disse, apontando para a cadeira em frente a ele.

Eu peguei uma das tigelas de sua mão. Não era o que eu normalmente pedia, mas estava bom, talvez até melhor do que o meu habitual. Eu comi rapidamente, tentando ser educada sobre isso. Minha mente ainda estava na pintura. Eu tinha comido quase toda a comida, antes que percebesse. Voltei à pintura, sem falar, e James voltou a trabalhar me olhando. Eu estava quase terminando a pintura quando eu parei. Eu sempre gostava de terminar um projeto com uma nova perspectiva. Eu ficava longe dela por alguns dias, e depois voltava e a via com novos olhos. James estava no telefone, e eu comecei a limpar meu material, quando tive uma ideia melhor. Comecei a preparar um novo papel de aquarela. — Quer posar nu para mim? — Eu perguntei, quando ele terminou a ligação. Ele pareceu surpreso. — Aqui? — Ele perguntou, olhando ao redor do meu quintal. Eu ri. Meu quintal era pequeno, mas o muro era alto, fornecendo bastante privacidade. — Na minha cama? — Eu perguntei cautelosamente. Eu não podia acreditar que ele iria fazer isso, mas eu estava começando a me sentir esperançosa. — Ok, mas eu preciso fazer mais uma ligação. Eu balancei a cabeça, sorrindo, muito feliz com a perspectiva de fazer essa pintura. —Eu vou estar no meu quarto, preparando tudo. Ele veio alguns minutos mais tarde. Ele ainda estava de cueca. — Onde você me quer? — Ele perguntou, olhando para o meu pequeno quarto. — Apenas deite na cama. Do seu lado, embora eu possa mudar depois um pouco.

Ele deslizou para fora de sua única peça de roupa e obedeceu. Ele descansava na cama, parecendo relaxado. Bem, a maior parte dele de qualquer maneira. Seu pênis não estava relaxado, projetando enorme e ereto entre suas pernas. Lambi meus lábios. — Devo pintá-lo assim?— Eu perguntei, apontando para ele. —Ou será que vai ficar mole? Ele riu. — Você pode muito bem pintá-lo assim. Ele não esta pensando em ficar mole logo. Ele tem a sua própria mente. Lambi meus lábios novamente. — Posso fazer alguma coisa por ele? Por você? Antes que eu comece a pintar. Eu poderia leva-lo na minha boca. Seu olho ficou um pouco vidrados com a sugestão. — Não. Preciso provar a mim mesmo que posso me segurar por alguns dias. — Mas ele se acariciou com a mão. Caminhei até ele, mas ele acenou, me afastando, deixando as coisas por conta dele mesmo. — Não. — ele me disse com firmeza. — É importante para mim descobrir se posso ter controle sobre o que eu posso fazer com você. Engoli em seco, mas respeitei a sua decisão. Seja lá qual for suas razões. Eu comecei a pintá-lo, sem qualquer trabalho normal de preparação. Era um prazer trabalhar com ele, e eu me perdi no processo pela segunda vez naquele dia. Era raro eu ficar tão absorta em dois projetos em um dia, apesar de sentir isso como mais uma continuação de um projeto. — Eu amo pintar você. — eu disse a ele. Ele ficou me olhando incansavelmente, seu queixo duro encostado em seu punho. — Isso funciona bem então, pois eu adoro ver você pintar. Você tem esse olhar sonhador. É fascinante. Eu lhe dei um olhar quente, pensando que ás vezes ele podia ser quase inacreditavelmente doce.

— O que você vai fazer com essa pintura? — Ele perguntou depois de um longo período de silêncio confortável. — Pendurar ao lado de sua outra pintura, acima do meu banco de palmada, para masturbar. — eu disse a ele, tentando fazê-lo rir. Funcionou. Ele agarrou seu estômago, caindo de costas enquanto ele ria. — O que diabos você sabe sobre um banco de palmada para masturbação? — Ele me perguntou com um sorriso contagiante. Eu sorri de volta, ainda pintando. — Meu melhor amigo é um rapaz. Eu ouvi o termo muitas vezes, embora eu nunca tenha realmente relacionado a isso antes. Ele voltou a sua pose, um sorriso irresistível ainda em seu rosto. —Estou surpresa que você consiga ficar parado por tanto tempo. Eu não teria imaginado que você tinha isso em você. Você parece ser um tipo de homem que esta em constante movimento. — eu disse a ele. — É incomum para mim. Mas eu gosto de sua casa. É um lugar pacífico e feliz. Eu não poderia evitar em abrir um largo sorriso para ele. — Estou feliz por você gostar. Eu gosto dela, também. — Eu espero que seja convidado a voltar muitas vezes. Eu apenas sorri, trabalhando na pintura atentamente. Vamos ver, eu pensei. Ele me deixou pintá-lo por horas antes de finalmente parar, precisando de uma pausa. Ele havia começado a ler um Mangá que estava na minha mesa de cabeceira. Era um Shojo Mangá, portanto era para o público feminino, e eu corei um pouco quando ele o encontrou, envergonhada que ele soubesse que eu estava interessada em algo tão romântico e bobo. Ele estava sorrindo para algo, quando virou uma página. Era uma cópia da biblioteca, o único tipo que eu podia pagar. Eu não tinha lido ainda, mas era o décimo quinto de uma série que eu vinha acompanhando há anos. Eu

tinha ficado na lista de espera da biblioteca o aguardando por quase seis meses. — Não fale nada. — eu avisei. — Eu não tive a chance de ler ainda. Ele olhou para cima com um sorriso largo na boca. — Você gosta disso? Eu tenho que dizer, quase me dá esperança. É tão doce e romântico. Eu balancei meus ombros. — Eu não sei o que é, mas eu sou totalmente apaixonada por mangá e anime. É tudo muito divertido para mim. E eu amo os personagens. Ele levantou as sobrancelhas para mim, quando eu terminei de levar meu material para guardar, voltando para o quarto, onde ele ainda estava lendo o mangá. — Então, vamos assistir a alguns anime. Você tem em seu computador? — Ele perguntou. Eu balancei a cabeça. Era o único lugar que eu assistia alguma coisa na minha casa, já que eu não tinha uma televisão. — Eu quero ver o seu favorito. — ele me disse. Meu antigo computador estava em um pequeno canto na minha sala de estar. James puxou minha poltrona próxima do computador, e eu coloquei um episódio de um anime de vampiro que eu tinha visto várias vezes. Eu carreguei o primeiro episódio. Eu não poderia imaginar se James iria gostar. Era um pouco tolo, e eu imaginava que o público-alvo deviam ser as meninas. Mas foi a primeiro anime que eu tinha pensado, quando ele me pediu para colocar o meu favorito. Nós assistimos por horas. James me abraçando contra seu peito, mas parecia colado na tela, paralisado pelo anime. Eu sempre achava fascinante também. Eu fui pega pelo programa novamente. — Então, nós estamos torcendo para que ela escolha o cara de cabelos prateados, certo? — James me perguntou quando terminamos o episódio em suspense sobre os próximos acontecimentos. Eu desprezei seu comentário. — Não. O de cabelo escuro. Ela o adora. Ela está apaixonada por ele eternamente.

Ele ergueu as mãos, rindo de mim. — Nós acabamos de descobrir que aquele é seu irmão! Eu olhei para ele, me sentindo na defensiva sobre meus amados personagens. — Ele foi criado como seu irmão. Ele reencarnou, ou o que for. — A história tinha uma trama complicada, o que parecia acontecer bastante nos animes que eu amava. Ele riu mais ainda. — Assim isso o torna seu tatatatavô? E isso é de alguma forma melhor? Eu cutuquei suas costelas com o cotovelo, mas não podia deixar de rir também. Ele aninhou em meu pescoço, então me prendeu por baixo dele, segurando meus pulsos acima da minha cabeça. — Você é uma garota pervertida, não é? Eu aposto que você gosta hentai. — ele brincou comigo, referindo-se a versão pornográfica do anime. Ele começou a me fazer cócegas. Eu dei um tapa em suas mãos, rindo, impotente. — Diga isso. — ele insistiu, rindo. — Ei, eu gosto de hentai, sou uma garota safada. Eu disse isso, e ele me beijou, mas foi um beijo rápido, uma vez que ambos estávamos ainda rindo. — Você pode me chamar de vovô, se isso excitar você. — ele brincou. Eu ri, puxando seu cabelo. Eu nunca me diverti tanto assistindo anime, especialmente porque eu normalmente assistia sozinha. Stephan não gostava muito de anime. Ele dizia que eles nunca tinham finais felizes. Ele achava até mesmo os mais tolos e divertidos eram um pouco tristes. Eu já achava que até os mais tristes eram tolos e divertidos. Eu fiz uma rápida visita ao banheiro, mas congelei quando vi que James estava olhando o meu computador quando retornei. Corei mais forte do que eu já corei em toda minha vida. Eu não olhava site pornô com frequência. Quase nunca, na verdade. Mas eu sentia uma estranha vontade em procurar alguns sites com conteúdo

muito específico BDSM, desde a noite que eu retornei para casa, depois de conhecer James pela primeira vez no vôo. Eu sempre tive um grande fascínio com BDSM, e mesmo aquela pequena interação que tive com James naquele voo, acionou minha fascinação de tal forma, que eu chegava em casa e olhava para aquelas coisas, imaginando ele fazendo isso em mim. Eu ainda não sabia porque, mesmo com minha inexperiência, eu tinha tanta certeza que era aquilo que ele queria fazer comigo. Era apenas algo que havia em seus olhos, uma pitada nele de dominante tão claro para mim, que eu não poderia negá-lo Ele estava assistindo a um dos vídeos que eu tinha encontrado naquela noite. Uma mulher amarrada e amordaçada estava sendo açoitada vigorosamente por um homem enorme que estava atrás dela. Ela estava usando um espartilho de couro preto, que ainda deixava seus seios nus. Seus lábios estavam vermelho sangue, seu cabelo preto como corvo. O homem era moreno e corpulento, com cabelo grosso e um peitoral gigante. Ele era uma besta bruta para um homem, especialmente em comparação com James. Ele tinha sido simplesmente a coisa mais próxima que eu tinha encontrado para as coisas que eu desejava que James fizesse comigo, as coisas que eu tinha imaginado que ele desejava fazer comigo. Eu tinha acabado por estar certa sobre ele. Na verdade, nunca minhas fantasias poderiam ter feito justiça a ele. — Você procurou os meus históricos. — eu disse suavemente, me movendo lentamente por trás dele. Se ele tivesse olhado os meus históricos, isso significava que ele sabia exatamente desde quando eu estava assistindo o vídeo obsceno. Ele se virou e olhou para mim, seus olhos espertos. — Sim. — disse ele, sem qualquer vergonha. Então, ele sorriu. Ele me fez perder o fôlego. — Você se manteve bem ocupada desde a noite que nos conhecemos, minha menina pervertida. Você nunca deixa de me surpreender e me deliciar, Bianca. Mas eu espero que esse tipo de homem bruto não seja o seu tipo. — Ele acenou com a mão para a tela. Eu balancei a cabeça com força, meus olhos arregalados. — Eu nunca tive um tipo até que conheci você, James. E agora eu suponho que o meu tipo de homem seja incrivelmente bonito, com cabelo cor de mel, olhos azul

turquesa e um bronzeado, inexplicavelmente eterno. Não tinha nenhum filme pornô BDSM disponível com esse "tipo". Ele se apoiou na pequena cadeira de computador, apenas passando a língua sobre os dentes. Cerrei minhas coxas, sentindo uma onda de calor entre as pernas. — Você sabe o que eu fiz naquela noite, quando cheguei em casa? — James perguntou, sua voz muito baixa, com os olhos quentes no meu rosto. Eu balancei a cabeça. Ele sorriu. — Eu me masturbei três vezes na sequencia, apenas pensando naquele pequeno rubor em seu rosto, cada vez nossos olhos se encontraram. Você estava tão composta, profissional, mas eu sabia que você iria ser perfeita na cama. Apenas um olhar para você, e eu estava perdido. Corei, minha mente voando de volta para nosso primeiro encontro. Eu tinha sido chamada para fazer um voo charter de Las Vegas para Nova York. Nosso CEO havia solicitado pessoalmente que eu trabalhasse no voo no meu dia de folga, então eu não poderia recusar. Eu fiquei perplexa quando Stephan não tinha sido chamado. Eu não tinha ficado muito satisfeita com a viagem, apesar do valor que ganhei de horas extras ser muito bom, porque o nosso CEO tende a ser um pouco amigável, até grudendo, com comissárias de voo do sexo feminino. Mas eu tinha ido. O avião estava quase deserto, e eu tinha sido a única comissária a trabalhar na primeira classe. Três assistentes de voo trabalharam na classe econômica com menos de 20 passageiros para cuidar. Eu só tinha dois. James e o CEO. James tinha chegado primeiro, e nós tínhamos ficado congelados quando nos olhamos. Ele tinha acabado de pisar na primeira classe, quando nossos olhos se encontraram. Eu tinha ficado paralisada, e ele tinha sido... bem, intenso. Eu tinha esquecido o trabalho que eu tinha que fazer, as coisas que eu deveria dizer, quando nós ficamos apenas nos olhando por longos minutos. Eu disse a mim mesma que eu estava imaginando todas as coisas que eu vi em seus olhos, que eram apenas fantasias selvagens sobre um homem incrivelmente bonito em um terno impecável.

Eu tinha visto em seus olhos um homem que iria me submeter no nível mais básico. Nós não havíamos nos movido, até que a voz do meu CEO se elevou atrás de James, levando-o a se sentar. Eu estava completamente abalada, e voltei ao trabalho, mas a cada interação, cada olhar para ele, me dava choques de consciência que agitavam meu corpo, o calor subindo no meu rosto, cada vez que eu encontrava seus incríveis olhos azuis turquesa. Nós nem sequer havíamos nos tocado, e ele me dominou naquele voo. Eu havia pensado que nunca mais iria vê-lo novamente depois disso, mas ainda assim eu não tinha sido capaz de tirá-lo da minha mente. James fechou a janela do pornô brutal, se levantando e caminhando em minha direção. Ele me abraçou, empurrando meu rosto em seu peito. Ele beijou o topo da minha cabeça quase docemente. O resto da noite correu bem e eu estava maravilhada com nosso dia sem qualquer drama e sem sexo, quando o meu telefone soou com uma nova mensagem de texto, durante o jantar. O telefone estava no meu quarto. Ele tinha tocado algumas vezes durante o dia, mas quando verifiquei e vi que nenhuma das mensagens eram de Stephan, eu tinha ignorado. — Me desculpe. — eu disse para James, que estava comendo os restos de frango como se fizesse isso todos os dias. Eu teria apostado que este era seu primeiro jantar de restos que teve em muito tempo, se é que teve algum dia. Peguei meu telefone, voltando para a mesa. A mensagem era de Stephan. Eu cantarolava enquanto o lia. Tinha sido um dia tão perfeito. James não tinha sequer me perguntado sobre meu pesadelo da noite anterior. Se isso era como funcionava um relacionamento, eu poderia me acostumar. Eu fiquei chocada com meu pensamento. — Quem te mandou mensagem? O que diz? — James perguntou. Ele era intrometido e não tinha vergonha disso. Eu me perguntei como ele iria levar, se eu fosse tão curiosa com ele. — Stephan. Eu tenho que trabalhar amanhã. Apenas um retorno, por isso estaremos de volta na mesma noite, embora tarde.

James ficou pensativo depois disso. Eu sabia que ele tinha assumido que eu manteria todos os meus dias de folga esta semana. Ele não conseguia entender que eu precisava trabalhar horas extras para pagar minhas contas. — Eu não posso imaginar que você, normalmente, coma restos de frango no jantar. — eu disse, sorrindo para ele, tentando tirá-lo de seu humor sombrio repentino. Ele nem sequer tinha colocado uma camisa, usando apenas uma cueca, como o hedonista sem vergonha que ele era. Embora ele tivesse se mantido forte na sua decisão de não fazer sexo comigo. Eu não estava particularmente satisfeita com o seu sucesso. Seus olhos estavam frios, quando ele me olhou. — Você acabou de comer? — Ele perguntou em voz baixa. Eu balancei a cabeça. — Vá para a sua cama. — ele ordenou. Eu estava imaginando que ele era um tirano imprevisível a cada passo. — Deite-se de costas. — ele ordenou. Eu fiz, e ele puxou meus quadris para a beira da cama, levantando minha camisola para me estudar. Ele abriu minhas pernas, em seguida, colocou meus pés em cima da borda da cama, com as mãos segurando meus tornozelos. Ele levou uma das mãos quase que instantaneamente, e tocou as dobras de meu sexo com seus dedos, examinando cada centímetro em mim. Isso me fez contorcer. — Pare com isso. — ele me disse com uma voz dura. Eu parei. Ele deslizou um dedo dentro de mim muito lentamente. Ardia um pouco, mas não demais para suportar. Era um tipo delicioso de dor. — Você está dolorida? — Ele perguntou, ainda empurrando. Eu gemi, não respondendo, esperando que fosse resposta suficiente. Ele amaldiçoou, puxando seu dedo em um movimento. — Mais um dia, pelo menos, antes que possamos foder.

Ele começou a trabalhar em mim com a sua boca, me fazendo chorar e implorar em poucos segundos. Depois de me dar um orgasmo rápido e intenso, ele se levantou. Seu rosto ainda estava duro e frio, mesmo com a minha paixão. Ele entrou no banheiro e fechou a porta. Eu ouvi o chuveiro ligar. Comecei a pegar minhas coisas para o dia seguinte, arrumando minha mala de vôo e ligando meu alarme. Ele saiu com uma toalha na cintura, e eu poderia dizer com um olhar no seu rosto, que ele ainda estava com um humor sombrio. — Existe algo que eu possa fazer por você? Eu me sinto mal em ser a única a obter prazer, sem uma troca. Ele só olhou para mim por um longo minuto. — Não, eu estou bem. Quando é que você tem que ir para a cama? — Eu provavelmente deveria ir para a cama o mais cedo possível. Você está partindo? — eu perguntei, assumindo pelo seu comportamento que era isso que ele estava planejando. Seu rosto escureceu ainda mais. — Você está me expulsando? A ideia me assustou. — Não, claro que não. Você pode ficar, se quiser, mas... —Sim, eu quero. Vamos para a cama. — disse ele, indo até o armário para vestir um novo par de cuecas boxer. Ele deitou na cama, fechando os olhos, sem outra palavra. Eu fiquei na cama, deitada ao lado dele, sem jeito. Demorei muito tempo para cair no sono ao lado dele. Não era como qualquer uma das outras vezes que tínhamos dormido juntos. Nenhuma parte dos nossos corpos se tocava.

CAPÍTULO VINTE E SEIS Sr. Distante Meu alarme disparou. Eu desliguei rapidamente, tentando não perturbar o homem dormindo profundamente ao meu lado. Uma de suas mãos estava sobre meu peito, mesmo em sono profundo. Ele aparentemente tinha derretido um pouco em seu sono. Puxei a mão dele lentamente e com esforço, colocando suavemente sobre a cama, para ir ao banheiro tomar meu banho. Ele estava sentado do meu lado da cama quando eu retornei. Ele passou a mão em seu cabelo quando me viu. — Você vai me ligar, quando chegar em casa? — Ele questionou. Eu balancei a cabeça, e virei para me aprontar. Ele se vestiu também, embora não arrumasse suas coisas. Eu suspeitava que ele ia deixá-las ali, sem me perguntar se estava tudo bem. Eu decidi não fazer disto um problema. Eu não queria irritá-lo naquele momento. — Eu estarei desconectada a maior parte dessa quinta-feira. Mas não vou voltar muito tarde da noite. — eu disse a ele, tentando tirá-lo de seu humor. Ele apenas acenou com a cabeça, e eu me preocupei que tivesse soado muito presunçosa, assumindo que ele gostaria de passar mais um dia comigo. — Eu voltarei aqui novamente depois de sair do trabalho, a menos que você se oponha a minha companhia. — ele disse. Era o mais perto que ele ia chegar a pedir, eu pensei. — Parece ótimo. — Eu sorri para ele, mas ele permaneceu impassível.

Ele estava pronto antes de mim, mas esperou pacientemente, com seu terno cinza claro, com uma camisa cinza escura e uma gravata vermelha. Era muito impressionante vê-lo completamente vestido, depois de passar tanto tempo com ele quase nu na minha casa. — Esse é um terno lindo. — eu disse a ele. Ele me agradeceu pelo elogio, mas continuou distante. Eu percebi que a sua distância me fazia querer agarrá-lo. Mas eu reprimi esse impulso doentio. Ele me acompanhou para fora. Ele não disse adeus até Stephan se aproximar da minha garagem já aberta. James segurou a parte de trás da minha cabeça, me dando um beijo duro na boca. — Me mande uma mensagem de texto no segundo que você estiver de volta na cidade. — ele me disse rispidamente, movendo-se para fora do meu caminho. Ele não entrou em seu próprio carro, até que começamos a sair. Stephan me deu um olhar cuidadoso. — Esse homem é intenso. — disse ele calmamente. Eu ouvi a pergunta implícita ali, mas eu só balancei a cabeça. Ele estava preocupado comigo, mas eu ainda não conhecia James o suficiente para confiar em assegurar que estava tudo bem. Os dois vôos foram dolorosamente lentos para trabalhar. A única coisa interessante no dia foi que os agentes estavam de volta, seguindo exatamente a mesma rotina que no vôo anterior. Stephan me tranquilizou, que ele iria preencher um outro relatório sobre o comportamento estranho, apenas para cobrir as bases, mas decidimos, depois de algum debate, que os dois homens deviam estar investigando a companhia aérea. Eu não mandei mensagens ou liguei para James durante o nosso tempo no chão. Eu não tinha certeza se ele queria que eu fizesse, então eu decidi pecar por excesso de cautela. Eu não tinha nenhuma chamada perdida ou mensagens, então eu percebi que era a coisa mais segura a fazer.

Embora eu tenha ouvido uma ligação com uma estranha conversa de um dos agentes, quando ele estava saindo da aeronave. — Sim, senhor, ela está bem. Não houve problemas. Ninguém a incomodou durante o vôo. Comecei a ter uma ideia paranóica, mas eu imediatamente a desconsiderei como uma merda de uma insanidade louca. Mesmo excêntricas, as pessoas muito ricas não são loucas, eu disse a mim mesma. Agente nº2, cujo nome na lista de vôo era James Cook, me deu um sorriso, quando eu lhe entreguei a quinta garrafa de água. — Aqui está, Sr. Cook. — eu disse, sorrindo. Por mais estranho que fosse este padrão, ele era realmente um passageiro muito agradável. — Obrigado, Srta. Karlsson. — ele respondeu, e eu congelei. Ele sabia o meu sobrenome, mas não havia nenhuma razão no mundo que justificasse ele saber o meu sobrenome. Ele não estava no meu crachá. Eu olhei para ele de frente. — Como você sabe meu sobrenome? — Eu lhe perguntei com dureza. Ele parecia um pouco envergonhado, como se tivesse sido um deslize. — É o meu trabalho, senhora. Eu contei a Stephan sobre essa conversa. Ele parecia perplexo. — Você acha que está sendo investigada? —Eu acho que pode ser James... — eu disse calmamente, revelando a minha teoria paranóica. Stephan fez uma careta. — Eu gostaria de dizer que isso é impossível, mas eu realmente posso imaginar James fazendo algo assim. Você vai perguntar a ele? Eu suspirei. — Em algum momento. Eu não tenho certeza se posso lidar com a resposta. Eu não estou pronta para terminar as coisas ainda. Stephan agarrou o meu ombro. — Terminar as coisas não é a única solução, Bianca. Olhamos um para o outro por um longo momento, mas eu não sei se estava ou não de acordo com ele.

Eu mandei uma mensagem para James quase imediatamente quando pousamos em Las Vegas, ligando o meu telefone enquanto o avião taxiava. Bianca: Estamos de volta em Las Vegas. Taxiando no momento. Ele respondeu quase que instantaneamente. James: Bom. Estarei na sua casa quando você chegar lá. E ele estava, não me assustando mais quando saiu do SUV escuro, desde que eu sabia que era ele agora. Acenei boa noite para Stephan. James me encontrou no meio do caminho, sua mão possessivamente a minha nuca. Ele estava estranhamente silencioso.

indo

Eu abri a porta, chutando meus sapatos, e colocando a minha mochila de vôo em seu local, em uma pequena mesa na porta do meu quarto. James ainda era uma presença silenciosa atrás de mim. Senti um arrepio de medo percorrer a minha espinha. Neste clima, ele realmente me machucaria? No que eu tinha me metido, me tornando tão íntima de um estranho? Além disso, e se ele se tornasse intimamente violento. Eu tinha ido longe demais para voltar. E se não tivesse mais volta? Eu senti nojo de mim mesma por ainda considerar. Mas eu me arrependeria se eu nunca descobrisse o que havia neste caminho, um caminho que, secretamente, sempre me fascinou. Mas o medo era estranhamente persistente, com um homem tão silencioso e frio à minha volta. Meu pai sempre fazia os maiores danos, quando ele parava de gritar, e se tornava o monstro frio que assombrava os meus pesadelos. A imagem de seu rosto inexpressivo, coberto de sangue, brilhou em minha mente, me fazendo tremer. Seus olhos azuis frios me sacudindo com um aviso quase distraído. E o quanto eu devia estar doente, já que James, em sua personalidade fria e dominante, era ainda mais irresistível para mim? Eu fiz uma nota em voltar a ter contato com o meu terapeuta que negligenciei. Mas, mesmo com todos os meus pensamentos escuros e meu medo arrepiante, eu nunca sequer considerei pedir James para sair.

Eu queria enfrentar isso, me sentir corajosa quando tantas vezes minha coragem tinha fugido de mim, e eu simplesmente corria aterrorizada, deixando alguém para assumir os danos. — Vá para o quarto. E fique em pé ao lado da cama. — A voz de James estava rouca quando ele finalmente falou. Estávamos em pé no escuro por longos minutos em silêncio total. Eu fiz isso, e apenas o ato de me submeter, me fez relaxar uma fração de alívio. Estava tudo em suas mãos agora. — Levanta a saia. — ele me disse. — Mais. Todo o caminho até sua cintura. Bom. Ele acendeu a luz e se aproximou de mim, arrastando meus quadris para a borda do colchão e posicionando meus saltos lá no que parecia ser a sua rotina de exame. Ele ajoelhou-se, seu rosto ainda duro, entre minhas pernas. Eu tremia. Ele fez um barulho tsking, quando viu a umidade. Ele me tocou, dois dedos molhados. — Isso é tudo para mim? — ele perguntou suavemente. Eu engoli e apenas balancei a cabeça. — Eu gostaria de uma resposta adequada. — Sim, Sr. Cavendish. — Eu tentei, sem saber o que ele queria. — Diga-me se você sente alguma dor em qualquer lugar. — ele ordenou, deslizando um dedo dentro de mim lentamente. Toda a dor foi embora, deixando apenas um prazer dolorido, e eu me contorcia. Ele bateu do lado da minha bunda, com força. — Não se mova. Ele continuou a me acariciar, tocando cada centímetro e circulando o dedo. — Você é tão fodidamente apertada. Inacreditável. — Ele murmurou. Foi o mais próximo de relaxamento que eu tinha visto dele, desde que tinha ficado frio no jantar da noite anterior. Um segundo dedo juntou-se ao

primeiro, acariciando ao longo de cada parte de minhas paredes, procurando por qualquer parte dolorida. — Qualquer dor aqui? — Perguntou ele, empurrando mais fundo. Engoli em seco. — Não, Sr. Cavendish. Ele puxou abruptamente, ainda estudando meu sexo. — Ótimo. Agora eu vou puni—la. Vá colocar sua camisola me foda. —Ele se endireitou, enquanto falava, e eu assisti com fascinação, quando ele chupava seus dedos, em seguida, afrouxou a gravata. — Está suja. — eu disse a ele. Ela estava no chão do meu armário. — Está prestes a ficar suja. Vá coloca-la. Eu tirei minhas roupas de trabalho, com as mãos trêmulas. Quando voltei do meu armário, ele tinha tirado apenas sua jaqueta e enrolado as mangas de sua camisa. Sua excitação era evidente em sua confortável calça cinza. E seus olhos eram ainda lascas de gelo. — Vá para a cama, rosto para baixo. Coloque sua bunda diretamente sobre a cunha no centro da cama. Notei o travesseiro estranho na cama quando ele mencionou isso, mas eu obedeci sem dizer uma palavra. Era como uma versão em miniatura da rampa que tinha usado em sua casa. Mas como se fosse um tamanho portátil, pensei. Minha cabeça se levantou, quando eu senti uma corda que estava sendo apertada em torno de meus pulsos. Ele estava debruçado sobre a cama, apertando os dois juntos. Minha cama não tinha realmente uma cabeceira para isso, apenas uma cabeceira frágil, mas James estava preparado para isso, usando uma corda e amarrando-a completamente embaixo da cama, para segurar meus pulsos no lugar. Eu o olhei um pouco aturdida. Estar presa pela segunda vez , deveria ter sido menos terrível, mas não era, a minha mente não estava processando essa informação. — Você se lembra de sua palavra segura? — ele questionou. Ele caiu de joelhos no chão, para apertar a corda debaixo da cama casualmente, como se

fosse a coisa mais normal do mundo. Ele ainda conseguiu ficar digna assim, totalmente calmo, enquanto se rastejava de joelhos. — Sim, Sr. Cavendish. — eu respondi, tremendo. Ele amarrou meus pés de forma eficiente, puxando-os ligeiramente afastados e não juntos. Tentei virar a cabeça para olhar, mas ele cobriu meus olhos com uma venda preta, amarrando-a perfeitamente. Eu queria desesperadamente que ele tocasse meu rosto, qualquer sinal de afeto, mas ele permaneceu impassível e frio, enquanto preparava minha punição. Música suave começou a tocar nos pequenos alto-falantes, que eu ligava normalmente o meu telefone. A música era estranha, mas a voz bonita, uma mulher cantando uma melodia assombrosa, acompanhada fortemente por violinos. Eu podia sentir ele simplesmente me olhando por longos minutos, depois que ele terminou me amarrar. Eu me contorci um pouco. — Sr. Cavendish, por favor. — eu implorei a ele. Pelo que, eu ainda não estava totalmente certa. Ele não respondeu. Engoli em seco quando finalmente uma mão me tocou, levemente a parte de trás da minha coxa. Ele levantou minha camisola a partir de meio da coxa até os meus ombros. Eu ouvi alguns farfalhar. Pano? Algo mais grosso. E depois outro toque. Parecia que era a mão dele, embora não fosse sua pele. Será que ele tinha colocado uma luva? Vários minutos se passaram em uma agonia de espera, e tudo que eu sabia era que ele me olhava. O primeiro golpe me pegou de surpresa, um tapa duro de sua mão enluvada na minha bunda. Engoli em seco. Doeu. Eu podia sentir uma de suas coxas tocando a minha, enquanto ele se inclinava ao meu lado. O primeiro tapa foi seguido por outro, em um ponto logo abaixo, e então ele começou realmente, golpe após golpe, em cada centímetro do meu bumbum e coxas. Engoli em seco e me mexi um pouco, tentando, em vão, fugir do contato áspero.

Por que sua mão doía muito mais do que o chicote? Eu me perguntava. Ele deve ter se segurando muito antes. Mas ele não estava se segurando agora. Eu perdi o controle do número dos golpes que ardiam, minha mente entrando em uma espécie de estado dormente que era muito familiar, mas parecia estar mudando inexoravelmente em outra coisa... Ele não tinha dado sequer uma pausa nos golpes, quando o ouvi suspirar e amaldiçoar. De repente, ele estava se empurrando para dentro de mim, enterrando-se ao máximo com um golpe brutal. Eu estava tão molhada que não doeu, e eu apertei deliciosamente em torno dele. A plenitude que senti foi irresistível por um momento, e eu gritei, um som que nenhum de seus tapas havia conseguido tirar de mim. Eu estava em um oásis de prazer em meio de toda a dor, quando ele começou a bombear dentro de mim implacavelmente. Ele trabalhou duro para isso, minha passagem apertada lutando com ele, meu aperto involuntário. Ele agarrou meu cabelo com seus punhos, levantando minha cabeça enquanto empurrava dentro de mim. — Venha. — ele disse, com a voz mais áspera que já ouvi dele. Seu pênis arrastando apenas o ponto perfeito, e eu gozei com um grito. Ele não parou, não deu nenhuma pausa, batendo contra mim com suspiros enraivecidos e inebriantes Ele me fez gozar mais duas vezes, antes de senti-lo esvaziar-se dentro de mim com um gemido áspero. Ele se inclinou ao longo de minhas costas, me cobrindo completamente, sua boca em meu ouvido. Ele continuou empurrando ainda dentro de mim, mesmo depois de gozar, como se ele não conseguisse parar. — Você é minha,Bianca! — Ele sussurrou áspero em meu ouvido. Ele ficou deitado assim em cima de mim por longos minutos, ainda enterrado dentro de mim, seus lábios contra meu pescoço agora, me beijando suavemente. Ele parecia ter arrancado todo esse furor frio para fora de seu corpo, e eu fiquei novamente com o amante preocupado. Ele se levantou de mim, eventualmente, me examinando com os dedos leves. Minhas coxas e bumbum estavam doloridos ao toque. Ele tocou meu sexo, molhado agora por causa de nós dois.

— Dolorida? — Ele perguntou com a voz rouca. — Não, Sr. Cavendish. — eu respondi da minha cega posição. Ele enfiou dois dedos dentro de mim. Eu me contorci e engasguei. — Eu me pergunto quantas vezes eu poderia fazer você gozar em uma noite. — Ele falou preguiçosamente. — Você é um gatilho. Eu testaria você, mas eu acho que você desmaiaria, antes de me pedir para parar. Eu pensei que ele poderia estar certo. Ele espalhou algo fresco e suave ao longo de cada parte do meu corpo, que ele tinha batido, aplicando-o com um suave toque. Ele me desamarrou, eventualmente, e eu fiquei lá passivamente, até que ele me virou de costas, tirando a minha venda. Ele me deitou suavemente, tirando meu cabelo do meu rosto, e me encarando com os olhos suaves, um contraste gritante com aqueles olhos glaciais que me estudaram friamente quando entramos no quarto. — Você é um anjo requintado, Bianca. Eu nunca toquei em nada tão delicado na minha vida. Meus olhos estavam ficando pesados, quando ele se inclinou e me beijou com reverência na testa. Ele ainda estava completamente vestido, apenas a calça desfeita. — Agora, vá dormir, amor.

CAPÍTULO VINTE E SETE Sr. Amante Atencioso Acordei com James empurrando para dentro de mim. Ele agarrou meus pulsos em suas mãos e os colocou acima da minha cabeça. Nossos peitos nus esfregando juntos, enquanto ele estava me beijando suave e docemente, murmurando palavras carinhosas. Eu estava molhada e tão excitada, que ele escorregou para a minha passagem apertada suavemente. — Bom dia, amor. — Ele sorriu contra a minha boca. — Mmmm. — foi a melhor resposta que eu consegui fazer sair da minha garganta. Seguido rapidamente de um — Ahhh. Ele se moveu tão lentamente dentro de mim, acariciando com longas e duras batidas, que pareciam durar para sempre. — Eu quero acordar desse jeito a cada manhã. — ele murmurou entre beijos. — Mmmm. Eu poderia me acostumar com isso. — eu murmurei de volta, ofegando enquanto ele saia, arrastando meus nervos mais sensíveis. — Ótimo. Eu quero que você... — disse ele com um sorriso. — Se. Acostume. Com. Isso. — Ele disse, empurrando para dentro a cada palavra. — Enrole suas pernas em volta da minha cintura. — ele me disse. Eu fiz e ele empurrou forte, fazendo tremer novos nervos dentro de mim. Seus belos olhos estavam colados ao meu, intenso e suave. — Você é tão bonita. — ele me disse. — Seus olhos mudam de cor. Eu juro que esta quase verde esta manhã. Já te disse hoje o quão perfeita você é? — Primeiro ele é azedo, então fica doce. — murmurei de volta para ele, citando uma antiga linha de um comercial sobre balas azedas. Ele riu, em seguida, começou a me beijar apaixonadamente.

Eu senti como se estivesse me afogando. Eu era muito inexperiente para resistir a toda esta sedução. Ele queria tudo de mim, até mesmo as minhas emoções, e apesar de mim mesma, ele estava conseguindo. Eu sentia coisas , quando olhei em seu olhar intenso, que eu não tinha pensado em sentir por ninguém, muito menos alguém que eu conheci há pouco mais de uma semana atrás. — O que você está fazendo comigo? — Eu perguntei a ele em um sussurro áspero. Suas narinas se dilataram, e ele bateu mais forte dentro de mim, ganhando velocidade. — Espero que seja algo parecido com o que você está fazendo comigo. Eu quero que você sinta o que eu estou sentindo, Bianca. Eu quero que você sinta essa necessidade incontrolável. Eu não posso suportar a ideia de que você é indiferente a mim. Como se em resposta a suas palavras, eu gozei, gritando, com lágrimas escorrendo pelos cantos dos meus olhos pelo requintado arrebatamento. Estremeci, quando a euforia me tomou profundamente, e eu gritei seu nome, de novo e de novo. Seus olhos estavam suaves, com a sua própria libertação, e ele pegou meus pulsos, colocando em minhas bochechas. Ele segurou o meu olhar, quando o êxtase o tomou. — Bianca? — ele chamou. Foi o momento mais íntimo da minha vida, arrepios de minha libertação ainda me atravessavam, quando nossos olhos se encontraram, carregados de uma necessidade crua e emocional. Gostaria de saber se toda mulher que ele fez isso, também se apaixonou por ele. Como não? Eu pensei, minha mente rolando impotente para trás em um sono exausto. Acordei com o cheiro de café da manhã, e ao som de maldição suave na cozinha. Poucos minutos depois, ele me serviu café na cama, e eu me sentei, comendo a refeição, simples como se eu estivesse morrendo de fome. — Como as mulheres ficam, quando você simplesmente as abandona após esse tipo de tratamento? — Eu brinquei com ele, sorrindo para seus lindos olhos. — Eu estou surpresa que você não tenha uma multidão delas seguindo você em todos os lugares, só para saborear você mais uma vez.

Ele sorriu de volta, mas seus olhos tinham um toque de seriedade. Ele alisou o cabelo no meu rosto, me beijando na testa carinhosamente. — Você acha que eu sou assim com todo mundo? — Perguntou ele, uma repreensão suave de sua voz. — Você não sabe? Você é especial, botão de ouro. Eu apenas lhe dei um sorriso irônico. Não acreditei nisso, então eu encolhi os ombros. — Então, qual é o plano para hoje? —Você quer trabalhar nas suas pinturas? — Não há nada que gostaria mais de fazer. Mas vou precisar de um breve cochilo no final da tarde. Hoje será uma longa noite sem dormir, já que não posso dormir no vôo noturno, obviamente. E assim nós compartilhamos um dia idílico, eu pintando e ele trabalhando e posando, enquanto eu trabalhava em suas duas pinturas. Surpreendentemente, eu terminei a primeira pintura dele, um recorde para mim. Ele geralmente levava semanas para terminar um projeto. Eu pendurei no meu quarto com orgulho, decidindo que ela iria receber uma moldura, tão logo tivesse a chance de fazer uma. James parecia adorar a perspectiva de ter a sua imagem pendurada, marcando território no meu quarto, estando ele presente ou não. Ele sorriu quando eu pendurei o quadro, então me arrastou para a cama para mais uma rodada de amor. O amante atencioso estava dirigindo o momento, com apenas um traço do mestre. Eu não tive problemas com isso. Eu rapidamente cresci em adorar ambos. Nós cochilamos por horas, muito mais do que eu normalmente era capaz de dormir no meu cochilo pré vôo noturno habitual. Eu trabalhei brevemente no seu quadro nu, antes de me preparar para o voo. — Eu apenas posso esperar que este acabe tão rápido quanto o primeiro. Eu geralmente não faço isso rapidamente. Ás vezes levo semanas para terminar uma peça. Ele me ajudou a vestir para o trabalho, abotoando minha blusa, e endireitando a minha gravata. Ele acariciou, beijou, e me fez desejar ter mais dez minutos no momento em que eu precisava sair.

— Você não tem que pegar um voo? — Perguntei-lhe maliciosamente, enquanto ele caminhava ao meu lado. — Acredito que sim. Estou saindo agora, amor. — disse ele, me beijando descaradamente na calçada, enquanto Stephan esperava em seu carro. — Eu não preciso exatamente fazer as malas. Lembre-se, eu moro em Nova York a maior parte do tempo. Eu não tinha lembrado, e o pensamento me entristeceu. Essa coisa que estávamos fazendo, onde ele invadia minha casa e derramava toda sua atenção sobre mim, iria acabar em breve. Mesmo se não terminasse tudo de imediato, logo iria diminuir, até um dia terminar nosso caso, eu tinha certeza. Ele pareceu perceber algo no meu rosto. Seus olhos me prenderam. Eu tentei fortemente deixar meu rosto inexpressivo. — Não se preocupe, amor. Tenho obrigações lá, mas eu certamente vou fazer um esforço para ficar mais aqui. Este hotel é uma das minhas grandes propriedades. Faz todo o sentido para mim dividir um pouco do meu tempo aqui. Eu me dei uma pequena sacudida. Ele queria que eu dependesse dele, por alguma razão perversa, e eu tinha começado a ceder um pouco. Eu fiquei ainda mais determinada a fazer um esforço maior para manter minha cabeça no lugar. — Eu vou te ver em breve. — eu disse a ele, indo embora. Essa ia ser uma noite particularmente parada no trabalho. Eu estudei a nossa papelada brevemente e vi que o voo tinha apenas 60 assentos reservados, para a lotação máxima de 175, com apenas 3 passageiros na cabine de primeira classe. Eu geralmente odiava vôos assim, com muito tempo e sem o suficiente para fazer, mas hoje eu estava aliviada. Talvez eu pudesse ficar algum tempo com James. E algum tempo com Stephan, para falar sobre James. Nós nos encontramos com nossos pilotos no ônibus que levava a tripulação. Damien e Murphy me abraçaram. Abracei-os com firmeza de volta. Eu realmente gostava dos dois pilotos, mas eu detestava deixar os outros pilotos no ônibus com a ideia de que eu era receptiva a qualquer tipo de toque. Na minha experiência, os pilotos estavam

sempre procurando uma desculpa para tocar. Eu preferia ser vista como intocável, especialmente no trabalho — Você está maravilhosa, Bianca. — Damien disse, sorrindo enquanto se afastava do seu abraço amigável. — Linda como sempre. Eu não posso te dizer como ficamos felizes quando descobrimos que você estava na nossa equipe no vôo. Damien era muito bonito, com cabelo preto brilhante e amigáveis olhos castanhos, que tinha encantado muitas comissárias para fora de suas roupas. Ele tinha pelo menos 1.86m, e eu podia sentir o músculo duro em seus braços e peito quando ele me abraçou. Além de tudo isso, ele tinha um forte sotaque australiano que atuava como Kryptonita para as mulheres mais safadas. Eu sorri de volta. — Sim, quando Stephan me disse quem eram os nossos pilotos para Nova York, eu sabia que ia ser um mês divertido. — eu disse a ele. Eu fui sempre cordial com ele, mas eu também sentia a necessidade de ser um pouco reservada. Ele tinha dado em cima de mim quando nos conhecemos, mas quando recusei, ele não tinha insistido mais, sendo apenas amigável. No entanto, eu ainda tenho a sensação de que às vezes ele estava apenas esperando que eu mudasse de ideia. Mesmo que eu estivesse interessada em namorar, o que eu enfaticamente não estou, eu não teria saído com ele. Ele era um mulherengo sem vergonha, tinha de fato dormido com algumas das minhas amigas, e eu não queria nada mais do que amizade com ele. Murphy, o primeiro oficial, era um homem loiro corpulento, com bochechas rosadas e um fluxo constante de piadas que tinha me feito gargalhar muitas vezes. Seu rosto simpático tinha um perpétuo sorriso. Eu não conseguia sequer lembrar de um momento em que seu rosto não estava sorrindo feliz, pelo menos um pouco. — Damien fez um acordo para nascer o anticristo, só para estar na sua rota, Bianca. Sua pobre mãe não ficou muito feliz com isso. — Murphy me disse, a título de cumprimento. O ônibus inteiro riu. Ele só tinha esta natureza contagiantemente feliz, sempre levando tudo na brincadeira.

Melissa estava mais feliz do que eu já tinha visto, quando conheceu nossos novos pilotos. Talvez seu romance com o casado capitão Peter já houvesse acabado. Eu ficaria chocada se ela e Damien não estivessem dividindo um quarto até o final da escala. Enviei um olhar a Stephan, e ele sorriu para mim. — Que tempos felizes, Abelhinha. Minha garota finalmente apaixonada por um grande cara, nossa equipe é praticamente uma equipe de sonhos, e eu tenho um encontro amanhã. Stephan era um otimista convicto. Apesar de tudo de ruim que tinha acontecido com ele, ele sempre encontrava um pote de ouro no final. Ele nunca deixou de me fazer querer ser uma pessoa melhor. Uma pessoa mais como ele. Eu não poderia ser, mas eu sempre tentava não derrubar seus momentos felizes com minhas próprias dúvidas e medos, então eu apenas sorri de volta para ele. — Este realmente esta sendo um grande mês. — eu concordei. Tivemos uma reunião inicial com a tripulação quando entramos no avião, sentando nos assentos confortáveis da primeira classe. Foi um momento leve, sete de nós brincando, rindo e fazendo planos para a noite seguinte. Foi fácil para todos decidirem escolher o bar de Melvin, uma vez que era na esquina do hotel, e Stephan sugeriu. E Melvin havia conseguido um desconto para toda a tripulação, como fazíamos em muitos bares, então as bebidas seriam baratas, e, claro, ainda tinha o karaokê. — Oh Bianca, diga que vai cantar para mim. — Damien brincou. Eu apenas sorri. — Ela não pode ir amanhã. Ela tem planos. — disse Stephan, franzindo a testa um pouco, quando ele olhou para Damien. — Vamos esperar que ela possa vir na próxima semana. Eu balancei a cabeça. — Claro. Soa muito bem. — eu disse. Eu não pretendia abandonar Stephan duas semanas seguidas, então eu não tive que pensar muito tempo, para saber que com certeza estaria lá. Damien fez um gesto de mendicância zombeteira. — Muito cruel, Bianca! Nós não te vemos em meses, e você foge de nós?

— Tenha misericórdia do homem, Bianca! Você vai fazê-lo cortar os pulsos, se você ignorá-lo mais! — Murphy brincou. Eu vi Melissa me dando uma olhada não muito amigável. A única coisa que ela odiava mais do que outra pegar o seu homem, era alguém receber mais atenção do que ela, eu tinha observado. — Precisamos nos preparar para o embarque, ou o agente do portão vai nos matar. — eu disse, tentando desviar a atenção para longe de mim. Foi eficaz, uma vez que realmente estávamos conversando há muito tempo, negligenciando o nosso trabalho. Eu estava fazendo os preparativos na cozinha, enquanto Murphy e Damien se revezaram, cutucando a cabeça para fora do cockpit para brincar comigo. — Vou querer um gin tônica. — Damien disse com seu sotaque atraente. Eu apenas ri, e ele retornou para dentro Murphy colocou a cabeça para fora. — Eu vou tomar uma vodka com martini, batido, não mexido. — Murphy brincou, massacrando a sua própria versão de um sotaque australiano. — James Bond era britânico, não australiano, ou qualquer sotaque que seja o que você está tentando fazer. — eu disse a ele. Ele parecia chocado e ferido. Eu estava rindo, enquanto eu checava meus carrinhos. Ele me deu um olhar falsamente pomposo. — Ok, eu não queria ter que fazer isso, Bianca, mas você não me deixa escolha. Aqui vai minha oferta final. Eu vou apresentar Tina Turner 'Private Dancer' para você no Karaoke, se vier. Pegue ou deixe. Bem, ok, você torceu meu braço. Para adoçar o pote, eu vou tirar minha camisa e fazer meu show de striptease de Farley Chris no ritmo. Oferta final. — ele avisou, então saiu, sem esperar por uma resposta. Eu estava gargalhando. Eu já tinha visto o seu desempenho antes. Era tão engraçado quanto parecia. Eu tinha ouvido falar que parou na internet e se tornou viral.

Damien apareceu novamente. — Ok, imagine isso. Murphy é Chris Farley e vou fazer a parte de Patrick Swayze, em um fio dental. E nós vamos fazer um dueto. Oferta final, Bianca. Eu apenas balancei a cabeça, rindo enquanto ele retornava para a cabine. — Seria possível conseguir um copo de água, quando terminar a flertar com os pilotos? — Uma voz gelada perguntou atrás de mim. Eu me virei, meu sorriso morrendo, quando encarei um James furioso.

CAPÍTULO VINTE E OITO Sr. Incontrolável Fui até um dos meus carrinhos, entregando uma garrafa fria para James, sem falar. Ele a pegou, me olhando com os olhos apertados. Sr. Cavendish glacial estava de volta com força total. O que eu fiz agora? Eu queria tocá-lo. Eu queria perguntar a ele por que ele estava com raiva, mas eu não fiz. Eu só o olhei sem falar, até que ele se virou e caminhou para o seu lugar. Eu nem sabia que já estávamos embarcando. Normalmente Stephan fazia o anúncio em todas as cabines, e então vinha me avisar pessoalmente. Claro que, com Damien e Murphy no cockpit, as coisas corriam de forma um pouco diferente. Ele não tinha que pegar as instruções dos pilotos para mim, então ele não tinha que vir até o cabine, até a hora da decolagem. Damien enfiou a cabeça sorrindo novamente, em seguida, saiu completamente, ficando um pouco perto demais para mim, sua voz aguda baixa. — Quem era aquele imbecil? — Perguntou. Eu só fiz uma careta. Eu não estava disposta a falar sobre isso. Eu já estava distraída o suficiente. — Podemos conseguir duas águas, também? Embora eu vou tentar não ser um pau sobre isso, como o Sr. Incontrolável ali? — disse ele com um sorriso. Eu lhe dei um leve sorriso de volta, mas eu tive de sufocar a vontade de dizer a ele que ele era o Sr. Magnífico, obrigada. Eu lhe entreguei duas garrafas. — Vocês precisam mais alguma coisa?— Eu perguntei educadamente.

Ele baixou a cabeça. — Obrigado, linda. Estamos prontos para partir. — Ele desapareceu de volta para o cockpit. Eu balancei a cabeça. Ele estava em um humor estranho hoje. Era um sincronismo péssimo, para dizer o mínimo. James não levaria na esportiva até mesmo uma inofensiva paquera, eu estava aprendendo rapidamente. Fui para a cabine apressadamente, para atender os meus três passageiros. Parei primeiro no assento de James. Ele estava em seu lugar habitual, parecendo tenso, sua expressão dura, sentado e torcendo o frasco fechado de água. — Posso arranjar-lhe alguma coisa, Sr. Cavendish? Posso pegar seu casaco? Ele se levantou, dando um passo para frente, para entrar no corredor e tirar o casaco. Ele se aproximou, e eu mantive minha posição naquele momento. Seu peito escovando o meu, quando ele tirou o paletó listrado. Eu vi a etiqueta Burberry claramente, quando eu dobrei a roupa com cuidado contra mim. — Ele te chama de linda. Quanto de sua beleza que ele viu, Bianca? — Ele perguntou, sua voz calma intensa. Eu lhe dei um olhar perplexo e infeliz. — Eu não tenho ideia do que você está falando, mas agora não é o momento de fazê-lo. Eu estou trabalhando, Sr. Cavendish. Sua mandíbula se apertou. — O que você estava fazendo lá atrás com os pilotos mais parecia um joguinho, do que trabalho para mim. Sua raiva não me fez querer me esconder, como eu poderia ter esperado. Isso me fez querer lutar. — Não seja ridículo. Eu estava trabalhando, e eles estavam sendo amigáveis. Você não consegue me controlar fora do que fazemos no quarto, James. — Minha voz estava tranquila, mas furiosa. — E você, especialmente, não tem qualquer controle sobre qualquer coisa a ver com o meu trabalho. Ele fechou os olhos com força, em seguida, abriu novamente, parecendo um pouco mais controlado, do que ele estava há apenas um instante antes.

— Eu odeio isso. Você não pode ter qualquer ideia do quanto eu odeio isso. — ele disse em voz baixa, voltando para o seu lugar. Ele inclinou a cabeça para trás, fechando os olhos. Eu o deixei ali e fui pendurar seu casaco. Eu verifiquei meus outros dois passageiros, que estavam sentados na última fila da primeira classe. E enviei a James um olhar impassível, enquanto eu caminhava de volta para a cozinha para pegar dois Jacks e uma Coca. Ele manteve os olhos bem fechados, mesmo na decolagem. Eu o olhei, minha testa franzida. Stephan olhou para nós dois. — Tudo bem? — Perguntou. Eu balancei meus ombros. — Eu não sei. Ele não gosta que eu seja amigável com Damien e Murphy. Mas eu não vou mudar isso, e eu só conheço James há uma semana. Eu não o entendo. Stephan suspirou. — Eu disse a Damien que você estava envolvida com alguém. Ele aceitou bem, mas ele ficou obviamente chateado com isso. Você sabe que ele sempre gostou de você. Meus olhos se arregalaram. — Ele sempre gosta de cada mulher que encontra. O que isso tem a ver com qualquer coisa? Stephan me deu um olhar significativo, então balançou a cabeça. —Não importa. Uma vez que James perceba o quão pouco receptiva você é a qualquer interesse por parte de Damien, eu tenho certeza que ele vai ser mais razoável. Revirei os olhos. Razoável não parecia fazer parte do repertório de James, até onde eu tinha visto. Antes dos dez mil pés, eu me levantei e comecei meu serviço prontamente, apesar do fato de que ele só iria demorar alguns minutos, e então eu teria várias horas para matar. Eu parei em um James ainda imóvel, me debatendo se deveria perguntar se ele precisava de alguma coisa, ou apenas passar por ele, fingindo que estava dormindo. Eu sabia que não estava, por sua boca dura e os punhos cerrados. Eu decidi cuidar dos outros passageiros primeiro, facilmente adiando a decisão sobre a forma de lidar com ele.

Eu servi o casal mais duas águas e dois coquetéis, voltando para James. Me sentei na cadeira vazia ao lado dele, mas ele ainda não abriu os olhos. Eu toquei a mão de leve, então seu braço. — Sr. Cavendish? — Eu chamei em voz baixa. — Eu não te avisei o que aconteceria se você me tocasse na frente de outras pessoas? — Ele perguntou, sem abrir os olhos. Olhei ao redor. — Ninguém pode nos ver, então eu não acho que isso, tecnicamente conta. Ele agarrou minha mão, rápido como uma cobra, colocando-a firmemente contra seu pau duro como uma rocha. Ele estava tão pronto para ir. Eu fiquei chocada. Aqui sentado no avião, completamente excitado... — Você esta sempre duro? — Eu lhe perguntei baixinho, quase mais curiosa do que qualquer outra coisa, mesmo não estando longe de ser indiferente ao seu ardor. Ele sorriu, um sorriso triste. — Claro que não. Apenas a maior parte do tempo, ultimamente. Ele moveu contra mim um pouco, enquanto falava, e eu o agarrei sem pensar. Ele gemeu. Afastei-me rapidamente, percebendo o que eu estava fazendo e onde. E quão rápido ele iria levar isso a algo mais. Eu não podia acreditar na minha falta de controle. — Eu preciso voltar ao trabalho. Posso arranjar-lhe alguma coisa? Ele só me deu um olhar irônico, olhando sua obvia excitação, onde ele descansava suas mãos agora. — Eu não preciso de uma bebida, se é isso que você está perguntando. Deixei-o apressadamente. As coisas estavam ficando rapidamente descontroladas. Eu servi o lanche em bandejas, sem usar o carrinho, já que eu tinha apenas três passageiros. James assentiu que sim, ele queria que o lanche, em seguida, não se moveu.

Eu tive que abrir a mesa de bandeja para ele, algo que eu fiz muitas vezes. Mas dobrando-a aberta no topo de sua excitação impressionante foi definitivamente uma experiência nova para mim. Ele me deu um olhar muito aquecido, as pálpebras pesadas, enquanto eu seguia em frente. Maldito homem temperamental, pensei agitada. Depois servi os pilotos, e voltei a servir ao casal outras rodadas de coquetéis. Eles pareciam prestes a desmaiar, mas ainda falavam baixinho entre si e bebiam muito. Quando eu retornei a cozinha, eu quase pulei, minha mão indo para o meu coração. — Damien, você me assustou. — eu disse ao piloto. Stephan estava ajudando na outra cabine, e eu não esperava encontrar alguém atrás da cortina quando a abri. Ele apenas sorriu. — Desculpe, linda. Como é que esta indo? Você está entediada com uma cabine vazia? — Ele perguntou, sabendo que eu gostava de me manter ocupada. Eu balancei a cabeça, sorrindo. — Talvez eu tenha que cortar o casal na primeira classe. Eles estão enrolando suas palavras, mas não mostram sinais de parar. Isso vai adicionar um pouco de emoção, se eles ficarem como os bêbados habituais descontentes, que eu estou acostumada a lidar. Ele flexionou um braço. — Me avise se você precisar de uma mão. Eu ficaria feliz em usar meu força para te proteger. — ele brincou. Eu apenas ri. — Isso não será necessário. Eles provavelmente só me lançarão olhares desagradáveis pelo resto do vôo, se eu julgar corretamente. — Então, Stephan me disse que você está encontrando alguém agora. Eu pensei que você não marcava encontros... E ele me disse que é muito sério. Isso é verdade?— Perguntou. Essa linha de questionamento é inadequadamente pessoal, pensei. E era completamente inesperada. Meus olhos se arregalaram de espanto com alguns de seus comentários. Eu pensei que era possível James conseguir nos ouvir do seu assento próximo. Eu não queria que ele pensasse que eu estava dizendo mentiras para

as pessoas sobre o nosso relacionamento puramente sexual, então eu rapidamente acelerei em corrigir o capitão. — Sério? Não, claro que não. Eu só o conheço há uma semana. Nós não estamos namorando na verdade, namorando mesmo. É ... complicado. Damien olhou para mim, muito feliz com a minha explicação. Uma explicação que eu nunca teria dado a Damien, se eu não quisesse que James tivesse certeza de que eu iria corrigir eventuais falsas suposições sobre o que tínhamos. Damien era o tipo de cara que eu poderia ser amiga, mas ele não era uma pessoa que eu confiaria acerca de meu relacionamento tão complicado. Eu senti como se tivesse revelado demais, pela sua reação. Ele positivamente sorriu para mim. — Ah, eu entendo. Então você não vai partir meu coração, saindo fora do mercado, antes mesmo que eu tivesse uma chance? — Ele brincou, me dando um sorriso inofensivo. Eu dei a ele um olhar um pouco severo. — Você é incorrigível, Damien. — eu disse a ele. — É um fato. — disse ele, piscando para mim, e voltou para sua cabine de vôo. Eu caminhei até o banheiro, quase no segundo que ele saiu. Eu comecei a fechar a porta atrás de mim, mas um corpo duro ficou no caminho, me empurrando mais para dentro do banheiro. James fechou e trancou a porta atrás de nós dois, seus olhos selvagens. Ele agarrou minhas mãos, me virando para frente do espelho, de modo que eu estava diante do espelho, com uma visão clara de mim mesma, com ele atrás de mim. Agarrei suas mãos automaticamente. — Nada sério? — Ele perguntou asperamente, empurrando minha saia até meus quadris. Ele pressionou contra mim, a excitação dura alinhada contra a minha fenda de trás através de sua cueca e minha calcinha. Ele balançou contra mim um pouco, enquanto suas mãos se moveram para os botões da minha blusa.

Eu tinha tirado meu colete, por isso estava apenas com minha camisa, que ele teve que enfrentar. Ele puxou minha gravata, mas deixou-a intacta. Ele desabotoou a camisa apenas o suficiente para segurá-la aberta, expondo o meu sutiã. Ele abriu o fecho frontal, liberando os globos pesados dos meus seios. Ele me acariciou rudemente, beliscando os bicos duros, enquanto aqueles olhos selvagens observavam cada movimento. — Você tem uma estranha interpretação da palavra “sério”, Bianca. — ele rosnou para mim, enquanto suas as mãos e pênis trabalhavam em mim a um passo febril. Ele moveu uma mão para longe de meus seios, e eu senti ele tocando meu sexo sob a minha calcinha. Ele abruptamente puxou, rasgando minha calcinha fora em um movimento brutal. Ele colocou a peça rasgada em seu bolso, em seguida, passou a liberar sua ereção impressionante, com uma mão. Ele empurrou contra a minha entrada em apenas uma batida, então enfiou em mim duro, e me senti tão completa, que os meus olhos se fecharam, enquanto eu gemia de prazer. — Abra os olhos! Esta sensação é séria para você? — Ele me perguntou, me sacudindo. Eu só gemia e me movia contra ele. Ele se movia mais rápido e mais forte, empurrando dentro e fora, até que o barulho da batida era intenso. — Me responda. Esta sensação é séria para você? — Ele perguntou de novo. Foi um esforço para achar as palavras. Eu não sei como ele fazia isso. Minha mente estava em uma confusão nebulosa que não permitia o pensamento claro. — Ela parece ser fo..fo..didamente séria. — eu disse a ele, enquanto ele continuava a me montar sem piedade por trás. Ele rosnou como um animal e puxou meu cabelo, até a parte de trás da minha cabeça, forçando meu ombro. Ele me fez dobrar de uma forma quase impossível. Ele mordeu meu pescoço duro o suficiente para deixar uma marca. Eu gozei com tanta força, que eu pensei que pode ter desmaiado. Ele ainda estava me montando, quando a minha visão clareou, embora seu ritmo diminuísse.

— Se alguém perguntar, você está fora dos limites. Eu pensei que isso estivesse claro desde o início. — ele me disse friamente, nunca parando de me foder sem sentido. — Eu... eu... — eu tentei falar e não consegui. Ele estava esfregando meu clitóris agora, me deixando pronta para gozar novamente. É qu... q... — eu desisti de falar depois disso. Ele era implacável, me levando ao orgasmo uma e outra vez, empurrando sem parar. Ele está me punindo com prazer, eu pensei através do torpor. — Por favor, não mais. — eu lhe disse, finalmente, tentando sair de sua magia que me deixava topada. — Diga-me a quem você pertence. — ele ordenou, nenhum indício de suavidade em seu tom. James não estava em casa. Apenas o Sr. Cavendish poderia ser tão insensivelmente possessivo. — Eu sou sua, Sr. Cavendish. Eu era virgem quando o conheci. Você se lembra? Você tomou meu hímen. Se eu quisesse alguém, eu não estaria intocável. — Eu não consegui evitar o desespero e a exasperação da minha voz. Ele veio com um grunhido, os olhos ainda incrivelmente selvagem. Seu pênis se contorceu dentro de mim por longos minutos depois que ele terminou, e ele deu esses impulsos involuntários incrivelmente sexy, quando ele esfregou o resto de seu longo orgasmo. — Se você está tendo dificuldade para entender, deixe-me soletrar para você. — ele me disse severamente. — Isso é sério, Bianca. Eu nunca falei algo mais malditamente sério na minha vida.

CAPÍTULO VINTE E NOVE Sr. Carinhoso James começou a arrumar a minha roupa, antes mesmo de sair de mim. Prendeu meu sutiã, ajustando meus seios dentro dos bojos, como se ele fizesse isso todos os dias. Ele abotoou minha blusa, ajeitando a gravata e depois a minha gola. Ele alisou meu cabelo, e depois o dele. Eu notei que ele parecia perfeitamente composto. Seu cabelo estava perfeito e até mesmo sua gravata estava impecável. Considerando que eu me sentia como se alguém tivesse acabado de tentar foder meus miolos, e eu disse isso a ele. Ele riu. Era um som rico e escuro. — Não é bem assim. Eu estava mais provavelmente fodendo a sério com você. — disse ele, obviamente, com um humor bem melhor. — Alguém já lhe disse que você é um filho da puta temperamental? Ele parecia um pouco envergonhado, e, em seguida, pensativo. — Não realmente, mas eu não posso negar isso. — Enquanto falava, ele puxou para fora mim. Foi um processo lento, e ele ficou me olhando o tempo todo. Eu tremia. — Eu preciso voltar ao trabalho. — eu disse, quando ele começou a me limpar, usando a pequena pia. Ele beijou meu pescoço, enquanto molhava uma toalha de papel. — Eu quero foder com você de novo, Bianca. — ele murmurou contra a minha pele, mas não fez nenhum movimento para isso. — Mas eu tenho que te apresentar primeiro o 4 º andar amanhã, então você está segura até então. Eu odeio andar tão duro até lá, e ainda ter que manter a calma.

Meu olhar estava questionador. — O quarto andar? Seu tom era distraído, enquanto me limpava. —Essa é a localização do nosso playground, amor. — Ele ajeitou minha saia, alisando-a para baixo. Eu tremia. — Eu não tenho calcinha agora. — Era uma acusação. — Sim, eu sei. Elas estão no meu bolso. — ele disse suavemente, endireitando sua própria roupa e fechando o zíper de sua calça. Eu assisti todos os seus movimentos, os meus olhos colados a sua ereção com água na boca, quando ele a guardou dentro das roupas . — Eu poderia usar minha boca em você. — eu disse, observando que o instrumento de prazer desapareceu e lambendo meus lábios. Eu estava impetuosamente voraz para fazer exatamente isso. Ele se endireitou, olhando para mim pelo espelho como um falcão. Ele levou a mão na minha cara, empurrando o dedo indicador na minha boca. Abri, sugando-o para dentro Ele empurrou o dedo dentro e fora da minha boca, uma cópia do ato. — Mais duro. — ele me disse, e eu chupava asperamente. — Use os dentes, só um pouco. Eu fiz, e ele fez um som de aprovação em sua garganta. —Eu vou foder com sua boca amanhã. Mas não até eu tenha comido sua boceta quando estiver submissa. — Ele puxou seu dedo, enquanto falava. Eu me contorci com sua linguagem grosseira, mas de alguma forma, nem um pouco ofendida pelas coisas sujas que ele disse. Na verdade, eu estava extremamente excitada com elas. — Você tem uma boca suja. — eu disse a ele, meus olhos com as pálpebras pesadas. Ele sorriu. — Isso é um convite? Eu poderia fazê-lo dessa forma rapidamente. —Ele passou a língua sobre os dentes enquanto falava. Minhas entranhas se apertaram com a visão. Eu balancei a cabeça, tentando levar minha mente de volta ao fato que eu estava trabalhando, e que eu precisava realmente sair e trabalhar.

— Eu preciso ir. Ele me deu um sorriso torto. — Se alguém reclamar, você sempre pode dizer que estava atendendo um passageiro. Eu torci o nariz com sua escolha de palavras, abrindo a porta para me retirar do banheiro. Eu fechei atrás de mim, achando que ele iria esperar um momento antes de seguir. Stephan estava na cozinha quando eu abri a cortina, fazendo mais coquetéis para o casal na primeira classe. — Desculpe. — eu murmurei, indo para o balcão e me inclinando. Ele olhou para mim com um sorriso irônico. — Você não faz nada pela metade. Você vai de uma celibatária gelada a um momento quente no banheiro do trabalho. Você é dos extremos, Botão de ouro. — disse ele, mas com bom humor. Ele saiu da cozinha para entregar as bebidas, e eu ainda estava corada quando ele retornou James se juntou a nós, vindo me abraçar por trás, parecendo completamente despreocupado ao fato de que eu estava trabalhando. Eu tentei afastar. — James, eu estou trabalhando. Ele só me abraçou com mais força, beijando meu pescoço. —O que deu em você? — Eu perguntei a ele. — Vocês devem ficar bem, se ficarem apenas na cozinha. — Stephan soltou com um sorriso. — O avião está praticamente vazio, e o casal na primeira classe apenas usa o banheiro na parte de trás, e eles não estão dando sinais de movimento no momento. Podem ficar abraçadinhos, pombinhos. Eu olhei para ele. — Você deveria ser a voz da razão, Stephan. Ele deu de ombros. —Não é como se fosse um voo lotado. Se ninguém sabe, não há nenhum prejuízo. Como se entendesse essas palavras como um convite, James pressionou mais duro contra mim. Eu lhe dei uma cotovelada. Ele não se moveu.

— E o resto da tripulação? Qualquer um pode ver e fazer uma anotação minha sobre isso. James beijou o topo da minha cabeça, colocando as mãos levemente em meus quadris. Ele não disse uma palavra desde que saiu do banheiro. Eu não conseguia entender o que ele estava pensando. Eu só podia dizer que ele estava de repente tão carinhoso como um gatinho bebê. Stephan encolheu os ombros. — Eu duvido que alguém faça isso. Melissa não gosta de você, mas eu sei uma sujeira sobre ela, para que ela não se atreva a fazer nada. Apenas relaxe. Os comissários de bordo trazem seus amantes nos vôos o tempo todo. Você acha que é a primeira a se juntar ao clube dos que fizeram sexo no avião? Gostaria de saber um pouco sobre que tipo de sujeira Stephan sabia sobre Melissa, mas fomos interrompidos antes que eu pudesse perguntar. Como se ouvisse a nossa conversa, Murphy deu um passo para fora da cabine, sorrindo para nós. — Será que você considerou a nossa oferta, Bianca? — ele perguntou jovialmente, olhando para James sem fazer qualquer comentário. Braços rígidos envolveram apenas os meus seios por trás. Sorri para Murphy, na esperança de que James não deixasse as coisas estranhas. — Murphy, tudo que você fez foi assustar a pobre moça para longe na próxima semana, também. — Stephan lhe disse com um sorriso. Murphy olhou cabisbaixo. — É possível que eu não seja tão sexy como eu acho que sou? Nós rimos. Olhei para cima e até mesmo James estava sorrindo. Murphy foi para o banheiro. — Veja, Sr. Magnífico, ele não é tão ruim. Seu sorriso morreu. — Não é com ele que eu estou preocupado. — ele me disse. Como poderia um homem tão belo ser inseguro? Eu me perguntava. Era desconcertante perceber que ele era.

Eu não tinha pensado que James estava preocupado com Murphy, mas eu ainda estava totalmente desnorteada que ele estava realmente com ciúmes de Damien. — Você é a criatura mais linda do planeta. Como você pode não saber que me arruinou completamente para os outros homens? — Perguntei-lhe calmamente, e ele me deu um sorriso largo. Ele se curvou e violou minha boca até eu me render. Eu estava hesitante no início, em compartilhar um beijo tão quente fora de um quarto. Mas era difícil lembrar disso no momento. Ele passou a língua na minha boca, e foi em frente. Eu gemia baixo em minha garganta, quando ele se afastou. — Me diga isso de novo. — ele murmurou contra o meus amolecidos lábios. — Um supermodelo masculino ficaria um pobre coitado normal perto de você. Nenhum homem poderia se comparar a você. Por que eu iria querer outro? — Eu disse as palavras em voz baixa, e ele rapidamente me beijou novamente. Eu percebi que tinha encontrado um ponto fraco. As palavras não eram nada mais que a verdade, mas eu precisava me lembrar de usá-las quando eu precisava delas. Eu duvidava que ele pudesse ficar louco, quando eu o tranquilizava de tal maneira. Eu não tinha ideia de quanto tempo estávamos nos acariciando como adolescentes, quando ele se afastou novamente. Eu olhei para o olhar assustado do capitão Damien, e um Stephan envergonhado. — Oh, hey. — eu murmurei através dos lábios inchados pelos beijo. Os dois homens pareciam ter tentado falar com a gente, e eu ainda não tinha notado. James se enrolou em volta de mim por trás, novamente, os braços sob meus seios e perigosamente perto de escovar e se tornar indecente. Ele beijou meu pescoço, me dando uma mordida suave quando se afastou. Era muito sensual para o trabalho, mas eu sabia que ele não dava a mínima. Ele estendeu um braço longo para o mais curto de Damien. — Oi. Eu sou James Cavendish. Namorado de Bianca.

Damien apertou sua mão, olhando espantado. — Ah. Namorado? Oh, bem, oi. Eu sou Damien. Prazer em conhecê-lo. Você deve ser um cara extraordinário, se Bianca lhe deu uma chance. James beijou meu pescoço novamente, chupando forte o suficiente para deixar uma marca. Ele beijou o local novamente, antes de afastar o rosto. Eu me contorci, desconfortável. As coisas estavam ficando rapidamente estranhas. — Fomos feitos um para o outro. Simples assim. Bianca me disse há pouco que eu a tinha arruinado para todos os outros homens. — Sua voz era toda charmosa, mas eu olhei para trás, e descobri, sem muita surpresa, que o seu sorriso era todo um desafio predatório. Eu lhe dei uma cotovelada nas costelas. Eu não podia acreditar que ele disse isso. Corei profusamente. Stephan riu, embora ele parasse quando viu o meu olhar. Damien tossiu desconfortavelmente. — Bem, bem. É melhor eu voltar. Até mais tarde. — Ele saiu. Eu estava furiosa. James começou a beijar meu pescoço novamente. Tentei dar um pisão em seu pé e ele desviou. —Isso foi embaraçoso e dispensável, James. Você não pode levar as coisas que eu digo e usá-las assim. Isso me faz querer nunca mais dizer coisas como essa. Ele murmurou um pedido de desculpas no meu pescoço. —Eu sinto muito. Eu só tinha que deixar claro isso, logo após as coisas que você disse para ele mais cedo. Eu não vou fazer isso de novo. Me perdoa ? Seus dentes puxaram a minha orelha, e era difícil para mim me concentrar. — Você precisa voltar para o seu lugar. — eu disse com firmeza, longe de me apaziguar. Suas mãos subiram para os meus seios, e eu olhei ao redor, escandalizada. Mas estávamos sozinhos. Eu não tinha ouvido Stephan sair.

— Eu amo seus seios. Eu vou fixa-los amanhã. Gostaria de colocar um piercing neles, se você me deixasse. Eu gostaria de marcá-la assim. Eu sabia que ele estava tentando me distrair, mas, mesmo sabendo disso, sua tática ainda funcionava. Eu fiquei chocada. Parecia como uma coisa pesada e permanente a fazer. Eu nunca tinha realmente em minha vida, pensado em fazer algo parecido. E me perguntei se ele faria isso sozinho. — Você pode fazer isso? Como você poderia fazer um piercing sozinho? Ele murmurou um sim no meu ombro, amassando meus seios direito com apenas uma leve pressão. — Você acha que eu iria permitir que qualquer outra pessoa lidasse com isso? Para tocar em você? Fodidamente não. Isso seria um trabalho para mim. —Ele beliscou-os, enquanto falava isso. — Você já fez isso antes? — Eu lhe perguntei cautelosa, minhas costas arqueando automaticamente. Eu não estava realmente pensando em fazê-lo. Eu estava mais curiosa sobre esta sua habilidade ímpar. Ele esfregou sua ereção dura contra a minha bunda. — Eu sou devidamente treinado e muito bom no que faço. Não pode ser indolor, mas eu vou tentar o meu melhor para diminuir a dor. Notei que ele não respondeu exatamente à minha pergunta. Eu tive uma visão súbita de todos as suas ex-amantes com anéis no bico do seio, por anos depois que ele já havia terminado com elas. Isso parecia um pequeno preço a pagar, eu pensei, considerando como ele era bom na cama. — Você fura todas as suas amantes? Ele bufou. — Você tem as mais estranhas noções. Não, eu não furo normalmente minhas amantes. — Apenas suas favoritas? — Eu perguntei, meio séria. — Eu só tive uma favorita. — ele respondeu, se esfregando contra mim. — Qual era o seu nome? — Eu perguntei, ficando irritada que ele não me dava realmente uma resposta para a questão. Ele beliscou um mamilo duro o suficiente para me fazer gritar. — Eu estava me referindo a você, menina tola. E, finalmente, respondendo a sua linha de questionamento persistente, eu coloquei piercing em três das minhas

ex-amantes. Agora, eu acredito que é a minha vez de conseguir algumas informações de você. E, considerando que você que escolheu a minha pergunta, eu vou fazer o mesmo com você. Alguma vez você já saiu com o capitão Damien? Eu não poderia estar mais feliz com a sua questão. Eu estava prestes a protestar contra a troca quando ele fez essa pergunta. —Não. —Ele já te chamou para sair? —São duas questões. — eu disse presunçosamente. — Eu acredito que respondi a mais de uma. Eu suspirei. — Sim, quando nós começamos a sair com eles, ele me chamou. Eu disse que não, e ele tem sido completamente amigável desde então. —Por que você recusou? Você parece gostar dele. Eu virei minha cabeça apenas o suficiente para dar—lhe um levantar de sobrancelhas. — Eu não estava interessada. Aparentemente há apenas um tipo muito específico de homem para conseguir o meu interesse. Ele praticamente ronronou contra meu pescoço.

CAPÍTULO TRINTA Sr. Recompensa Estávamos sentando em nossos lugares para o pouso, quando me lembrei de perguntar a Stephan sobre algo curioso que ele disse anteriormente. — Que tipo de sujeira que você sabe sobre Melissa? E porque é a primeira vez que estou ouvindo isso? — Eu perguntei a ele. Ele não fez, como era regra geral, me contar tudo, mesmo as menores coisas para mim. Ele corou um pouco. — Era uma história muito sórdida, e, francamente, eu queria protege-la. Você não é mais virgem, mas o que eu vi, me fez sentir sujo, então eu não queria descarrega-lo em você. Ele não falou mais nada, mas a minha curiosidade aumentou ainda mais, é claro. — O que diabos aconteceu? Ele fez uma careta. — Eu entrei no cockpit na semana passada e encontrei Melissa. Ela estava, hum, estava fazendo sexo oral no capitão Peter. Engoli em seco, uma mão voando para a minha boca. Ele apenas balançou a cabeça com um olhar de desgosto em seu rosto. — Onde estava o co-piloto? — eu perguntei, não sei por que essa foi a primeira pergunta que surgiu na minha cabeça. — Ele estava sentado lá, parecendo desconfortável. Eu acho que Melissa pensou que ele iria achar excitante, mas ele com certeza não estava achando. E então, depois que ela viu o seu relógio, eu a ouvi conversando com Brenda e Jake, quando me aproximei na cabine de volta. Ela teve a coragem de lhes dizer que estava planejando fazer um relatório sobre você, que estava

aceitando presentes dos passageiros. Ela teve a ousadia de, na verdade, sugerir que James estava pagando por algo que você fez para ele no banheiro do avião. Meu queixo caiu literalmente. — Aquela puta mentirosa. — eu disse com desgosto, meu temperamento reagindo rapidamente. Ele levantou uma mão. — Eu resolvi isso. Primeiro de tudo, eu a confrontei na frente dos outros, fazendo com que eles soubessem que ela era uma mentirosa contumaz. Eles não tiveram nenhuma dificuldade em ver que ela estava com ciúmes do seu relógio. Brenda e Jake me conhecem melhor do que a conhecem, e eles confiam em mim, então eles facilmente acreditaram na minha palavra contra a dela. E depois tive a certeza em contar a todos eles o que eu tinha flagrado Melissa fazendo no cockpit. Ela pelo menos teve a decência de parecer envergonhada com isso. Eu até falei com o primeiro oficial, e ele concordou em me apoiar se eu precisasse escrever um relatório sobre o assunto. Melissa sabe que eu não hesitarei em fazê-la ser demitida, se ela tentar te prejudicar. Ela teve sorte em eu não fazê-la ser demitida por tentar espalhar boatos desagradáveis sobre você. Eu ainda fico furioso só de pensar nisso. Bati a mão confortavelmente, refletindo sobre o drama que se desenrolava em torno de mim, enquanto eu estava trabalhando completamente alheia. — Ela não vale nada. — eu comentei, em seguida, deixei o assunto morrer. — James é tão louco por você. — Stephan murmurou para mim baixinho. Ele é apenas louco, eu pensei, mas não comentei. Eu considerei compartilhar com Stephan cada detalhe escabroso sobre o nosso relacionamento, mas decidi contra. Isso iria acabar com sua estranha noção de James apaixonado por mim como um herói romântico, e ainda torna-lo desnecessariamente triste. James estava esperando do lado de fora da porta, quando nossa equipe saiu da passarela do desembarque, finalmente a noite virando dia. — Venha comigo. — ele ordenou, dando um passo ao meu lado.

Eu diminuí meu passo, até que os outros passassem por nós. — Eu não posso. — eu disse a ele calmamente. — Nós devemos sair com a tripulação, e eu preciso ir ao hotel fazer o check-in e reservar o meu quarto. Ele ficou rubro de raiva, sua boca dura, enquanto puxava a bagagem da minha mão. — Isso tudo é desnecessário, Bianca. Pelo amor de Deus, só fique na minha casa. Eu apertei a minha boca. — Nós não vamos discutir isso de novo. Ele andou ao meu lado em silêncio, até que estávamos quase em nosso local da carona com a tripulação. —Tudo bem. Um motorista irá busca-la no hotel. — finalmente, me entregando a minha mala.

disse ele

— Que horas?— Eu perguntei, mas ele já estava caminhando longe. Foi uma viagem de ônibus divertida, com Murphy nos entretendo. Eu me perguntava, enquanto ele estava contando uma história engraçada, se Melissa iria tentar fazer sexo oral em Damien com Murphy olhando, no cockip esta semana. Ou será que ela vai fazer nos dois? Eu não sei como esse tipo de coisa funcionava. Eu estava descobrindo na íntegra a minha própria natureza pervertida, mas pegar dois homens apenas parecia muito sórdido para mim. Não importa que tipo de feitiço James parecia me ter colocado, eu sabia que nunca poderia fazer algo assim. Murphy interrompeu meus pensamentos escandalosos, se dirigindo a mim diretamente. — Você não vai me dizer que irá arrumar alguma desculpa esfarrapada para não sair conosco esta noite! Admita, você nos ama! — Murphy tinha adotado seu zombeteiro e atroz sotaque australiano, enquanto falava. Ele fazia isto muitas vezes, alegando que se ele trabalhava com Damien, ele poderia falar como ele. Damien sempre estremecia quando ouviu o assassinato de seu sotaque, o que apenas tornava tudo ainda mais engraçado. Eu sorri. — Eu fiz planos antes que soubesse sobre o seu, Murphy. Não leve isso a mal.

—Basta pedir a James para se juntar a nós. Se ele tem uma noite romântica planejada, apenas diga a ele para guarda-la por mais uma noite! Pensei em como ele iria sair naquela noite sem mim. Eu brevemente considerei o encontro com eles depois disso. Eu sabia, pelas outras noites que tínhamos saído com esses pilotos, que não seria um problema ficar na rua até tarde e, em seguida, nos levantar cedo. — Talvez eu passe no bar mais tarde. — eu concedi. — Eu vou ter que conseguir um protetor de ouvido. Murphy gritou como se tivesse conquistado uma vitória. Eu encontrei os olhos de Damien, e ele estava sorrindo calorosamente. Eu me senti um pouco desconfortável, e não podia entender o porquê. Nós tínhamos saído com estes pilotos muitas vezes e nunca houve um momento desconfortável. Será que é porque estou preocupada com o que James iria pensar? O pensamento me perturbou. Chegamos ao hotel e estava com a chave do quarto em pouco tempo. Todo mundo estava demorando no saguão, conversando com o pessoal do hotel. Murphy estava convencendo o pessoal da recepção a encontra—los depois do trabalho no bar. Parecia que ele estava conseguindo. Murphy era quase tão encantador quando Stephan, à sua própria maneira boba. — Srta. Karlsson. — Uma voz calma falou atrás de mim. Me virei surpresa. Não era a maneira usual que era abordada. Eu estava um pouco surpresa ao ver Clark ali, em Nova York e no nosso hotel. Eu não tinha percebido que ele havia viajado com James para Las Vegas. — Oi, Clark. Como você está? — Eu perguntei, sorrindo. — Muito bem, Sra. Karlsson. O carro está na frente. Por favor, me permita pegar a sua mala. — Ele fez isso sem esperar por uma resposta. Stephan me beijou na testa. — Divirta-se, Botão de ouro. Me ligue se precisar de alguma coisa. Eu balancei a cabeça distraidamente, vendo os olhares estranhos no rosto do resto da nossa tripulação, quando parti tão precipitadamente. Eu lhes dei um aceno rápido, e parti.

James poderia ter me dito que ele queria dizer imediatamente. Ele provavelmente não tinha me dito por um motivo, pensando que eu iria discutir com ele. Ele pode ter uma certa razão em seu receio. Clark já havia guardado a minha bagagem, e tinha a porta aberta para mim quando eu o alcancei. Ele era muito rápido. Eu sorri para ele, quando entrei no carro que tinha o assento traseiro fechado e separado por uma divisória de vidro para o motorista. Braços fortes me assustaram, fazendo eu soltar um grito, até ver que estava sendo arrancada imediatamente ao colo agora familiar de James. Ele me abraçou apertado, enterrando seu rosto no meu pescoço, se aninhando. — Você ama esse lugar, hein? — Eu perguntei a ele, me referindo ao meu pescoço, que ele estava beijando. — Oh, sim. — ele murmurou contra mim. — Eu amo todos os seus lugares. Revirei os olhos. — Nós dois precisamos de um cochilo. — eu disse a ele, me perguntando acerca dos seus planos. — Nós podemos tirar um cochilo depois. Estou morrendo de vontade de lhe mostrar algumas coisas. — Todo o meu autocontrole me abandonou. E pensar que eu era um homem que acreditava em adiar a recompensa. Eu levantei minhas sobrancelhas para ele. — Sério? Ele riu profundamente, e eu não pude deixar de sorrir com o som. — Sim, acredite ou não. Eu não consigo evitar em quebrar todas as minhas regras com você, Bianca. O apartamento de James era a cerca de cinco minutos do meu hotel, mas havia um mundo de diferença naquelas quadras. Nós passamos por gigantescos arranha-céus, quando James falou com Clark. — Vá até a garagem, por favor. Não quero usar a entrada da frente hoje. Isso me fez endurecer um pouco. Ele estava me escondendo novamente. Apesar de querer evitar, eu me senti mal. Ele tinha vergonha de ser visto comigo, e eu estava ficando muito envolvido emocionalmente com ele para me descuidar por tanto tempo. Ele deve ir em alguns encontros, pensei. Ele estava apenas optando conscientemente em não fazer isso comigo. Uma comissária de bordo era mal

vista em seu grupo. Eu apenas tentei adicionar isto a minha à lista de razões pelas quais este ia ser um caso rápido, porém intenso. Clark nos levou até um estacionamento subterrâneo que parecia típico de Nova York. James me arrancou rapidamente do carro, quando Clark parou na frente de um elevador, nem mesmo esperando Clark abrir a porta. — Eu vou te encontrar na frente ás 21:45hs. — James disse a Clark rapidamente, apertando o botão do elevador, impaciente. Clark escorregou de volta para o carro e foi embora sem dizer uma palavra. A porta do elevador se abriu e James me puxou para dentro da cabine ostensivamente cara, usando uma chave para apertar o botão de cobertura. Claro que era uma cobertura, pensei. — Eu tenho algo para você. — disse James. — Eu não tenho certeza se você vai gostar disso inicialmente, mas eu quero que você dê uma chance. Isso soou ameaçador, e eu apenas pisquei para ele. Ele sorriu para mim. — Eu sei que você é nova para essa coisa toda de BDSM. Nova para tudo isso. E eu imagino que não seja justo, eu ter lhe mostrado as coisas, sem uma prévia explicação, mas eu não me arrependo de nada. Talvez eu deva te explicar alguns deles, mas eu vou chegar a isso. Mas eu fiz algo por você. Ela tem um significado para mim, e eu quero que você a use. Eu apenas franzi os lábios e olhei para ele. — É um tipo de piercing? — Eu perguntei a ele. Ele riu, me puxando contra ele. Ele me acariciou. Tentei dar uma cotovelada nele. —Isso não é uma resposta. — eu disse a ele. — Não, não é um piercing, mas eu também estou pronto para tentar convencê-la a isso, em algum momento. Enquanto falava, ele amassava meus seios. — Bem, eu não vou concordar com qualquer coisa, se você não me falar o que eu estou concordando.

— Eu quero que você seja minha, Bianca. Você vai ser a minha submissa? — Ele sussurrou em meu ouvido. Meu coração parou. Eu não estava exatamente chocada com a coisa de submissão, mas a maneira formal que ele perguntou soou quase como uma proposta romântica em seus lábios. — Eu não compreendo exatamente o que isso significa, James. — Isso significa qualquer coisa que nós quisermos. O que isso significa para mim é que eu quero que você me pertença, e que você vai se submeter a mim, e confiar em mim para dominar você, como eu preciso. Eu não tinha ideia de como responder a isso, mas eu não tive que me preocupar com isso nesse momento, porque quando o elevador se abriu, eu fui puxada rapidamente para o apartamento suntuoso James. Era um espaço levianamente aberto, considerando os habituais espaços apertados em New York. Eu podia ver que ele tinha pelo menos três pavimentos , observando o ambiente a partir da entrada. Ele havia escolhido um ambiente limpo e um estilo moderno de decoração, com pisos revestidos em madeira dura cinza e paredes de vidro intercaladas por toda parte. Vasos pesados e obras de arte caras adicionavam a maior parte da cor no espaço neutro cinzento. As manchas de cores eram vivas, levando requinte contra a falta de cor, como se o chão e as paredes servissem apenas para que os quadros perfeitos brilhassem. — É lindo. — eu disse a ele, quando me puxou pelo espaço opulento sem pausa. Enquanto passamos por sala após sala, eu fiquei maravilhada com o tamanho do lugar. — Você gostou? — Ele perguntou, ainda me puxando junto a ele. Ele estava olhando as portas, como se estivesse procurando algo. —Sim. Você tem bom gosto. Ele me lançou um sorriso. — Sim, eu sei. — ele disse, me dando um olhar ardente, e eu corei. — Estou feliz que você goste. Ele se aproximou de uma grande sala de jantar aberta. Ela tinha uma vista espetacular do Central Park. Ele me levou até à janela.

— Fique aqui. — ele me disse, caminhando até uma porta fechada a esquerda. Eu ouvi ele falando com alguém na sala ao lado. Algum dos seus funcionários, eu notei, a partir do trecho da conversa que eu podia ouvir. Eu me sentia esmagada pela sua casa, mas ainda capaz de apreciar sua beleza. Eu corri um dedo por cima da brilhante, pesada e colossalmente grande mesa cinza escura, que dominava o ambiente. Eu admirava o arranjo enorme de flores no meio da mesa. Era uma mistura de orquídeas de cores vibrantes, exibidos em um curto e quadrado vaso vermelho esculpido. Eu estava estudando a visão extravagante do Central Park, quando James reapareceu poucos minutos depois, segurando uma caixa fina quadrada e sorrindo.

CAPÍTULO TRINTA E UM Sr. Temperamental Ele pegou minha mão, e começou a me puxar de novo. — Eu vou te dar o grand tour mais tarde. — ele murmurou, correndo. Ele me levou por dois lances de escada, em seguida, por um longo corredor. — Me parece, que eu só vejo as partes mais específicas de suas casas. — eu respondi maliciosamente. Ele me enviou um sorriso conciliador. — Eu vou mostrar tudo isso para você. Mais tarde. Ele me puxou para um quarto, que eu podia ver era o principal, pelo tamanho monumental da cama. As cortinas se abriram para a mesma vista incrível do Central Park da sala de jantar, apenas alguns andares acima. A janela alinhada quase na parede inteira do quarto, indo do chão ao teto. A cama era mais moderna do que a dele de Las Vegas, com linhas mais limpas, mas eu tinha certeza que a cabeceira tinha a mesma função, com sua grossa espessura. Os tons do quarto eram uma mistura de luzes, vários tons de verde, acentuados com branco, com madeira escura dominando completamente todos os móveis e o chão. Com uma parede inteira dando uma visão espetacular do parque, tinha a sensação de uma floresta no interior. — É incrível. — eu disse a ele honestamente. Ele sorriu, satisfeito com a minha reação. Notei uma pequena porta sem maçaneta, perto da porta do banheiro aberta. Era visível porque havia um painel iluminado com um botão ao lado. Eu apontei para ele. —Isso é um elevador?

Seu sorriso se tornou malvado. — Sim. —Eu não sabia que o apartamento tinha um elevador. —Ele tem alguns, na verdade. Mas esse daqui vai a um lugar especial. Eu vou mostrar-lhe em breve. Agora, eu quero que você fique de joelhos e feche os olhos. Enviei-lhe um olhar assustado. Ele mudava de temperamento sem pestanejar, como era seu costume. Era difícil me manter, com suas mudanças de humor. Me ajoelhei, obedecendo imediatamente, porque estávamos em seu quarto, e era tão natural deixa-lo me governar aqui. Fechei os olhos. Depois de alguns instantes eu o senti colocando algo macio contra a borda superior da minha clavícula. James ergueu a gravata do meu uniforme, colocando de lado. — Perfeito. — ele murmurou. — Você pode usá-lo para trabalhar.— Ele colocou o que parecia ser um círculo um pouco áspero contra meu peito. — Ok, abra os olhos. — ele disse finalmente. Eu fiz, e ele me levantou, me puxando até um armário grande, suavemente iluminado. O closet era o dobro do tamanho do meu quarto, com roupas caras de homens revestindo toda as paredes. Cheirava divinamente, como o próprio James. Ele me posicionou diante de um grande espelho até o chão, e começou a me despir sem uma palavra. Ele desfez a minha gravata primeiro, educadamente pendurando em um cabide. Ele me mostrou uma parte grande e vazia do seu armário. — Aqui irão ficar as suas coisas. Se você ficar sem lugar, eu abro outro espaço para você. Eu estava um pouco atordoada com sua suposição de que eu iria manter minhas coisas aqui. — Eu gostaria muito que você usasse a minha personal shopper, e ela irá providenciar um guarda-roupa para você aqui em Nova York, para que você não precise levar suas coisas por todo o país. Ela deve entrar em contato com você em poucos dias.

—Isso é bobagem. Eu não quero que você me compre roupas. — eu disse a ele, tentando não ficar com raiva. — É uma sensação semelhante em ser mantida. Ele suspirou. — É apenas roupa. Eu pensei que tínhamos decidido que você não iria recusar presentes. Eu olhei para ele, e ele viu minha expressão. — Por favor, apenas pense sobre isso. Você não tem que decidir nada agora. Temos outras coisas para falar, no momento. Eu perdi minha linha de pensamento, quando ele tirou meu casaco e colete, pendurando-os. Seus dedos permaneceram no botão na minha garganta. Ele abriu quatro botões da minha camisa, espalhando minha camisa aberta para revelar o colar que ele tinha colocado no meu pescoço. Ele era adorável, feito de algum tipo de metal prateado, que parecia ser sólido e pesado, mas na verdade era suave e parecia flutuar, era apenas uma gargantilha grossa transparente, firmemente ligada. Ele terminava no topo da minha clavícula, na base da minha garganta. Ele estava certo. Ele ficava perfeitamente escondido sob o meu uniforme. No centro da gargantilha grossa tinha um circulo com um grande diamante preso. Eu toquei, e ele chegou perto de mim para enganchar o dedo indicador no circulo, puxando levemente. — É lindo. — eu disse a ele, mas eu estava preocupada. Qual era o seu significado para ele? — Eu fiz isso como uma espécie de versão funcional de um colar de escravo. Eu congelei imediatamente com a palavra, querendo tirar qualquer coisa com tal nome. Ele segurou minhas mãos com força, segurando-as para baixo no meu lado, com firmeza, como se sentindo a minha intenção. — Apenas me escute. Nós já temos uma relação de dominantesubmisso. Isso vem naturalmente para nós. É apenas o que somos. Mas isso pode significar que queremos ter isso que ele quer dizer. Você entende? Eu quero encontrar o melhor equilíbrio para nós dois. Eu já estava balançando a cabeça para ele. — Isso só vem naturalmente para mim na cama. Eu não quero isso em outro lugar. Você não consegue

mandar em mim em qualquer outra parte da minha vida. E eu não sou escrava. Ele inclinou a cabeça, embora parecesse descontente. — Eu não estou tentando ser seu chefe em qualquer outro lugar. Eu estou tentando ter um relacionamento com você, algo que eu nunca fiz antes, e eu vou aceitar o que eu puder ter. Eu quero que você veja que eu quero trabalhar com você. Vou fazer... concessões para você, se há algo que você não possa aceitar. Eu simplesmente quero que você me dê tudo o que você puder. E para não fugir, se você ficar sobrecarregada. E ele é chamado um colar de escravo, só porque ele indica propriedade. É um símbolo de seu compromisso comigo, para dar seu corpo somente a mim e mais ninguém. Para submeter o seu corpo somente a mim. Há um cadeado e uma chave que apenas eu como proprietário tenho, mas não vou trancá-lo até que você concorde. Eu quero que você me diga quando você estiver pronta para isso. Até então, você pode usá-lo aberto. Eu olhei para ele durante longos minutos, minha mente tendo um momento difícil, processando o que ele estava dizendo, e ainda em conflito sobre várias coisas que ele revelou. Ele queria um relacionamento? O que diabos ele queria dizer com isso? Me sacudi, tentando me concentrar no assunto em questão. — E se eu nunca estiver pronta para trancá-lo? Ele me deu um sorriso quase sinistro. — Vou me esforçar para convencê-la. Ele começou a desabotoar o resto da minha camisa. Eu não o impedi, apenas olhei para meu colar, minha mente correndo. Ele tirou minhas roupas, com movimentos rápidos e certeiros, até que eu estava apenas de meia e ligas. Ele ficou me olhando por um longo tempo no espelho, vestindo apenas isso, mas, eventualmente, ele tirou essas peças para fora também. Ele puxou o meu relógio e até mesmo meus pequenos brincos. Meu primeiro instinto quando fiquei em pé completamente nua na frente dele , era me cobrir com as mãos, mas abafei a vontade com esforço. Eu sabia que não iria agradá—lo, e minha vontade incontrolável de agradá-lo só tinha aumentado durante nosso curto e tempestuoso conhecimento...

Ele abriu uma gaveta e tirou um pedaço pequeno de pano preto transparente. Ele envolveu-o em torno de meus quadris, fixando-o com uma corrente de prata minúscula. Ela se encaixou perfeitamente, parando logo abaixo da minha cintura, como se tivesse feito sob medida para mim. Parecia mostrar tanto quanto escondia, cada curva claramente visível por baixo, mas James parecia muito satisfeito com os resultados, os olhos brilhando positivamente, quando ele olhou para mim. Pela sua fácil localização na gaveta, presumi que era algum tipo de uniforme de submissa para ele. Só Deus sabia quantas mulheres ele tinha vestido desta forma. Eu tentei meu melhor para não pensar nisso. Ele puxou algo fora do seu bolso. Ele apenas olhou para uma linda corrente de prata inicialmente, mas vi pequenos grampos, quando ele esticou a corrente em uma linha suave. Ele usou um pequeno clip para prendê-la no aro do meu colarinho. Eu engasguei. Ele envolveu a corrente no meu pescoço várias vezes, até que havia apenas o suficiente para os grampos alcançarem meus mamilos. Ele os prendeu, seus olhos sombreados, enquanto minha respiração crescia áspera e agitada. Isso parecia uma espécie de coleira obscena de metal. Como um colar de escravo... Ele alisou meus cabelos soltos em um coque na minha nuca. Ele não conseguia parar de me tocar. Ele acariciou meus ombros, minha cintura e meus quadris, mas os dedos sempre encontravam o caminho de volta para meus seios. Ele estava apertando os grampos, até que eu mal podia suportar a espera. — Se você gosta dos grampos, você será adequada para os piercings. Os grampos na verdade aplicam ainda mais pressão do que os piercings, depois da dor inicial. — Ele continuou a brincar com meus mamilos torturados, puxando até que eu gemia. Ele me puxou pelo aro no meu pescoço através de sua sala, até o elevador. Eu podia sentir cada passo o repuxar dos meus seios doloridos. Eu parei atrás dele, descalça e quase nua, ele completamente vestido com um de seus deliciosos ternos. Olhei de volta para sua cama com saudade. — Eu quero que você me leve em sua cama. — eu disse a ele, uma nota estranha de quase choramingo na minha voz. Ele parecia tão perfeito, e de repente eu estava tão carente.

— Eu vou, amor. Mas, temos coisas a fazer primeiro. — ele me disse, me puxando para dentro do elevador no segundo que ele abriu. O elevador começou a se mover, descendo suavemente. — Até onde essa coisa vai? — Eu lhe perguntei, depois que pareceu que tínhamos ido incrivelmente longe. — Apenas quatro andares. — O elevador finalmente parou, abrindo lentamente. James puxou-me para fora. — Bem-vinda ao 4º piso, Bianca. Entramos em um corredor plano e cinzento. O piso era de madeira cinza suave. Ele era limpo e impecável, mas absolutamente monótono. Ele me fazia sentir em uma masmorra, pensei com um arrepio. Passamos por duas salas, antes de entrar na porta no final do corredor. Eu queria perguntar sobre o que eram os outros quartos, mas de repente eu estava aterrorizada, minha mente correndo selvagem com possibilidades estranhas, me sentindo transportada para um outro século. Pelo que eu sei, ele pode ter outras mulheres neles. O pensamento me parou, e James teve que me puxar mais forte para me fazer segui-lo neste momento. — Este não é o lugar para ser obstinada, Bianca. — Sim, Sr. Cavendish. — eu disse, um tremor na minha voz. Qual seria a pior que poderia acontecer? Perguntei a mim mesma, tentando me acalmar do meu terror repentino e desproporcional. Ele me posicionou na frente dele, me dando uma visão completa da enorme sala cinza escuro que ele me levou. Ele esperou pacientemente, me dando tempo para processar o que eu estava vendo. É verdade, realmente era um playground. Era um sonho molhado do BDSM, pelo que entendi do que eu vi. Correntes, chicotes, algemas. Vários dispositivos de tortura que pareciam ter sido criados em estações ao redor da sala.

Minha atenção se concentrou primeiro em algum tipo de balanço à minha direita. Era uma série de tiras de couro e metal que me fascinavam. Andei até ele sem pensar. James seguiu meu olhar e meu movimento. — Então você gosta do balanço? Podemos começar com ele. Já que é sua primeira vez no 4º andar, eu vou deixar você escolher. Estou me sentindo generoso hoje. —Você vai me punir? — Eu perguntei, minha voz ofegante. Ele só fez um barulho de tsked para mim, me puxando para o balanço. — Se você me desobedecer aqui, vou puni-la. Até então, considere esta apenas uma lição. Você entendeu? —Sim, Sr. Cavendish. Ele me posicionou na frente do balanço. — Não se mova. — ele ordenou, agarrando o meu pulso e amarrando com uma corda de couro grosso. Ele puxou-a firmemente com os seus cintos de fixações. Ele testou para ter certeza de que estava agradável e confortável. O material para tocar o pulso era suave na parte de baixo, enquanto que o couro no lado de fora parecia rígido e inflexível. Ele prendeu meu outro pulso com rapidez e movimentos econômicos. Ele colocou as mãos em torno de uma barra de metal em cima da minha cabeça. — Levante-se. — ordenou. Eu fiz, e ele colocou grossas tiras de apoio contra minhas costas e minha bunda. Ele se ajoelhou aos meus tornozelos, e eu o vi apertar as restrições de couro semelhantes às do meus pulsos lá. Elas me restringiam apertadas até acima dos joelhos, ainda assim, era um material mais suave e flexível. A área acima dos meus cotovelos tiveram o mesmo tratamento. Ele se endireitou e começou a ajustar todas as tiras acima de mim. Ele parecia saber exatamente o que ele queria, suas mãos se deslocando de uma para a outra, sem hesitar. Finalmente, ele recuou, tirando o paletó, e afrouxando a gravata, impaciente. — Solte a barra. — ele ordenou. Eu hesitei, sentindo que se fizesse isso, iria apenas girar até o chão.

— Agora. — ele rosnou. Hesitei apenas mais uma fração mais tempo, antes de me deixar ir. Eu me senti leve quando caí para trás. As tiras me pegaram em um abraço estranhamente leve, a cinta contra minhas costas e bunda mais confortável do que eu teria imaginado. Meus braços estavam suspensos, até mesmo um pouco dos meus ombros. Minhas costas estavam arqueadas, e meu peito e estômago expostos. Minhas pernas estavam espalhadas largas, meu sexo exposto. Tentei fechar as pernas, pelo menos um pouco, mas era impossível. As cordas seguravam firme. James se aproximou de mim, colocando meus pés em suaves estribos, que abriram ainda mais as minhas pernas. Eu choraminguei baixo na minha garganta. Ele simplesmente puxou os grampos dos meus mamilos levemente, antes de se afastar. Vi-o desabotoar sua camisa com impaciência, enquanto caminhava atrás de mim. Tentei virar a cabeça para vê-lo, mas eu estava suspensa com muita força para isso. Eu pensei que assim que uma mosca devia se sentir,quando ela era pega rapidamente em uma teia de aranha.

CAPÍTULO TRINTA E DOIS Sr. Maravilhoso

Eu não poderia dizer onde ele estava, pela minha posição de bruços, mas parecia que ele tinha ido para o outro lado do quarto. Ele ficou fora por vários agonizantes minutos, antes que eu o sentisse atrás de mim, pisando perto o suficiente para que o seu peito agora nu, escovasse a minha volta. — Apenas um aperitivo. Por não confiar em mim, quando eu lhe disse para soltar. — ele sussurrou em meu ouvido, antes de ajustar a alça da minha bunda, até meu traseiro estar totalmente exposto para ele. Algo bateu contra mim com força suficiente para fazer meus olhos arderem de lágrimas. Ele repetiu a ação duas vezes, antes de reajustar a alça de apoio até que minha bunda estava novamente coberta, e meu sexo exposto. Ele circulou em volta, até que eu pude vê—lo novamente. Ele estava sem camisa e descalço agora, mas continuava com a calça, sua ereção saltando contra sua braguilha. O caro tecido contra a sua pele perfeita nua, fez seu físico musculoso ainda mais evidente, seus músculos saltando, quando ele cruzou os braços e ficou em pé, pernas afastadas, apenas olhando para mim. Seus olhos estavam famintos, mas severo. Ele segurou uma pá retangular na mão casualmente. Isso me lembrou o tipo que costumavam usar antigamente nas escolas para a punição, embora esta fosse negra. Ele caminhou entre as minhas coxas entreabertas. Ele se curvou e beijou minha testa. —Excelente. — disse ele contra a minha pele, então se afastou. Eu me contorcia, me tornando incrivelmente impaciente com a minha necessidade de seu contato físico. Ele colocou a mão na minha coxa, apenas

timidamente na minha fenda. Foi torturante, observar sua mão tocar um pouco acima de onde eu precisava. A carne sob sua mão tremeu. Em um raio, ele deu um tapa na minha outra coxa com a pá com força suficiente para arder. Ele deu um passo para trás, agarrando meu pulso e dando no balanço um forte empurrão, me enviando girando em círculos, até que eu estava tonta. Eu dei um grito um pouco embaraçoso de angústia, pega de surpresa. Ele parou meu giro com uma mão no meu pulso, e ele de repente estava entre as minhas pernas, empurrando para dentro de mim em um movimento suave, mas brutal. Suas mãos amassando a carne do meu peito em torno dos grampos de mamilo com firmeza. Aqueles eram os nossos dois únicos pontos de contato. Pau e boceta, e as mãos nos meus seios. Ele empurrou para dentro e para fora, apenas uma meia dúzia de batidas lentas, antes de sair de mim, recuando e me girando novamente. Ele estava pisando entre minhas pernas, quando interrompeu meu giro, na direção certa para seu pênis certeiro. Ele me deu mais um gosto desta vez, antes de arrancar para fora. Minha cabeça tinha parado de girar, quando ele me virou de novo. Ele me parou com um aperto no meu tornozelo neste momento, e enfiou em mim mais duro, trabalhando dentro e fora como uma britadeira. Ele massageou meu clitóris com uma mão, a outra ficando áspera com o grampo que prendia meu mamilo. — Venha agora! — Ele ordenou, e funcionou, como sempre. Eu vim com um grito, minha cabeça jogada para trás. Ele puxou para fora, me girando, enquanto as minhas paredes ainda estavam apertadas pelo orgasmo. Ele me reposicionou de bruços, bunda para cima, em um piscar de olhos. Ele trabalhava lentamente, e eu tremi ao seu redor, ainda tendo pequenos tremores. — Foda-se. — ele amaldiçoou. — Você está tão apertada que vai me fazer gozar. —Sim. — eu soluçava. — Venha!

Ele bateu na minha bunda, empurrando dolorosamente devagar dentro de mim. — Eu não vou gozar até lhe mostrar mais um pouco dos deleites que esse balanço tem para oferecer. — Ele puxou para fora de mim, me fazendo girar novamente. Eu choraminguei. Ele sacudiu em mim duro quando eu parei desta vez, movendo-se com um propósito agora. Ele chegou perto de mim, seus dedos talentosos colaborando para me levar para o meu próximo orgasmo. Eu soluçava o seu nome, quando eu gozei de novo. Ele virou-me em um raio, até que meu rosto estava a poucos centímetros do chão. Ele começou a me chupar com a boca, o contraste suave com o seu tratamento anterior, me fazendo implorar com a voz entrecortada. Pelo que, eu não tinha certeza. Ele afastou a boca, e um momento depois, ele estava trabalhando seu pau duro em mim novamente. Era um processo mais lento nesta posição. Ele teve que entrar centímetro por centímetro. Eu o ouvi xingando. Eu estava tão recheada, que eu prendi a respiração em alarme com a sensação. Ele fez pequenos movimentos irregulares por apenas um momento antes de arrancar de dentro de mim. Ele me reorganizou em pé, levando vários minutos para me suspender logo acima dele. Nossos lábios estavam no mesmo nível, pela primeira vez. Ele me beijou apaixonadamente, enquanto se enfiava dentro de mim, saindo e empurrando violentamente. Eu estava lamentando no fundo da minha garganta. Eu não podia tocálo com as minhas limitações, mas ele me tocou. Suas mãos estavam por toda parte, acariciando e beliscando e me acalmando com incrível habilidade. — Venha agora. — disse entre dentes cerrados, quando sua cabeça caiu para trás com sua própria libertação. Era fascinante vê-lo se perder assim, e ainda assim ele não deixou meus olhos, quando eu obedeci ao seu comando. Eu gemia seu nome.

— Porra, caralho, foda-se. — ele amaldiçoou, de novo e de novo, enquanto se derramava dentro de mim. Ele me soltou das restrições com maestria, e me embalou em seus braços. Ele me levou até uma cama de grandes dimensões no canto. Ele me deitou em cima do colchão, se jogando ao meu lado. Eu vi que ele estava completamente nu, um fato que eu tinha de alguma forma negligenciado antes. Ele deve ter tirado suas calças, enquanto eu estava girando, minha mente atordoada observou. Ele removeu os grampos dos meus mamilos, sugando suavemente a carne vermelha. Ele tomou seu tempo, dando igual atenção a cada mamilo ferido. Depois de longos momentos de extrema atenção a eles, ele se ajeitou para estudar meu rosto. Ele pairava sobre mim, uma mão achatada no meu baixo ventre, apenas observando o meu rosto por longos minutos. Ele beijou minha testa. Ele parecia estar esperando por algo. Eu lhe perguntei o que. — Eu estava esperando para ver se você iria dormir. Você está no clima para uma troca de informações? Estiquei, me sentindo lânguida e exausta, mas, estranhamente, eu estava longe do sono. Eu pensei sobre sua pergunta. Foi estranho, mas o pensamento de responder suas perguntas não foi preocupante para mim naquele momento. Eu supunha que uma meia dúzia de orgasmos tinha algo a ver com isso. Eu imaginei que ele provavelmente sabia disso. Ele era muito mais familiarizado com os sentimentos pós-coito do que eu. Eu me sentia estranhamente aberta para ele, estranhamente livre de minha reserva habitual. Eu esperava que, em uma espécie de sentimento nublado, que isto fosse uma insanidade temporária, e não mais um sintoma da minha obsessão crescente com este homem. Eu dei um pequeno encolher de ombros, que o deixava louco. — Tudo bem. — eu disse, passando a mão ao longo do peito que pairava sobre mim. — Pergunte-me alguma coisa.

Ele sorriu para mim suavemente, em seguida, mordeu o lábio como se ele estivesse nervoso. Eu assisti a ação com fascínio. Eu nunca tinha o visto fazer uma coisa dessas. James vulnerável era algo que simplesmente não entrava na minha cabeça. — Eu descobri o que significa sotnos. Eu quero saber por que um termo carinhoso tornou-se sua palavra segura. Eu não fiquei chocada. Eu tinha imaginado pela expressão em seu rosto que seria assim, ou ainda mais pessoal. As palavras estavam saindo da minha boca, antes que eu pudesse frea-las. Eu queria conhecê-lo, então talvez não fizesse mal que ele soubesse um pouco mais de mim. —Meu pai costumava me chamar assim. — eu disse. Era verdade, e era a resposta mais simples. Sua testa franziu. Ele estava esperando mais da resposta, eu poderia dizer. —Isso não explica nada para mim. Por que uma palavra boa e carinhosa de seu pai seria uma palavra segura para você? —Você vai me dever um inferno de uma revelação após isso. — eu disse a ele, cutucando seu peito. Ele acenou com a cabeça solenemente, e, sem hesitar. Isso me tranquilizou, por algum motivo. Eu tomei uma respiração profunda para começar. —Ele costumava bater em mim. — eu comecei. James ficou tenso, e minha mão o acariciou distraidamente. Eu continuei com um suspiro. —Não eram palmadas, ou um tapa no pulso, ou o que quer que crianças normais tenham. Ele me batia sem sentido. Ele nos atacava, eu e minha mãe, sem nenhuma razão aparente. E realmente não havia nenhuma, não para ele. A única coisa que eu sabia que ele ainda tinha um mínimo de controle, era que não atingisse nossos rostos. Ele nos achava bonita, e ele estava orgulhoso disso. Ele queria que continuássemos bonitas, eu acho. Eu roubei um olhar para o rosto dele. Ele estava pálido, de repente, a sua palidez cinzenta. Mas eu continuei, me sentindo como se tirasse um peso

gigantesco do meu ombro, quando deixei escapar alguns dos detalhes sórdidos. — Ele era um homem bruto e frio. E enorme. Deus, ele era tão grande. Quando criança, eu achava que ele era um gigante. Stephan lutou com ele uma vez. Você não sabe disso, mas apesar de odiar a violência, Stephan é um inferno de um lutador. Stephan conseguiu dominá-lo, mas apenas por pouco tempo. Meu pai era maior que ele, pelo menos 30 kgs mais forte, e ainda assim foi uma luta apertada. Stephan era um lutador mais rápido e muito mais experiente. Stephan usou isso para nos alimentar, literalmente lutando, e ele tinha apenas 16 anos na época. Meu pai só usava seus músculos para bater nas mulheres e crianças, eu suponho. Mas vendo como aqueles punhos musculosos quase mandaram um homem de grande porte como Stephan para um hospital, eu não posso imaginar como eu e minha mãe sobrevivemos por tanto tempo... Sacudi-me fora do meu devaneio, e voltei ao ponto. — Ele não era um pai carinhoso. Ele era apenas frio, e então com raiva e brutal, quando ele perdia a paciência. Mas mesmo seus rompantes de raiva eram frios. Ele frequentemente abordava eu e minha mãe nesses momentos com a palavra sotnos, desta forma, fria e zombeteira dele. Então, quando você me pediu para escolher uma palavra de segurança, para quando as coisas fossem mais longe do que eu poderia lidar, eu só pensava nisso. Nada me assustava mais do que as palavras em seus lábios. Parecia perversamente apropriado. — Porra. — James murmurou com sentimento, me olhando consternado. Eu sorri ironicamente. — Eu disse a você que eu estava ferrada. — eu disse a ele. — Como ele morreu? — James perguntou com a voz rouca, sua mão acariciando a minha barriga. Eu não mencionei que, isso em tese era para ser troca de informações. Aparentemente, eu estava com humor para responder, porque eu só falei. — Ele não morreu. — eu disse suavemente. Seus olhos ficaram um pouco selvagens, quando ele afastou do meu estômago para o meu rosto. — Mas você disse. —Eu menti. Sobre ele, mas não sobre minha mãe. Ela está morta.

—Como ela morreu? E onde está o seu pai? — Ela se matou. — A mentira saiu de meus lábios sem esforço ou remorso. Era uma mentira antiga. E necessária. — Eu não tenho ideia de onde ele esteja. Eu fugi de casa depois que minha mãe morreu. Eu estava com quase quinze anos, e nunca parei de fugir. Ele me encontrou, algumas vezes. O sistema de proteção ao menor é realmente inútil o suficiente para fazer ele nos encontrar. Mas aí, eu já tinha Stephan. Ele sempre me protegeu, e tínhamos que fugir novamente. — Então você estava em um orfanato? É assim que você conheceu Stephan? Eu dei uma sacudida rápida da minha cabeça. — Tivemos alguns desentendimentos com a assistência social, mas não. Nós éramos fugitivos desabrigados. Eu conheci Stephan porque um mendigo velho estava tentando me estuprar, e ele bateu no pervertido até sobrar apenas uma polegada de sua vida. Você pode agradecer a Stephan por ajudar a manter minha virgindade intacta. Nós éramos inseparáveis depois disso. Nós nunca discutimos isso. Nós apenas nos tornamos uma família. Eu vi um tremor fino balançar seu corpo. Toquei seu queixo suavemente com a ponta do dedo. — Eu quero matar alguém. — James sussurrou. Eu segui sua mandíbula. — Eu não posso suportar a ideia do homem que bateu em você quando era uma criança esta correndo solto pelas ruas. Eu não posso acreditar que alguém como você teve que viver nas ruas, sem proteção. —Eu tinha Stephan. — eu disse simplesmente. — Ele tinha feito todo o resto valer a pena. Ter alguém como ele comigo, tinha feito a minha vida suportável durante os tempos horríveis. — Eu amo esse cara. Me lembre de lhe comprar um presente ridiculamente extravagante. Eu sei que ele gosta de carros... — Ele parou. Eu ri, e me senti surpreendentemente despreocupada. — Eu o amo muito, mas eu me recuso a incentivá-lo a fazer isso por ele. — Eu preciso que você me responda uma questão importante para mim. Seja brutalmente honesta. Isto é ruim para você, o que estamos fazendo juntos? Estou agindo como o seu pai? Nós não temos que fazer qualquer uma das coisas ásperas, se é demais para você. Eu não quero ser ruim para você.

Eu segui os seus lábios, escolhendo as palavras com cuidado. — Eu sempre fui fascinada pelas coisas BDSM, desde que me lembro. Era uma vergonha para mim, e então eu escondia isso muito bem. Obviamente, eu não tinha nenhuma experiência com isso, mas eu me sentia atraída por isso, sempre. E essa forma que posso abraçá-lo, sem vergonha, é libertador para mim. Meu passado me moldou, isso é uma realidade, mas eu não acho que seja ruim para mim enfrenta-lo desta forma. É bom para mim ter alguém como você, que pode me ajudar com este desejo. Alguém que eu acho que eu poderia aprender a confiar. E você não é nada parecido com o meu pai. Eu podia ver que as minhas palavras o tranquilizaram. Ele se inclinou para beijar minha testa suavemente. — Obrigado. — ele murmurou contra a minha pele. — E nós estamos nos desviando do principal. Você me deve uma revelação dolorosa. Algumas delas, na verdade. Por que você odeia tanto álcool? — eu perguntei. Eu sabia que havia algo ali. Eu apenas sentia. Sua reação ao me ver bêbada, e seu enrijecimento instintivo cada vez que ele pensava que eu poderia beber, era muito pessoal. Ele passou a mão no meu tronco, traçando minhas costelas. Dei-lhe alguns minutos de silêncio, enquanto ele me observava pensativo, e formou sua resposta. —Eu te contei sobre o meu primeiro guardião quando meus pais morreram. Ele era um primo mais velho. Seu nome era Spencer, e eu o desprezava. Supostamente, ele era um amigo próximo de meus pais. Eu podia ver isso, logo no inicio. Ele parecia agradável no início, nunca me dando quaisquer regras ou restrições. Eu mal tinha 14 anos, e ele me deixava tomar vinho no jantar. Eu achava que ele era o cara mais legal do mundo. Até que eu percebi que ele estava drogando o vinho. A mão foi para a minha garganta com suas palavras. Prendi a respiração, esperando ele continuar, sabendo com uma certeza inexplicável, que o resto seria bem ruim. — Levei algum tempo. Eu apenas tinha esses apagões. Eu não lembrava de nada depois do jantar. Mas havia sinais...

— Fiquei com dores em lugares que eu não deveria ter ficado. Eu tinha marcas nas costas e nos pulsos, e... outros lugares. Spencer estava ficando diferente. No início, era apenas algo em seus olhos. Depois de um tempo, ele começou a me encostar em plena luz do dia, e eu já sabia. Eu só sabia que ele tinha feito coisas para mim, coisas que eu não tinha consentido. Não que um garoto de 14 anos possa consentir com uma coisa assim. Lágrimas encheram meus olhos pela primeira vez em muitos anos, e minhas mãos o acariciavam tranquilizador. Ele se quebrou tanto quando eu, e fiquei tocava por ele partilhar uma coisa dessas comigo. Ele observou as minhas lágrimas, e as afastou de minhas bochechas quase distraidamente, continuando. — Era apenas uma suposição de minha parte, mas eu suspeitava que era o vinho. Então eu fingi beber uma noite, e o deixei me levar para o quarto. Ele tinha me algemado antes que eu percebesse o que estava fazendo. Mas então, eu estava impotente. E então eu comecei a experimentar a repugnância toda da coisa, sem o benefício das drogas no vinho. Eu segui as cicatrizes pequenas em seus pulsos, e ele deixou. Ele fechou os olhos com força quando eu beijei, mas ele não me fez parar. — Eu acho que ele sabia que eu não estava tão drogado, como de costume, quase imediatamente, mas eu realmente não acho que o desgraçado se importava. Ele se convenceu de que eu era um participante voluntário, não importa o que eu tenha dito ou como eu tenha lutado. — Ele não me deixou solto até de manhã. Essa foi a noite mais longa da minha vida. Eu estava exausto e dolorido até a minha alma, mas eu ainda tive forças para bater a merda fora dele no segundo que eu fiquei livre. — Ele evitou ficar sozinho comigo depois disso. E nem mesmo um ano depois, um amante irritado o sufocou até a morte. Ele gostava de homens mais jovens, que ele poderia dominar fisicamente. Eu acho que finalmente o tiro saiu pela culatra. Pelo menos esse amante não era menor. Foi um escândalo enorme na família. Todos os meus parentes estavam mortificados. Mas eu apreciei a notícia. — Seus olhos estavam vidrados enquanto me contava os detalhes sangrentos, mas ele se endireitou quando terminou. Ele se inclinou e me beijou. Devolvi o beijo desesperadamente. Ele se afastou, murmurando em minha boca.

— Você é a primeira pessoa, além do meu terapeuta, que eu já contei isso. Eu estava tão envergonhado por tudo. Isso muda a forma como você me vê? Em resposta, eu o beijei com toda a emoção que eu sentia por esta alma ferida, que parecia, de alguma forma, combinar com a minha. E me complementava de uma maneira que eu não tinha percebido, mas que eu precisava desesperadamente. Nós apenas nos beijamos assim por longos minutos. Era um tipo suave e reverente de partilha. O tipo de intimidade que teria feito eu ficar excitada na hora. Mas isso não aconteceu agora. Eu apenas apreciava o contato, algo mudou dentro de mim. Ele finalmente se afastou, mas apenas para me levantar. — Eu preciso de você na minha cama, amor. Diga adeus ao 4º andar, por agora. Mas nós vamos voltar, não se engane. Ele me embalou contra seu peito, enquanto andava com aparentemente nenhum esforço para o elevador, não me colocando no chão ou mudando minha posição quando entramos no elevador, e subimos lentamente de volta para seu quarto. Eu aninhei contra seu peito. Ele beijou o topo da minha cabeça. Ele me deitou na cama e fez amor comigo. Eu imaginava que deveria ser muito parecido com fazer amor em uma floresta, a enorme janela do tamanho da parede, nos inundando com a luz solar. Ele era totalmente o amante preocupado agora, embora, mesmo este lado de James de amante carinhoso tinha uma vantagem. Ele prendeu minhas pernas em cima da cama, abrindo ela largamente, de modo que a cada impulso duro, ele esfregava meu clitóris quase insuportavelmente. Ele me fez vir de novo e de novo, antes de permitir a sua própria libertação. —Você é minha. — ele sussurrou em meu ouvido depois. Nós deitamos juntos, entrelaçados. Nós estávamos em nossos próprios lados, e ele me abraçou com força por trás, uma mão entrelaçada firmemente com a minha. —Sim, eu murmurei de volta, e afundei em um sono profundo e tranquilo.

CAPÍTULO TRINTA E TRÊS Sr. Magnífico Acordei no escuro, desorientada no início, e incerta do que tinha me acordado. — Shh, amor, volte a dormir. — James murmurou no meu ouvido, levantando-se e indo imediatamente para o banheiro. Eu ouvi o chuveiro ligar. Eu me obriguei a levantar. Eu fui até o armário, colocando minhas roupas de trabalho, uma vez que eram as únicas que eu tinha. Eu definitivamente precisava de um banho, mas podia esperar chegar no meu quarto de hotel. Eu tinha a sensação de que se eu me juntasse a ele no chuveiro agora, ele iria me falar para ficar em sua casa, enquanto ele saia. Eu ainda não estava disposta a fazer isso. Me vesti rapidamente, indo até a porta do banheiro, quando ouvi o chuveiro desligar, falando com James através da porta. — Eu estou morrendo de fome. Se importa se eu tentar encontrar alguma comida em sua cozinha, enquanto você se apronta? — Por favor. Sinto muito. Eu fui um anfitrião negligente. Pode pegar o que quiser para você. Vou precisar de algum tempo para ficar pronto, mas vou encontrá-la em cerca de 20 minutos. Eu já tinha visto o smoking arrumado em seu armário, então eu sabia por que ele precisava de um tempo. Ele iria, obviamente, a um evento blacktie. E um muito mais sofisticado do que qualquer coisa que eu já fui na minha vida. — Tudo bem. — eu disse.

Fiquei um pouco perdida, navegando através do labirinto do seu apartamento, mas foi uma coisa boa que eu fizesse isso, porque acabei encontrando a minha mala. Eu tinha deixado no porta-malas do carro quando Clark tinha saído. Eu ainda não pensado nela, até que a encontrei novamente. Eu a agarrei com gratidão, puxando-a atrás de mim, enquanto eu tentava achar a cozinha, tentando refazer os passos de James no dia anterior. Eu achei mais pelo som do que pela visão, inadvertidamente a encontrando por um ângulo diferente. Eu podia ouvir duas vozes femininas conversando, uma quente e rouca, a outra amistosa, tilintando de tanto rir. Eu me aproximei da porta aberta com cautela. O que eu vi me deixou confusa, e eu só fiquei lá, piscando. Uma das mulheres estava na casa dos cinquenta, e eu reconheci a voz amigável que falou com James, quando tínhamos chegado. Ela era a governanta. Ela era uma senhora hispânica gorda, e tinha a aparência de uma boa e gentil mãe. As palavras dela sumiram quando ela me viu. Ela observou a minha aparência desgrenhada sem palavras. Eu não estava surpresa com sua presença. Era a outra mulher, cuja presença eu não poderia entender. Ela era excepcionalmente bonita, com maquiagem e cabelo preto encaracolado preso de forma brilhante. Talvez ela fosse parente de James, eu disse a mim mesma. Ela era bonita o suficiente para compartilhar sua linhagem, se alguém podia ser tão bonita quanto James. Seus lindos olhos cinzentos me estudaram com surpresa, não muito menor do que eu a estudava. Ela estava arrumada para um evento black—tie, com um vestido de seda cinza-claro, que combinava com seus olhos, e pertencia a um tapete vermelho. Ele tinha um design clássico e simples sem alças , que se agarrava ao seu corpo perfeito como uma luva. Ela tinha um corpo perfeito, com a menor cintura que eu já vi na minha vida, mas ainda conseguia ser voluptuosa, um corpo de ampulheta por excelência. Ela era o tipo de mulher que faz toda mulher se sentir pior, só de olhar para ela. Ela era vários centímetros mais baixa do que eu, não tinha mais que 1,67m. Ela me fez sentir imediatamente alta e desajeitada. Sua pele bronzeada era impecável, seus lábios exuberantes e sensuais, o nariz arrebitado e perfeito.

— Outra comissária de bordo? — Perguntou a mulher com uma voz rouca. Ela estava falando com a governanta. — Os meninos e seus brinquedos. — Sua voz era casual, e ela revirou os olhos, mas havia uma certa tensão em torno de sua boca que mostrava uma raiva fria. — Ele vai estar pronto para se estabelecer com você, em poucos anos, minha querida. Os homens são, basicamente, animais, até que atinjam 30 anos. É um fato bem conhecido. — disse a governanta gentilmente, para a criatura adorável. Seus olhos não estavam mais gentis, quando me avaliaram, no entanto. Eu estava começando a sentir uma sensação muito ruim na boca do meu estômago. Eu olhei para a mulher encantadora em silêncio por um momento, em seguida, me obriguei a perguntar. — Quem é você? — Minha voz era baixa e lamentável. Eu realmente não queria ouvir a resposta, mas eu tinha que perguntar. A mulher sorriu, sua expressão aquecendo em um instante, como mágica. Ou ela era uma atriz consumada, ou ela, de repente decidiu que ela gostava de mim. Eu estava definitivamente apostando na primeira. — Eu sou Jules Phillips. — Você é parente de James? — Eu perguntei. Eu estava pisando em ovos, eu sabia. Ela riu, e foi um som quente e sensual. Eu me senti tão enjoada, que eu pensei que poderia jogar todo o conteúdo do meu estômago direto em seus saltos vermelhos perfeitos. — Não. Se eu fosse uma parente, as coisas que eu e James fizemos certamente seria ilegal. Eu sou sua acompanhante hoje à noite. Ele está me acompanhando a um baile de caridade. É para uma instituição de caridade fundada por nossas mães. Coitada, ele não te falou sobre mim? Ele pode ter uma mente controladora. Eu tive que ser muito compreensiva com seus peculiares... caprichos, ao longo dos anos. Ela tocou um colar em seu pescoço, parecido com a minha própria coleira, que eu tinha deixado aparecendo, com meus botões superiores abertos. O dela era um colar de diamantes, mas não muito diferente do meu.

— Embora ele sempre foi generoso o suficiente para fazer valer a pena. — ela continuou — Como eu tenho certeza que você sabe. Ele realmente fez isso. Eu mal consegui chegar na pia, antes de começar a vomitar. Jules fez um barulho simpático, e eu senti alguém alisando meu cabelo por trás. A governanta fez um barulho de nojo. — É muita coisa para saber, querida? — Jules perguntou, acariciando meu cabelo. Houve uma mordida na sua pergunta, que ela provavelmente pensou que eu não iria pegar. Ela era uma mulher para ter cuidado. Eu sabia disso com uma certeza sombria. Eu a afastei. — Por favor, me dê espaço. — eu disse, me sentindo sufocada. Me arrumei, limpando a boca com a minha manga. Eu nunca me senti tão nojenta na minha vida. Nunca me senti tão suja. Ele era um mentiroso, pensei. Eu tinha me apaixonado por uma perfeita mentira. Eu tinha compartilhado coisas particulares com um lindo mentiroso. Eu me senti nua. Eu tenho que sair daqui. Eu cambaleei para fora da cozinha. Eu preferia passar mal na rua, do que passar mais um segundo em sua casa. Eu fui até o elevador, apertando o botão. Senti Jules pairando atrás de mim, uma forte presença nas minhas costas. — Vocês vivem juntos? — Eu perguntei a ela, sem me virar. A outra mulher não respondeu, e eu assumi o pior. Havia uma mesa ao lado do elevador. Tirei o colar e o relógio com as mãos trêmulas. Eu coloquei-os na mesa com cuidado, mas eles ainda fizeram um som alto, fazendo barulho. Eu não podia chegar até o elevador rápido o suficiente, quando ele finalmente se abriu. Foi só então que eu me virei.

Em um patamar acima, eu vi James, que tinha acabado de sair de seu quarto, impecavelmente vestido para o seu encontro. Ele ficou congelado no lugar, olhando nós duas lá embaixo. Ele pareceu registrar alguma coisa, pela minha expressão. — Bianca, espere. — disse ele, o pânico em sua voz, seus olhos selvagens. Ele estava descendo as escadas em uma explosão frenética, quando as portas do elevador deslizaram misericordiosamente fechadas. Passei toda a descida no elevador respirando fundo, tentando não ficar enjoada de novo. Seria humilhante demais deixar seu elevador fedendo com meu vômito. E já me humilhei suficiente por a noite. Quando cheguei ao nível da rua, quase sai correndo do prédio. Eu estava na beira da calçada por um longo momento, desorientada. — Srta. Karlsson? — Uma voz falou preocupada. Eu me virei e vi Clark se aproximando de mim com cautela, como se tivesse medo que eu fosse correr pela rua. — Deixe-me lhe dar uma carona, Srta. Karlsson. Por favor. Você parece triste. — Ele falou calmamente, seu tom de voz preocupado. — Eu vou chamar o Sr. Cavendish, e ele vai cuidar de tudo que a está incomodando. À menção do seu nome, eu entrei em parafuso. Eu corri pela rua cheia de gente, sem sequer olhar, impulsionada pelo pânico. Eu não queria vê-lo. Buzinas soaram, mas não me importei. Um táxi teve de frear bruscamente há meros centímetros de mim. Olhei para dentro. Ele estava vazio. Eu entrei, arrastando minha mala, e minha mochila de vôo ao meu lado. Eu pedi para o motorista me levar para o hotel. Ele olhou para mim como se eu fosse louca, mas alcancei minha mochila, e tirei $20 da minha carteira, lhe entregando. Eu normalmente nunca pegava táxi. Era uma maneira cara para se locomover. Mas, naquele momento, eu teria pago qualquer coisa só para ficar longe. Eu queria chegar ao meu quarto, e me enrolar em uma bola. Eu sabia que Stephan já estaria no bar. Eu me debati em chama-lo. Eu sabia que ele iria largar tudo o que estivesse fazendo e voltar para me

confortar. Eu queria isso. Mas descartei a ideia quase que imediatamente. Era um instinto egoísta, afastá-lo de uma noite divertida para a minha miséria. Eu agradeci ao motorista do táxi quando ele parou. Eu caminhei direto ao meu quarto, respirando aliviada quando encontrei o cartão da chave ainda no meu bolso. Eu não queria falar com ninguém, nem mesmo com os amigáveis funcionários do hotel. Acenei para a menina da recepção, quando ela gritou uma saudação. Eu não a reconheci através de minha névoa embaçada de miséria, mesmo quando ela me chamou pelo nome. Eu caminhei rapidamente até o elevador. Eu senti uma onda de alívio quando eu finalmente entrei no meu quarto, trancando a porta atrás de mim. Eu tinha uma ideia louca e paranóica que James estava correndo atrás de mim, tentando me alcançar, antes que eu pudesse prendê-lo para fora e nunca falar com ele novamente. Eu só encostei na porta por longos minutos, tentando lembrar tudo que eu havia esquecido. Claro, eu sabia que James era conhecido por ter uma longa fila de examantes. Claro, eu sabia que ele era um mulherengo. Claro, eu era uma idiota. Quando ele me disse que seria exclusivo, eu realmente tinha acreditado nele, como se um homem como esse não fosse um mentiroso consumado. Eu deixei minha mala na porta, deliberadamente me obrigando a manter minha rotina habitual. Tirei o edredom de cima da cama, jogando-o em uma pilha no canto mais distante do quarto. Eu sabia que eles nunca lavavam essas coisas. Eu liguei o alarme ao lado da cama, e então conectei meu celular na tomada para carregar. Eu vi que tinha oito chamadas não atendidas. Eu só desliguei o vibrador, assim como o toque, para que ele não me acordasse com chamadas ou mensagens. Eu o configurei apenas para soar o barulho do alarme. Eu tirei da mala o mínimo. Apenas produtos de higiene pessoal e meu uniforme extra. Eu fui para a porta adjacente. Mesmo que eu tenha passado o dia todo longe, eles tinham nos colocado nos quartos conjugados, como de costume.

Abri meu lado, aliviada ao ver que Stephan já havia destrancado o mesmo. Eu ouvi um movimento em seu banheiro, e pulei. — Ste... Stephan? — Eu chamei, esperando realmente que fosse ele. Ele saiu do seu banheiro quando eu chamei. Ele estava sem camisa, vestindo apenas bermuda cargo marinha, de cintura baixa. — Ei, Botão de ouro. Algum idiota vomitou na minha camisa, então eu tive que voltar para me trocar. — Ele se aproximou de mim, enquanto falava, secando o cabelo rapidamente com uma toalha. Ele lançou um olhar ao meu rosto e congelou. Segundos mais tarde, eu estava envolvida em seus braços. Ele segurou meu rosto no seu peito nu, acariciando meu cabelo. — Oh, Abelhinha, o que aconteceu? Eu tinha conseguido não chorar até então, mas sua simpatia me derrubou. Eu ouvi um soluço quebrado escapando da minha garganta, como se fosse distante. Eu nunca chorei, especialmente assim. Molhei seu peito com a minha tristeza, soluçando. Como eu tinha deixado isto acontecer? Eu me perguntei, de novo e de novo. Eu tinha tanta certeza de que eu não iria permitir que meu coração se envolvesse. Mas no final, eu não tive controle. Eu tive um sentimento horrível de culpa, quando eu percebi que Stephan chorava comigo. Ele sempre era assim. Ele não podia me ver sofrer e não sofrer junto. — Shh, vai ficar tudo bem. — ele me disse, com sua voz macia e suave, apesar de suas lágrimas. — Nós vamos sobreviver a isso, Bianca. Seja o que for, vamos sobreviver juntos.

CAPÍTULO TRINTA E QUATRO Sr. Enganador De repente, houve uma batida furiosa na porta. Ela vibrava, como se punhos pesados batessem contra ela. — Bianca, abra a porta. Nós precisamos conversar. Não me tranque para fora. Abra a porta. Agora. — A voz de James soou claramente no outro quarto, já que ele estava gritando para acordar os mortos. Ele bateu implacavelmente. Eu nunca tinha ouvido a sua voz, em qualquer nível, que mesmo se aproximasse de um grito. Ele me assustou, para dizer o mínimo. Nós tentamos simplesmente ignorá-lo, ficando em silêncio, enquanto ele batia na porta. Ele fez isso por mais uns bons cinco minutos. Cada golpe na porta me deixava tensa, até que eu era apenas uma bagunça trêmula de nervos. Ele me trouxe de volta à minha infância, como quase nada mais poderia. A porta batendo, meu pai a quebrando para baixo e nos batendo, porque tivemos a coragem de trancá-lo para fora. Quase todos os episódios violentos na minha infância, tinham começado com os punhos reverberando contra uma porta. Assim como agora. Eu estava um desastre emocional naquele momento, voltando para um hábito que eu pensei que tivesse abandonado há anos atrás. Abruptamente, eu me soltei dos braços de Stephan. Eu encontrei um esconderijo mais seguro, do outro lado da cama. Eu me enrolei volta de mim mesma, braços firmemente em torno de minhas pernas. Era uma postura puramente defensiva de uma criança, mas eu não conseguia me conter. Eu ouvi a porta se abrir, então a voz de Stephan, mais fria do que eu havia ouvido, desde a última vez que ele tinha falado com o meu pai. O que não tinha terminado bem. Eu estava realmente esperando esta cena não fosse acabar da mesma forma.

— Não faça isso. Ela não quer vê-lo. Basta olhar para ela! O que você fez? Suas últimas frases foram tensas. Eu ouvi os sons de uma luta, e eu sabia que James tinha corrido para dentro do quarto, sem se importar com o enorme homem loiro enchendo a entrada. Stephan o tinha bloqueado, pelo som das coisas. Os sons de briga pararam por longos momentos. Eu sabia que, ou James tinha parado de tentar passar por ele, ou Stephan mantinha James preso forte o suficiente, para conter o outro homem. Os sons de uma luta séria começaram novamente. — Deixe-me vê-la. Eu só quero resolver as coisas. Eu não estou aqui para machuca-la, Stephan. — disse James, e sua voz soava como se viesse com os dentes cerrados. — Você já fez isso! Olhe para ela! O que você fez? — As palavras de Stephan eram um rugido furioso neste momento. — Você precisa sair! — Eu a vejo. — disse ele, seu tom cru me fazendo estremecer. — Bianca, apenas me ouça. Aquela mulher era apenas uma amiga. Eu ouvi o som de uma carne bater em um punho, e um suave grunhido de dor de James. Eu pensei que soou como um golpe no estômago. Isso me preocupou. Eu sabia que os socos de Stephan no intestino poderiam fazer alguns danos sérios. Melhor cenário seria apenas alguns dias de tosse com sangue. — Que mulher? — Stephan perguntou, parecendo mais irritado a cada minuto. — Por favor, deixe-me ir para junto dela. Eu não posso vê-la sofrendo assim. Isso está me matando. — Então a deixe sozinha. Você a deixou assim, e você precisa sair. Se ela quiser falar com você, ela tem o seu número. —Bianca. — disse James novamente, uma pausa em sua voz. O som de um corpo batendo contra a parede finalmente me fez virar minha cabeça, apenas o suficiente para ver. Stephan tinha um braço no pescoço de James, mas James ainda estava lutando ferozmente para passar

por ele. Ele não estava tentando lutar, apenas mover além do bloqueio de Stephan. Stephan, por outro lado, parecia que estava à beira de assassinato. Eu podia ver os músculos rígidos flexionando em suas costas nuas furiosamente. — Basta dizer que você vai me ouvir, Bianca. Se não for agora, então mais tarde. Mas me prometa que não vai me calar completamente. Me prometa, e eu vou embora. Se é isso que você quer. — ele engasgou. Não estava nem um pouco inclinada a concordar, mas vendo Stephan ser empurrado para este lado do assassinato, foi uma boa maneira para me convencer. Minha voz estava uma bagunça trêmula, mas finalmente consegui falar. — Eu vou lhe dar a minha palavra, assim como você fez, quando disse que éramos exclusivos. Isto pareceu enviar Stephan para a borda. — Seu fudido. — ele gritou, socando James duro no estômago novamente. Eu me amaldiçoei... Eu tinha só piorado as coisas. — Nós éramos. Somos. Eu nunca menti para você. Eu lhe disse a verdade sobre tudo, mesmo quando era dolorido, porque eu quero que você confie em mim. — ele me disse, com a voz rouca com a dureza dos golpes. Suas palavras me deixaram tão furiosa, que eu esqueci que eu estava tentando acalmar a situação. — Você disse que não marcava encontros. Isso era uma mentira, uma vez que que conheci o seu encontro de hoje à noite. Stephan jogou James contra a parede, xingando. — Seu Bastardo. Você jurou para mim que não iria machuca-la. Mas eu não via essa dor nela, desde a última vez que seu pai colocou suas mãos nela. Isto pareceu tirar todo o ímpeto de James. Ele parou de lutar, até mesmo quando Stephan tentou empurrá-lo contra a parede. — Bianca, por favor, você não pode simplesmente me deixar. Apenas concorde em falar comigo de novo, quando você se sentir pronta para isso. Eu vou deixar você escolher o momento e o lugar, mas eu não posso deixar você ir sem lutar.

— Tudo bem, se você responder a uma pergunta para mim primeiro. — Qualquer coisa. — Primeiro, prometa que não vai se aproximar de mim, assim que Stephan te soltar. Seus olhos tinham uma desolação, que eu pude ver, mesmo do outro lado do quarto. — Se é isso que você quer. Stephan o soltou abruptamente, andando pelo quarto, passando as mãos em seu cabelo. Ele odiava quando perdia o controle, mais do que qualquer coisa, e esta noite ele tinha estado muito perto. Eu senti uma culpa esmagadora, ao saber que era tudo culpa minha. Eu jurei nunca mais me envolver com nenhum outro homem. — Você pode vir a minha casa na segunda-feira a tarde, às cinco. Podemos falar então. Era difícil não sentir nada, quando olhei em seus aparentemente olhos suplicantes sinceros. — Mais cedo, por favor. Esperar até segunda-feira será uma tortura. Eu balancei a cabeça, me mantendo firme. — Não. Segunda-feira. Agora responda a minha pergunta. Ele acenou com a cabeça. Ele enfiou as mãos nos bolsos, absolutamente devastador em seu smoking preto com sua camisa branca. Seu cabelo estava bagunçado pela luta, mas ainda de alguma forma conseguiu apenas parecer artisticamente despenteado. — Você fodeu Jules? — Eu perguntei. Ele ficou tenso, e eu sabia a resposta antes dele responder. — Sim. Mas foi há um longo tempo. Eu não queria a questão escapar da minha boca, mas ela saiu de qualquer maneira. — Quando? — Um ano, pelo menos. Eu não sei exatamente quanto tempo. E ele a conhece há anos, eu pensava.

— Foi apenas uma vez? — Eu perguntei. Ele fechou os olhos. — Não. Mas isso nunca significou nada, eu juro. — Então você dormiu com ela durante anos, e estava saindo com ela em um encontro depois que eu saísse hoje à noite, e isso não quer dizer nada? — Eu sei que isso parece ruim, mas não é bem assim. Eu a conheço desde o colégio, e nossas famílias têm laços que existem há muito tempo. Seu irmão Parker é meu amigo. E ela é só uma amiga para mim. Eu juro. — Mas você obviamente fode seus amigos. — Minha voz parecia morta, e eu gostaria de calar a minha boca. Seus olhos me imploraram. — Não mais. Qualquer coisa que eu tinha com ela não significa nada. Ele nunca significou. — E você só me conhece há uma semana. O que isso me diz sobre nós? Sua mandíbula se apertou. — Por favor, não faça isso. É diferente. Nós somos diferentes. Eu me afastei dele, finalmente cansada de falar. Eu só queria que ele saísse. — Por favor, vá embora. Eu vou falar com você na segunda-feira. E por favor não esteja em qualquer um dos meus vôos. Se você fizer isso, vou entrar em qualquer ônibus e fugir, para ficar longe de você. — Minha voz estava ficando mais firme a cada momento. Eu sinceramente esperava que isso significasse que todas as minhas histeria acabaram. Ele não saiu por um longo tempo, mas ele não falou também. Eu ouvi a porta abrir e fechar, em seguida, o barulho da porta trancando, que eu estava protegida. Stephan me pegou, me levando para a cama. Ele me abraçou e chorou. Eu sabia que ele estava sofrendo, e tudo por minha causa. Sua violenta explosão iria incomodá-lo, bem como pensar que ele tinha confiado em James, apenas para descobrir que eu tinha acabado ferida. E a minha dor iria machuca-lo também. Nós nos abraçamos, e eu achei que meu choro estava longe de terminar.

Stephan e eu estávamos surpreendentemente funcionais na manhã seguinte, o que era estranho, considerando o pouco sono realmente que tivemos. Estranho, mas bom. Nós não poderíamos faltar ao trabalho, quando era uma escala, a menos que nós estivemos a porta da morte. Faltar o voo de retorno de uma viagem, custava muito caro aos comissários de bordo, com sérias consequencias. Assim, marchamos para o saguão do hotel cinco minutos mais cedo, tranquilos, mas já no modo trabalho. Todos perguntaram a Stephan por que ele não retornou ao bar na noite anterior. Ele havia esquecido de mandar mensagem, ou ligar, o que era um comportamento incomum para ele. Ele normalmente era preocupado com esses detalhes. Ele deu a desculpa de que tinha desmaiado em sua cama, bêbado e exausto. A desculpa serviu, e o bate-papo se afastou da questão. Eu não estava com vontade de falar, então eu fiquei em silêncio e distante de todas as conversas da tripulação, só voltando à vida quando estava na hora de trabalhar. A rotina familiar ajudou, e eu estava grata pela manhã muito ocupada, livre de James. Notei os agentes no voo, um na primeira classe, outro na cabine mais atrás, como de costume. Estávamos com a capacidade máxima. Cada assento no avião estava ocupado. Por isso, depois de três horas de vôo, eu me aproximei do agente James Cook, falando baixinho: — Você trabalha para James Cavendish? Ele parecia um pouco assustado, mas colocou de volta sua expressão impassível de jogador quase instantaneamente. — Eu não tenho a liberdade de dizer, Srta. Karlsson. Eu apenas assenti. Eu pensei que tinha minha resposta. O Capitão Damien me surpreendeu por estar estranhamente sensível ao meu humor. Ele deixou cair sua rotina habitual animadamente amigável, e aproveitou o tempo para passar na cozinha brevemente, tocando meu braço, seus olhos graves e tristes. — Eu não vou perguntar o que te deixou tão triste, mas eu só quero que você saiba que eu sou seu amigo. Se você precisar de qualquer coisa, mesmo que seja apenas um ouvido simpático, não hesite em me chamar. Eu

realmente gosto muito de você, pode acreditar. — Ele sorriu gentilmente quando terminou de falar. Ele estava tão sério, e parecia tão sincero, que eu me vi estranhamente tocada. Eu sorri de volta. — Eu acredito nisso, de verdade. Eu vou manter isso em mente, Damien. Obrigada. Meu pequeno contato com Melissa quando ela fez uma viagem até a cabine foi o oposto disso. Ela olhou para o meu pulso nu com um sorriso malicioso. — Problemas no paraíso? — Ela perguntou. Ela continuou sem esperar por uma resposta. Eu nunca teria lhe dado uma, por isso estava tudo bem. — Você ainda tem que usar um relógio, você sabe. Você pode ter um relatório por estar sem um no pulso. Stephan falou, surpreendendo a nós duas. Ele havia se aproximado sem um som. — Eu duvido que seria tão grave, quanto o relatório que faria sobre você abandonando os outros Comissários na cabine, para ir até a cabine dos pilotos, para assediá-los sexualmente. Novamente. — ele terminou brandamente. Ela lhe deu um olhar que foi positivamente assassino, mas não disse uma palavra. Ela voltou abruptamente para a classe econômica. Além de suas palavras para Melissa, Stephan foi tranquilo e carinhoso nessa manhã. Ele me tranquilizava, dando tapinhas e abraços, que efetivamente me acalmavam. Eu posso ser estúpida quando se tratava de relacionamentos românticos, mas talvez fosse justo, já que eu tinha Stephan. Quem precisava mais do que isso? Quem merecia mais? Não eu, com certeza. Nós não tivemos um momento parado, durante a manhã com o vôo cheio. Apenas horas depois, conseguimos um tempinho para relaxar e conversar um pouco, enquanto comíamos alguma coisa na cozinha. Nós comemos nosso iogurte grego habitual, nos inclinando contra os carrinhos de bebidas, enquanto acabávamos nossos lanches rápidos, nossos ombros se tocando.

— Eu vou fazer uma pesquisa online sobre James. Eu deveria ter feito desde o início. Eu acho que eu só queria conhece-lo como pessoa, e não sua imagem. Mas agora eu vejo que o que eu não sei, poderia me machucar. — eu disse a Stephan calmamente, depois que eu tinha acabado de comer. Eu tinha um computador antigo, e eu o usava quando eu precisava, mas eu não era do tipo que ficava online muito tempo. Eu realmente não me preocupava com as notícias. Quando eu tinha um tempo livre, eu quase sempre preferia pintar ou passar o tempo com Stephan e nossos outros amigos. Eu evitava o Facebook e qualquer coisa semelhante, como a peste. Eu tinha certeza que James provavelmente tinha uma página no Facebook, coisa que eu nunca tinha pensado nisso antes. Eu me perguntava, desanimada, o que seu status de relacionamento diria. Eu me balancei com o pensamento. Uma busca simples de nome, provavelmente, iria me dizer bastante. Stephan assentiu, deslizando sua bandeja de comida para o carrinho de lixo. Ele estendeu a mão para o meu, descartando-o também. — Isso soa como uma boa ideia, considerando tudo. Eu deveria tê-lo pesquisado melhor, mas não o fiz. Eu confiei nele. Eu vi o jeito que ele olhava para você, e eu sabia que ele se importava. Eu pensei que isso era o suficiente. E eu não queria interferir com o cara que você já estava interessado, você quer que eu esteja com você, quando você fizer isso? Eu balancei a cabeça. — Não, eu vou ficar bem. Ele se endireitou, se aproximando, e esfregando meus ombros confortavelmente. — Me desculpe, eu fiquei tão violento ontem à noite. Eu quase me perdi. Bati em sua mão. — Não, Stephan. A culpa foi minha, por trazer minha bagunça até você. Você estava apenas me protegendo. — James me mandou mensagens. Eu já tinha oito mensagens, quando eu chequei meu telefone antes do voo. Ele está pedindo para conversar comigo. Eu devo? Ou você prefere que não? Eu dei de ombros. — Isto é com você. Lide com ele no entanto, se você precisa. — Eu acredito que ele tem fortes sentimentos por você. Não há dúvida em minha mente que ele se preocupa com você.

Eu levantei a mão. — Eu não quero falar sobre isso. Não me importa o que ele sente, eu não posso viver com o que ele fez. — Ele não me deu nenhum soco na noite passada, sequer tentou, mas ele está me pedindo desculpas. Eu me virei para olhar nos olhos dele, deixando-o ver minha decisão. — Chega desse assunto. Ele se inclinou para mim, beijando o topo da minha cabeça. — É claro, botão de ouro. Eu vou parar.

CAPÍTULO TRINTA E CINCO Sr. Celebridade Parecia que demorou uma eternidade para chegar à minha casa. E quando eu cheguei, eu desmaiei por seis horas. Eu tinha desligado meu telefone naquela manhã, e eu o deixei desligado. Eu tinha dito a James que eu iria falar com ele na segunda-feira, mas eu não o tinha proibido de me ligar, ou mandar mensagens de texto. Só de pensar em ler essas mensagens fez meu estômago revirar, então deixei meu telefone desligado. Quando eu acordei, eu comi alguns ovos e me sentei no meu computador, com um pouco de medo. Meu computador era antigo, um modelo velho que comprei usado, mas servia ao meu propósito. Eu digitei o nome de James Cavendish no motor de busca, com os dedos trêmulos. O que surgiu foi esmagador, e cheio de surpresas ainda mais desagradáveis do que eu estava preparada. Eu tinha consciência de que ele era um jovem bilionário bem conhecido. Eu esperava um pouco de atenção da mídia na sua direção, até mesmo por causa da sua aparência e ser tão rico e solteiro. Mas eu não poderia ter antecipado o que eu encontrei. Eu estava distante dos eventos atuais, para dizer o mínimo. Eu não assistia notícias, e não havia dinheiro que me pagassem, para me fazer assistir a alguns dos programas de entretenimento de celebridades que estavam na televisão, e eu certamente não estava interessada em tabloides impressos. Eu nunca tinha entendido o apelo dessas coisas. Eu apenas nunca fui capaz de entender qualquer coisa sobre esses assuntos. Eles geralmente eram sobre pessoas ricas e mimadas, e eu apenas não entendia onde estava a atração desses programa. O que talvez pudesse

justificar o fato de que eu estava totalmente sem pistas sobre o homem com o qual eu tinha tido um breve caso. Eu cliquei na parte de imagens em primeiro lugar. Eram principalmente fotos em tapetes vermelhos. Ele parecia ter infinitas imagens posando com inúmeras mulheres, embora Jules revoltantemente estivesse na maioria delas. Ele usava sempre smoking após smoking nas fotos, alguns modernos, outros clássicos. Ela usava vestidos de todas as cores, sempre aparentando além de impressionante. Os dois juntos faziam um par assustadoramente lindo. Ele usava ternos em algumas outras imagens, o que eu imaginei serem eventos menos formais Fiquei chocada ao ver que eu mesma reconhecia algumas das outras mulheres que ele tinha namorado. Reconheci uma atriz muito famosa. Eu não tinha percebido que ela era tão pequena, até que eu a vi em pé ao lado da figura alta de James. Ela mal chegava ao seu peito. Eu tinha gostado de alguns de seus filmes, mas eu senti uma quantidade razoável de antipatia por ela, quando eu vi que ela tinha participado de pelo menos três eventos com ele. Reconheci ainda outra mulher, uma atriz voluptuosa, que era estrela de um antigo programa. Ela tinha cabelos escuros e uma pele morena. Suas curvas quase iam para excesso de gordura, decidi penosamente. Ela era tão pequena que parecia ridícula ao lado dele. Eu me senti mal, quando eu o vi ao lado de uma mulher que teve direito a legenda "atriz pornô", sob a imagem. Ele sempre estava espetacularmente bonito, independentemente de quem ele tinha em seu braço, mas eu estava ficando com uma visão maior e drasticamente diferente dele agora. E eu não gostava do que eu estava vendo. Mais abaixo na página das fotos, eu o vi com Jules em roupas mais informais, ela estava de jeans. Era uma rara visão, então eu cliquei sobre ela. Eu tive uma visão mais ampla, com um pequeno artigo de fofocas. Eles estavam de mãos dadas na imagem. O artigo dizia que ela haviam rumores dela ser a sua antiga namorada, e que eles estavam reatando de novo. Liguei meu telefone, apenas o tempo suficiente para enviar a imagem para James.

Bianca: Você é um Mentiroso. Eu vou falar com você na segundafeira, porque eu disse que faria, mas eu comecei a fazer minha pesquisa, e eu estou rapidamente vendo que eu não sei nada sobre você. Eu não me preocupei em ler as inúmeras mensagens não lidas, acima da que eu tinha enviado, mas eu recebi uma resposta quase imediatamente, e então eu a li. James: Por favor, não acredite nesse lixo dos tabloide. Eu admito que nunca desencorajei as fofocas sobre Jules ser minha namorada, mas elas eram apenas fofocas. Ela nunca foi minha namorada. Ela é irmã do meu melhor amigo. Eu prometo que eu nunca vou acompanha-la a um outro evento pelo resto da minha vida, mas a noite passada não foi um encontro com ela. Era uma obrigação social. Se eu tivesse tentado me colocar no seu lugar, eu teria visto como isso iria soar péssimo para você. Peço desculpas por isso. Eu daria qualquer coisa, se eu pudesse fazê-lo de forma diferente. Mas, por favor, tente me dar o benefício da dúvida, e pare de olhar esses tabloides. Eu ainda estou em Nova York a trabalho, já que você não vai me ver, mas isso está me matando, tê-la machucado , e eu não consigo fazer nada direito. Eu poderia estar em um voo dentro de uma hora. Basta dizer a palavra, amor. Desliguei meu telefone depois disso. Sua mensagem quase me amaciou para ele, e eu não ia deixar isso acontecer. Ele não ia me enganar mais uma vez ... Voltei para a minha tortura pessoal de peneirar fofocas sobre James Archibald Basil Cavendish III. Eu nunca soube seus nomes do meio, ou que ele tinha dois deles. Eu tive que entrar em um site de fofocas aleatórias para saber isso. Claro, ele não sabia o meu, também. Eu encontrei artigos sobre seus pais, e até mesmo algumas fotos. Eles eram um casal deslumbrante. Sua mãe era uma morena, de olhos escuros, uma beleza arrebatadora com pele dourada como James e uma linda boca que ele puxou também. Seu pai era devastadoramente bonito e louro, com lindos olhos azuis turquesa, que fizeram meu intestino apertar com o reconhecimento. Eu podia ver como essa combinação de pessoas poderia criar uma obra prima como James. Um artigo que encontrei sobre eles, escreveu como eles tinham morrido em um acidente de carro. Sua tragédia, e a herança ao belo e jovem James,

um bilionário antes mesmo dos 14 anos, tinha impulsionado rapidamente para o sucesso uma historia romantizada. Eu peguei pequenos trechos, e até mesmo uma foto de seu infame tutor falecido, e os detalhes completos do escândalo. O homem estava em seus trinta e poucos anos na primeira foto. Ele era bonito, com cabelos castanho louro claro, como James, mas uma tez pálida. E ele era magro a ponto de frágil, com assustador olhos verdes pálidos. Spencer Charles Douglas Cavendish tinha sido um predador na pele de um cordeiro. Senti um ódio por aquele homem que fez a bile aumentar na minha garganta. Um artigo que encontrei sobre eles, escreveu como eles tinham morrido em um acidente de carro. Sua tragédia, e a herança ao belo e jovem James, um bilionário antes mesmo dos 14 anos, tinha impulsionado rapidamente para o sucesso uma historia romantizada. Eu peguei pequenos trechos, e até mesmo uma foto de seu infame tutor falecido, e os detalhes completos do escândalo. O homem estava em seus trinta e poucos anos na primeira foto. Ele era bonito, com cabelos castanho louro claro, como James, mas uma tez pálida. E ele era magro a ponto de frágil, com assustador olhos verdes pálidos. Spencer Charles Douglas Cavendish tinha sido um predador na pele de um cordeiro. Senti um ódio por aquele homem que fez a bile aumentar na minha garganta. Eu li o artigo sobre a sua morte. Spencer Cavendish tinha sido morto por um amante enfurecido. Lowell Blankenship tinha sido drogado e algemado por um frágil Spencer. Lowell tinha comentado que tinha consentido em fazer sexo com Spencer, mas que ele não havia concordado em qualquer uma das outras "merdas doentes" que o homem havia forçado em cima dele. Spencer tinha sido estrangulado até a morte, quando ele tinha desbloqueado as algemas da Lowell, que era muito maior. Eu, pessoalmente, achei que ele merecia uma morte muito mais dolorosa. Havia inúmeros outros artigos sobre diversos empreendimentos e negócios de James. Eu apenas deslizei sobre eles. Eu descobri que ele tinha muito mais que apenas a indústria hoteleira, e eu não estava surpresa. Eu li em um artigo de três páginas, sobre seu caso de dois meses com uma cantora de sucesso que ganhou o disco de platina. Ela mal tinha 19 anos, e que havia menos de seis meses que haviam rompido.

Droga, eu tenho algumas de suas músicas no meu mp3, pensei com desgosto. Ele estava com a mão em sua nuca em uma das fotos. Eu queria jogar alguma coisa longe. Havia alguns artigos que indicavam brevemente sobre ele ser um parceiro de sexo bizarro, mas isso foi tudo que eu achei, que nem mesmo chegava perto de tocar no seu estilo de vida BDSM. Eu quis saber como ele tinha mantido tão bem seu segredo. Eu desliguei o meu computador, caminhando até o meu quarto e arrancando a pintura dele na parede. Eu tentei me forçar a rasgá-lo, mas eu não poderia fazê-lo. Em vez disso, eu a coloquei dentro da caixa das aquarelas antigas. Liguei o telefone novamente. Eu ignorei todas as chamadas não atendidas e novas mensagens de James. Eu mandei uma mensagem a Stephan, perguntando se eu poderia ir até sua casa. Ele respondeu sim imediatamente. Eu fui, e nós assistimos TV e tomamos muito sorvete. Ajudou, mas assim que parei de assistir, comecei a pensar novamente. E assim, nós acabamos assistindo TV até quase duas horas em uma noite de trabalho. Nós ainda tínhamos o início da manhã, mas Stephan não reclamou. — Eu falei longamente com James hoje. — Stephan me disse depois que estávamos assistindo TV por horas. Eu apenas assenti. — Quer falar sobre isso? Eu balancei a cabeça. —Tudo bem. Deixe-me saber quando você quiser. —Eu preciso de algum tempo. Eu li sobre ele on-line. Estou me sentindo menos inclinada do que nunca, para até mesmo falar com ele novamente. Stephan respirou fundo. — Isso é algo que eu queria falar, na verdade, se você estiver disposta a ouvir o que eu penso sobre essa coisa toda agora. Eu só o estudei por um minuto. Ele parecia nervoso, o que significava que eu não iria gostar do que ele ia dizer. — Agora não. — eu disse.

—Eu acho que eu posso pelo menos entender agora, por que ele queria manter seu relacionamento com você privado. Eu levantei minhas mãos. — Não quero saber. Soa muito como se você estivesse do lado dele agora. Eu simplesmente não consigo lidar com isso no momento. — Lágrimas brotaram relutantes, enquanto eu falava. Ele me puxou contra seu peito, beijando o topo da minha cabeça. — Nunca, botão de ouro. Eu estou sempre do seu lado. Sempre. Falaremos sobre isso quando você estiver pronta.

CAPÍTULO TRINTA E SEIS Sr. Cavendish Eu estava grata pelos vôos cheios, que nos fizeram trabalhar sem parar no dia seguinte. Estávamos com os assentos completos, tanto na ida, quando na volta. Eu mal tive tempo para comer, e eu estava evitando pensar a qualquer custo. Eu nem sequer trouxe o meu telefone. Ele ainda estava em casa, na minha cama, e desligado. Os agentes estavam presentes, e eu senti um momento de raiva irracional contra eles quando os vi inicialmente na minha cabine. Eu reprimi a emoção, apenas servindo, enquanto eles alternaram as classes no voo de retorno. Eu me acalmei, pensando que James ainda achava que tinha um motivo para ficar de olho em mim. Eu iria corrigi-lo na segunda-feira, e depois esse absurdo teria um fim. Eu estava, felizmente, exausta até a hora que cheguei em casa naquela noite. Eu só fiz os preparativos mínimos para dormir, antes de praticamente despencar na cama. Eu dormi até o final da manhã seguinte. Mesmo depois que acordei, eu me movia lentamente. Levei quase uma hora para preparar o café da manhã, e me alimentar. Eu me senti como um zumbi, dormente demais até mesmo para chorar. Eu pensei que isso era um avanço. Stephan e eu tínhamos nosso almoço mensal com vários dos outros membros da classe de comissários, as 11hs. Eu ia pular fora. Era um grupo unido, barulhento e divertido. Os almoços eram sempre um grande momento. Haviam 12 de nós no total, que sempre implicavam um com o outro durante o almoço. Muitas vezes nós íamos assistir a um filme, ou simplesmente continuar a dar risadas na casa de Stephan. Eu não estava a fim de nada disso. Stephan havia prometido apresentar minhas desculpas. Ele se ofereceu para ficar comigo, mas eu não quis nem

ouvi-lo. Eu sabia que ele era uma criatura social e, os almoços eram sempre um grande momento para ele. Eu tentei pintar. Um olhar para a minha tela de um James nu, foi suficiente para me fazer mudar de ideia. Eu coloquei a pintura em meu quarto de hospedes, com as mãos trêmulas. Eu só não tinha condições de lidar com isso no momento. Finalmente, eu escolhi à rota masoquista, liguei meu computador de novo. Eu me propus a fazer uma pesquisa mais dolorosa do meu famoso examante. Se eu tinha ficado chocada com o que apareceu em minha busca pela primeira vez, eu estava absolutamente estarrecida com o que eu encontrei então. Quanta diferença que poucos dias tinha feito. Agora, digitei James Cavendish no motor de busca, criando um lote inteiramente novo de fotos, que a primeira pesquisa não tinha aparecido. Fotos minhas. Eu nunca tinha pensado em mim como uma mulher bonita. Minhas características eram boas e simétricas e minha cor era um loiro suave e natural, mas eu sempre me considerei apenas atraente, se eu estivesse no clima para ser gentil comigo. Eu costumo fotografar bem. Eu até tinha um sorriso pronto para tirar fotos. Mesmo se não fosse muito sincero, era pelo menos polido e convincente o suficiente à distância. Estas imagens no meu computador, não eram assim, não eram esses tipos de imagens. Eles tinham sido obviamente tiradas, quando eu estava saindo do prédio de James. Eu estava desgrenhada, e, simplesmente, horrível. Eu estava fantasmagórica e pálida, os olhos vermelhos e injetados. Havia rímel escorrendo pelo meu rosto em linhas escuras. Isso me fez aparentar pelo menos 40 anos, em vez de 23. Meu uniforme estava em ruínas, os botões da minha blusa desalinhada e pelo menos três botões abertos. Eu não tinha notado na hora. Minha camisa estava para fora da calça, e a camisa perigosamente aberta, mostrando uma quantidade quase obscena do meus seios. Meu cabelo era um emaranhado. Eu parecia estar bêbada e prestes a vomitar na rua. Eu estava oscilando na beira da calçada. Aparentemente, eu tinha estado tão horrível, quanto eu havia sentido naquela noite. E as fotos estavam por toda parte. Um site de fofocas após o outro tinha romantizado sobre histórias de problemas no

paraíso. Embora todos eles pareciam ter uma conotação ligeiramente diferente. Um site estava me chamando de prostituta, que entrou para tentar estragar o amor entre Jules e James, embora o site alegasse que seu amor iria suportar o escândalo. Eu vi que eles eram comumente chamados nos sites de fofocas como J & J. Isso me fez querer vomitar. Um site me chamou de "Classe baixa a Bordo ", e que eu havia quebrado o coração de uma Jules que estava perturbada. A foto me mostrava horrorosa, e havia uma foto de Jules, nossas imagens lado a lado. A imagem de Jules, a mostrava no vestido cinza claro que ela estava usando naquela noite, dando um sorriso rígido para a câmera. Ela parecia tensa, mas pelo menos ela sabia que estava sendo fotografada. Eu vi mais embaixo, que eles tinham de fato ainda participado do evento de caridade juntos, apesar da tensão óbvia pelos problemas que James tinha causado ao lindo casal. O artigo concluía que seu amor iria prevalecer sobre a fraqueza de James por mulheres rameiras. Eu não ficaria surpresa, se Jules tivesse escrito o artigo de próprio punho, ela estava tão inclinada para isso. Isso a tornava uma santa que aguentava esse sofrimento há tanto tempo. Eu conheci essa mulher, ainda que brevemente. Ela não era nenhum santa. Um site me chamou de "Prostituta Loira do Ar", e afirmou que eu estava tentando armar para cima de James com um bebê. Eu não podia acreditar em todas as mentiras que poderiam ser inventadas a partir de fotos não autorizadas, tiradas em poucos minutos, e tudo sobre uma mulher que nunca ouviram falar. Era chocante, irritante, e revoltante. Um site desenhou um pênis gigante na minha cara, dizendo que eu dei a melhor encabeçada da vida, e que essa era a única razão para James arriscar a ira de sua namorada de longa data. Supostamente várias fontes do site sabiam em primeira mão. As mentiras me fizeram sentir mal. Um site alegou que eu era fazia parte de um caro circulo de prostituição de comissárias de bordo, e que James obviamente tinha que pedir seu dinheiro de volta. Eu me senti por um momento quase lisonjeada, como uma manchete de um artigo. Ele alegou que eu era uma "modelo do peças íntimas sueca". Isso soou quase gentil.

Até que eu rolei mais abaixo no artigo, que tinha um link alegando que era de um filme pornô, estrelado por mim. Eu não me incomodei em clicar sobre ele. Eu sabia que de fato não era eu, e eu não queria ver o que ele realmente era. Outro falava que eu era uma garçonete, e ainda outro dizia que eu era uma stripper com o nome artistico de "Glória Escancarada". Os insultos continuavam e continuavam, e eu me senti humilhada, irritada, e deprimida. Este era o preço que eu tinha que pagar por uma semana de prazer? Eu pensei desgostosa. Eu estava caminhando para ser celibatária pelo resto da minha vida. E eu me odiava, por estar tão chateada que James e Jules tinham ainda saído juntos naquela noite, e que por isso, essas horrível mentiras estavam sendo espalhadas sobre mim... Eu peguei o meu telefone do meu quarto, voltando para a sala e finalmente ligando, depois de dias. Fui direto para o nome de Stephan nas minhas mensagens, ignorando completamente todas as outras mensagens e ligações que eu tinha perdido. Eu tinha uma ligação perdida de Stephan também. Ela havia sido feita há 20 minutos atrás. Stephan: Botão de ouro, eu vou estar em casa logo. O almoço está terminando agora. Nós precisamos conversar. Por favor, não olhe para qualquer coisa online, até eu chegar ai. Eu bufei. Ele deveria me conhecer melhor. Se eu não tivesse olhado já, sua estranha mensagem teria me mandado direto para o meu computador. Eu ouvi a campainha tocar. Isso foi rápido, pensei, enquanto caminhava diretamente para a porta. Eu me perguntava por que ele simplesmente não entrou. Ele raramente era tão formal. Ele até tinha o meu código de alarme. Um calafrio correu através de mim. Eu não poderia dizer o porquê. Cautelosamente, eu verifiquei o olho mágico. Ele estava coberto. Brincadeira sem graça, pensei. Isso me deixou com raiva. Eu abri a porta, pronta para brigar com Stephan. — Você sabe que não deve mexer comigo assim, Stephan. É uma brincadeira sem graç...

Eu não pude terminar, quando uma grande mão agarrou minha garganta, me empurrando de volta para a casa. Eu não conseguia nem gritar com a mão apertada. Eu pisquei, tentando me concentrar no rosto friamente furioso diante de mim. Os familiares olhos azul claro, estavam injetados de sangue. Eu não pude fazer nada, quando o homem enorme loiro me pegou pelo pescoço e me empurrou para o outro lado da sala, minhas costas batendo na parede com um baque chocante. Eu arranhei a mão gigante, que me segurou suspensa como uma boneca de pano. Não teve qualquer efeito. Minha garganta queimou, e o impacto com a parede me arrancou o fôlego, mas a dor era secundária , comparada com o terror que se apoderou de mim. Uma pergunta consumia meus pensamentos. Era um velho padrão familiar para mim, quando este louco, que exercia tão pouco controle sobre sua raiva, me segurava em suas mãos. A questão circulou meu cérebro como um câncer persistente. Será que ele vai me matar desta vez? Ele sempre ameaçava. Desde que eu tinha estado, a não mais de quatro metros de distância, e assisti com horror quando ele empurrou a arma na boca da minha mãe, e puxou o gatilho. Eu tinha visto com horror impotente, quando seu dedo coberto pelo gatilho, puxava tão lentamente. Havia sangue respingado em nós três , mas ele parecia não notar. No momento, suas palavras eram um emaranhado confuso de Sueco e Inglês, e eu não poderia pela minha vida entender. Eu nunca tinha sido fluente em sueco, mas eu tinha que entendê-lo quando era uma criança, desde que meu pai teimosamente insistia em usá-lo em casa. Mas, seja de terror ou falta de uso, qualquer capacidade de compreensão não estava conseguindo me atingir. Eu tentei falar, responder qualquer coisa que ele quisesse, mas sua mão ainda estava na minha garganta, cortando minha capacidade de falar. Sua mão relaxou na minha garganta apenas o suficiente para eu tomar um fôlego. Engoli em seco, então grunhi e soltei um gemido, quando seu punho duro fez contato com as minhas costelas. Eu soluçava em outro fôlego, ainda desesperada por ar. Ele falou de novo. Desta vez, era uma sequência muito acentuada, mas compreensível do Inglês. — Não tenha a falsa ideia de que um namorado rico vai mantê-la a salvo de mim. Se você sequer pensar em falar com a polícia, eu ainda vou te matar. Você entendeu?

Eu não podia falar, mas eu tentei. Deus, como eu tentei. Finalmente, apenas balancei a cabeça, mas não foi o suficiente. Uma dos seus grandes punhos fez contato com o meu estômago uma vez, e em seguida, novamente. Eu comecei a desmoronar, mas ele empurrou meu ombro na parede com força suficiente para me manter de pé. — Olhe para mim. — a voz fria de meu pai mandou. Eu obedeci, dando uma boa olhada nele pela primeira vez, desde que ele tinha invadido, como um louco, a minha porta. Fazia seis anos que eu não o via, mas ele tinha envelhecido 20 anos. Ele estava ainda mais pesado agora, seu rosto marcado com os sinais de uma vida de excessos. Ele era um bêbado, um fumante, um jogador crônico, um assassino, e só Deus sabe o que mais. Tudo tinha cobrado um preço no seu rosto, uma vez bonito. Eu me chamei mil vezes de burra. Eu sabia que ele nunca iria deixar Vegas. Ele jogava para se manter à tona, desde que seus pais o tinham deserdado pelo menos 24 anos antes. Eu havia rezado para que o seu estilo de vida destrutivo o matasse, mas foi uma esperança vã. Pensar que era Stephan na minha porta não era desculpa. Eu era uma idiota por baixar minha guarda, nem que fosse por um segundo. Mas ele tinha de alguma forma, descoberto a hora certa de me atacar. Eu estava tão deprimida e desanimada, que meu cérebro não estava funcionando corretamente. O pensamento de uma ameaça real tinha ficado tão distante da minha mente... — Algumas pessoas têm feito perguntas sobre mim, pessoas que eu não conheço. O que você falou ao seu namorado rico sobre mim? Você disse a ele sobre a morte de sua mãe? —Não. — eu soluçava. — Eu não sei quem são essas pessoas que você está falando. Eu não lhe disse nada. Eu juro. Minhas palavras eram inúteis. Elas sempre foram. Meu pai era um homem de ação. Ele agarrou meu braço com uma mão, me socando o outro lado com a outra. Ele sempre aplicava seus golpes para fora. Ele pegou um ponto em minhas costas e minha coluna se curvou de dor. Ele varreu as minhas pernas debaixo de mim. Cai facilmente. Ele me chutou uma vez, com força, nas costas. Ele andou em volta de mim, levando seu calcanhar ao meu pescoço. — Seria muito fácil eu dar simplesmente um passo agora, e te matar. Você entende isso? Apenas meu peso é suficiente para

esmagar sua traqueia. É assim que você quer morrer? Porque se você contar a alguém o que eu fiz para a sua mãe, não há nenhuma razão para que eu não deva matá-la. Eu não hesitaria. Você entende, sotnos? — Sim. — eu consegui resmungar para fora. Foi uma luta para conseguir falar essa simples palavra, com uma bota enorme no meu pescoço. Ele me pegou, sem esforço me colocando de pé. —E o homem precisa parar de fuçar na minha empresa. — Ele levantou uma mão enorme em cima de mim, levando com força até a parte de trás da minha cabeça. Meu mundo ficou preto.

CAPÍTULO TRINTA E SETE Epílogo Eu acordei com a pior dor de cabeça da minha vida. Era além de excruciante. Eu queria mergulhar de volta na inconsciência imediatamente. Foi o meu primeiro pensamento consciente. Eu abri meus olhos o mínimo que conseguia. Isto deixou a dor ainda pior, então eu os fechei novamente. Eu estava em um hospital, foi meu segundo pensamento consciente. Tudo, desde a maneira que eu estava encostada, o cheiro, todos os pequenos sinais sonoros, me indicou claramente isso. Meu terceiro pensamento foi que a minha cabeça não era a única coisa errada comigo. Quase todas as partes do meu corpo latejavam, da cabeça aos pés. Minhas mãos pareciam ilesas. Minha mão direita estava segurando uma mão quente e dura. Eu sabia que devia ser Stephan ao meu lado, e eu me senti melhor só de saber da sua presença. Eu estava péssima, mas eu estava viva. E eu tinha Stephan. Fiz uma segunda tentativa de abrir os olhos. Essa foi um pouco mais bem sucedida do que a primeira tentativa, mas dor agonizante ainda correu pelas minhas têmporas. Olhei para o homem sentado à minha direita. Fiquei mais do que um pouco inquieta, ao ver que não era Stephan. O cabelo dourado arrastava no belíssimo rosto de James, quando ele se inclinou sobre a minha mão, seu rosto sério e desolado, os olhos vermelhos, a boca franzida, como se ele estivesse com dor. Ele estava com a postura de alguém que estava sem dormir por horas, se não dias. Ele parecia tão trágico

assim, o coração tão dolorosamente bonito, que senti um amolecimento instantâneo por ele. Eu não estava pensando muito claramente, mas eu tentei alcançá-lo brevemente para confortá-lo. Meu braço não se mexia muito, mas eu era capaz de segurar sua mão com um pequeno aperto, tranquilizador. Sua cabeça disparou, os olhos me procurando. Aqueles olhos azuis vibrantes pareciam à beira das lágrimas. Foi surreal vê-lo assim. Ele engoliu em seco. — Como você está se sentindo? — Ele perguntou. Ele estendeu a mão e apertou um botão à minha direita, atrás de mim. E então suas duas mãos seguraram a minha, acariciando-a suavemente. Minha voz estava rouca e fraca, mas eu lhe respondi. — Viva. Ele piscou, e uma lágrima escorregou pela sua perfeita bochecha dourada. Eu pisquei para ele, me perguntando se eu estava sonhando. Este era um James diferente, que estava sentado na minha frente, quase um estranho. Mas, novamente, ele sempre era estranho. — Onde está Stephan? — Eu perguntei a ele. Doeu para falar, então eu tentei manter minhas palavras a um mínimo. —Ele foi tomar um café. Ele estava colado ao seu lado. — Ele acenou com a cabeça em um ponto do outro lado de mim. Havia outra cadeira colocada logo ao meu lado. — Ele está dormindo ai. Eu processei suas palavras, depois, quase imediatamente quebrei o meu voto de silêncio. — Quanto tempo eu dormi? Ele abaixou a cabeça, tocando sua testa na minha mão. — Três dias. Para sempre. Eu suspirei, me sentindo um pouco aliviada. Poderia ter sido pior. — Há quanto tempo você está aqui? — Eu perguntei a ele. Seu rosto parecia incrivelmente cansado, quando ele olhou para nossas mãos entrelaçadas. — Eu apareci em sua casa, quando a ambulância estava te levando para longe. Nós te seguimos até o hospital. Stephan e eu chegamos juntos , apenas alguns minutos tarde demais...

— Você veio para minha casa mais cedo! — Eu disse, um pequeno fio de acusação em minha voz. Ele apenas acenou com a cabeça. — Sim. Mas não cedo o suficiente. — ele disse, e eu poderia dizer que ele estava se culpando pelo que aconteceu, por chegar tarde demais para parar, o que era uma loucura, é claro. Eu imaginei, um pouco topada ainda, que alguém que necessitava tanto estar no controle, também deveria sentir a necessidade de levar uma quantidade desproporcional de responsabilidade para as coisas, mesmo as coisas que estavam completamente fora de seu controle. Eu apertei sua mão. — Há quanto tempo você esta no hospital? — Eu perguntei de novo. Ele apenas piscou para mim. — Desde então, amor. Você acha que eu poderia deixá-la assim? Minha testa franzida. — Você não tem trabalho a fazer? Ele riu, e foi um som enferrujado. — Eu estou dando um tempo. Eu notei pela primeira vez no quarto particular, que estava recheado de flores. Elas variavam de buquês exóticos, às rosas brilhantes, até cravos simples. Parecia que cada flor foi representada nos vasos ao redor do quarto. — Você fez isso. — eu disse, quando vi tudo aquilo. Ele beijou a minha mão. — Não só eu. — ele disse. — Os lírios brancos são de Stephan. E esses girassóis são de Damien e Murphy. As flores mistas silvestres são de sua companhia aérea. E esse buquê é de um grupo de comissários de voo. Eu trouxe o resto. —Elas são lindas. Obrigada. — O prazer foi meu. — ele murmurou, me olhando como um falcão. Stephan veio em seguida, e correu para o meu lado. Lágrimas corriam por seu rosto, quando ele agarrou minha mão. —Como você se sente? — Ele perguntou, sentando-se ao que era, obviamente, sua cadeira, no meu outro lado Eu fiz uma careta. —Viva. —Eu devo chamar a enfermeira. — Stephan disse, começando a ficar em pé.

— Eu toquei para ela vir. Ela é geralmente rápida, então vai estar aqui a qualquer momento. — James disse. Stephan se sentou novamente. Ele acariciou minha mão confortavelmente. — Eu estava falando com a polícia. Eles querem falar com você quando você se sentir pronta para isso. Eu disse a eles que eu imaginava que era o seu pai, mas falei que eu não vi, para que não levem minha palavra como certa. Foi seu pai, certo? Eu apenas assenti, estremecendo. — Mais tarde. Eu definitivamente não estou me sentindo pronta agora. Que dia é hoje? —Quinta-feira. — Stephan me disse. Meus olhos se arregalaram, minha mente automaticamente indo para o trabalho. — Nós temos um vôo hoje à noite? — Eu perguntei a ele. Ele acariciou minha mão. — Eu conversei com o diretor da companhia. Ele não teve nenhum problema em nos deixar afastados, como nosso período de férias, com você estando hospitalizada. Ele foi realmente muito legal sobre isso, sabendo que não poderíamos ficar muito tempo afastado sem receber, e que eu não poderia trabalhar, com você sofrendo assim. Temos duas semanas de folga, então não se preocupe com o trabalho. Fechei os olhos de alívio. — Obrigada Stephan. Você é maravilhoso. James apertou a minha mão. — Isso não é tempo suficiente. E se você está preocupada com o dinheiro que... —Não. — eu disse a ele, meus olhos ainda fechados. Sua menção ao dinheiro abriu a comporta, e de repente me lembrei, de forma intensa, por que ele não deveria estar ao meu lado. Eu comecei a retirar a minha mão. Ele agarrou forte, e meus olhos se abriram, olhando para ele. O olhar em seus olhos estavam em minha mão, e eu não tive coragem para afastar alguém, que parecia tão... desesperado. —Ok, eu não vou. Sinto muito. Eu só queria ajudar. — ele me assegurou de uma maneira que parecia estranha para ele. Ninguém poderia dizer que ele não estava tentando... A enfermeira chegou, me verificando. Ela me perguntou sobre a dor, e eu a vi apertar o botão analgésico várias vezes. Eu dormi novamente.

Os dois homens estavam aparentemente impassíveis, quando despertei novamente. Eu podia ver pelos tons da cortina ligeiramente aberta, que estava escuro lá fora. Minhas duas mãos ainda estavam calorosamente envolvidas. —Quanto tempo eu dormi agora? — Eu perguntei. Stephan parecia estar cochilando, mas James tinha os olhos abertos. Ele parecia estar rezando sobre a minha mão. —Quatorze horas. — James disse, e beijou minha mão. — Eu acho que você levou dez anos de minha vida nesta semana. — Ele se aproximou e deu um soco em um botão, e eu sabia que ele estava chamando a enfermeira novamente. Era uma enfermeira diferente desta vez, eu distraidamente notei que ela saiu, após me verificar e me dar a medicação. Ambas haviam sido agradáveis e rápidas. Gostaria de saber se o hospital sempre teve um serviço tão bom, ou se este era o efeito James Cavendish. —Você não tem que ficar aqui. — eu disse a ele, quando eu comecei a cair no sono novamente. Ele me enviou um olhar tão magoado que eu tentei engolir minhas palavras de volta, mas eu já tinha afundado em um sono pelas drogas. Dias se passaram assim, flutuando dentro e fora da consciência, enquanto meu corpo curava. Já haviam passado cinco dias, eu calculei aproximadamente. E mesmo assim, foi uma quantidade limitada de atividade. Eu tive uma concussão grave, um pouco de hemorragia interna, e algumas costelas bem machucadas. Do jeito que eu me sentia, eu achava difícil acreditar que elas não estavam quebradas. Eu odiava imaginar o que iria sentir, se realmente estivessem quebradas, se era isso o que sentia apenas machucando. Eu descobri com o médico, que eu iria ficar no hospital por mais alguns dias, em observação. Todos os meus ferimentos eram dolorosos, mas não eram fatais. Eu tive sorte, eu sabia. Poderia ter sido muito pior. Eu tinha várias visitas. O resto da nossa equipe me visitou uma vez, os pilotos também vieram. Eles me desejaram boa sorte, e conversaram agradavelmente sobre nada de importante. Nenhum dos dois homens ao meu lado ofereceram seus lugares para os outros visitantes. Eu não fiquei surpresa.

James apertou a minha mão uma vez, quando Damien se abaixou para dar um tapinha na minha perna. Eu sabia que Damien estava apenas sendo simpático. Ele teria acariciado minha mão, provavelmente, se ambas não estivessem tomadas. James e Stephan nunca se afastaram de suas cadeiras ao meu lado, dia ou noite. Ocasionalmente, eles se revezavam para dormir em uma pequena cama, que abria para fora da parede no canto da sala. Eu não poderia imaginar nenhum dos dois conseguindo ter um bom sono, naquela cama aparentemente desconfortável e dura. Era tanto emocionante como desconcertante para mim, estes dois homens incríveis que insistiam em me observar, completamente despreocupado de seus próprio conforto. Uma mulher loira, com uma aparência profissional, continuava chegando e saindo do quarto, em silêncio, entregando a James, seu telefone, ou o seu laptop, ou até mesmo uma ocasional pilha de papéis. Eu supunha que era por isso que ele foi capaz de ficar tanto tempo ao meu lado. — Você não tem que ficar aqui. — eu disse a ele. — Eu entendo que você tem trabalho a fazer. Ele só me deu um olhar de desprezo, trabalhando em seu laptop. Eu estava quase recuperada o suficiente para receber alta, antes de Stephan voltar ao ataque novamente. — Por que ele veio atrás de você de novo, depois de todos esses anos? — Ele perguntou em voz baixa. James estava cochilando em sua cadeira. — Ele mencionou algo sobre pessoas fazendo perguntas sobre ele, pessoas que ele não conhecia. Ele me viu nos tabloides, eu suponho, e me culpou. Ele também parecia pensar que o fato de namorar um homem rico, me faria mais propensa a ter coragem e ir à polícia falar sobre ele. —Isto foi minha culpa. — James falou, me fazendo olhar para ele surpresa. Seu rosto estava pálido. — Eu sinto muito. Eu arqueei uma sobrancelha para ele. — Isso é um pouco de exagero. E, de qualquer maneira, meu pai não estava errado. Estou me sentindo mais corajosa agora. James tentou me perguntar o que eu quis dizer, mas eu não estava compartilhando mais. E não havia nada para compartilhar com Stephan. Ele já sabia de tudo.

Eu peguei o final de uma conversa baixa, quando eu acordei uma manhã, dias depois. —Eu acho que vai piorar, ao invés de deixar as coisas melhores. — Stephan estava dizendo a James. — Ela não vai gostar. Basta lhe dar um tempo, James. Eu sei que é duro, mas você tem que ser paciente. — O que vocês estão discutindo? — Eu murmurei, quando o meu cérebro se arrastou para fora do sono. Os dois homens pareciam um pouco culpados, por terem sido flagrados discutindo sobre mim, mas não responderam. —Derrama, Stephan. Ele suspirou. — James gostaria de levá-la para um lugar tranquilo para se curar. Ele estava sugerindo um lugar na praia, talvez. E nós estávamos tentando descobrir como lidar com o circo de mídia que parece seguir James em todos os lugares. Eu fui de grogue a alerta total, enquanto ele falava. James me deu um olhar muito solene. — Eu não posso te dizer o quanto eu queria impedir que você fosse pega no fogo cruzado, que é esse circo da mídia na minha vida. Essa é a verdadeira razão que eu queria manter nosso relacionamento privado, em primeiro lugar. Eu estava sugerindo, que se eu soltasse uma declaração sobre o nosso relacionamento, falando que é claro que você e eu estamos juntos e exclusivos. E que Jules é e sempre foi apenas uma amiga. Eu odeio a implicação de que você está usurpando o seu território. Nada poderia estar mais longe da verdade. Eu puxei minha mão de James, então, a levantei quando ele tentou protestar. — Stephan, nos dê um momento, por favor. — eu disse solenemente. Ele saiu sem dizer uma palavra, saindo em uma retirada precipitada. A mandíbula de James estava apertada, e ele parecia irritado e implorando, tudo de uma vez. — Por favor não me afaste, Bianca. — disse ele calmamente. Eu puxei uma respiração profunda. Meu peito ferido. Não era apenas pelos punhos que me acertaram. Era uma dor mais profunda. — James, isso tudo aconteceu muito rapidamente. Eu preciso dar um passo para trás.

Ele olhou para baixo, escondendo seus olhos cheios de dor, aquela linda boca torcida de uma forma que cortava o coração. — Por favor. — Sua voz era tranquila. — Eu não posso suportar a ideia de te perder. O que posso fazer? Eu engoli um caroço grosso na minha garganta. — Apenas me dê tempo, por favor. As coisas entre nós aconteceram muito rápido, e tudo o que aconteceu desde então só me fez perceber isso. Eu não posso pensar direito quando estamos juntos. Você apenas me varre e eu pareço perder toda noção de um pensamento sensato. Não sei se posso ser uma parte de sua vida, ou se ainda posso aceitar que você faça parte da minha. Eu poderia dizer que ele queria argumentar, mas eu o acalmei apenas com um olhar. — Apenas me dê algum tempo. — finalmente repeti. — Isso é tudo que eu peço. Podemos discutir essa coisa que temos em algumas semanas, talvez um mês, se você ainda quiser. Francamente, eu meio que espero que você apenas queira seguir em frente com sua vida, depois desse prazo. Ele parecia muito irritado agora, mas ele me estudou, e eu pude ver que ele tentou se segurar. — Por favor, tenha mais fé em mim do que isso. — disse ele calmamente. —Será que você, pelo menos, permite que eu te ligue? Ou mesmo mande mensagens para você? Fechei os olhos, querendo voltar a dormir, querendo chorar como um bebê. — Eu vou entrar em contato com você. — Foi tudo o que eu disse. Ele agarrou minha mão. — Parece que você já desistiu de mim. Eu gostaria de saber as palavras que me ajudassem a fazer você entender o quão sério eu sou com você. Havia lágrimas em sua voz, e ele quebrou meu coração. Mas ele realmente não tentou encontrar qualquer uma das palavras. Ele nunca falou de amor, ou até mesmo o quanto ele se importava. Ele tornou mais fácil para eu fazer o que precisava ser feito. Me ajudou lembrar a mim mesma, que nós dois mal nos conhecíamos. Isto tudo podia não significar nada para ele em um mês. Se ele falasse que me amava, eu poderia não ter sido capaz de mandá-lo embora. — Eu não o estou dispensado. Eu só preciso de um tempo e espaço. Como você viu e ouviu, eu vou ficar bem. Eu vou ser liberada do hospital a

qualquer momento agora. Hoje, provavelmente. Stephan vai cuidar de mim depois disso. Eu mantive meus olhos fechados. Era muito mais fácil dizer as palavras se eu não estivesse olhando para ele. —Adeus, James. — eu disse a ele, minha voz estranhamente grossa. Isto era uma despedida. Ele beijou minha testa. Eu o senti me olhando por longos minutos. Finalmente, depois de uma longa espera, ele partiu. Senti as lágrimas deslizarem pelo meu rosto, mas só depois dele ter ido embora. Stephan entrou novamente algum tempo depois. Eu suspeitava que ele tinha acompanhado James para fora. Ele veio direto para o meu lado, parecendo saber, sem uma palavra minha, o que havia acontecido. — Você esta ok, Abelhinha? Eu balancei a cabeça. — Eu quero sair daqui. E eu estou pronta para falar com a polícia, Stephan. Eu vou contar tudo.

A história de James e Bianca continua em Mile High

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